quinta-feira, 1 de outubro de 2026

CARROS ANTIGOS - Joias de Lata









   




Postagem sugerida pelo meu Amigo Cido, o melhor mecânico de Fusca de São José do Rio Preto-SP, e Região.





quarta-feira, 30 de setembro de 2026

SAÚDE - Glutamina

A glutamina é o mais abundando e versátil dos 20 aminoácidos presentes no corpo. Indivíduos saudáveis com 70 kg de peso possuem entre 70 e 80 gramas de glutamina distribuídas por todo o corpo.

A glutamina tem função anti-inflamatória e antioxidante (prercusora da glutamina) é um componente essencial das proteínas, do sistema imunológico, da saúde intestinal, do sistema muscular, atua na produção de glicoproteína, histidina, triptofano, de nucleotídeos - purinas, primidinas e aminoaçúcares (unidade básicas para a formação do DNA e RNA), equilibra o açúcar no sangue, dá suporte à saúde cerebral e função cognitiva, controle do estresse e fadiga, tratamento da anemia falciforme. Eça desempenha um papel importante no metabolismo para fornecer a energia necessária para o funcionamento do corpo.

Tanto em condições de saúde quanto de doenças, a taxa de consumo de glutamina pelas células imunes é semelhante ou superior à da glicose. Em situações como septicemias, queimaduras, grandes cirurgias, desnutrição e atividade fisica a alta intensidade e prolongada, ela é utilizada na produção de células imunes.

A glutamina é uma fonte de energia imprescindível para o bom funcionamento do sistema imunológico, por aumentar a produção de células de defesa, como os glóbulos brancos e as células imunes do intestino, para as atividades fagocíticas, secretoras de macrófagos e eliminação de bactérias pelos neutrófilos. Os glóbulos brancos, além de utilizarem a glutamina para o bom combate a infecções, cumprem um papel fundamental nos processos de reparação de tecidos danificados.

No sistema digestivo, a glutamina contribui para otimizar a absorção de nutrientes, ajuda a reduzir a inflamação no trato gastrointestin al, fortalece a barreira celular, mantém a integridade da parede intestinal, equilibra a microbitoa intestinal, impede danos aos intestinos (previne a proliferação de bactérias más e a formação de toxinas, atua na prevenção e tratamento do intestino permeável).

Os músculos esqueléticos são quantitativamente o local mais relevante de armazenamento, síntese e liberação de glutamina. Devido à sua ação na produção de proteínas, a glutamina ajuda no aumento da massa mascular e acelera a reparação e recuperação das fibras musculares pós-treino. Durante exercícios intensos, os músculos produzem ácido lático, um dos responsáveis pela fadiga muscular. A glutamina regula o acúmulo de ácido lático nos músculos e reduz a fadiga.

A glutamina é precursora de glutamato e Gaba (ácido gama-a-minobutírico), que são essenciais para a cognição: copncentração, foco, aprendizado e no controle da ansiedade, estresse e depressão. Ela protege os neurónios contra o estresse oxidativo e atua na prevenção de doenças neurodegenerativas (Alzheimer).

A glutamina ajuda na regulação da liberação e utilização da glicose pelo organismo e, com isso, melhora a sensibilidade à insulina e a prevenção de diabetes.

O efeito paradoxal da glutamina consiste em que as células saudáveis usam como fonte de energia, aumentando a vitalidade e a imunidade, enquanto as células cancerígenas usam a glutamina para se proliferar e espalhar. As células cancerígenas podem usar tanta glutamina que pode não sobrar o suficiente para o bom desempenho das células normais.

As maiores fontes alimentares da glutamina são: carnes, frutos do mar, leite, ovos, arroz branco, aveia, nozes, amêndoas, amendoim, feijão, lentilha, tofu, beterraba, milho, repolho roxo, espinafre e salsa.



Fonte: Eudardo Silva / Neurocirurgião do Centro do Cérebro e Coluna - Professor da Famerp / Revista Bem-estar-São José do Rio Preto-SP






Royal Enfield Himalayan 450 ganha cor Kaza Brown por R$ 29.990 e soma 12.500 unidades vendidas no Brasil desde 2025

 

A Royal Enfield ampliou a linha Himalayan 450 no Brasil com a cor Kaza Brown, vendida por R$ 29.990. A versão com pneus com câmara passa a ser a opção de entrada da gama, enquanto o modelo acumula 12.500 unidades comercializadas desde março de 2025.

