ENTREVISTA
O prefeito de Vilhena e pré-candidato ao Governo de Rondônia pelo Podemos, Delegado Flori, concedeu sua primeira entrevista ao podcast Resenha Política. Falou das principais propostas de governo e apresentou um balanço amplo das ações implementadas no município do Cone Sul, desempenho que lhe rendeu uma das melhores avaliações entre os atuais prefeitos rondonienses.
VITRINE
Como manda o figurino, iniciou com uma imersão na trajetória profissional até o ingresso na política. Apresentou-se como alternativa à polarização já desenhada entre o senador Marcos Rogério (PL) e o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD), enfatizando sobretudo as ações na saúde municipal, vitrine administrativa que alavancou sua popularidade regional.
Como manda o figurino, iniciou com uma imersão na trajetória profissional até o ingresso na política. Apresentou-se como alternativa à polarização já desenhada entre o senador Marcos Rogério (PL) e o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria (PSD), enfatizando sobretudo as ações na saúde municipal, vitrine administrativa que alavancou sua popularidade regional.
PROLIXIA
Flori não exala o carisma intuitivo de Fúria, tampouco demonstra a desenvoltura retórica de Marcos Rogério ao explicar projetos e intenções. Ainda assim, mesmo derrapando na prolixidade, Flori revela segurança ao tratar temas complexos da administração pública e destemor ao criticar o que chama, sem rodeios, de máfias entranhadas no serviço público. Reconhece a dureza da disputa e aposta que as políticas bem-sucedidas de Vilhena podem ser replicadas no restante do Estado, ainda que o discurso, por vezes, soe mais ambicioso do que exequível.
Flori não exala o carisma intuitivo de Fúria, tampouco demonstra a desenvoltura retórica de Marcos Rogério ao explicar projetos e intenções. Ainda assim, mesmo derrapando na prolixidade, Flori revela segurança ao tratar temas complexos da administração pública e destemor ao criticar o que chama, sem rodeios, de máfias entranhadas no serviço público. Reconhece a dureza da disputa e aposta que as políticas bem-sucedidas de Vilhena podem ser replicadas no restante do Estado, ainda que o discurso, por vezes, soe mais ambicioso do que exequível.
MÁFIAS
O momento mais tenso da entrevista, disponível no podcast Resenha Política em nosso canal no YouTube, ocorre quando o prefeito afirma ter enfrentado três “máfias” para reorganizar a saúde municipal: a “máfia de branco”, em referência aos médicos; a “máfia do sindicato dos ladrões”, sem especificar qual entidade; e o preconceito ideológico contra a Parceria Público-Privada na administração pública.
O momento mais tenso da entrevista, disponível no podcast Resenha Política em nosso canal no YouTube, ocorre quando o prefeito afirma ter enfrentado três “máfias” para reorganizar a saúde municipal: a “máfia de branco”, em referência aos médicos; a “máfia do sindicato dos ladrões”, sem especificar qual entidade; e o preconceito ideológico contra a Parceria Público-Privada na administração pública.
PERFIL
Foi por meio de uma PPP que Flori transferiu a gestão da saúde municipal a uma Organização Social sem fins lucrativos. Segundo ele, a única saída para melhorar os serviços públicos, inclusive em escala estadual. A declaração inflama o debate e revela um personagem confortável no confronto. Em uma eleição estadual, esse perfil não passa despercebido. A beligerância acima do tom não combina com o figurino governamental. O candidato precisa ser repaginado antes de queimar na largada.
Foi por meio de uma PPP que Flori transferiu a gestão da saúde municipal a uma Organização Social sem fins lucrativos. Segundo ele, a única saída para melhorar os serviços públicos, inclusive em escala estadual. A declaração inflama o debate e revela um personagem confortável no confronto. Em uma eleição estadual, esse perfil não passa despercebido. A beligerância acima do tom não combina com o figurino governamental. O candidato precisa ser repaginado antes de queimar na largada.
PROTOCOLAR
É verdade que o prefeito de Porto Velho e presidente estadual do Podemos, Léo Moraes, tem feito declarações públicas destacando as qualidades administrativas de Flori Cordeiro e registrando sua pretensão de disputar o governo. Fê-lo como dirigente partidário e também por elegância pessoal, já que o prefeito de Vilhena estava presente no evento realizado na capital. Foi um apoio protocolar sem caráter homologatório como os avexados interpretaram.
