Tem muito 'viado'na praça !
sábado, 28 de fevereiro de 2015
OPINIÃO DE PRIMEIRA
PETROBRAS: A CAVERNA DE ALI BABÁ PRECISA TER OUTRA SENHA
Vamos combinar: quem rouba é ladrão, não é vítima. Não há campanha para destruir a Petrobras. Ela está sendo destruída porque foi usada por ladrões, pelo lado podre da política, pelos bandidos que, aos poucos, estão sendo denunciados, um a um. Não tem nada de campanha da direita, o fato de exigir que ladrões sejam presos, que devolvam o que roubaram. A campanha é do povo brasileiro, que quer que petistas, tucanos, trabalhistas ou representantes de qualquer partido, seja qual for, que estejam envolvidos na roubalheira que corroeu e transformou a Petrobras no símbolo maior da corrupção histórica deste país, sejam denunciados, presos e que paguem por seus crimes. Essa baboseira de querer mudar o foco da discussão, como se ladrão fosse vítima da campanhas de adversários políticos, pode colar para idiotas e ignorantes. Mas para qualquer cidadão brasileiro de bem, pensante, não importa a cor partidária que defenda, essa balela de quererem mascarar a roubalheira e transformá-la apenas numa disputa de palanque, é vergonhosa enganação. Só mais uma, entre tantas praticadas nas tradicionais empulhações contra a República, durante décadas e décadas, achacando o pobre povo brasileiro.
Essa conversa fiada de entidades ligadas ao esquerdismo programarem passeatas e protestos "em defesa da Petrobras" é papo furadíssimo. Eles estão apenas defendendo muitos dos seus líderes, ladrões denunciados e não querem perder a boquinha. Estão se lixando para a Petrobras, instituição que sempre orgulhou o Brasil e que agora se transformou numa caverna de Ali Babá, de onde saem todas as falcatruas imagináveis. "Fecha-te, Sésamo", deve ser a nova senha contra os ladrões dos cofres públicos. Não importa que crença política professem: são ladrões. E todos sabemos onde é lugar de ladrão!
O COMEÇO FOI BEM... - No seu primeiro encontro oficial com a nova Assembleia, ao participar da primeira sessão ordinária da Casa, Confúcio Moura pediu a parceria do parlamento e demais poderes, para conseguir governar num momento de graves dificuldades financeiras para o país e que, certamente, também atingirá Rondônia. Também fez um agrado, prometendo liberação de emendas dos deputados com rapidez. E ainda anunciou obras, investimentos e promessa de muito trabalho. As relações entre os dois poderes, nesse início de legislatura, tendem a ser calmas. Não se sabe até quando...
PÉ DIREITO - Foi, enfim, positivo o recomeço no Legislativo. O presidente Maurão de Carvalho abriu os trabalhos com o pé direito, numa sessão que demonstrou que o parlamento terá um ano muito produtivo. Destaques também para o duro discurso de opositor do ex presidente, Hermínio Coelho, que sentou o cacete no Governo. E para o ex prefeito de Alvorada, Laerte Gomes, que pelas redes sociais confessou sua grande emoção em estar estreando como deputado. Os rondonienses esperam muito da Assembleia, neste ano que se desenha como muito difícil para todos.
PESOS PESADOS - O Ministério Público Federal comprou uma briga daquelas que se vê raramente, entre pesos pesados. Exige que o Tribunal Regional Eleitoral reforme seu prédio atingido duramente pela enchente histórica, há um ano e o comando do Poder não quer nem ouvir falar nisso, até porque, entre outros motivos, a estrutura do prédio teria sido afetada. O confronto entre os dois poderes começou essa semana, quando o MPF distribuiu nota à mídia com sua exigência, apelidada de "recomendação". É daqueles rolos que não se sabe onde podem levar. Esperemos para ver, pois!