A Royal Enfield anunciou a chegada da nova Himalayan 450 Kaza Brown ao mercado brasileiro. Inspirada nas paisagens áridas e montanhosas de Kaza, no Himalaia, a pintura passa a integrar a linha.

Com preço sugerido de R$ 29.990, a nova configuração é equipada com pneus com câmara e já está disponível para pronta entrega nas concessionárias da marca em todo o Brasil.

Royal Enfield Himalayan 450 - Kaza Brown - Divulgação

Royal Enfield Himalayan 450 - Kaza Brown - Divulgação

A Kaza Brown ocupa a posição de versão mais acessível da Himalayan 450. A gama também reúne as cores Slate Himalayan Salt, Slate Poppy Blue, Hanle Black, Kamet White e Mana Black.

Nova posição

A inclusão da Kaza Brown faz parte da estratégia da Royal Enfield de ampliar as alternativas visuais da Himalayan 450 no país. Antes da nova tonalidade, a fabricante havia incluído a opção Mana Black na linha.

Segundo Gabriel Patini, diretor-executivo Latam da Royal Enfield, a expansão das opções acompanha o desempenho do modelo no segmento adventure de média cilindrada brasileiro.

“Mais do que um desempenho pontual, os números revelam uma motocicleta que sustenta sua relevância ao longo do tempo e amplia sua participação em um segmento que continua atraindo novos consumidores”, afirmou Patini.

Royal Enfield Himalayan 450 - Kaza Brown - Divulgação

Royal Enfield Himalayan 450 - Kaza Brown - Divulgação

O executivo citou a chegada recente da Mana Black e da Kaza Brown como parte desse movimento. As duas novidades ampliam o número de versões disponíveis para os consumidores brasileiros.

Gama e preços

Com a chegada da nova cor, a Himalayan 450 passa a contar com seis alternativas na rede da Royal Enfield. Os preços variam de acordo com a pintura e o tipo de pneu oferecido em cada configuração.

  • Kaza Brown, com pneus com câmara, por R$ 29.990
  • Slate Himalayan Salt por R$ 30.490
  • Slate Poppy Blue por R$ 30.490
  • Hanle Black por R$ 32.490
  • Kamet White Tubeless por R$ 32.490
  • Mana Black por R$ 33.490
Royal Enfield Himalayan 450 - Mana Black - Divulgação

Royal Enfield Himalayan 450 - Mana Black - Divulgação

A diferença entre os valores coloca a Kaza Brown abaixo das demais opções da linha.

Motor

A Himalayan 450 utiliza a plataforma Sherpa 450, apresentada pela Royal Enfield como um projeto totalmente novo dentro da história da fabricante. O conjunto foi desenvolvido para uso urbano, viagens e trajetos fora de estrada.

O modelo é equipado com motor monocilíndrico de 452 cm³, arrefecido a líquido. Segundo a ficha divulgada, o propulsor entrega 40 cv de potência e 4,0 kgf.m de torque.

A motocicleta traz câmbio de seis marchas e embreagem assistida e deslizante. A marca informa que o projeto busca oferecer desempenho equilibrado em deslocamentos cotidianos, longas distâncias e percursos fora do asfalto.

Royal Enfield Himalayan 450 - Kaza Brown - Divulgação

Royal Enfield Himalayan 450 - Kaza Brown - Divulgação

Vendas nacionais

Desde sua estreia no Brasil, em março de 2025, a Himalayan 450 acumulou 12.500 unidades comercializadas, segundo os dados divulgados pela Royal Enfield. A empresa aponta liderança isolada do modelo na categoria.

A fabricante informou que o desempenho ocorre em um cenário de expansão do segmento adventure de média cilindrada. A Himalayan 450 é posicionada pela marca à frente de trails tradicionais, inclusive opções maiores e de faixa premium.

Entre janeiro e agosto de 2026, o modelo registrou 5.023 unidades emplacadas. O volume corresponde a uma média mensal próxima de 628 motocicletas, conforme os números apresentados pela empresa.