É verdade que o prefeito de Porto Velho e presidente estadual do Podemos, Léo Moraes, tem feito declarações públicas destacando as qualidades administrativas de Flori Cordeiro e registrando sua pretensão de disputar o governo. Fê-lo como dirigente partidário e também por elegância pessoal, já que o prefeito de Vilhena estava presente no evento realizado na capital. Foi um apoio protocolar sem caráter homologatório como os avexados interpretaram.
SINAIS
Nada mais trivial do que registrar a presença de um correligionário ilustre que manifesta desejo de disputar o Executivo estadual. Daí a transformar gestos protocolares em apoio fechado existe uma avenida larga. Mas, na política, os apressados enxergam sinais onde só há formalidade. Ao que parece, óculos é uma mercadoria escassa em nosso meio.
Nada mais trivial do que registrar a presença de um correligionário ilustre que manifesta desejo de disputar o Executivo estadual. Daí a transformar gestos protocolares em apoio fechado existe uma avenida larga. Mas, na política, os apressados enxergam sinais onde só há formalidade. Ao que parece, óculos é uma mercadoria escassa em nosso meio.
VOANDO
Diferente do apoio protocolar a Flori, Léo Moraes tem explicitado apoio à pré-candidatura do Delegado Camargo ao Senado Federal. Trata-se de um projeto que exige menor exposição e menos desgaste do que uma candidatura ao governo, e o ungido já demonstra musculatura eleitoral relevante. Nenhum outro postulante as vagas recebeu uma manifestação tão direta quanto Camargo.
Diferente do apoio protocolar a Flori, Léo Moraes tem explicitado apoio à pré-candidatura do Delegado Camargo ao Senado Federal. Trata-se de um projeto que exige menor exposição e menos desgaste do que uma candidatura ao governo, e o ungido já demonstra musculatura eleitoral relevante. Nenhum outro postulante as vagas recebeu uma manifestação tão direta quanto Camargo.
CORINGA
Embora ambas sejam disputas majoritárias, os interesses são distintos. Além disso, Camargo oferece uma saída estratégica confortável caso Léo seja compelido a rever seus próprios planos à medida que as convenções se aproximem. A capilaridade demonstrada é tamanha que, se o projeto migrar para a Câmara Federal, as chances de êxito seriam consideráveis. Sempre sob as asas do prefeito da capital e da nominata do Podemos.
Embora ambas sejam disputas majoritárias, os interesses são distintos. Além disso, Camargo oferece uma saída estratégica confortável caso Léo seja compelido a rever seus próprios planos à medida que as convenções se aproximem. A capilaridade demonstrada é tamanha que, se o projeto migrar para a Câmara Federal, as chances de êxito seriam consideráveis. Sempre sob as asas do prefeito da capital e da nominata do Podemos.
DESABAFO
Foi pertinente o desabafo do senador Confúcio Moura (MDB) nas redes sociais ao defender sua posição sobre a implantação do famigerado pedágio na BR-364. Em tom didático, pontuou cronologicamente o processo que resultou na concessão e nas tarifas previstas em contrato. Bem diferente das perorações que professam os desafetos.
Foi pertinente o desabafo do senador Confúcio Moura (MDB) nas redes sociais ao defender sua posição sobre a implantação do famigerado pedágio na BR-364. Em tom didático, pontuou cronologicamente o processo que resultou na concessão e nas tarifas previstas em contrato. Bem diferente das perorações que professam os desafetos.
MORTES
Confúcio jamais se esquivou de apontar o principal argumento em defesa da concessão: salvar vidas. Durante anos, a BR-364 figurou semanalmente nas estatísticas de acidentes fatais, a ponto de ganhar o macabro epíteto de “Rodovia da Morte”. O discurso humanitário sustenta sua narrativa, ainda que não silencie as críticas. Erra ao não criticar e lutar por uma revisão das tarifas que estão sendo cobradas de forma extorsiva e desavergonhada. Nesta questão faz cara de paisagem.