ODACIR E IVAN - Quando se começa a falar na próxima eleição municipal, quando Mauro Nazif será candidato à reeleição e uma dúzia de opositores vão querer tirá-lo da cadeira, toda a semana aparecem novos possíveis concorrentes. Nos últimos dias, começou a se falar novamente em Odacir Soares, um dos políticos mais experientes do Estado, até hoje chamado de senador, que já foi prefeito da Capital e que estaria pronto para concorrer de novo. Da mesma forma, o empresário Ivan Rocha, que fez sua estreia na política, seria o nome do PP para entrar na briga. Já há entre 12 a 14 possíveis candidatos.
ÁGUA SUBINDO - A enchente vem aí, infelizmente. No Acre, já há cidades vivendo sob o regime da calamidade pública e até em Rio Branco vários bairros já foram atingidos pelas águas. Em Rondônia, falta pouco para que a BR 364, na altura da Ponta do Abunã, fique de novo intransitável. Em Porto Velho, o rio já chegou a quase 16 metros e meio e continua subindo. Áreas baixas da Capital já estão novamente sob a cheia do rio Madeira. Pode até que não se repita a cheia histórica de 2014, mas centenas e centenas de familias já estão se preparando para deixar suas casas. Mais uma vez.
PERGUNTINHA - Tem base real a boataria sobre greves de setores do funcionalismo público estadual a partir do mês que vem ou é só mais uma tentativa de cultuar o quanto pior, melhor?
Fonte: Jornalista Sérgio Pires
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
CONVITE - Amazônia Motorcycles / Rio Branco-AC
MANJAR DOS DEUSES
Para contemplar dobrado. Uma vez só não dá e, sim duas, três, quatro, cinco, seis...... Linda visão, linda cor, lindo desenho, engenharia perfeita. Delícia!
OPINIÃO DE PRIMEIRA
SE NÃO NOS ATRAPALHAREM, VAMOS AINDA MUITO LONGE!
Mesmo com todos os problemas que enfrenta e a previsão de que a economia brasileira pode dar um salto para trás, neste ano, Rondônia continuará crescendo em percentuais elevados, comparando-nos ao crescimento chinês. O motivo maior é o agronegócio, que vem galgando grandes degraus desde o advento da exportação da nossa carne, de qualidade diferenciada, para diversos países. Para se ter uma ideia, as exportações rondonienses em 2013 passaram de 1 bilhão de dólares e apenas no primeiro trimestre do ano passado já tinham chegado a mais de 418 milhões de dólares. Quando os dados finais de 2014 forem divulgados, teremos tido, neste setor, um crescimento espantoso. Não será diferente em 2015, já que além de Rússia, Egito, Peru, Venezuela e o poderoso mercado a China, temos chance de vender nossa carne para vários outros países. Nos três primeiros meses do ano, só com a exportação da carne rondoniense, já tivemos um faturamento superior a 240 milhões de dólares. Não se pode deixar de incluir aí, também, a expansão do mercado da soja, onde em três meses as exportações chegaram a 137 milhões de dólares. Outros setores da nossa produção também andam crescendo acima da média nacional. Temos previsões otimistas para que Rondônia continue neste caminho positivo.
Portanto, é por aí que temo que raciocinar em termos de futuro para a nossa terra. Mesmo com os seguidos gols contra do governo brasileiro contra nós; mesmo com medidas abusivas e absurdas, tomadas pelos ambientalistas de ar condicionado e apoiadas pelo governo, tentando impedir nosso crescimento; mesmo com toda a incompetência que a economia nacional é gerida, aqui em Rondônia estamos indo muito bem. Se não nos atrapalharem mais do que já estão atrapalhando, vamos ainda bem mais longe...
ENDEREÇO FANTASMA - Mais um daqueles fatos que deixam o contribuinte com vontade de arrancar os cabelos, envolveu uma viatura do Hospital Central de Porto Velho. O carro foi multado pelo Detran, num dia de carnaval, porque teria cometido uma infração em Rolim de Moura. Impossível, porque a viatura não sai sem autorização expressa, fica trancada na garagem em feriados e finais de semana e jamais foi a Rolim. Depois de várias reclamações, a Detran mudou tudo. Transferiu o local da multa para Porto Velho e inventou um endereço onde a transgressão ao trânsito teria sido cometido. O endereço não existe.
