Com a cheia
do Rio Madeira, algumas ruas da região do Cai N’Água, em Porto Velho, começam a
ser invadidas pela água. Próximo a feira do produtor rural, o igarapé da região
transbordou por conta das intensas chuvas dos últimos dias e a Rua Jaci-Paraná
já acumula água. Nessa sexta-feira (15), o nível do rio chegou a 16,33
metros.
Conforme
prognósticos do Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam), há a previsão de que
na próxima sexta-feira, dia 22 de fevereiro, o Madeira atinja a cota de 17,53
metros, antecipando o que estava previsto para acontecer somente em março.
Na região do
porto público municipal, a Rua Beira Rio também já começa a ser inundada. O
local onde várias embarcações atracavam e esperavam para o embarque e
desembarque de mercadorias já está alagado. A água também já começa a se
aproximar das casas mais próximas do rio.
O pescador Raimundo Nonato Vasconcelos, de 55 anos, mora na margem esquerda do Madeira há mais de 15 anos e diz que, conforme o nível das águas vai subindo, a preocupação dos ribeirinhos aumenta. “Todos os dias eu pesco para levar o que comer para minha família e, neste ano, eu percebi que a correnteza está um pouco mais forte, o que faz a gente redobrar os cuidados porque pode virar o nosso barco. Eu não quero passar pela mesma situação que passei em 2014 porque a água invadiu a minha casa pelo meio e tive que morar em abrigo”, teme Raimundo.
Flaviano
Martins, de 47 anos, é morador do Bairro Triângulo e acompanha todos os dias as
notícias sobre a cheia do Rio Madeira. “Eu fico atento porque eu moro na beira
do rio e preciso ficar sabendo tudo o que acontece. Ao ler uma notícia que o
nível do Rio Madeira vai ultrapassar os 17 metros eu fiquei com medo e já
deixei meus familiares em alerta porque se o rio subir mais um pouco eu vou ter
que sair de casa”, diz o morador.
“Depois da
cheia de 2014 a gente sempre fica apreensivo quando o rio passa dos 15 metros
porque a água começa a invadir os terrenos das casas que ficam as margens do
Rio Madeira. Eu trabalho fazendo frete no rio todos os dias e o cuidado tem que
ser redobrado porque a correnteza e as ondas estão fortes e pode causar uma
tragédia se não tiver cuidado”, diz o barqueiro Roberto Moraes da Silva, de 39
anos, que reside às margens do Rio Madeira.
Conforme a
Defesa Civil Municipal, as equipes estão em campo fazendo o monitoramento e
acompanhando as famílias que residem em áreas de risco de enchente. No entanto,
uma das preocupações é com o excesso de lixo encontrado próximo das
residências, fato que gera riscos a saúde e atrai animais peçonhentos, além de
ratos que transmitem doenças.
O órgão
alerta ainda que, em caso de necessidade, há equipe de plantão 24 horas,
inclusive nos finais de semana e feriados, que podem ser acionadas pelos
telefones 199, disponível das 8h às 18h, e o número 98473-2112, 24 horas. O
corpo de bombeiros também poderá ser acionado através do número 193.
Veja o vídeo:
Fonte: Rondoniagora.com
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