Confúcio jamais se esquivou de apontar o principal argumento em defesa da concessão: salvar vidas. Durante anos, a BR-364 figurou semanalmente nas estatísticas de acidentes fatais, a ponto de ganhar o macabro epíteto de “Rodovia da Morte”. O discurso humanitário sustenta sua narrativa, ainda que não silencie as críticas. Erra ao não criticar e lutar por uma revisão das tarifas que estão sendo cobradas de forma extorsiva e desavergonhada. Nesta questão faz cara de paisagem.
REAÇÃO
A indignação do senador nas mídias digitais responde, com dureza, aos colegas de bancada que se omitiram durante todo o debate da concessão e, agora, diante da reação popular, tentam lavar as mãos e empurrar a responsabilidade. Embora Moura também tenha parcela de culpa por não criar obstáculos ou discutir a prefixação das tarifas, seu desabafo expõe a hipocrisia coletiva. A reação é compreensível e, em certa medida, justa.
A indignação do senador nas mídias digitais responde, com dureza, aos colegas de bancada que se omitiram durante todo o debate da concessão e, agora, diante da reação popular, tentam lavar as mãos e empurrar a responsabilidade. Embora Moura também tenha parcela de culpa por não criar obstáculos ou discutir a prefixação das tarifas, seu desabafo expõe a hipocrisia coletiva. A reação é compreensível e, em certa medida, justa.
PEDÁGIO
O que escandaliza a população não é a concessão em si, mas o valor cobrado por quilômetro rodado na BR-364. Rondônia passou a figurar no topo de um ranking indigesto: o das rodovias com tarifas mais caras do país na relação preço/distância, mesmo sem entregar, até aqui, a infraestrutura prometida.
O que escandaliza a população não é a concessão em si, mas o valor cobrado por quilômetro rodado na BR-364. Rondônia passou a figurar no topo de um ranking indigesto: o das rodovias com tarifas mais caras do país na relação preço/distância, mesmo sem entregar, até aqui, a infraestrutura prometida.
COMPARAÇÕES
Em valores aproximados, enquanto rodovias concedidas do Sul e Sudeste cobram entre R$ 7 e R$ 12 a cada 100 quilômetros, na BR-364 o custo ultrapassa R$ 20 por 100 km. No Paraná, em trechos duplicados e bem conservados, paga-se quase metade do valor praticado em Rondônia. Na BR-163, em Mato Grosso do Sul, referência nacional em concessão, a tarifa por quilômetro é ainda menor.
INVERSÃO
A comparação desmonta o discurso oficial. Lá, cobra-se menos onde há pista duplicada, sinalização adequada e histórico de investimentos. Aqui, cobra-se mais numa rodovia que ainda promete melhorias. A lógica foi invertida: primeiro se cobra caro, depois se explica.
MODELO
A concessionária tem invoca o “custo invisível” da estrada precária. O custo é muito visível no bolso de caminhoneiros, produtores rurais e usuários comuns, que pagam como se trafegassem numa rodovia de primeiro mundo, quando ainda enfrentam gargalos de décadas. O pedágio virou símbolo de um modelo mal digerido politicamente: tarifas elevadas, bancada federal silenciosa no momento decisivo e gritaria tardia quando o contrato virou fato consumado. Com eleição nas portas, estancar a sangria é o que interessa aos parlamentares do ócio.
ANOMALIA
Um detalhe tem passado despercebido por parte da mídia e de muitos atores políticos: a concessão da BR-364, no trecho que vai de Porto Velho a Vilhena, se estende apenas até o trevo de acesso a Colorado do Oeste. Na prática, isso significa que o segmento da rodovia que corta o perímetro urbano de Vilhena fica fora das obrigações da concessionária no que diz respeito à conservação e às obras de melhoria. Ainda assim, todo motorista vilhenense que trafega em direção ao trevo paga a tarifa integral, a mesma cobrada de quem utiliza o trecho completo da rodovia. Sem que haja uma contrapartida aos munícipes. Nem esta anomalia contratual Jaime Bagatolli é capaz de corrigir, mesmo tendo domicílio eleitoral em Vilhena.
