quarta-feira, 11 de março de 2026

Mulheres Impulsionam o Setor de Duas Rodas no Brasil

 

No Dia Internacional da Mulher, indústria destaca avanços na produção e nas habilitações

O universo das duas rodas no Brasil passa por uma transformação expressiva. De 2015 a 2024, a presença feminina nas fábricas do polo de duas rodas de Manaus apresentou um crescimento superior a 100%, demonstrando o avanço das mulheres na indústria e a ampliação de oportunidades no setor.

Nos últimos dez anos, o número de habilitações concedidas ao gênero feminino aumentou 64%, reforçando não apenas a maior participação na cadeia produtiva, mas também sua presença crescente nas ruas e estradas do país.

De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), analisados pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares – Abraciclo, em 2015, 1.511 mulheres trabalhavam nas fabricantes de motocicletas, bicicletas, peças e acessórios instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM).

Em 2024, esse número alcançou 3.134 colaboradoras, um crescimento de 107%. Atualmente, elas representam 17% da força de trabalho. No mesmo período, os postos ocupados por homens aumentaram 55%, passando de 9.817 para 15.250 trabalhadores.

As mulheres vêm se destacando em diversas áreas das fabricantes associadas à Abraciclo, ocupando funções que vão das linhas de produção a posições de liderança.

Nesse contexto, trajetórias como as de Joelma Costa, analista de gestão de pessoas, Rejane da Silva, operadora de produção de pintura e Misleide Silva, supervisora fiscal e administrativa, ganham ainda mais relevância. Suas histórias evidenciam o papel estratégico e transformador da presença feminina na indústria de duas rodas, além de contribuírem para a construção de um ambiente cada vez mais diverso, inovador e inclusivo.

 “Antes, eu não sabia o que eram um selim, um garfo ou uma pedivela. Hoje, conheço todas as etapas da fabricação de uma bicicleta, um produto que transforma sonhos em realidade, promovendo saúde e qualidade de vida às pessoas”, diz Joelma, com orgulho. “E trabalho numa área que ajuda a promover um clima organizacional mais leve e humanizado”, completa.

Nas linhas de produção, o trabalho feminino se destaca pelo compromisso com a qualidade e pela atenção a cada detalhe. Esse cuidado é marca registrada da atuação de Rejane da Silva, responsável pela adesivagem de bicicletas - um processo que exige precisão, técnica e habilidade para assegurar um acabamento de alto padrão. “É um trabalho delicado e, ao mesmo tempo, técnico. O olhar feminino faz toda a diferença” ressalta.

Misleide atua em um setor que demanda atualização constante, especialmente diante de um consumidor cada vez mais exigente. “A presença da mulher na indústria prova que competência não tem gênero. Nosso trabalho agrega organização, responsabilidade e visão estratégica. Estamos cada vez mais preparadas, conquistando espaços com mérito e profissionalismo”, afirma.

Joelma, Misleide e Rejane são exemplos de uma transformação que vai além das fabricantes, impactando toda a cadeia do setor de duas rodas. Atualmente, o mercado brasileiro conta com 154.989 profissionais atuando em fábricas, concessionárias, lojas e serviços de manutenção de motocicletas, bicicletas, peças e acessórios. Desse total, 42.577 (27,5%) são mulheres, enquanto 112.412 (72,5%) são homens.    

       

Elas também dominam as ruas

A presença feminina também ganha relevância nas ruas brasileiras. Hoje, 10.605.484 mulheres estão habilitadas a conduzir motocicletas no Brasil. Embora ainda representem minoria - 25% do total de condutores com habilitação na categoria A, que permite conduzir veículos de duas ou três rodas, com ou sem carro lateral, acima de 50 cilindradas -, a participação das mulheres avançou 64% na última década. Em 2015, eram 6.461.927 motociclistas.

Entre os homens, o crescimento no número de habilitações foi de 35% no mesmo período, passando de 23.058.789, em 2015, para 31.233.538 condutores atualmente.

A ampliação da presença feminina sobre duas rodas também se reflete em histórias como a da gerente de tecnologia Laura Schneider, uma das novas integrantes desse contingente que não para de aumentar. Conhecida como Lau, ela afirma que a decisão de se tornar motociclista representou uma verdadeira virada de chave em sua rotina.