HORA DE EXPLICAR - A direção do Hospital protestou, pelo engodo contra o contribuinte. Imagine-se mais mil casos como esses, com uma multa inventada próximo a 150 reais, a quanto saltaria a arrecadação obtida de forma ilegal. Casos semelhantes são comuns, até porque os recursos que chegam à Junta especializada do Detran são negados, na grande maioria das vezes. E, se contratar um advogado, o multado acaba gastando mais que o valor da multa. Então prefere pagar, mesmo que ela seja absurda e totalmente inventada. Não está na hora de explicar essas coisas, Detran?
O ENIGMA DOS PREFEITOS - Dá pena ver os prefeitos, como se mendigos fossem, percorrendo gabinetes e pedindo algum tipo de apoio para suas cidades. Eles andam pelo Congresso, tentando conseguir emendas dos membros da bancada federal. As Prefeituras estão quebradas; os prefeitos vivem sob a angústia de denúncias do MP e de processos judiciais, porque enfrentam uma legislação contraditória (obviamente que há uma minoria de ladrões, no comando de alguns municípios) e ainda têm cada vez menos dinheiro para investir. Vida de Prefeito é quase um inferno. Por que, então, tantos candidatos nas eleições municipais?
BYE, BYE, ESPAÇO! - Uma das únicas obras que o porto-velhense ainda tinha esperança de ver concluída em breve, o Espaço Alternativa caminha para a vala comum e entrará na estatística lúgubre de uma Capital com mais de uma centena de obras não entregues à população. Depois que a Secretaria Municipal do Meio Ambiente, naõ se sabe baseada em que, cancelou a famigerada Licença Ambiental, os problemas não param. Agora, são os bandidos que atacam, em plena luz do dia. Não há segurança. Não há perspectiva de que a obra termine. Temos cada vez menos esperança nesta cidade que anda para trás...
COINCIDÊNDIA? - Será coincidência? Na semana passada, um bandido entrou num mercado e tentou matar um PM que estava no local. Ferido, o policial escapou por pouco. Nesta semana, foi a vez de um oficial da mesma corporação ser assaltado em casa, por três bandidos, que encheram a casa dele e de vizinhos (incluindo o Procurador Geral do MO), de tiros. Um dos criminosos foi atingido e os outros fugiram. Para quem não acredita em coincidências no mundo do crime, será que está havendo alguma ação orquestrada? É bom o pessoal da PM ficar de olhos bem abertos...
PERGUNTINHA - Como o Governo do Estado vai contornar a crise iniciada na Assembleia, com duras críticas e denúncias contra o DER, depois que o deputado Lebrão não topou assumir o órgão?
Fonte: Jornalista Sérgio Pires
QUARESMA 2015
O papa Francisco nos fala como viver a Quaresma esse ano: “A Quaresma é um tempo propício para nos deixarmos servir por Cristo e, deste modo, tornarmo-nos como Ele. Verifica-se isto quando ouvimos a Palavra de Deus e recebemos os sacramentos, nomeadamente, a Eucaristia. Nesta, tornamo-nos naquilo que recebemos: o corpo de Cristo. Neste corpo, não encontra lugar a tal indiferença que, com tanta frequência, parece apoderar-se dos nossos corações; porque, quem é de Cristo, pertence a um único corpo e, n'Ele, um não olha com indiferença o outro. ‘Assim, se um membro sofre, com ele sofrem todos os membros; se um membro é honrado, todos os membros participam da sua alegria’” (1 Cor 12, 26).