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CÁLCULO
Tarimbado e calejado por disputas eleitorais, Confúcio Moura sabe ler números, interpretar pesquisas sérias e decifrar cenários. Um deles revela o desgaste causado pela criação de reservas ecológicas no apagar das luzes de seu governo. Medida correta sob a ótica ambiental, mas politicamente custosa.
Tarimbado e calejado por disputas eleitorais, Confúcio Moura sabe ler números, interpretar pesquisas sérias e decifrar cenários. Um deles revela o desgaste causado pela criação de reservas ecológicas no apagar das luzes de seu governo. Medida correta sob a ótica ambiental, mas politicamente custosa.
MESTRE
Agora, tenta se afastar da pecha de ambientalista radical para colar seu discurso em um eleitorado de esquerda e centro, fatia relevante em uma eleição senatorial de turno único e altamente fragmentada. É uma aposta arriscada, mas calculada. Nunca se deve subestimar os movimentos deste velho emedebista, ainda que continue sangrando.
Agora, tenta se afastar da pecha de ambientalista radical para colar seu discurso em um eleitorado de esquerda e centro, fatia relevante em uma eleição senatorial de turno único e altamente fragmentada. É uma aposta arriscada, mas calculada. Nunca se deve subestimar os movimentos deste velho emedebista, ainda que continue sangrando.
DIÁLOGOS
No sábado passado, em Porto Velho, Marcos Rogério reuniu-se com Hildon Chaves para tratar das eleições estaduais. Ambos são pré-candidatos ao governo. A conversa foi amena, sem acordos firmados, mas com nova rodada já agendada.
Na sexta-feira, Maurício Carvalho recebeu em sua residência os principais líderes do União Brasil para estruturar as nominatas proporcionais. Embora se declare pré-candidato ao governo, candidatura que nem ele parece levar muito a sério, o tema sequer foi mencionado na reunião. O restou claro na reunião é que o governador Marcos Rocha não faz mais parte dos planos do União Brasil. Sequer foi convidado para o regabofe.
No sábado passado, em Porto Velho, Marcos Rogério reuniu-se com Hildon Chaves para tratar das eleições estaduais. Ambos são pré-candidatos ao governo. A conversa foi amena, sem acordos firmados, mas com nova rodada já agendada.
Na sexta-feira, Maurício Carvalho recebeu em sua residência os principais líderes do União Brasil para estruturar as nominatas proporcionais. Embora se declare pré-candidato ao governo, candidatura que nem ele parece levar muito a sério, o tema sequer foi mencionado na reunião. O restou claro na reunião é que o governador Marcos Rocha não faz mais parte dos planos do União Brasil. Sequer foi convidado para o regabofe.
FILIAÇÃO
No PSD, aguarda-se um encontro entre Gilberto Kassab e o governador Marcos Rocha. A conversa pode ocorrer ainda esta semana, dependendo apenas das agendas, já que Rocha se encontra em São Paulo. O governador desmentiu semana passada que tenha se filiado a legenda, mas nunca negou os convites recebidos. Com o caneco seco de um partido para chamar de seu, o PSD pode muito bem suprir a aridez partidária.
No PSD, aguarda-se um encontro entre Gilberto Kassab e o governador Marcos Rocha. A conversa pode ocorrer ainda esta semana, dependendo apenas das agendas, já que Rocha se encontra em São Paulo. O governador desmentiu semana passada que tenha se filiado a legenda, mas nunca negou os convites recebidos. Com o caneco seco de um partido para chamar de seu, o PSD pode muito bem suprir a aridez partidária.
RAIO
Embora a caminhada do deputado federal mineiro Nikolas Ferreira (PL) tenha alcançado visibilidade, o ato acabou ofuscado por um episódio tão inusitado quanto simbólico: a queda de um raio sobre a multidão reunida em Brasília para recepcioná-lo. Mais estrondoso que o próprio evento, o fenômeno natural acabou chamando mais atenção do que o objetivo central da mobilização, que era pressionar o Supremo Tribunal Federal pela libertação do ex-presidente Jair Bolsonaro. O raio também fez mais barulho que as vozes assustadas dos cerca de dezoito mil bolsonaristas — inclusive caravanas vindas de Rondônia — que foram à capital para protestar e ovacionar Nikolas.
