segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Shineray SBM Denver 400 estreia no Brasil com motor V2, ABS e controle de tração; detalhes e fotos

 

A Shineray apresentou a SBM Denver 400 no Brasil com motor V2 de 39,43 cv, câmbio de seis marchas, transmissão final por correia, freios ABS de duplo canal e controle de tração. O modelo custa R$ 32.890 à vista, com preço fixo nacional.

A Denver 400 é a nova motocicleta do segmento custom apresentada pela Shineray do Brasil. O modelo já vinha sendo divulgado nas redes sociais das concessionárias da marca antes do anúncio oficial.

Entre os equipamentos informados estão o motor bicilíndrico em V com refrigeração líquida, painel digital em LCD, entrada USB do tipo A e conjunto de freios a disco nas duas rodas.

Shineray SBM Denver 400 - Divulgação

Shineray SBM Denver 400 - Divulgação

A motocicleta tem tanque de 15 litros, peso em ordem de marcha de 210 kg e altura do assento de 690 mm. Segundo a empresa, a garantia oferecida é de três anos.

Motor V2

O propulsor da SBM Denver 400 é um bicilíndrico de 397 cm³ em V, com oito válvulas, duplo comando de válvulas, conhecido pela sigla DOHC, e sistema de refrigeração líquida.

De acordo com os dados divulgados pela Shineray, o motor desenvolve 39,43 cv a 8.500 rpm. O torque máximo declarado é de 3,7 kgf.m a 6.000 rpm.

Shineray SBM Denver 400 - Divulgação

Shineray SBM Denver 400 - Divulgação

A transmissão é manual de seis marchas. A entrega de força à roda traseira ocorre por correia, sistema que integra a configuração mecânica informada para a nova custom.

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ABS e controle de tração

O sistema de frenagem utiliza disco de 320 mm na dianteira e disco de 260 mm na traseira. A comunicação oficial da marca informa a presença de ABS de duplo canal.

Shineray SBM Denver 400 - Divulgação

Shineray SBM Denver 400 - Divulgação

A Denver 400 também conta com controle de tração. Os recursos de segurança fazem parte da lista de equipamentos anunciada pela Shineray para o modelo comercializado no mercado brasileiro.

Na suspensão, a roda dianteira é atendida por garfo telescópico convencional. Na parte traseira, há dois amortecedores convencionais, com reservatório externo aparente.

Shineray SBM Denver 400 - Divulgação

Shineray SBM Denver 400 - Divulgação

Rodas

A configuração das rodas combina aros de tamanhos distintos entre os eixos. Na dianteira, a Denver 400 usa pneu na medida 120/80-18.

Na traseira, a especificação divulgada é de pneu 180/70-15. O conjunto segue a proposta visual da motocicleta, que adota dimensões diferentes para as rodas dianteira e traseira.

O painel é digital em LCD. A Shineray informa ainda que a moto dispõe de entrada USB tipo A, mas não divulgou informações sobre conectividade para o instrumento.

Shineray SBM Denver 400 - Divulgação

Shineray SBM Denver 400 - Divulgação

Dimensões

A SBM Denver 400 mede 2.370 mm de comprimento, 910 mm de largura e 1.070 mm de altura. A distância entre-eixos declarada é de 1.557 mm.

O assento está posicionado a 690 mm do solo. Já a distância mínima em relação ao solo é de 135 mm, conforme os números técnicos divulgados para a nova motocicleta.

Shineray SBM Denver 400 - Divulgação

Shineray SBM Denver 400 - Divulgação

Com todos os fluidos, a Denver 400 pesa 210 kg em ordem de marcha. O tanque comporta 15 litros de combustível, capacidade informada oficialmente pela fabricante.

Preço fixo e garantia

A Shineray informou que a Denver 400 custa R$ 32.890 à vista. Segundo a política de preços divulgada pela empresa, o valor é fixo em todo o território brasileiro.

A nova custom também é comercializada com três anos de garantia, conforme as informações oficiais da marca.