Por esse caminho, nasce a transparência humana de superar a indiferença. Nesta Quaresma, queremos intensificar a nossa participação na escola de vida, que é o seguimento de Jesus de Nazaré, o qual nos convida a rever, com os olhos fixos nele, o nosso cotidiano, e repô-lo possivelmente em discussão. É aqui que surge uma verdadeira comunicação, exatamente a partir do nosso interior. Uma comunicação, portanto, motivada, que visa o desejo de fazer a experiência do encontro que exalta a vida. Isto significa, também, que não temos certezas, senão de reconhecer a necessidade de ser perdoados e amados pelo nosso Deus.
Quem alimenta esta consciência é porque faz da sua existência uma total doação. É daí que se fundamenta uma profunda comunicação, que não é superficial, mas existencial. E isto conduz a se questionar continuamente. Qual é a sabedoria do ser humano, senão reconhecer que a sua vida tem um início e um fim? Quem de nós pode determinar ou modificar essa trajetória? Quem pode impedir o seu cumprimento? Todas perguntas mais que legítimas. Por quanto a inteligência do ser humano possa produzir, nunca poderá se dar certezas absolutas, porque a sua natureza é finita, tem um fim.
Dessa forma, a partir do finito, buscamos uma resposta infinita que nasce na escola superior da oração, da caridade e do jejum. Essa lógica do perdão, aparentemente derrotada, falida, é a única arma que nos pode fazer esperar além das nossas capacidades, enquanto representa a simplicidade de coração da criatura humana de Deus. Fora desse contexto, creio que seja impossível construir experiências de total certeza. Por isso que o nosso grande Santo Agostinho achava que a Quaresma é o símbolo da vida do ser humano. De fato, ele considerava que toda a nossa vida é uma prova, isto é, uma Quaresma.
Creio que daí pode se alimentar uma sábia comunicação, purificando-a com constantes exercícios de interiorização, típicos da Quaresma. Uma sábia comunicação passa pelas dimensões da oração, do jejum e da caridade. Essa caminhada não isola a pessoa, mas, pelo contrário, a aproxima mais dos
outros. Infelizmente, eu tenho de admitir que hoje em dia se torna difícil fazer uma experiência quaresmal. Tenho de reconhecer, ao mesmo tempo, que talvez nem todo mundo concorde com isso. Nesse sentido, me permito perguntar: o que você pensa? A quaresma é interessante, é importante? É útil, é possível? Pode nos ajudar também a melhorar a nossa comunicação? A superar a indiferença globalizada?
O papa Paulo VI dizia que “a Quaresma teve, ao longo dos séculos e nos vários países, formas diferentes de atuação, e aos nossos tempos perdeu não pouco das suas exigências e das suas explicações, especialmente por quanto se relaciona a observância ascética, que era a característica, isto é, o jejum (reduzido agora a dois dias somente e mais a abstinência: dia de quarta-feira de Cinzas, e a Sexta-feira Santa, e com cada sexta-feira a abstinência)”. Continua o papa Paulo VI: “Porém, não se perdeu, podemos bem dizer, a sua necessidade, se é verdade que a vida cristã precisa de recolhimento, de silêncio, de meditação, de interioridade, de conversão e de reforma contínua, de oração, de penitência, de física ascética, de sentido místico; e ainda mais do despertar da consciência cristã...”.
Assim sendo, não temos dificuldade de reconhecer o quanto é importante e inspiradora a quaresma para nos ajudar a fazer uma mudança de vida. Se formos examinar o porquê dos nossos fracassos comunicativos e da indiferença humana, vamos simplesmente constatar que na base de tudo isso está a falta de interiorização; que a Quaresma sabe muito bem propiciar através dos seus exercícios e em particular pela campanha da fraternidade.