Embora a caminhada do deputado federal mineiro Nikolas Ferreira (PL) tenha alcançado visibilidade, o ato acabou ofuscado por um episódio tão inusitado quanto simbólico: a queda de um raio sobre a multidão reunida em Brasília para recepcioná-lo. Mais estrondoso que o próprio evento, o fenômeno natural acabou chamando mais atenção do que o objetivo central da mobilização, que era pressionar o Supremo Tribunal Federal pela libertação do ex-presidente Jair Bolsonaro. O raio também fez mais barulho que as vozes assustadas dos cerca de dezoito mil bolsonaristas — inclusive caravanas vindas de Rondônia — que foram à capital para protestar e ovacionar Nikolas.
CASQUINHA
Em um encontro de extremados, com discurso radicalizado e barulho amplificado até pelo clima, não poderiam faltar políticos de Rondônia. Marcaram presença o deputado federal Coronel Crisóstomo, o senador Jaime Bagattoli, a vereadora Sofia Andrade e até o estridente — e pouco relevante no cenário estadual — pastor Muniz, que, além das explicações políticas, ainda terá de se justificar aos seus padrinhos pela ausência temporária na confortável sinecura da capital. Em Rondônia houve quem exigiu que o quarteto caminhasse de Vilhena a Porto Velho para revogar as tarifas dos pedágios. Mas o que queriam era tirar uma casquinha para viralizar na internet. O raio queimou até esta côdea.
Em um encontro de extremados, com discurso radicalizado e barulho amplificado até pelo clima, não poderiam faltar políticos de Rondônia. Marcaram presença o deputado federal Coronel Crisóstomo, o senador Jaime Bagattoli, a vereadora Sofia Andrade e até o estridente — e pouco relevante no cenário estadual — pastor Muniz, que, além das explicações políticas, ainda terá de se justificar aos seus padrinhos pela ausência temporária na confortável sinecura da capital. Em Rondônia houve quem exigiu que o quarteto caminhasse de Vilhena a Porto Velho para revogar as tarifas dos pedágios. Mas o que queriam era tirar uma casquinha para viralizar na internet. O raio queimou até esta côdea.
NUVEM
Hildon Chaves (PSDB), ex-prefeito da capital, encerrou o ano de 2026 praticamente fora da disputa padra governador por um erro estratégico de piscar com uma vaga na Câmara Federal. Isolado por tratar parceiros políticos com empáfia o ex-prefeito não soube esperar a nuvem política que se formou entre Marcos Rogério e Adailton Fúria e praticamente jogou a toalha recuando da candidatura ao Governo para uma de deputado federal. Mas a política é como nuvem, conforme Magalhães Pinto, as nuvens da disputa em Rondônia neste ano de 2026 pode ressuscitar a pré-candidatura natimorta de Hildon Chaves.
CENÁRIO
Com a entrada de Flori Cordeiro na disputa, ao se apresentar como terceira via a polarização entre Marcos e Fúria, pulveriza-se, em tese, os votos do interior e Hildon passa a ter uma chance de olho em uma vaga ao segundo turno diante deste novo cenário. Aliás, foi num mesmo formato eleitoral que em 2018 o desconhecido Dr Hildon conseguiu vencer uma eleição improvável na capital. É um cara que os ventos sempre sopra ao seu favor e consegue crescer numa campanha. É um novo cenário que estava fora do radar até então. Especialmente se evoluir as conversas para que ingresse no União Brasil para ser o candidato a governador.
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NUVEM
Hildon Chaves (PSDB), ex-prefeito da capital, encerrou o ano de 2026 praticamente fora da disputa pelo Governo de Rondônia após cometer um erro estratégico elementar: sinalizar interesse por uma vaga na Câmara Federal. Ao flertar com a proporcional, transmitiu insegurança ao eleitor e aos aliados, além de aprofundar seu isolamento político ao tratar potenciais parceiros com empáfia — vício recorrente em quem confunde liderança com soberba.