Royal Enfield Himalayan 450 - Kaza Brown - Divulgação

Royal Enfield Himalayan 450 - Kaza Brown - Divulgação

Se esse ritmo for mantido, a projeção estatística divulgada pela Royal Enfield aponta encerramento de 2026 perto de 7.530 unidades. A estimativa representaria alta de 12% em relação a 2025.

“Temos um produto com crescimento sustentável e fortalecimento da preferência do público confirmado pelos números”, declarou Thais Gallo, gerente de vendas da Royal Enfield Brasil.

De acordo com a executiva, a Himalayan vem ampliando sua base de consumidores e fortalecendo a presença no segmento em um período de expansão e renovação da categoria adventure.

Royal Enfield Himalayan 450 - Kaza Brown - Divulgação

Royal Enfield Himalayan 450 - Kaza Brown - Divulgação

Ritmo recente

Entre maio e agosto de 2026, período apontado pela empresa como de maior movimentação da categoria, a Himalayan 450 somou 2.640 unidades comercializadas no mercado brasileiro.

Para a Royal Enfield, o resultado indica que o aumento da atividade no segmento foi acompanhado pela preservação da liderança comercial da motocicleta. A marca relaciona esse movimento à ampliação de relevância do modelo diante de novas opções.

“A trajetória da Himalayan 450 reflete uma combinação rara de atributos. Ela lidera em volume, mantém crescimento consistente, sustenta a confiança de seus consumidores e oferece um dos pacotes técnicos mais completos da categoria”, disse Gallo.


Fonte: Tudo de Moto.com.br





CONVITE - Encontro de Campistas / Motorhome






O convite está feito, vamos participar!



ROBSON OLIVEIRA - Resenha Política

 PRUDÊNCIA

Embora haja profissionais contratados pelos comitês eleitorais empenhados em disseminar a tese de que a eleição termina no primeiro turno, esta coluna prefere manter alguma distância dos alquimistas das urnas. A leitura, neste momento, é de que o segundo turno continua sendo uma possibilidade concreta e, se acontecer, deverá produzir uma campanha ainda mais dura, pesada e recheada de alianças, mudanças de posição e eventuais traições.
SOLIDEZ
Os números oficialmente divulgados até aqui são confortáveis para Marcos Rogério. É uma constatação baseada nos levantamentos conhecidos, não uma decisão sobre o resultado. Na leitura desta coluna, o candidato do PL chega à reta final em posição suficientemente sólida para que a principal dúvida, neste momento, seja menos sobre sua presença no segundo turno e mais sobre quem estará do outro lado.
DISPUTA
A disputa pela segunda vaga, entretanto, permanece aberta. Adailton Fúria e Hildon Chaves têm espaço para crescer, cada um a partir de realidades eleitorais diferentes. Fúria precisa sustentar sua posição e recuperar eventual terreno perdido; Hildon, por sua vez, mostra sinais de reação na capital e precisa transformar essa vitalidade em votos suficientes para alterar a fotografia final. Mas Fúria , independente dos problemas na administração da campanha, é bom de urna.  
TEMPO
Os últimos dias são sempre um território perigoso para prognósticos definitivos. Candidato pode crescer, estacionar ou perder espaço. O relógio, portanto, será particularmente importante para quem precisa acelerar a campanha e converter exposição em voto. O tempo até domingo é curto para viradas bruscas  e o número de indecisos começa a diminuir.
POSTURA
Hoje à noite tem debate na TV RO, afiliada à Globo. Quem errar menos sai ileso. Será um debate quase protocolar, com regras definidas e pouco espaço para improvisos sem nexo. Não se trata propriamente de uma prova para descobrir quem é o mais preparado ou o mais eloquente. O eleitor observa propostas, respostas, postura e outros critérios subjetivos que dificilmente cabem em uma pesquisa.
SAÚDE  
A saúde tende a chamar atenção especial. A crise enfrentada pelo setor em Rondônia transforma o tema em teste obrigatório para os candidatos. Promessas genéricas podem soar como música velha para quem enfrenta diariamente as dificuldades do sistema.
ESTRATÉGIA
O debate no padrão Globo pode não alterar significativamente a urna, mas pode expor as fraquezas de um candidato. Em uma eleição incerta, às vezes não é necessário produzir um grande acontecimento. Basta mostrar uma fragilidade que estava escondida. Estratégia neste debate funciona. Basta jogar com as regras.
HABILITADO
Marcos Rogério, pelos números oficialmente divulgados até aqui, parece ter construído uma margem confortável. Para esta coluna, a questão principal da reta final é saber quem conseguirá chegar até ele. A resposta, como sempre, pertence ao eleitor e será dada somente quando as urnas fecharem.
CORREÇÃO
A decisão do TRE-RO merece uma leitura menos passional do que a própria campanha eleitoral. O juiz auxiliar Rinaldo Forti não mandou censurar a imprensa nem retirou do ar a matéria da Exame. Fez algo mais prosaico e, justamente por isso, mais importante: mandou corrigir o que, no confronto entre texto e painel, aparece como erro objetivo.
DIVERGÊNCIA
A matéria publicada pela Exame em 27 de setembro afirmava  que Hildon Chaves tinha 25,60% e estava em segundo, enquanto Adailton Fúria aparecia em terceiro, com 12,34%.  O problema apontado na decisão é que o próprio painel estatístico associado à reportagem atribuía os 25,60% a Fúria e os 12,34% a Hildon. Além disso, havia divergência entre os 30,50% estampados na manchete para Marcos Rogério e os 30,90% indicados no painel.
DESCOMPASSO
Não é exatamente uma discussão sobre interpretação de pesquisa. É uma discussão sobre quem ficou com qual número. E número eleitoral, quando chega à reta final, não é mero enfeite gráfico. Pode alimentar expectativa, voto útil, euforia de militância e, principalmente, aquela velha síndrome brasileira de transformar pesquisa em campeonato antes de contar os votos. O resultado publicado ficou em descompasso com a forma utilizada como agregador.
CUIDADOS
O TRE foi cuidadoso ao estabelecer a fronteira. Reconheceu a liberdade de imprensa e deixou claro que a intervenção judicial deve ser excepcional. Não determinou a retirada da reportagem nem proibiu a Exame de publicar análises, resultados ou explicações metodológicas. Determinou que o veículo corrija os dados ou explique tecnicamente a divergência. E fez o mesmo com as reproduções nas redes sociais.