Shineray SBM Denver 400 - Divulgação

Shineray SBM Denver 400 - Divulgação




Ficha técnicaShineray Denver 400
MotorDois cilindros em V, 4T, 8 válvulas, DOHC
Cilindrada397 cm³
RefrigeraçãoLíquida
Potência39,43 cv a 8.500 rpm
Torque3,7 Kgf.m a 6.000 rpm
Transmissão6 marchas
Transmissão finalCorreia
Controle de traçãoSim
ABSSim, duplo canal
PainelLCD
Carregador USBUSB-A
Suspensão dianteiraGarfo telescópico convencional
Suspensão traseiraConvencional, com dois amortecedores
Freio dianteiroDisco de 320 mm, acionamento hidráulico
Freio traseiroDisco de 260 mm, acionamento hidráulico
Roda dianteira120/80 - 18"
Roda traseira180/70 - 15"
Capacidade do tanque15 litros
Peso em ordem de marcha210 kg
Comprimento2.370 mm
Largura910 mm
Altura1.070 mm
Distância entre-eixos1.557 mm
Altura do assento690 mm
Distância mínima do solo135 mm
PreçoR$ 32.890 à vista via PIX

Garantia                             3 a



Fonte: Tudo de Moto.com.br



BMW F 450 GS chega à Argentina em quatro versões, com preços iniciando em R$ 75 mil

 

A BMW F 450 GS passou a ser vendida na Argentina como modelo de entrada da família GS. A motocicleta chega em quatro configurações, com motor de 420 cc e 48 cv, recursos eletrônicos de assistência e preços entre US$ 14.600 e US$ 15.600.

A BMW Motorrad iniciou a comercialização da F 450 GS na Argentina. A novidade ocupa a base da linha GS da marca no país e é oferecida nas versões Cosmic, Exclusive, Sport e Trophy.

Os preços divulgados partem de US$ 14.600 para a configuração Cosmic e alcançam US$ 15.600 na Trophy, que reúne itens específicos para uso fora de estrada e sistema de embreagem centrífuga.

BMW F 450 GS - Divulgação

BMW F 450 GS - Divulgação

Em conversão direta informada na apresentação, os valores equivalem a aproximadamente R$ 74,9 mil e R$ 80 mil. A referência não inclui impostos, taxas ou variações de mercado e não deve ser usada como base para preços.

Motor bicilíndrico

A BMW F 450 GS utiliza um motor bicilíndrico paralelo de 420 cc, ligado a uma transmissão de seis velocidades. Segundo os dados divulgados, o conjunto entrega 48 cv a 8.750 rpm.

O torque máximo declarado é de 4,38 kgf.m a 6.750 rpm. A fabricante informou que o projeto busca conciliar deslocamentos urbanos, viagens e percursos que demandem maior capacidade em pisos sem pavimentação.

BMW F 450 GS - Divulgação

BMW F 450 GS - Divulgação

De acordo com a BMW, a arquitetura mecânica também foi desenvolvida com foco na redução das vibrações e no consumo de combustível. A motocicleta tem peso declarado de 178 kg.

Rodas de 19 e 17

Na dianteira, a F 450 GS recebe suspensão invertida fornecida pela KYB. A configuração adota rodas de liga leve de alumínio reforçadas, com aro de 19 polegadas na frente e 17 polegadas atrás.

A ergonomia segue referências das motocicletas maiores da família GS. O modelo traz guidão elevado e próximo ao condutor, solução direcionada à posição de pilotagem tanto no uso cotidiano quanto em trajetos de terra.

BMW F 450 GS - Divulgação

BMW F 450 GS - Divulgação

O visual incorpora elementos da identidade atual da gama GS, incluindo o farol frontal de LED em formato de X. A solução tem inspiração no conjunto utilizado pela BMW R 1300 GS.

Equipamentos

A BMW F 450 GS Cosmic, versão de entrada da gama argentina, vem com farol e lanterna traseira em LED, painel TFT de 6,5 polegadas com conectividade, porta USB-C e manoplas aquecidas.