Hildon Chaves (PSDB), ex-prefeito da capital, encerrou o ano de 2026 praticamente fora da disputa pelo Governo de Rondônia após cometer um erro estratégico elementar: sinalizar interesse por uma vaga na Câmara Federal. Ao flertar com a proporcional, transmitiu insegurança ao eleitor e aos aliados, além de aprofundar seu isolamento político ao tratar potenciais parceiros com empáfia — vício recorrente em quem confunde liderança com soberba.
RESSUCITADO
Sem paciência para aguardar a nuvem política que se formou entre Marcos Rogério e Adailton Fúria, Hildon antecipou a retirada e praticamente jogou a toalha ao recuar da pré-candidatura ao Governo para buscar abrigo numa disputa de menor risco. Contudo, como ensinava Magalhães Pinto, política é como nuvem: muda de forma, de direção e de densidade conforme o vento. E as nuvens da sucessão estadual de 2026 podem, ironicamente, ressuscitar uma pré-candidatura dada como natimorta.
Sem paciência para aguardar a nuvem política que se formou entre Marcos Rogério e Adailton Fúria, Hildon antecipou a retirada e praticamente jogou a toalha ao recuar da pré-candidatura ao Governo para buscar abrigo numa disputa de menor risco. Contudo, como ensinava Magalhães Pinto, política é como nuvem: muda de forma, de direção e de densidade conforme o vento. E as nuvens da sucessão estadual de 2026 podem, ironicamente, ressuscitar uma pré-candidatura dada como natimorta.
FRESTA
A entrada de Flori Cordeiro na disputa, ao se apresentar como terceira via na polarização entre Marcos Rogério e Adailton Fúria, tende a pulverizar os votos do interior e reconfigurar o tabuleiro eleitoral. Nesse rearranjo, Hildon volta a enxergar uma fresta para mirar uma vaga no segundo turno.
A entrada de Flori Cordeiro na disputa, ao se apresentar como terceira via na polarização entre Marcos Rogério e Adailton Fúria, tende a pulverizar os votos do interior e reconfigurar o tabuleiro eleitoral. Nesse rearranjo, Hildon volta a enxergar uma fresta para mirar uma vaga no segundo turno.
PROGNÓSTICOS
Não seria novidade. Em 2018, sob um formato eleitoral semelhante, o então desconhecido Dr. Hildon venceu uma eleição improvável na capital, contrariando prognósticos e analistas. Trata-se de um político que parece manter uma relação quase mística com os ventos eleitorais: quando o subestimam, cresce na campanha. O novo cenário — até então fora do radar — recoloca seu nome no jogo, especialmente se avançarem as conversas para uma eventual filiação ao União Brasil, onde poderia surgir como alternativa viável à sucessão estadual.
Não seria novidade. Em 2018, sob um formato eleitoral semelhante, o então desconhecido Dr. Hildon venceu uma eleição improvável na capital, contrariando prognósticos e analistas. Trata-se de um político que parece manter uma relação quase mística com os ventos eleitorais: quando o subestimam, cresce na campanha. O novo cenário — até então fora do radar — recoloca seu nome no jogo, especialmente se avançarem as conversas para uma eventual filiação ao União Brasil, onde poderia surgir como alternativa viável à sucessão estadual.
NUVEM
Na política, quem aprende a ler o céu pode transformar nuvem dispersa em tempestade eleitoral — sobretudo quando se trata de alguém aparentemente sortudo como o ex-prefeito Hildon Chaves. Não foram poucas as vezes em que decretaram o seu fim político, e ele renasceu feito fênix, contrariando previsões e ironias. Em Rondônia, nada é definitivo.
CENÁRIO
Se não errar o cálculo e tiver coragem para se lançar de vez na disputa majoritária, bastará recompor pontes políticas com antigos parceiros para que sua pretensão deixe de ser apenas uma nuvem passageira e se transforme em verdadeiro dilúvio sobre os adversários. Como gostam de repetir os marketeiros de plantão: cenários são cenários.
Se não errar o cálculo e tiver coragem para se lançar de vez na disputa majoritária, bastará recompor pontes políticas com antigos parceiros para que sua pretensão deixe de ser apenas uma nuvem passageira e se transforme em verdadeiro dilúvio sobre os adversários. Como gostam de repetir os marketeiros de plantão: cenários são cenários.

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