Fonte: Claudio Pighin, sacerdote, jornalista italiano naturalizado brasileiro, doutor em teologia, mestre em missiologia e comunicação. Email: clpighin@claudio-pighin.net
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015
TÉCNICA DE PILOTAGEM
Posicionamento na moto - A moto é conduzida pelo posicionamento do nosso corpo. Manter um posicionamento correto, além de aumentar sua segurança e a eficiência nas mudanças de direção, torna a pilotagem mais confortável. Os pés devem ficar em linha reta e paralelos, com as pontas sobre as pedaleiras. Desloque-os para frente quando for necessário acionar o câmbio ou freio traseiro e retorne à posição original. Nunca pilote com as pontas dos pés abaixo da linha das pedaleiras, porque ficam expostas a obstáculos. Pressione os joelhos contra o tanque e mantenha a coluna ereta para evitar dores nas costas. Os braços devem estar relaxados e os cotovelos, próximos ao corpo.
Garupa - Quando der carona, pilote com mais suavidade para deixar o passageiro confortável. Explique que ele deve acompanhar a inclinação para o lado da curva e sempre segurar nas alças ou cintura do piloto.
Bagagem - Se precisar transportar objetos prefira baús ou mochilas. Caso não seja possível, evite exagerar no tamanho e no peso porque prejudicam a dirigibilidade. Uma fixação mal feita pode se soltar, enroscar na moto ou mesmo distraí-lo, causando uma queda.
Faixa - A moto não seria uma solução para o trânsito se perdesse a capacidade de evitar congestionamentos. Mas é preciso cuidado para trafegar entre os outros veículos, que têm pontos cegos e motoristas nem sempre atentos. Trafegue no meio da faixa de rolagem e recorra a ultrapassagens entre os carros apenas quando se formarem congestionamentos. Ainda assim, o faça em baixa velocidade e sinalize sua passagem com o farol sempre aceso e a buzina.
Cruzamentos e conversões - São as situações de maior risco para o motociclista. Sempre reduza a velocidade e olhe para os dois lados, mesmo que tenha a preferência na passagem, já que você está mais vulnerável que os motoristas. Ir devagar também ajuda a desviar e evitar imprevistos como pedestres desatentos, motoristas que não respeitem o sinal vermelho e problemas na pista (sujeira, buracos e ondulações).
Pilotagem defensiva - O grande segredo da pilotagem defensiva é ser visto. A moto é menor e muda de direção mais rápido que o carro, por isso nem sempre o motorista está nos vendo. Manter o farol (e não a lanterna) aceso de dia ou de noite é a primeira e mais importante precaução que podemos tomar. Outro cuidado é jamais ultrapassar pela direita: se muitos motoristas já se esquecem de usar o espelho retrovisor esquerdo, imagine a probabilidade de nos notarem pela direita... Acione a buzina com um leve toque se achar necessário e veja se ele te olha pelo espelho retrovisor antes de ultrapassar. Afaste-se de motoristas ao celular ou que estejam olhando para telas dentro do carro, como a de GPS.
Frenagem - Em piso seco e pavimento como asfalto e concreto, use o freio dianteiro sem medo. Aplique primeiro o de trás e logo em seguida o da frente, o que evita o mergulho da dianteira da moto. O freio dianteiro é mais forte e essencial para reduzir a distância até a parada. Acostume-se a usar dois dedos para acionar a alavanca (indicador e médio), o que evita o risco de, com um susto, se apertar a alavanca com todos os dedos e força excessiva, causando o travamento da roda. É recomendável aplicar 70% da força nele e os outros 30% no traseiro. Em piso de chão, reduza a carga na dianteira e transfira para a traseira, evitando assim o travamento da roda de direção por falta de aderência do pneu com o solo.
É importante lembrar que a aderência é reduzida nas curvas. Para esse tipo de frenagem prefira colocar a motocicleta em pé o mais rápido possível e então execute a frenagem de emergência. Evite esse tipo de situação sempre reduzindo a velocidade antes da curva e só acelerando novamente quando é possível ver o que há depois.