Também fazem parte da configuração os manetes ajustáveis, guidão ajustável e guidão de alumínio. No sistema de freios, a moto utiliza disco dianteiro flutuante de 310 mm com pinça Brembo de quatro pistões.

BMW F 450 GS - Divulgação

BMW F 450 GS - Divulgação

Na roda traseira, há um disco único de 240 mm. A lista de assistências inclui os modos de pilotagem Rain, Road e Enduro, além do ABS Pro, que trabalha com sensor de ângulo de inclinação.

O pacote eletrônico da Cosmic ainda reúne Controle Dinâmico de Tração, identificado pela sigla DTC, e Controle Dinâmico de Frenagem, ou DBC. Este último evita a aceleração involuntária durante a aplicação dos freios.

Entre os outros recursos anunciados para a versão estão a embreagem deslizante, as luzes de freio dinâmicas e as luzes diurnas. A Cosmic é oferecida com a decoração Cosmic Black.

BMW F 450 GS - Divulgação

BMW F 450 GS - Divulgação

A F 450 GS Exclusive mantém a pintura Cosmic Black e acrescenta equipamentos voltados à condução e ao uso fora do asfalto. Uma das inclusões é o Shift Assistant Pro, recurso destinado às trocas de marcha.

Essa configuração também passa a contar com modos de pilotagem Pro, incluindo o Enduro Pro. A lista inclui ainda protetores de mão pretos, protetor de cárter, pedais off-road e para-brisa.

Com esses itens, a Exclusive fica posicionada acima da Cosmic na oferta da BMW Motorrad Argentina. O preço anunciado para essa opção é de US$ 14.800, equivalente a cerca de R$ 75,9 mil na conversão direta citada.

A BMW F 450 GS Sport é identificada pela pintura Racing Red. Além da mudança visual, a versão traz suspensão esportiva com possibilidade de ajustes de compressão e retorno no eixo dianteiro.

BMW F 450 GS - Divulgação

BMW F 450 GS - Divulgação

A configuração é oferecida por US$ 15.100 na Argentina. Conforme a conversão direta divulgada, o montante representa aproximadamente R$ 77,4 mil, sem considerar custos tributários ou condições comerciais locais.

Os demais atributos mecânicos da linha são mantidos, incluindo o motor de 420 cc, o câmbio de seis marchas, as rodas de 19 e 17 polegadas e o conjunto eletrônico presente nas versões da F 450 GS.

Trophy estreia sistema Easy Ride Clutch

No topo da gama está a BMW F 450 GS Trophy, equipada com para-brisa Rallye fumê, protetor de cárter em alumínio e protetores de mão na cor branca. A variante também utiliza acabamento próprio dentro da linha.

O principal diferencial técnico da Trophy é a Easy Ride Clutch, ou ERC. Trata-se de uma transmissão automática centrífuga que elimina a necessidade de acionamento manual da embreagem em determinadas situações de condução.

BMW F 450 GS - Divulgação

BMW F 450 GS - Divulgação

Mesmo com o sistema, a motocicleta preserva a alavanca para que o condutor possa operar a embreagem manualmente quando necessário. A versão Trophy tem preço de US$ 15.600, cerca de R$ 80 mil em conversão direta.

Preços e garantia na Argentina

A gama da BMW F 450 GS foi organizada em quatro níveis de preço no mercado argentino:

  • F 450 GS Cosmic: US$ 14.600, aproximadamente R$ 74,9 mil em conversão direta.
  • F 450 GS Exclusive: US$ 14.800, aproximadamente R$ 75,9 mil em conversão direta.
  • F 450 GS Sport: US$ 15.100, aproximadamente R$ 77,4 mil em conversão direta.
  • F 450 GS Trophy: US$ 15.600, aproximadamente R$ 80 mil em conversão direta.
BMW F 450 GS - Divulgação

BMW F 450 GS - Divulgação

Todas as quatro versões comercializadas na Argentina têm garantia de três anos sem limite de quilometragem. Os valores em reais servem apenas como referência de câmbio e não incluem tributos, taxas ou variações praticadas em cada mercado.