 “Tirei minha CNH no ano passado e passei a usar a moto no dia a dia, para ir a vários lugares. Gostei tanto da experiência que já fiz quatro cursos de pilotagem para aprimorar minhas técnicas, principalmente em relação à segurança. Pilotar exige responsabilidade, atenção constante e respeito à vida. Agora, um dos meus sonhos é pilotar um modelo esportivo em um autódromo”, conta.

 

Habilitações por faixa etária

        A maior concentração de habilitações na categoria A está na faixa etária de 31 a 40 anos, tanto entre mulheres quanto entre homens. Nesse grupo, elas somam 3.641.174, enquanto eles totalizam 8.416.289 motociclistas.

        Na sequência, destaca-se o grupo de 41 a 50 anos. Entre as mulheres, são 2.563.994 habilitações registradas. Já entre os homens, o total alcança 7.569.366 carteiras expedidas.

A terceira posição revela diferenças significativas entre os gêneros. Entre as condutoras, a maior concentração de habilitações está no grupo de 26 a 30 anos, com 1.584.646 registros. Já entre os condutores, o destaque vai para a faixa de 51 a 60 anos, que contabiliza 4.749.027 habilitações.

Fonte e Fotos: ABRACICLO

Fonte: www.moto.com.br


(sjrp)


Opinião de Primeira - MARQUISE APRESENTA PROPOSTA PARA ASSUMIR 60 POR CENTO DO RECOLHIMENTO DO LIXO, EM PARCERIA COM A ECO PVH

         



 Enfim, surge uma luz no fim do túnel para resolver a cada vez pior situação do recolhimento de lixo em Porto Velho. Embora ainda não oficializado, pode estar surgindo um acordo entre Os grupos Marquise, que detinha o direito do serviço e o AmazonFort, que o detém neste momento, mas que também está perdendo o contrato.

           Neste início de semana, a Marquise emitiu uma Nota Oficial sobre o que pode ser um caminho para resolver de vez a questão. O texto afirma, inicialmente, que “o documento apresentado pela empresa Sistemma, terceira colocada no certame para contrato emergencial de coleta de resíduos em Porto Velho nº 028/PGM/2025, que condiciona a prestação de seus serviços à revisão do plano de trabalho e preço, abre espaço para que o consórcio EcoPVH exerça o mesmo direito, dentro de um processo idôneo e transparente”.

          Continua a nota da Marquise: “diante desse fato, a Marquise Ambiental manifestou interesse em assumir 60 por cento do consórcio nessas condições. A Marquise Ambiental esclarece ainda que em momento algum abriu mão de sua posição em relação ao seu contrato original. A empresa está oferecendo uma oportunidade para que a gestão municipal resolva um problema que vem afetando diretamente a população, restabelecendo as boas condições de saneamento da cidade”.

          Enfim, a proposta está na mesa e as dois grupos – Marquise e Amazon Fort, ou seja, EcoRondônia e EcoPVH, estariam abrindo negociações para uma parceria que, finalmente, resolveria se vez toda a dificuldade do recolhimento de lixo em Porto Velho, que vem infernizando a vida de milhares de moradores há mais de seis meses.

          Não há ainda mais detalhes sobre o assunto, mas sabe-se que ele será encaminhado ao prefeito Léo Moraes, como uma alternativa muito viável para a questão do que os técnicos chamam de recolhimento de resíduos sólidos.

           Esperemos que o bom senso prevaleça e que os interesses da população sejam colocados acima de todos os outros. Agora, é aguardar para se saber qual o caminho que será seguido.

FIERO ALERTA: GUERRA DO IRÃ PODE CAUSAR PREJUÍZOS PARA A PRODUÇÃO AGRÍCOLA DE RONDÔNIA

          O Irã é um dos maiores produtores globais de ureia e Rondônia um dos seus grandes clientes no Brasil. Aqui, na verdade, somos os maiores importadores deste insumo. Nosso país depende de 85 por cento das importações de ureia para atender seu consumo interno e a produção agrícola rondoniense, da mesma forma, depende muito do que vem de tão longe, para seu agronegócio.

