sexta-feira, 24 de abril de 2026

ROBSON OLIVEIRA - Resenha Política

 DENÚNCIA

Cerca de 50 trabalhadores da empresa Amazonbio, do Grupo BBF, responsável pelas Unidades Termoelétricas (UTEs) que atendem os distritos do Baixo Madeira, denunciam graves irregularidades trabalhistas desde o fim de 2025. Segundo a categoria, há atrasos salariais, pagamentos incorretos e pendências de quinzenas.
DESTRAÍDO
Na largada da pré-campanha ao Senado, Bruno Scheid (PL) escolheu um tema sensível e popular: o pedágio na BR-364, classificado por ele como “extorsão”. O tom duro dialoga com a insatisfação generalizada da população, mas pode esconder uma contradição incômoda dentro do próprio grupo político que o abriga. Afinal, a implantação do pedágio não surgiu do nada - avançou nos trâmites federais sob o olhar, no mínimo distraído, da bancada de Rondônia em Brasília.
DISCURSOS
Quando o problema ainda era projeto, silêncio. Nenhum alerta consistente ao setor produtivo, nenhuma mobilização relevante, nenhuma reação proporcional ao impacto que agora todos dizem combater. O tema caminhou nos gabinetes, amadureceu nos órgãos federais e só ganhou indignação pública quando já estava praticamente consolidado. A partir daí, iniciou-se um previsível festival de discursos tardios.
CASQUINHA
Agora, com o desgaste instalado, o pedágio virou bandeira eleitoral. Cada parlamentar tenta tirar sua “casquinha”, enquanto convenientemente omite a própria omissão. No entorno de Scheid, há nomes que acompanharam - ou deveriam ter acompanhado - toda a tramitação e nada fizeram. Esses atores dificilmente escaparão da cobrança durante a campanha, porque o eleitor começa a perceber o abismo entre discurso e prática.
DANOS
O caso expõe um padrão recorrente: a política reage ao problema pronto, mas raramente o antecipa. O senador Confúcio Moura, por exemplo, sentiu o peso da repercussão negativa após tratar o tema com sarcasmo nas redes sociais. Recuou e passou a falar em revisão das tarifas, mas, até aqui, sem efeitos concretos. O gesto soa mais como contenção de danos do que como solução efetiva.
DESCONECTADOS
Já o senador Jaime Bagattoli, também do PL, adotou uma postura ainda mais discreta. Depois de alguns discursos protocolares, o tema praticamente desapareceu de sua agenda pública, reforçando a percepção de falta de protagonismo. Enquanto isso, outros parlamentares insistem em discursos genéricos - muitos voltados a pautas nacionais -, mas poucos conectadas às demandas de Rondônia.
COERÊNCIA
No fim das contas, o pedágio da BR-364 se transforma em símbolo de algo maior: a distância entre representação política e responsabilidade prática. Não há narrativa que apague o fato de que o processo ocorreu sob a vigilância - ou a ausência dela - de quem hoje tenta capitalizar eleitoralmente o descontentamento popular. O eleitor, cada vez mais atento, tende a cobrar não apenas posicionamentos, mas coerência. Bruno Sheid vai a campanha pela primeira vez com o epíteto de Zero Cinco, não o subestimem, ele pode deixar concorrente com a touca na mão. 
TOM
A pré-campanha ao governo de Rondônia começou em tom de aparente leveza, mas com recados claros nas entrelinhas. O ex-prefeito de Cacoal, Fúria, recorreu às redes sociais para ironizar um vídeo antigo em que aparece ao lado de Jair Bolsonaro, recebendo incentivo político. A tentativa de remoção judicial do conteúdo por senador Marcos Rogério acabou surtindo efeito contrário: virou combustível para mais provocações e ampliou a exposição do episódio.