Fonte: Tudo de Moto.com.br





domingo, 13 de setembro de 2026

Opinião de Primeira - QUE NINGUÉM SE ENGANE: ESTA NÃO SERÁ UMA CAMPANHA DE ALTO NÍVEL, COMO SE PODERIA SONHAR!

 



O início da campanha em Rondônia começou na madrugada do domingo, com grande número de carros sendo adesivados pela dupla Adailton Fúria/Everton Leoni, no Espaço Alternativo. Foi um sucesso. Ainda durante o dia, no mesmo domingo, Marcos Rogério e Hildon Chaves também reuniram muita gente, em torno dos adesivaços que promoveram.

           Se o trio que está à frente das pesquisas já está com campanha na rua, não se pode dizer o mesmo dos outros três concorrentes. A começar por Samuel Costa, do PSB, que foi retirado à fórceps da campanha, pelo diretório nacional do seu partido. Samuel já tinha feito pesados investimentos em adesivos e material de campanha, mas na enésima hora foi retirado da missão que havia conquistado democraticamente.

             Foi também por isso que o petista Expedito Netto ainda não lançou oficialmente sua campanha. Terá que replanejar, para incluir o PDSB no rol da aliança de esquerda e oficializar apenas o nome de Luciana Oliveira ao Senado, já que Neidinha Suruí também foi defenestrada.

            O último dos moicanos a entrar na batalha, Pedro Abib, do MDB, também não convocou seus parceiros para o início da campanha. Sua principal ação no primeiro domingo em que ela foi para as ruas, foi participar, em Ji-Paraná, do lançamento de Acir Gurgacz como o nome do seu partido, aliado ao PDT, para o Senado.

             Nas principais candidaturas, cada um dos três candidatos cantou seus primeiros passos como “históricos”. Adailton Fúria anunciou que o evento no Espaço Alternativo, foi o maior da história de início de campanhas eleitorais em Rondônia.

             Marcos Rogério considerou uma verdadeira carreata, a presença de tantos carros a serem adesivados. Hildon Chaves também comemorou o sucesso da sua iniciativa.

                Agora, a batalha eleitoral está nas ruas. Já com algumas táticas claras. Uma delas: um candidato quer atacar seus adversários, mas não põe sua cara a bater. Contrata gente, prepostos, para fazer isso por ele. No domingo, ainda, está tática ficou clara, com “denúncias” nas redes sociais.

                Virão ainda as Fake News e Deepfake e os ataques sorrateiros. Ou seja, nada de novo no front. O que se espera é que a Justiça Eleitoral esteja muito atenta e aja com todo o rigor que a lei determina, porque se não o fizer, teremos uma campanha ainda mais rasteira que as anteriores.

                Ou seja, que ninguém se engane: não será uma campanha de alto nível.

 

NADA DE NOVO NO FRONT, NO PRIMEIRO DEBATE ENTRE OS SEIS CANDIDATOS AO GOVERNO, NA BAND TV!

          O que trouxe de novo o primeiro debate entre os seis candidatos ao Governo de Rondônia, ocorrida no horário do almoço desta terça-feira, na Band TV? Na verdade, muito pouco. Embora temas quentes tenham sido propostos, no geral cada um respondeu o que lhe interessava. Os debates quentes mesmo, até acima do tom (o que já era esperado) ocorreu entre a ala da esquerda.

         Samuel Costa bateu firme em Expedito Netto, por causa da intervenção, acordada em nível nacional, no PSB regional, tirando as candidaturas dele, Samuel e de Neidinha Suruí da batalha. Netto se fez de morto para ganhar sapato novo: disse que nada tinha a ver com decisões do PSB. Pedro Abib respondeu e fez perguntas, mostrando preparo, mas, como os demais, não empolgou.

          O trio que lidera as pesquisas (Marcos Rogério, Fúria e Hildon) foi no caminho do “mesmo do mesmo”. Como sintetizou o jornalista Rubens Coutinho, em vídeo nas redes sociais, “parecia um debate dos tempos do Cassol, do Raupp. Nada de novo”!