SOFISTICAÇÃO
Há uma ironia adicional nessa história: o próprio agregador da Inteligov/Exame utiliza uma metodologia sofisticada, com média móvel ponderada e pesos diferentes conforme a natureza e a atualidade das pesquisas.  Quanto mais sofisticado o mecanismo, maior deveria ser o cuidado elementar de conferir se o texto está conversando com o gráfico.
POLÊMICA
Na política, um ponto percentual já produz discurso de vitória. Dois produzem carreata. Cinco viram argumento de autoridade. E, aparentemente, trocar dois candidatos de lugar pode produzir uma pequena tempestade eleitoral.
REGRA
A decisão, portanto, não é uma sentença sobre quem está melhor ou pior na eleição. É uma sentença provisória sobre a necessidade de que informação eleitoral seja coerente com a própria fonte que a publica. No jornalismo, existe uma regra antiga que continua valendo mesmo na era dos agregadores, algoritmos e gráficos coloridos: antes de publicar o número, confira o número.
FAKE
Porque pesquisa errada não vira verdade por estar diagramada em página bonita. E, na semana da eleição, um erro de digitação pode ganhar a velocidade de uma verdade fabricada.
ATENTO
Foi o jornalismo atento de Rubens Coutinho, do Tudo Rondônia, que colocou a lupa onde outros passaram os olhos. Ao confrontar os gráficos do agregador com a conclusão publicada, o jornalista percebeu que os números não fechavam e que Hildon Chaves e Adailton Fúria haviam trocado de posição no texto. O TRE-RO confirmou a inconsistência objetiva.
PROFISSIONALISMO
Um erro imperdoável para quem publica pesquisa eleitoral: antes de escrever o número, é preciso conferir o número. E, neste caso, foi preciso um jornalista rondoniense fazer o dever de casa que o jornalismo profissional exige.