ALFINETANDO
No mesmo tabuleiro, Hildon Chaves adotou uma linha mais sutil, porém igualmente incisiva. Em entrevista, elogiou a gestão de Fúria, mas tratou de enquadrá-lo como “novo demais”, destacando a suposta falta de experiência para governar o Estado. A crítica, travestida de conselho, escancara a disputa por espaço entre nomes que tentam se apresentar como alternativas viáveis.
PREVISÍVEL
Já Expedito Neto do PT mantém uma estratégia previsível: a defesa enfática do governo Luiz Inácio Lula da Silva e de suas ações no estado. Em tom agressivo, não perde oportunidade de alfinetar adversários, especialmente os ligados ao PL, reforçando a polarização nacional no cenário local. Quem o conhece sabe que na campanha vai distribuir caneladas para todos os concorrentes.
RETÓRICA
Por sua vez, Samuel Costa, agora no PSB após transitar pela Rede, segue com discurso ideológico mais marcado, insistindo na narrativa de confronto entre classes. A retórica de “nós contra eles” permanece como eixo central, mirando o eleitorado de esquerda e tentando consolidar identidade em meio à fragmentação do campo progressista. A maioria da esquerda rondoniense não lhe suporta.
NARRATIVAS
O início da corrida eleitoral, ainda que embalado por ironias e indiretas, revela um cenário de disputa intensa, onde cada gesto - até mesmo um vídeo antigo - pode se transformar em arma política. Por trás do humor, o que se desenha é uma batalha estratégica por narrativa, protagonismo e memória do eleitor. Nas mídias digitais o tom da campanha está definida. E é lá que o pau vai cantar.
LIXO
Mais uma troca no comando da coleta de lixo em Porto Velho escancara a desorganização administrativa em um serviço essencial. Após a retirada da Marquise - empresa que, sem grandes sobressaltos, mantinha a limpeza urbana - por determinação do Tribunal de Contas do Estado, que apontou falhas na licitação, o município entrou em um ciclo de instabilidade. Desde então, as empresas convocadas em caráter emergencial acumulam problemas, enquanto a solução definitiva segue travada no Judiciário.
TAPEAÇÃO
A cada nova substituição, aumenta a insegurança sobre a continuidade e a qualidade do serviço, e a população paga a conta. O processo original, vencido pela própria Marquise, permanece sub judice, andando a passos lentos, enquanto contratos provisórios tentam tapar o sol com a peneira. Agora, a terceira colocada assume sem conhecer as peculiaridades de uma capital que inclui distritos e comunidades ribeirinhas, o que exige logística complexa e experiência comprovada. Uma comissão de fiscalização da edilidade visitou a empresa e, a princípio,  não encontrou anormalidades. Mas a preciso aguardar a coleta.
IMPROVISOS
O risco é claro e já conhecido: o retorno de cenas de lixo acumulado nas ruas e calçadas, como ocorreu em episódios recentes. Sem planejamento sólido e com decisões empurradas pela via judicial, a gestão municipal segue refém de soluções improvisadas. Enquanto isso, áreas centrais como a Sete de Setembro já dão sinais de abandono, reforçando a percepção de que o problema está longe de ser resolvido. Um setor vital a saúde pública que funcionava a contente e que virou um problema insolúvel por falta sensibilidade das autoridades e os improvisos idiotas.