          Obviamente que o debate, como pontapé inicial dos confrontos da campanha deste ano, foi importante. Houve alguns problemas, normais num programa ao vivo, mas foi a performance dos participantes que não trouxe algo de novo, vibrante, que pudesse mexer com o telespectador.

          A partir de agora, vários outros confrontos vão acontecer. A campanha recém está começando. Por isso, o debate previsto para a SIC TV, em 21 de setembro, portanto daqui a 36 dias, este sim deve ser decisivo, em relação ao segundo turno. Até lá, a campanha vai esquentando, até ferver! 

ACIR, BRUNO, MARIANA, FERNANDO MÁXIMO E LUÍS FERNANDO ABREM OFICIALMENTE SUAS CAMPANHAS PARA O SENADO

           Alguns dos nomes mais cotados para a disputa ao Senado, também oficializaram suas candidaturas neste domingo. Em Ji-Paraná, dois dos mais fortes pretendentes reuniram grande público em seus eventos. Bruno Bolsonaro Scheid e Acir Gurgacz. Scheid defendeu teses da direita. Já Acir, também prestigiado por muita gente, também destacou sua preocupação com o desenvolvimento do Estado, enquanto seus eleitores pediam “Volta Acir!”.

            Também foi oficializada a candidatura de Fernando Máximo, tanto em Porto Velho quanto no evento de Bruno Scheid, em Ji-Paraná. Mariana Carvalho começou com força, prestigiada por muitos admiradores e eleitores. Já Luís Fernando da Sefin participou, com sucesso, da largada do adesivaço promovido por seu candidato ao Governo, Adailton Fúria.

             Sílvia Cristina, outra candidatura entre as que têm chances reais de chegar lá, já havia lançado, com grande público, o seu nome ao Senado, num evento de duas semanas atrás.

              Há ainda pelo menos outros quatro nomes na corrida pelo Senado, mas não houve ainda lançamento festivo das campanhas. Entre os que tentam uma das duas cadeiras, embora com chances menores, estão Luciana Oliveira, do PT; Ayres Motta, do PV; Engenheiro Túlio, do Missão e Andreia Trevó, do Psol. O vereador Nilton Souza, do PSDB, desistiu de concorrer e Neidinha Suruí foi cassada pelo próprio partido, o PSB.  

             Neste ano, Rondônia terá direito a duas vagas. Dos atuais senadores, Marcos Rogério concorrer ao Governo e Confúcio Moura desistiu de tentar a reeleição.

ELEIÇÃO: MUITO MENOS MULHERES DISPUTAM. SÃO 427 CANDIDATOS  NOS NÚMEROS FINAIS, QUE AINDA PASSARÃO PELO CRIVO DO TRE

          Menos mulheres, apesar de todas as campanhas para incentivar a participação delas. Na eleição de 2022, o Tribunal Regional Eleitoral registrou 215 candidaturas femininas. Neste ano, apenas 141. Ou seja, em números absolutos 74 mulheres a menos. Em percentual, a queda foi de mais de 53 por cento. Esta é a surpresa relacionada com os números registrados no TRE rondoniense, aptos a concorrem, ao menos até o julgamento final de todos os pedidos de registros de candidaturas.

           As mulheres, na eleição deste ano, representam apenas 33 por cento das candidaturas. Há, portanto, dois homens para cada uma delas, na corrida pelas cadeiras em disputa. Um dos motivos para esta queda pode ter sido o aviso do Ministério Público Eleitoral e do próprio TRE, que farão duríssima fiscalização nas candidaturas, para combater, com todo o rigor, as fraudes de gênero, que ocorreram em grande número na eleição passada.

          Em Rondônia foram solicitados 427 registros de candidaturas à Justiça Eleitoral. Desse total, seis são para a disputa ao Governo e outras seis para a Vice-governadoria. Dez pedidos de candidaturas ao Senado foram oficializados, além de 10 para primeiro suplente e 11 para segundo suplente.  