           Em termos regionais, segundo levantamento do Observatório da Indústria de Rondônia, da Fiero, Rondônia foi responsável por aproximadamente 65 por cento dessas importações nacionais, principalmente de ureia, mas também de outros produtos, somando 51 milhões  de dólares em compras dos iranianos. Em nossa moeda, algo em torno de 275 milhões de reais.  Desse total,  mais de 43 milhões e 500 mil dólares, ou seja, quase 235 milhões de reais, aos valores atuais, corresponderam apenas à aquisição de ureia.

          Além da importação de insumos, o Irã tem relevância como mercado consumidor do milho produzido em Rondônia. Em 2025, 8 por cento de todo o milho em grãos exportado pelo Estado teve o mercado iraniano como destino. Nos primeiros meses de 2026, o Irã assumiu a liderança nas compras do grão rondoniense: dos 21,4 milhões exportados no período, 13 milhões foram direcionados ao país, correspondendo a mais de 60 por cento da exportação.

           No 12º dia de guerra contra americanos e israelenses, o Irã continua sob ataque e não se sabe até quando poderá nos abastecer. A Federação das Indústrias de Rondônia, que fez todo este levantamento, sugere que, para manter a competitividade das safras, os produtores rondoniense precisam intensificar as importações de ureia de países parceiros como Venezuela, Bolívia, Rússia e Nigéria, suprindo a demanda atualmente atendida pelo Irã.

BAGATTOLI INDIGNADO COM A CORRUPÇÃO, TAMBÉM PROTESTA CONTRA ATAQUES AOS PRODUTORES E GARIMPEIROS

          Indignação. Protesto. Ações que precisam ser tomadas, porque sem elas é melhor deixar o país nas mãos dos ministros do STF e acabar de vez com o Congresso. Ouvir o que o senador Jaime Bagattoli tem a dizer sobre o momento que o Brasil está vivendo, com tantos escândalos e a corrupção desenfreada, é ouvir um resumo do momento de um país que ou reage ou se entrega para os que podem destruí-lo como Nação.

          Ao falar sobre o escândalo do Banco Master e a roubalheira dos aposentados, ouve-se a mesma repulsa de parte do senador rondoniense. Bagattoli quer ver tudo esclarecido, quer que todos os culpados, não importa de que partidos sejam, paguem por seus crimes e quer ver um Brasil livre da roubalheira e da maldade. É com o mesmo sentimento de aversão que ele comenta os ataques de forças policiais, queimando até casas de pequenos produtores e dragas e balsas dos garimpeiros, que segundo ele, “só querem sobreviver”.

          Numa longa conversa com Everton Leoni, Beni Andrade e Sérgio Pires, Jaime Bagattoli falou sobre tudo isso com indignação. Mas também comemorou mais de 21 milhões em emendas para Porto Velho, principalmente para a saúde; a aprovação de uma PEC, criada por ele e com a relatoria do grande senador Espiridião Amin que protege os caminhoneiros; criticou duramente os pedágios na BR 364 e garantiu que a PEC dos Servidores do Ex-Território entra agora numa fase decisiva, com apoio das bancadas de Rondônia, Roraima e do Amapá.

           Bagattoli ainda convidou a população de Ji-Paraná e região a prestigiar o lançamento da pré-candidatura de Marcos Rogério ao Governo, neste sábado, com a presença de Flávio Bolsonaro, o candidato do PL à Presidência da República.

ENTRADA DE CAMARGO NA DISPUTA MEXE COM DISPUTA INTERNA NO PODEMOS. QUAL O CAMINHO QUE SEGUIRÁ O DELEGADO FLORI?

           A entrada do deputado estadual Rodrigo Camargo na corrida pelo Governo já está causando, em Rondônia. Mesmo não estando no Podemos (ele ainda não oficializou sua saída do Republicanos, mesmo com a janela de mudança já aberta), ao que tudo indica o nome de Camargo caiu muito forte no meio da nossa política, de alguma forma obscurecendo outra candidatura já lançada bem antes da dele, a do prefeito de Vilhena, o também Delegado Flori.