Fonte: Jornalista Robson Oliveira / Porto Velho-RO





Venustidade

 





Fonte: Pinterest



quinta-feira, 23 de abril de 2026

INQUIETOS A CAMINHO

O Evangelho (Lc 24,13-35) traz a imagem da "pedra fundamental" dos primeiros seguidores de Jesus: o caminho. De fato, essas pessoas eram tidas como as que seguiam "o Caminho" (At.9,2).

Quem se põe a caminho o faz porque busca e tenciona encontrar. Assim fizeram os discípulos de Emaús. Ainda que suas expectativas humanas tivessem sido frutadas pelos recentes acontecimentos, continuavam inquietos. Por isso estava a caminho, quando então foram alcançados pelo Ressuscitado.

Jesus os acompanha, sem apressar-lhes seus passos. Paciente, escuta-lhes as inquietações, sem interferir. No momento certo, questiona: "o que ides conversando pelo caminho?" (v.17). No tempo certo adequado, explica e esclarece. 

Feito o percurso, dá a entender que seguirá adiante. No entanto, ao receber o convite para que permaneça , "Jesus entrou e ficou com eles" (v.29). O contexto havia disposto que o encontro se realizasse. Tal encontro acontece à medida que o caminho é percorrido com inquietação, chegando ao ápice "ao partir o pão". Nesse momento, "seus olhos se abriram e eles reconheceram Jesus" (v.31).

A etapa histórica em que nos situamos valoriza o descartável, as aparências e a autorreferencialidade, influenciadores digitais, ávidos por números, propagam conteúdos de toda as espécies e infiltram-se em todos os ambientes. Com frequência, tais conteúdos obscurecem a inquietação de quem está a caminho, em busca de um sentido  para a vida. O estilo de vida consumista e inconsequente vai ocupando o espaço da compaixão e da misericórdia - espaço que caracteriza Boa-nova do Reino anunciado pelo Ressuscitado.

É a atitude de nos dispormos a partir o pão que nos possibilita abrir os olhos para reconhecer Jesus. Estamos inquietos, percorrendo esse caminho, ou nos refugiamos em saudosismo e na frieza do mundo virtual, do cultivo apenas dos próprios interesses e da autorreferencialidade? 




Fonte: Pe. Darci Luiz Marin, ssp / O DOMINGO - semanário litúrgico-catequético





CARROS ANTIGOS - Joias de Lata


 










Postagem sugerida pelo meu Amigo Cido, o melhor mecânico de Fusca de São José do Rio Preto-SP, e Região.










quarta-feira, 22 de abril de 2026

Opinião de Primeira - O SONHO DUROU POUCO? ONG QUE RECEBE DINHEIRO DA FUNDAÇÃO GEORGE SOROS, VAI À JUSTIÇA CONTRA ASFALTO NA BR 319

           



 Na primeira edição do mês de abril, também uma quarta-feira, um dos principais títulos deste blog avisava: “Se as ONGs, o MPF, Marina Silva e o Judiciário deixarem, finalmente vai sair o asfalto na BR 319”! Vinte dias depois, a previsão e o aviso antecipado se concretizam.

          Não é preciso ser vidente para se ter certeza que os verdadeiros donos da Amazônia, as ONGs, tanto nacionais, mas principalmente as  internacionais, não iriam deixar as coisas acontecerem como o governo brasileiro anunciou efusivamente! A Justiça atenderá a elas, pela enésima vez?

           Durou pouco a esperança de que, finalmente, teríamos a ligação entre Porto velho e Manaus com o reasfaltamento, até porque é sempre bom lembrar que a 319 já foi asfaltada em toda a sua extensão de quase 900 quilômetros.

             Uma dessas ONGS que apadrinham sua Rainha, a agora candidata ao Senado por São Paulo (no Acre, seu Estado, ela não se elegeria como vereadora) ingressou com ação na Justiça exigindo a suspensão do edital para contratação das empresas que fariam a obra.

           A tal de “Observatório do Clima”, ligadíssima à Marina Silva e que já teve várias vitórias na Justiça nestes últimos anos, impedindo não só o andamento de obras na BR 319, mas qualquer outro benefício para a população da nossa região, quer que continuemos vivendo nas trevas do barro e da poeira eternamente.

          Desde 2022, quando foi fundada por gente ligada à Fundação Getúlio Vargas e se dizendo criada “para unir a sociedade civil brasileira pela justiça climática”, esta ONG se tornou poderosa, pelo volume de dinheiro que recebe.

          Mas, os valores vindos do exterior sejam desconhecidos e por suas intervenções, sempre com apoio do Ministério Público Federal e do Judiciário, em questões que vão contra os benefícios para a população amazônida.