           Para a Câmara Federal, são 130 concorrentes, mais de 16 por vaga, caso todos sejam aprovados.  Já em relação à Assembleia Legislativos, os registros chegaram a 254 foram para deputado estadual, com 10,5 candidatos por vaga. Já para o cargo de presidente da República foram registradas, no TSE, um total de 13 candidaturas.

SAMUEL E NEIDINHA SURUÍ PROTESTAM, MAS SÓ ALGUM MILAGRE POLÍTICO PODE LHES DEVOLVER AS CANDIDATURAS

          A situação entre PT e PSB continua tensa. Há ainda alguma esperança jurídica para os que foram sacaneados no conluio entre os diretórios nacionais dos dois partidos, que culminou com a decisão de que o PSB tem que ser muleta para uma candidatura do PT ao Governo de Rondônia.

          Samuel Costa, o escolhido em convenção para concorrer ao Governo, não aceita ser nominado como ex-candidato. Ainda espera por decisões do TRE e do sistema da Justiça Eleitoral, contando, ainda, com a possibilidade de manter sua campanha.

          Claro que, tecnicamente, ele está certo. Mas a legislação eleitoral é clara: as decisões emanam do diretório nacional do partido, que tem o poder de vida e de morte sobre as candidaturas. Ao menos em tempos recentes, não se tem notícia de algum caso de decisão nacional modificada em tribunais. Mas, nunca se pode perder a esperança, por menor que ela seja.

          Enquanto o candidato do PT ao Governo silencia, Samuel Costa ataca. E ataca com força. Em textos distribuídos na mídia, ele e sua candidata ao Senado, Neidinha Suruí, batem firme naqueles que, até há pouco, eram aliados em Rondônia. Samuel sempre destaca que, por aqui, era ele e não Expedito Netto ou a maioria dos petistas, o maior defensor do presidente Lula e seu governo.

          Ainda a espera de uma espécie de milagre, que lhes devolvam as candidaturas, Samuel Costa, Neidinha Suruí; seus dois suplentes; os nove candidatos à Câmara Federal e os 15 à Assembleia Legislativa, estão cassados, ironicamente, pelo seu próprio partido.  

CARAS NOVAS NA POLÍTICA: CENTENAS DE OPÇÕES CHEGAM PARA DAR AO ELEITOR UMA NOVA OPÇÃO NAS URNAS

         São centenas de candidatos. Obviamente que, quanto mais conhecidos, mais chances têm de se eleger. Mas como o eleitor muitas vezes reclama que não tem opções novas, neste espaço vamos destacar alguns personagens, que certamente terão pouco espaço na mídia. Praticamente todos terão apenas algum um espaço pequeno, muito pequeno, no horário eleitoral gratuito.

          Na maioria dos casos, são pessoas que enfrentarão as urnas pela primeira vez. Homens e mulheres que querem ocupar espaço na vida pública rondoniense. Terão pouco espaço, terão pouco dinheiro para gastar, sairão muito atrás dos atuais políticos que concorrem à reeleição, mas estarão dando o primeiro passo para tentarem um futuro na nossa política.

         Aqui neste espaço, terão vez e voz. Nesta primeira relação, vamos apresentar cinco candidatos à Câmara Federal e cinco à Assembleia Legislativa. Em futuras edições, serão apresentados mais alguns que podem ser chamados de novatos na corrida das urnas.

           Para a Câmara Federal: Cleuda Maria de Souza (Cleuda da Estética, do Partido Novo);  Ygor Requenha Romano, do PDT;  Najara Leandra de Oliveira, do Avante;  Maurício Conti, do Partido Novo e  Caio Eduardo Caseiro de Lima Machado, do MDB.

        Para a Assembleia Legislativa: Carlos Deike (Republicanos), Ida dos Idosos, do Podemos; Mary Bombeira (PRD); Adriano Mariz da Fórmula 1 (PP) e Ana Clyeane (Podemos).

           Há pelo menos duas centenas de caras novas nas extensas relações de candidaturas no nosso Estado. Há que se dar oportunidade de ao  menos analisar e conhecer as propostas desta gente tudo.