AFERIÇÃO  
A pesquisa eleitoral virou uma profusão de números díspares que deixa o eleitor atônito, sem saber qual delas erra mais. Há quem sugira escalar o mais longevo pesquisador de Rondônia, José Juvenil, proprietário da Phoenix, que ainda circula com sua inseparável pasta debaixo do sovaco, para aferir, com a precisão que lhe é peculiar, qual dos institutos consegue errar menos entre sete prognósticos.
DISPARIDADES
Cada pesquisa divulgada revela dados tão incomuns para uma campanha feia, silenciosa e com o eleitor apenas observando que fica difícil apostar quem poderá ser o próximo governador. Pesquisa é uma fotografia do momento, repetem como mantra os profissionais do marketing eleitoral. O problema é que, em Rondônia, algumas fotografias conseguem a proeza de trocar até os personagens de lugar. As pesquisas não batem faz tempo. Ainda assim, candidatos e seus asseclas comemoram cada levantamento como se fosse fim de campeonato, desde que o próprio nome apareça na frente. Há até pesquisa que já decidiu a eleição, decretou o vencedor e mandou o segundo turno para o arquivo antes que as urnas tenham oportunidade de se manifestar.
MANIPULAÇÃO
Faz parte da história eleitoral. Mesmo sendo, muitas vezes, inútil como instrumento de manipulação da realidade, a pesquisa autorizada pelo candidato é imediatamente transformada em combustível para a militância e munição para as redes sociais. Afinal, na internet o pau canta, e a verdade costuma ser a primeira a abandonar o recinto.
PROVA
Pesquisa errada, consciente ou não, é o que mais existe no mercado. Por isso, torço para que algum comitê eleitoral contrate Juvenil e coloque sua Phoenix para fazr a prova dos nove, aferindo os números reais da eleição. Seria uma espécie de certificado de autenticidade. E, neste caso, o erro provavelmente seria a única coisa que ninguém ousaria contestar. Afinal, todos conhecem a expertise da Phoenix. Se erramos, pelo menos não haverá surpresa.
CONTEÚDO
O jovem vilhense Dhonaton Pagani, candidato a deputado federal pelo Podemos, precisa decidir se pretende ser um candidato com propostas exequíveis para Rondônia ou apenas mais um personagem fabricado para as redes sociais. Ex-vereador de Vilhena, é articulado, fala razoavelmente bem e tem uma comunicação de entonação pausada e serena. O problema está menos na voz e mais no conteúdo.
PERSONAGEM
Pagani abraçou um discurso de extrema direita, intolerante e religiosamente doutrinário, no qual o adversário político parece ocupar o lugar reservado ao demônio. Em alguns vídeos publicados nas redes, diálogos dentro de um carro com amigos parecem cuidadosamente construídos para apresentar ao eleitor uma espécie de “Nikolas rondoniense”, numa alusão ao deputado mineiro Nikolas Ferreira, fenômeno digital da direita brasileira.
IDENTIDADE
A comparação, entretanto, termina onde começa a realidade eleitoral. Nikolas construiu durante anos uma identidade política própria, com enorme exposição nacional e milhões de seguidores. É uma figura consolidada no ambiente digital e chega à eleição com capital político que dispensa apresentações. Pagani, por enquanto, está tentando vestir uma roupa que ainda não lhe serve.
ÍDOLO
Os dois se encontraram no último domingo, em Ji-Paraná, durante evento organizado pelo candidato ao Senado Bruno Bolsonaro Scheid. Na fotografia, a satisfação estampada no rosto do jovem vilhense ao lado do seu ídolo é quase uma legenda. Parece ter encontrado ali o molde do personagem que pretende interpretar em Rondônia.
VERSÃO
Mas política não é concurso de cosplay ideológico. Macaquear o ídolo mineiro não transfere automaticamente seus seguidores, sua popularidade ou sua votação para o candidato rondoniense. O eleitor pode até admirar o personagem importado, mas isso não significa que queira comprar a versão local.
POP STAR
Pagani parece acreditar que basta reproduzir a liturgia política de Nikolas para transformar-se em um deputado pop star. A urna, contudo, costuma ser menos generosa com personagens do que as redes sociais. Ali não há edição, trilha sonora nem amigos dentro do carro para reforçar o roteiro.
RESULTADO
Depois da apuração, o jovem vilhense talvez descubra uma velha regra da política: personagem chama atenção, mas é a identidade própria que cria eleitor. E, para conquistar votos em escala, não basta parecer com alguém que já chegou lá. É preciso convencer o eleitor de que existe alguma razão para votar no original da terra. Estamos a falar sobre identidade. E o eleitor vota no candidato, não no personagem.


Fonte: Jornalista Robson Oliveira / Porto Velho-RO