          Um dos grandes patrocinadores da ONG é o megaempresário que patrocina as grandes causas da esquerda no Planeta, o norte americano George Soros, líder da Open Society Foundations. Só em 2021, a fundação de Soros repassou mais de 1 milhão e 200 milhões para a ONG.  

           Os valores dos anos subsequentes não foram ainda divulgados. O que se sabe é que só em 2024, Soros distribuiu às ONGs que atuam no Brasil e principalmente na Amazônia, nada menos do que 153 milhões de reais. Não se sabe qual foi a fatia do Observatório do Clima.

        Estamos sendo dominados pelas ONGs internacionais. Tudo tem o  aval de Marina Silva, uma das maiores inimigas da ampla maioria do povo da Amazônia e que se deita para que algumas destas organizações movidas a capital estrangeiro, limpem seus pés sujos na nossa floresta.

COMEÇA NESTA QUARTA MAIS UM CAPÍTULO DA NOVELA DO LIXO EM PORTO VELHO. VAI DAR CERTO?

          É nesta quarta, dia 22.  Tudo de novo. A terceira empresa responsável pela coleta de lixo na Capital em poucos meses, inicia suas atividades, com a contratação emergencial de cerca de 200 funcionários e aquisição de pelo menos 20 caminhões novos, que devem estar chegando  à cidade, vindos de Goiás e já começarão o trabalho.

          Portanto, a empresa Sistemma Serviços Urbanos assume oficialmente a partir da zero hora desta quarta-feira, a coleta de resíduos sólidos em Porto Velho, incluindo distritos e Baixo Madeira. A terceira mudança foi causada primeiro pelo Tribunal de Contas e decisão judicial que retirou a eficiente Marquise do serviço. Depois, porque a segunda empresa, a ECO PVH, não cumpriu cláusulas contratuais e acumulou milhares de reclamações registradas junto à Prefeitura e órgãos de controle.

          Há ainda muitas dúvidas e até alguma tensão em relação ao novo serviço. O lixo continua sendo acumulado em vários bairros da Capital, às vezes fedendo por vários dias e a nova empresa chega em cima da hora para tentar resolver a questão. A Sistemma vai encontrar uma cidade recheada de problemas na questão do lixo e precisará de vários dias, até conseguir resolver tudo.

          Muitas perguntas ainda deverão ser respondidas  em relação à terceira empresa que participou da licitação e que agora começa o seu trabalho. A torcida é para que ela consiga resolver o drama do lixo, que se arrasta há meses, na Capital.

           A  Marquise ainda aguarda uma decisão judicial que pode autorizar a volta dela ao serviço que tão bem executou durante vários anos. O assunto se arrasta no Tribunal de Justiça também há meses.

RD ENTREVISTA NO AR! HILDON CHAVES ABRE O JOGO E NÃO FOGE DE QUESTÕES POLÊMICAS

          O impasse do Heuro, a polêmica da Rodoviária de Porto Velho e o histórico de escolhas de vice, incluindo o rompimento com Edgar do Boi; o apoio de Ivo Cassol; a troca de partido; um elogio inesperado a Adailton Fúria, seu adversário e seu apoio a Ronaldo Caiado para a Presidência.

           Tudo isso e muito mais temas considerados polêmicos fazem parte da entrevista que o ex-prefeito e agora candidato ao Governo. Hildon Chaves, concedeu ao podcast RD Entrevista, produzido pelo site Rondônia Dinâmica, em parceria com o site Informa Rondônia e conduzido pelo jornalista Vinicius Canova. A entrevista começa a ir ao  nesta quarta-feira, 22, ampliando o debate sobre os movimentos e contradições da pré-campanha em Rondônia.

          O programa abordou ainda sua saída do PSDB após articulações envolvendo Marconi Perillo e a mudança de cenário com Aécio Neves, até a filiação ao União Brasil, com participação de Maurício Carvalho. Na mesma linha, surgiram perguntas sobre a escolha de Cirone Deiró como vice e a estratégia regional da chapa.