SÓ TRÊS DOS ATUAIS DEPUTADOS ESTADUAIS NÃO VÃO BATALHAR PELA REELEIÇÃO. DOS 22 QUE DISPUTAM, QUANTOS CONSEGUIRÃO?

          Dos atuais deputados que concorrem à reeleição, três deles já presidiram a casa: o atual, Alex Redano (Republicanos) e os dois anteriores, Marcelo Cruz (Avante) e Laerte Gomes (PSD). Apenas três dos atuais parlamentares estaduais não postulam voltar às suas cadeiras: Delegado Camargo, candidato a vice na chapa liderada por Marcos Rogério; Cirone Deiró, vice de Hildon Chaves e Ezequiel Neiva, que pretende concorrer à Câmara Federal.

            O PL apresenta seis dos atuais deputados para a reeleição: Alan Queiroz, Delegado Lucas Torres, Dra. Taíssa Souza, Jean Mendonça, Luizinho Goebel e Nim Barroso. O PRD vem com Rosângela Donadon, Edevaldo Neves, Jean Oliveira, Pedro Fernandes e Ribeiro do Sinpol. Ismael Crispin é o representante do Progressista.

            Vão buscar mais um mandato, também: Cássio Góis, Eyder Brasil e Jesuíno Boabaid (que está na vaga de Laerte Gomes, licenciado) e Gislaine Lebrinha, todos os PSD; Cláudia de Jesus, do PT; Ieda Chaves, do União Brasil e dr. Luiz do Hospital, do Partido Novo.

          Obviamente  sendo mais conhecidos do eleitorado, com boas estratégias baseadas na experiência, já que alguns destes parlamentares já tem vários mandatos e, ainda, com bons recursos financeiros disponíveis, quem busca a reeleição, na prática, tem muito mais chances do que os novatos.

          É neste contexto que se calcula que as possibilidades de retornarem às suas cadeiras, pode chegar a até 60 por cento dos atuais deputados. Quantos deles conseguirão? Só as urnas vão responder, na eleição do outubro que está chegando. 

DEPOIS DA TEMPESTADE, A PAZ: TONY PABLO AGORA É GRANDE APOIADOR DA CANDIDATURA DE FÚRIA

           Nada como um dia depois do outro. Depois de dar várias “rasteiras” em seu parceiro e amigo de longos anos, Adailton Fúria, o prefeito que o sucedeu em Cacoal, Tony Pablo, foi às redes sociais abraçado a Fúria, anunciando seu total apoio ao candidato do PSD ao Governo do Estado. O que pode ter acontecido, para esta surpreendente declaração de total e incondicional apoio?

          Provavelmente nunca se saberá os reais motivos. O que se sabe é que Tony, desde que assumiu, negou Fúria não só três, mas várias vezes. Não só negou, como atacou. Entre outras coisas, fez críticas à forma como recebeu os cofres municipais e criticou até a menina dos olhos de Fúria: os hospitais que ele entregou à sua cidade.

          Fez mais, o Tony Pablo: fez questão de aparecer recebendo adversários de Fúria, como os candidatos ao Governo Hildon Chaves e seu vice, Cirone Deiró e, dias depois, Marcos Rogério e o deputado do PL, Coronel Chrisóstomo, aparecendo em cenas de visitas a áreas de Cacoal e deixando no ar uma forte aproximação com os adversários de Fúria.

           Houve, claro, forte reação contra Tony Pablo, na cidade onde o ex-prefeito saiu com aprovação batendo nos 80 por cento. O que mais terá havido, para esta mudança de posicionamento tão radical e em tão poucos dias? Claro que nos bastidores há teorias, mas nenhuma delas, ao menos até agora, comprovadas pelos fatos.

            A campanha iniciou no domingo e logo em seguida Tony Pablo decidiu fazer o vídeo com declaração de apoio ao seu parceiro de mais de uma década e meia. Na política, nem tudo é o que parece. O que era um prenúncio de confusão e prejuízo à candidatura de Adailton Fúria, agora se acalmou totalmente. Qual terá sido o milagre?

