domingo, 15 de dezembro de 2013

OPINIÃO DE PRIMEIRA

MENOS DE UM ANO ANTES, NÃO HÁ DEFINIÇÃO SOBRE A DISPUTA DO GOVERNO

Não está nada claro o quadro para a sucessão estadual de 2014. Nem o nome teoricamente mais certo na disputa, o do governador Confúcio Moura, está definido. Nesta sexta, numa reunião fechada no Palácio Presidente Vargas, com Confúcio, Valdir Raupp e a cúpula do PMDB, ele foi pressionado a se decidir se vai ou não à reeleição. Saiu pela tangente. Disse que ainda está pensando. Que há muitos fatores positivos a impulsioná-lo a uma nova candidatura, mas que depende ainda de superar a enorme pressão que vem recebendo da própria família para que não concorra novamente. Confúcio deixou no ar a possibilidade de entrar na reeleição, mas não o fez com convicção. O Plano B peemedebista, o empresário Mário Português, que tem a simpatia do comando partidário, do diretório e de grande número de lideranças do PMDB, está fardado e pronto. Se Confúcio não entrar, entra ele, Mário. O segundo nome é o do ex-senador Expedito Júnior, do PSDB, que aparece em todas as pesquisas, até dos seus adversários, com chances reais de vitória. Mas Expedito poderá ou não concorrer? Ele e seus aliados dizem que sim. Seus adversários dizem que não. O caso ainda vai dar muito pano pra manga, até que haja uma decisão final. Seja qual for, o caso continuará andando nos tribunais, mesmo depois da eleição de 2014.
 Outros nomes têm sido citados constantemente. O presidente da Assembleia, deputado Hermínio Coelho, está reunindo forças para sua possível candidatura. Quer se posicionar como único oposicionista (de verdade, segundo ele) ao governo Confúcio Moura e neste mote vai conduzir sua campanha.Hermínio terá que superar dificuldades, inclusive dentro do seu partido, para ser candidato. Esses três, mais o Português e um quinto pré-candidato são, até agora, os pretendentes com mais chances em 2014.  
 NEODI NO PÁREO - Um terceiro nome, neste contexto, tem igualmente chances reais. Ninguém menos que o deputado Neodi Oliveira, um parlamentar que tem o que mostrar em termos de realizações aos rondonienses, Neodi teria o apoio de até dez partidos, reunidos pelo ex-governador e atual senador Ivo Cassol? Ainda não se sabe. Neodi  anda otimista com o que está ouvindo nas visitas que faz em várias regiões do Estado, mas ainda não decidiu nada. Logicamente, outros nomes ainda virão. Mas nesse momento, a situação real é essa.
SOBREVIVENDO - Se tivesse lutado por seus eleitores e pelo país com a mesma força e vitalidade com que tenta manter seu mandato, o deputado Natan Donadon seria, sem dúvida, um dos destaques do Congresso. Preso, condenado a mais de 13 anos, ele conseguiu, até agora, manter o mandato, mesmo na cadeia. Teve mais uma vitória nesta semana: um recurso de seus advogados junto à Câmara, empurrou para o ano que vem a decisão sobre se ele será ou não cassado. Pelo menos até março de 2014, ele continua parlamentar.
 TEM UM "MAS"... - Há um grande esforço de lideranças políticas e empresariais para futuros acordos comerciais com a Bolívia, principalmente com a região de Beni, fronteira com Guajará Mirim. O deputado estadual  Lebrão é um dos incentivadores dos processos, que incluiriam até uma nova rota de ônibus, pela empresa Eucatur, que encurtaria em quase mil quilômetros uma viagem a São Paulo. As conversas estão andando. Outros empresários locais, inclusive do setor hoteleiro, estão pensando em investir na Bolívia. Mas...
PERIGO CHAMADO EVO - Há um problema sério, que poderá fazer com que os investidores desistam de seus projetos. Embora tenham a palavra do governador do Estado de Beni, fronteira com Rondônia, muitos empresários estão com um pé atrás em relação a decisões do presidente Evo Morales. O governador de Beni garantiu aos rondonienses que Evo jamais tomaria, no seu Estado, medidas absurdas e malucas como as que tomou, expropriando empresas estrangeiras. Mas que todos estão com um pé atrás, estão. O presidente boliviano não merece a confiança dos seus vizinhos. Só dos seus amigos do governo brasileiro.
 PERDA E DESMENTIDO - Dona Ivone Cassol está de luto. Perdeu sua mãe, dona Norma Mezzomo e passou vários dias ao lado dela, até que ela faleceu. Em nota distribuída à imprensa nesta semana, a ex-primeira dama mostrou toda a sua tristeza pela perda e aproveitou para desmentir qualquer possibilidade de envolver-se na política. "Não pretendo disputar qualquer cargo eletivo nas próximas eleições. Não sou e nem serei candidata a nada, mas estarei sempre ao lado de meu marido, o senador Ivo Cassol, em todos os momentos, bons e ruins, cuidando de nossa família, filhos e netos, e de nossas vidas como sempre fiz".
 FORÇA NACIONAL -  Há alguns dias, a coluna anteviu ações da segurança pública contra a violência que toma conta de Ariquemes e do Vale do Jamary. As primeiras medidas concretas já estão em curso, com operações especiais de combate ao crime. Agora, o governo anuncia a chegada de 45 policiais da Força Nacional de Segurança, para apoiar a estrutura de segurança contra a bandidagem. O secretário Marcelo Bessa comanda as ações, cobradas pelas comunidades e até pelo governador Confúcio Moura.
 PERGUNTINHA - Quantas operações policiais ainda serão realizadas antes que 2014 chegue, para desarticular esquemas de achaque ao dinheiro público em Rondônia?
Fonte: Jornalista Sérgio Pires


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