         Não faltaram também temas mais pesados, como o episódio em que Hildon Chaves foi interceptado e ameaçado por um empresário em um restaurante da Capital, tema que ganhou repercussão à época.

            Hildon abriu o jogo nesta entrevista com perguntas objetivas e que eventualmente colocaram o candidato ante temas de podem ser considerados nevrálgicos. Vinicius Canova, considerado um dos melhores textos do jornalismo rondoniense, surge agora como um entrevistador de qualidade. Vale a pena conferir.

JÁ SÃO NOVE AS CANDIDATAS ÀS OITO CADEIRAS DA CÂMARA FEDERAL. MAS ESTE NÚMERO DEVE MAIS QUE DUPLICAR

          Até agora já são nove. Podem ser mais muito em breve, quando outros partidos que ainda não o fizeram, começarem a mostrar suas relações de candidatas à Câmara Federal por Rondônia. Por enquanto, o PSD e o Podemos são os que apresentaram mais mulheres para as oito cadeiras a que Rondônia tem direito.

          O PSD, sob a liderança do governador Marcos Rocha e do seu candidato ao Governo, Adailton Fúria, confirmaram Jaqueline Cassol, Joliane Fúria e Rosária Helena como suas representantes na corrida pela Câmara.

          O Podemos, sob o comando de Léo Moraes, prefeito da Capital e presidente regional do partido, indicou três nomes também muito fortes: Euma Tourinho,  Tânia Sena e a atual deputada Cristiane Lopes.

          O PL, até agora, apresentou apenas uma candidata, mas dona de um mandato destacado na Câmara de Vereadores da Capital, a empresária Sofia Andrade. O PT já tem duas candidatas, ainda pouco conhecidas fora da militância, mas também importantes no contexto da esquerda rondoniense: Márcia Regina e Ana Andréia.

          Nos próximos dias, o PSDB, agora comandado por Gedeão Negreiros e com a secretaria executiva a cargo de Lindomar Carrero, anunciará pelo menos três nomes fortes para a corrida pela Câmara.

          PSB, Psol, PDT, PP, Republicanos e outras siglas, devem começar a divulgar os nomes das mulheres que indicarão para a a disputa dentro de algumas semanas.

          A previsão é que teremos entre 20 a 23 mulheres na corrida pelas oito cadeiras para a Câmara Federal.

EX-SENADORA, EX-DEPUTADOS, EX-PREFEITOS E EX-VEREADORES: TODOS QUEREM UMA CADEIRA NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA

          Nomes que já fizeram sucesso na política rondoniense estão se preparando para enfrentar as urnas novamente. E na disputa por vagas na Assembleia Legislativa. Na relação, estão nomes dos considerados muito bons de votos, como a ex-senadora Fátima Cleide, do PT; o ex-deputado federal Carlos Magno; o ex-deputado estadual e duas vezes prefeito de Urupá, Edson Martins e o ex-vereador de Porto Velho e competente ex-deputado Ribamar Araújo.  

          Entre os ex-deputados que querem voltar estão Cássia dos Muletas, Adelino Follador e o ji-paranaense Ari Saraiva além do ex-presidente da ALE, Hermínio Coelho.. Ex-prefeitas e prefeitos enchem a relação. Entre eles estão duas mulheres de Guajará Mirim: Raíssa Bento e Mary Granemann. Entre os homens, os ex-prefeitos Evaldo Duarte, de Mirante da Serra; Eduardo Bertoleti, de Primavera de Rondônia e  Mirandão, de Mirante da Serra.

          Nesta relação entram ainda o ex-vice-prefeito de Porto Velho, Edgar do Boi; as ex-vereadoras da Capital, professora Fatinha e Márcia Socorrista e os ex-vereadores Sid Orleans e  Edwilson Negreiros.