COMO DIRIA SHAKESPEARE, FOI “MUITO BARULHO POR NADA!” A HISTÓRIA DO ATENTADO DO ESCAPAMENTO

          Nada de tiro. Nada de tiros. Foi apenas um estrondo, pouco mais que um estampido, vindo de uma velha camioneta, com seu escapamento problemático. Todo o alvoroço de que teria tido um atentado contra dois policiais – o  chefe de segurança do candidato ao governo Hildon Chaves e seu irmão, ambos da Polícia Militar – foi, como diria Shakespeare,  em sua peça humorística de cinco atos ,“muito barulho por nada!”.

          A história de 1598 versa sobre uma falsa traição, criada do nada. A analogia serve, por se ter criado um atentado apenas por causa do escapamento irregular de um veículo. O que mais surpreende é que a história de disparos foi contado por dois experientes membros da segurança pública, que confundiram uma falha numa camioneta com “alguns disparos”.

          Fosse em outra circunstância, o caso não passaria de uma espécie de piada, contada algumas vezes, mas que logo desapareceria, por significar pouco. Mas como envolveu o início de uma campanha eleitoral; como envolveu gente da segurança de um candidato; como, por muito pouco tempo o próprio Hildon não esteve no local, o “tiro” do escapamento se tornou algo importante e assustador.

          Uma das lições aprendidas é que não se deve forçar um fato que não existiu, obviamente, mas este é o lado do folclore. O sério e perigoso é que, caso haja alguma atentado real, como a história do lobo e do cordeiro, quem vai acreditar?

          Enfim, foi perda de tempo e gasto de dinheiro público, com perícias e investigações. Tomara que não se repita!

CINCO MORTOS NUMA SEMANA, MAIS TRÊS EM OUTRA: A BR 364 FAZ UMA EMPRESA MILIONÁRIA, ENQUANTO ENCHE CEMITÉRIOS

         Não tem mais como imaginar que, algum dia, a série semanal de tragédias vá terminar. Os perigos são a cada hora, a cada dia e as múltiplas mortes se acumulam semana a semana. A BR 364, mesmo privatizada e com os pedágios mais caros do país (o faturamento da empresa que lidera o consórcio já bateu nos 70 milhões de reais) continua com sua sanha assassina.

          Na semana passada, matou cinco pessoas da mesma família, no distrito de Abunã. Nesta, mais três vítimas fatais, desta vez em Itapuã do Oeste. Nos mais de 1.200 quilômetros até Rio Branco, desde a fronteira com o Mato Grosso, a BR apresenta dezenas de atestados de óbitos todos os anos.

          O consórcio vencedor da privatização faz remendos, melhora aqui e ali, mas, no geral, os resultados práticos são pífios. Enquanto não for duplicada, em toda a sua extensão, a 364 continuará fazendo jus ao seu apelido de Rodovia da Morte.

             Mesmo com todos os protestos e com recursos ainda em análise na Justiça, principalmente em relação ao preço dos pedágios e à necessidade de duplicação, nada aconteceu até agora.

             De prático, mesmo foi o superfaturamento da concessionária. A previsão era de que, no primeiro ano, o faturamento com os prços abusivos dos pedágios batessem nos 40 milhões de reais. Só que, com os custos absurdos, em bem menos do que 12 meses, a grana nos cofres da empresa já bateu nos 70 milhões de reais.

          Enquanto isso, os caixões se acumulam com corpos trucidados. Ou seja, alguns poucos ficam milionários com a BR privatizada e os cemitérios estão cada vez mais lotados de mortos por ela.

         PERGUNTINHA

       Você ainda acha que nunca teve números tão positivos na economia, como diz o atual governo; nem existe desemprego, segundo a voz oficial do Planalto, enquanto uma das maiores organizações do comércio brasileiro, a Casas Bahia, fechou 298 lojas, pediu recuperação judicial e demitiu quase três mil funcionários?


Fonte: Jornalista Sérgio Pires / Porto Velho-RO.