segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

TUDO SOBRE SEGURO


Uma cotação de seguro nunca é igual à outra. Para o cálculo são consideradas pelo menos duas dezenas de fatores que variam a cada caso, no que o corretor de seguros é o profissional mais indicado para assessorá-lo. Entre esses fatores estão a idade do segurado e das pessoas com quem reside, tipo de garagem onde a moto ficará estacionada, frequência de uso, valores das coberturas e, o principal, o endereço. Este pode ser o vilão ou herói da apólice, que produz as maiores variações no custo do seguro, o chamado prêmio. "A diferença pode ser maior que o dobro, mudando apenas o endereço", explica o corretor José Ferreira, da STA Seguros.
O segundo item que mais influencia o valor da apólice é o perfil do segurado, em especial a idade. Sai mais caro para os que estão próximos dos 18 anos, solteiros, moram em casa, residem com outras pessoas de 18 a 24 anos e usam a moto diariamente porque é o único veículo que possuem. "O valor do prêmio cai conforme a idade aumenta, em especial a partir dos 30 anos", diz Ferreira. Já o melhor perfil possível é de quem está casado, mora em apartamento com garagem fechada e sem pessoas recém-habilitadas.
É verdade que perfil e endereço dificilmente se modificam, mas há uma série de opções que dependem exclusivamente do segurado e podem fazer toda a diferença no preço - o corretor de seguros pode ajudá-lo nesse caso fazendo simulações. Começando pelas coberturas, que em caso de sinistro afetam o bolso e o tamanho da dor de cabeça do segurado: o valor coberto pelo seguro em caso de danos materiais (a outro veículo) ou corporais (outra pessoa) pode variar de R$ 20 mil a R$ 700 mil, diferença que soma apenas algumas dezenas de reais a serem pagos por um ano de seguro. Em outras palavras, aumentar o valor dessas duas coberturas custa pouco considerando o possível prejuízo de bater em um carro de luxo.
Também é preciso ficar atento para evitar prejuízos com reduções de custo causadas pela eliminação de coberturas, um negócio que definitivamente não vale a pena. Retirando as indenizações em casos de colisão e danos a terceiros, além da assistência 24 horas, o desconto é de cerca de 10%. Pouco para justificar que se faça um seguro tão seletivo.
Na composição da apólice também é possível alterar os valores da franquia (valor pago pelo segurado para acionar a seguradora) e da indenização por perda total (furto, roubo, incêndio ou colisão grave). O valor da franquia pode ser elevado para reduzir o do prêmio, a chamada franquia majorada, que custa até o dobro em troca de uma redução que costuma ficar entre 5% e 10% do custo da apólice. Por exemplo, para reduzir o custo (prêmio) de um seguro de R$ 1.580 para R$ 1.500, em caso de acionamento da seguradora poderia ser necessário pagar uma franquia de até R$ 2.900 em vez de R$ 1.400. Sem dúvida um mau negócio.
Outra possibilidade é modificar a indenização em caso de perda total. A indenização da seguradora é paga com base no valor de mercado aferido pela Fipe, que pode ser reduzido a 75% ou ampliado para 110% do preço na tabela, à escolha do segurado no momento de compor a apólice. Em ambos os casos a variação no custo da apólice é quase proporcional à variação da indenização, ou seja, se você optar por pagar um seguro com custo 25% menor, o ressarcimento em caso de perda do bem será inferior nessa mesma proporção. "Não há vantagem nem desvantagem, é um risco que se assume", avalia o corretor da STA Seguros. 
Por fim, saiba que o custo do seguro também varia de acordo com a comissão estipulada pela corretora. A comissão varia de 10% a 30% do custo do seguro e é paga por você como valor final da apólice. Saber qual percentual de comissão está sendo cobrado é um direito seu e deve ser informada junto com a cotação. Agora que o universo dos seguros está desmistificado, se estiver pensando em comprar uma moto informe-se quanto ao valor do seguro antes de fechar negócio para decidir com propriedade.
Glossário
Bônus – escala de pontuação do segurado que varia de 0 a 10 e o premia com desconto na renovação da apólice. A cada ano encerrado sem acionamento da seguradora o bônus sobe em um ponto e amplia o percentual de desconto concedido para a apólice do ano seguinte.
Coberturas – são os itens custeados pela seguradora, conforme constam na apólice, como roubo, furto, colisão, danos materiais (a outro veículo), danos corporais (a outra pessoa) e assistência 24 horas.
Comissão da corretora – varia de 10% a 30% do valor da apólice e é paga pelo segurado. O percentual varia a critério do corretor, deve ser informado e pode ser negociado pelo segurado.  
Franquia – valor cobrado para o acionamento do seguro, que varia para cada modelo de moto e serve para inibir pedidos de pequenos reparos.
Franquia majorada – elevação no valor da franquia para reduzir o do prêmio. É uma opção do segurado, que pode escolher por reduzir o custo da apólice em cerca de 5%, mas em caso de acionamento do seguro paga até o dobro pela franquia.
Indenização – varia de 75% a 110% do valor de mercado do bem de acordo com a tabela Fipe. É paga em caso de perda total por furto, roubo, incêndio ou colisão grave (quando o reparo custar mais que o valor da moto na tabela).
Perda total – quando o bem é irrecuperável e a seguradora tem de indenizar o cliente segundo o valor de mercado aferido pela Fipe. A cobertura por perda total pode ser reduzida a 75% ou ampliado para 110% do preço na tabela, à escolha do segurado no momento de compor a apólice.
Perfil – dados coletados pela seguradora sobre o proprietário do veículo para avaliação de risco de sinistro. É composto por mais de 20 itens, como idade, endereço, estado civil, tipo de residência, onde o veículo fica estacionado e freqüência de uso.
Prêmio – custo da apólice de seguro pelo período de cobertura de um ano.
Sinistro – ocorrência coberta pelo seguro e que resulte em acionamento da seguradora.
Fonte: Revista duas rodas

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