          Obviamente que esta relação é totalmente parcial. Nem a metade dos nomes já foram confirmados pelos partidos e muitos somente apresentarão suas relações definitivas em junho. Mas, até o momento, o número de postulantes que já ocuparam cargos públicos ou apenas se saíram bem nas urnas, já é bastante significativo.

EXPOVEL, QUE JÁ FOI A MAIOR FEIRA DO NORTE, RETOMA SUA CAMINHADA COM SUA 14ª EDIÇÃO, EM SETEMBRO

          Tem história. Tinha grandes shows. Tinha Rodeio Internacional. Tinha superlotação no Parque dos Tanques. Tinha uma Cavalgada que parava Porto Velho. Pelo palco da área de rodeios passaram artistas como Zezé Camargo e Luciano, Sérgio Reis, Bruno e Marrone e dezenas de grandes nomes da época. Nos rodeios, peões que disputavam os maiores rodeios do mundo, os dos Estados Unidos, vinham a Porto Velho participar das disputas e dos bons prêmios em dinheiro.

          A Expovel, sempre realizada no Parque dos Tanques, era promovida pela Associação dos Produtores Rurais de Rondônia, a Aspro, e resumia, nela mesmo, o potencial e a grandeza do agronegócio rondoniense, já em crescimento no final dos anos 90 e início dos anos 2000. Para se ter ideia, a Cavalgada de 2003, que entrou para a História da cidade, reuniu milhares de cavaleiros, mas também caminhões, motos e todos os tipos de veículos, parando a cidade por horas, até a chegada ao Parque de Exposições.

          Pois a Expovel, agora por iniciativa privada, volta acontecer neste ano, no mesmo Parque dos Tanques, só que entre os dias 2 e 6. Já houve tentativas de volta da feira-exposição, mas sem grande sucesso. Neste ano, os promotores já anunciam dois shows de sertanejos: a dupla Zé Neto e Cristiano e a cantora Ana Castela.

          Voltará a Expovel à grandeza do seu início? Hoje nosso agronegócio cresceu muito mais e a economia está mais forte. Só depende do apoio das empresas e da população para que voltemos a ter uma grande feira. Passado ela tem!

PREFEITURA CRIA LEI QUE APLICA MULTA DE ATÉ DOIS MILHÕES DE REAIS E EMPRESAS RASGAM ASFALTO NOVO E NÃO OS REFAZ

          Será mesmo que desta vez a baderna será mesmo controlada? Pelo menos é o que está prevendo lei municipal assinada pelo prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, que aplica multa de até 2 milhões de reais em empresas que rasgarem o asfalto em ruas da cidade e deixarem os buracos que são tradicionais em obras sobrepostas.

            Basicamente, a lei exige que a empresa que faça a obra, a deixe complemente concluída, como estava antes do serviço. O exemplo mais claro são de obras da Caerd em diferentes pontos da cidade, feitas sobre o asfalto, às vezes recém colocado e, em seguida rasgado para instalação de canos. Há casos – e não só com a Caerd, mas também com várias outras empresas – em que o serviço mal feito é abandonado por meses.

         Pela nova lei, que entra em vigor dentro de 60 dias, define que qualquer intervenção que provoque buracos, cortes ou valas em vias públicas impõe à empresa responsável o dever de recuperação integral da área afetada. O artigo 1º determina que essas empresas “ficam obrigadas a promover a reparação integral do dano”.

          A nova legislação também define limite para a recomposição das vias.  A reparação deve ser concluída em até 10 dias corridos após o término da obra. Enquanto o serviço definitivo não for executado, a empresa deve garantir a sinalização do local, assegurando a segurança de pedestres e motoristas. 

O texto determina que “o valor da multa será duplicado a cada 72 horas de atraso”, podendo ainda dobrar em caso de reincidência no período de 12 meses. Será que a nova lei vai ser mesmo cumprida e vai acabar com a bagunça de obras iniciadas e não concluídas? Vai acabar com o asfalto recém feito e dias depois, rasgado novamente? Esperemos para ver.

