quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

RESENHA POLÍTICA - ROBSON OLIVEIRA

MARCOLA – O Governo de Rondônia requereu, o Governo Federal atendeu e vai enviar ao estado uma Força Nacional para atender a área de fronteira de Guajará-Mirim e Costa Marques, num prazo inicial de quinze dias. A autorização do uso da Força Nacional, por coincidência, ocorreu uma semana depois que o chefe da maior organização criminosa em operação no país, Marcola, foi transferido para o presídio federal de Porto Velho.
 SUPRESA - Não deixou de ser uma surpresa porque não houve pedido público do estado nem explicação. Embora os índices de violência estejam em escala ascendente em Rondônia. O coronel-governador já vinha sendo criticado por vários setores da área de segurança pública ao requisitar um contingente enorme de militares para assumir cargos de primeiro escalão distinto da área de segurança.
 LUPA – Desde que vieram à tona as suspeitas de que dirigentes do PSL tenham se utilizado de “laranjas” como candidatos para cumprirem formalmente a legislação eleitoral supostamente de forma ilegal nas eleições passadas, em Rondônia a prática pode ter sido utilizada. Já há em curso o uso da lupa para esquadrinhar as coligações e as respectivas nominatas, além do uso indevido das verbas partidárias destinadas à campanha.
MUDANÇAS – No segundo semestre, certamente que vão dominar as manchetes noticiosas sobre as eleições municipais de 2020. Já há nos bastidores movimentos rondonienses que indicam mudanças nas direções partidárias. É possível que no PR, PSDB, PTB e PSD haja novidades. Todos os grupos políticos querem preparar seus partidos de olho nas prefeituras dos principais municípios do estado.
NEPOTISMO – A coluna recebeu um e-mail com algumas acusações de prática de nepotismo no âmbito da Sejucel – Superintendência de Esportes, Cultura e Lazer. Por cautela deste cabeça-chata que assina estas linhas tortas, nenhum nome é exposto quando a denúncia não possui origem. É costume deste escriba e dublê de operador do Direito guardar as fontes, opção que nosso informante sem face desconsiderou em utilizar. No entanto, estamos averiguando a veracidade dos fatos e dependendo das descobertas publicaremos a denúncia completa. Mas fica o registro como forma de garantir a independência da coluna e do colunista.
FATURA – Vieram altas mesmo as faturas do consumo de energia elétrica em Rondônia porque a empresa fornecedora (Energisa) decidiu embutir o aumento concedido em novembro passado de uma só vez nas contas deste mês. O que chama a atenção é a forma pela qual os políticos rondonienses estão usando o problema para faturar politicamente. Na privatização da empresa, ano passado, poucos foram os nossos representantes políticos que se insurgiram contra a entrega do nosso patrimônio. Agora aparece oportunista querendo levar gente a rua para receber os louros da indignação coletiva.
RETALIAÇÃO – Esta coluna chegou elogiar – algo raro por aqui – a indicação do professor Suamy Vivecananda para Secretário de Educação do Estado em razão do trabalho que realizou na melhor escola pública da capital, João Bento da Costa. Infelizmente, para tristeza da coluna, recebemos a informação de que, após a unção ao cargo estadual, o professor Vivecananda tem usado das prerrogativas que o cargo lhe confere para retaliar a quem no passado o contrariou.
 RETALIAÇÃO II – A Federação das Indústrias de Rondônia realizou um minucioso estudo educacional e produziu um excelente documento com as diretrizes de planejamento da educação rondoniense com as premissas centradas no primeiro ciclo da alfabetização – que vai da 1ª a 5ª série – e ofereceu ao governo para a implantação. O projeto garante que a criança seja alfabetizada na idade adequada já que, para as estatísticas essa idade é contabilizada até a adolescência, o que gera distorções.
RETALIAÇÃO III - O Secretário simplesmente decidiu ignorar o projeto e os estudos ofertados pela Fiero por pura birra pessoal, visto que em anos pretéritos Suamy Vivencananda, que pertencia aos quadros de professores do SENAI, fora dispensado. Essa dispensa gerou descontentamento em Suamy levando à retaliação em relação ao sistema S, parte educacional do sistema ligada a federação das indústrias.
 ARREPENDIMENTO - Ao dar de ombros ao projeto, o secretário consegue dar vazão ao seu ódio incontido, embora seja uma conduta que prejudica frontalmente os interesses estaduais e os interesses de centenas de crianças que precisam de uma educação melhor. Esta conduta indigna para o cargo que ocupa obriga a coluna a revisar as loas feitas no mês passado quando da nomeação de Suamy Vivecananda para ocupar o honroso cargo de Secretário de Estado da Educação. A mesquinhez é incompatível com o cargo e mancha o currículo do ex-diretor do João Bento.
PAVÃO – A bela votação que obteve ao Senado Federal parece que afetou os miolos do senador Marcos Rogério (DEM), que desde a posse assumiu um comportamento equidistante dos membros da bancada, inclusive nas discussões em reuniões sobre interesses do estado, e adotou uma postura antipática, com uma certa arrogância. A coluna tem ouvido de muitos correligionários que o parlamentar ontem paparicava e, após a eleição surpreendente, passou a desdenhar. Sequer atende a uma ligação. Virou o pavão. Como diz o ditado: "O povo põe, o povo tira". Uma questão de tempo!

Fonte: Jornalista Robson Oliveira / Porto Velho-RO.

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