Aderência - As vias brasileiras têm algumas armadilhas que vão além dos buracos e ondulações. Muitas vezes, mesmo que pareçam bem conservadas, podem esconder riscos para o motociclista. A chamada sinalização horizontal, pintada ou instalada no asfalto, costuma ser uma área de baixa aderência especialmente perigosa quando molhada ou suja. Evite frear sobre as faixas de delimitação de pistas, lombadas pintadas e tachões. Quando a pista está úmida, evite passar sobre áreas pintadas inclusive nas curvas e mudanças de direção.
Lembre-se que pneu novo sempre vem com uma camada de cera, que é usada na fabricação para que a borracha se solte da fôrma. Quando comprar uma moto nova ou trocar de pneu lembre-se que a aderência estará reduzida nos primeiros quilômetros.
Obra - Perto de obras reduza a velocidade porque muitas vezes estão mal sinalizadas, o piso sujo e há chapas metálicas cobrindo buracos, que também ficam escorregadias quando molhadas. Outro problema frequente são as pistas que passam por mudanças provisórias de traçado, fazendo com que novas faixas sejam pintadas e as antigas cobertas por tinta preta. Nesse caso é preciso ainda mais atenção com piso molhado, porque há trechos pintados difíceis de serem diferenciados do resto do asfalto.
Fonte: Revista Duas Rodas
História: Yamaha Ténéré aproximou motociclista do rali Dakar
Lançado no país no fim da década de 1980, modelo conquistou os brasileiros que se identificavam com o tema aventura

Texto: Marcelo Assumpção fotos: Mario Villaescusa
A primeira monocilíndrica de quatro tempos da Yamaha foi apresentada em 1975 como TT 500, ainda sem sistema de iluminação, e foi seguida pela versão de rua XT 500 em 1976. É considerada por muitos a pioneira das big trail e consagrou a marca ao conquistar os dois primeiros lugares no rali Dakar inaugural, de 1979, e as quatro primeiras posições em 1980. A década começava com uma nova fase para a Yamaha, arrebatando uma legião de fãs que praticava esportes off-road ou simplesmente se identificava com o estilo aventureiro e admirava os pilotos que enfrentavam o grandioso deserto africano.
Quando lançou a 600 com um novo pacote de evoluções técnicas, incluindo freio a disco e o motor que atingia 42 cv e passava dos 5 kgf.m de torque, a marca decidiu que era o momento de criar uma segunda versão da XT. A estética remetendo às motos do Dakar e o tanque para impressionantes 30 litros caracterizavam a primeira XT 600Z Ténéré (nome da região Sul do Sahara).
A Ténéré foi lançada no Brasil em 1988, já acompanhando as mudanças da segunda geração europeia, com tanque de 23 litros por causa da instalação do filtro de ar sob o reservatório para evitar a entrada de água na travessia de áreas alagadas. O formato com parte central elevada por causa do filtro e laterais que descem abraçando o motor praticamente dividia o tanque ao meio e exigiu a instalação de duas torneiras para acesso a todo o volume de gasolina.
O modelo brasileiro estava dois anos defasado em relação ao europeu, que na mesma época da estreia no país mudava novamente. A atualização chegou ao país no começo de 1990 com a carenagem frontal fixa e dois faróis redondos, além do painel maior de dois mostradores circulares. Os benefícios do novo modelo se estendiam ao tanque maior, passando a 24 litros, radiador de óleo triplicado para aumentar a capacidade de refrigeração do motor e relação de transmissão alongada, melhorando o uso na estrada. A Ténéré brasileira só ficou atrás nos freios, porque a estrangeira tinha disco traseiro e a nacional manteve o sistema a tambor.
O modelo continuou em produção no Brasil até 1993, paralelamente às vendas da XTZ 750 Super Ténéré importada, até a substituição da linha pela XT 600E, que resgatava a fórmula de para-lama alto, tanque esguio (14 litros) e farol que se move com o guidão, sem carenagem. A versão Ténéré da Yamaha XT só voltaria a existir quase duas décadas depois, construída sobre a base da sucessora XT 660R.
Fonte: Marcelo Assumpção - Revista Duas Rodas






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