DESEMBARGADORA QUE GANHOU 91 MIL DE SALÁRIO DIZ QUE A MAGISTRATURA CAMINHA “PARA UM REGIME DE ESCRAVIDÃO”!

           Há magistrados e magistrados. Há os que vivem no mundo real de um país com a imensa maioria da sua população pobre, entendendo que vivem num mundo diferente, com vários benefícios, mas não tripudiam sobre os que não são tão bem aquinhoados. E há os que só enxergam o próprio umbigo, dizendo-se sofredores, mesmo recebendo salários nababescos.

          O mau exemplo veio da desembargadora Eva do Amaral Coelho, do Tribunal de Justiça do Pará, que afirmou na Corte que a magistratura caminha para um "regime de escravidão" diante de restrições recentes aos penduricalhos. A declaração ocorre após decisão do STF que extinguiu 15 benefícios, manteve oito verbas indenizatórias e fixou que essas parcelas não podem ultrapassar 35 por do subsídio, limitado a 46 mil e 366 reais o teto do funcionalismo.

          A magistrada ainda destacou o fim de benefícios. "Nós não temos direito mais a auxílio-alimentação, nós não temos direito a receber uma gratificação por direção de fórum, vão ser cortadas, já cortaram", afirmou. Na sequência, reiterou a comparação. "Enfim, daqui a pouco a gente vai estar no rol daqueles funcionários que trabalham em regime de escravidão."

          A desembargadora queixosa, recebeu 91 mil reais líquidos em março. No primeiro trimestre, acumulou 216 mil reais em salários. Integrante da 3ª Turma de Direito Penal, ela chegou a desembargadora em julho de 2020, após 35 anos de carreira.

ANEEL COLOCA A ENERGISA DE RONDÔNIA ENTRE AS DEZ MELHORES DISTRIBUIDORAS DE ENERGIA DO PAÍS

         A Energisa Rondônia entre as 10 melhores distribuidoras do Brasil no ranking de Desempenho Global de Continuidade, que avalia a qualidade do fornecimento de energia. O resultado considera dados de 2025 e reúne 33 concessionárias com mais de 400 mil clientes. A escolha é da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

           O levantamento mede, principalmente, o tempo e a frequência das interrupções de energia, indicadores que refletem diretamente a experiência do consumidor. Quando a Energisa assumiu a concessão, em 2018, Rondônia ocupava a 30ª posição no ranking.

           Hoje, o Estado figura entre as melhores distribuidoras do país no mesmo grupo de empresas de grande porte. A evolução é confirmada pelos melhoria dos indicadores técnicos: o tempo médio sem energia (DEC) caiu 57 por cento; a frequência de interrupções de energia (FEC) reduziu 68 por cento; na prática, isso significa menos quedas e restabelecimento mais rápido no fornecimento.

          Desde que chegou a Rondônia, a Energisa já investiu mais de 5 bilhões de reais na modernização e expansão do sistema elétrico. Nesse período, a rede de distribuição cresceu cerca de 24 por cento, o número de subestações aumentou mais de 30 por cento e as linhas de transmissão mais que dobraram de extensão.

           O ranking da continuidade é publicado anualmente pela ANEEL desde 2012 e funciona como um dos principais parâmetros nacionais para medir a qualidade do serviço prestado pelas distribuidoras de energia.

PERGUNTINHA

           Qual sua opinião sobre a nota do governo dos Estados Unidos que mandou de volta ao Brasil o delegado da Polícia Federal Marcelo Ivo de Carvalho, por envolvimento na tentativa de prisão e extradição do deputado federal Alexandre Ramagem:  "nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar pedidos formais de extradição e estender perseguições políticas ao território dos Estados Unidos. Hoje, pedimos que o funcionário brasileiro em questão deixe o país por tentar fazer isso"?


Fonte: Jornalista Sérgio Pires / Porto Velho-RO