          O caso pode ser definido ainda nesta semana. Afinal, será Camargo ou Flori o nome apoiado pelo prefeito mais popular entre as Capitais brasileiras, o porto-velhense Léo Moraes? É isso que Flori pretende definir, ao pedir um encontro com Moraes e com o comando do Podemos regional.

          O prefeito de Vilhena mantém seu projeto de disputar a sucessão de Marcos Rocha, embora seu nome esteja sendo cotado também como um possível candidato a vice em dobradinhas, como por exemplo, uma com o ex-prefeito da Capital, Hildon Chaves.

          Há terceiras vias para Flori. Ele já recebeu convites de outros partidos, que lhe abririam perspectivas de concorrer em 2026. O convite oficial, portanto, o oficial, que ele mesmo tem divulgado, foi feito pelo deputado federal Maurício Carvalho, do União Brasil.

          Enquanto Camargo percorre o Estado, principalmente ocupando espaços na mídia, com suas entrevistas que sempre apresentam alguma polêmica, Flori ainda está tentando definir seus rumos. Em breve, deverá anunciar quais serão seus caminhos.  

   FEDERAÇÃO LIDERADA PELO PRD PREPARA EVENTO POLÍTICO PARA RECEBER DEPUTADOS E OUTROS POLÍTICOS

           Vai ter festa. Falta ainda uma data, que coincida com a agenda dos promotores do evento, dos personagens mais importantes e das autoridades convidadas. Seis deputados estaduais vão aproveitar a janela que ficará aberta até 4 de abril e participarão de um grande evento, para assinar ficha com o PRD, antes nanico, agora forte em Rondônia, a tal ponto que se tornará sigla com a maior bancada da Assembleia Legislativa.

           Comandado por um dos mais fiéis e próximos parceiros do governador Marcos, o PRD agora tem à frente o Chefe da Casa Civil do governo. Elias Rezende vai liderar uma Federação que tem também o Solidariedade e que já começa com seis dos deputados estaduais.  

             Duas deputadas da União Brasil, Gislaine Lebrinha e Rosângela Donadon e o emedebista Jean Oliveira se somarão aos seus três colegas eleitos em 2022 pelo PRD: Pedro Fernandes, Edevaldo Neves e Ribeiro do Simpol. Outro peso-pesado da nossa política, que também confirmou seu ingresso na sigla, para disputar uma cadeira na ALE, este ano, é o ex-deputado federal Carlos Magno.  

             O PRD e o Solidariedade formam a Federação Renovação Solidária. Ambos os partidos farão parte do pacote de siglas e candidaturas aliadas ao governador Marcos Rocha e ao PSD, partido que ele agora comanda no Estado. O candidato ao Governo do grupo será o prefeito de Cacoal, Adailton Fúria. o presidente regional do PRD e comandante da nova Federação está preparando, com sua assessoria, da data e horário para a assinatura das fichas dos novos membros do partido e de outros que, já convidados, ainda não confirmaram que mudarão na janela de troca-troca que está escancarada até o início de abril.

MARCOS ROGÉRIO TRAZ CÚPULA DO PL, FLÁVIO BOLSONARO E RECEBE ADESÃO DE FERNANDO MÁXIMO

          O presidenciável Flávio Bolsonaro; o senador Rogério Marinho, um dos maiores nomes do partido e o presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto são as autoridades nacionais que já confirmaram presença em Ji-Paraná neste próximo sábado, no lançamento da pré-candidatura do senador Marcos Rogério ao Governo de Rondônia. Durante o evento, que acontece no sábado, dia 14, a partir das 10 horas da manhã,  outro destaque será a assinatura de ficha do deputado federal mais votado na última eleição, Fernando Máximo, com o PL.

        Com a adesão ao partido de Bolsonaro, Fernando Máximo garante a vaga para a disputa ao Senado. A outra vaga do partido é do empresário Bruno Scheid, amigo pessoal do ex-presidente Jair Bolsonaro, que o escolheu pessoalmente para concorrer. Scheid tem também o apoio público da ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro, que fez campanha aberta a ele, na última vez em que esteve em Ji-Paraná.

         Marcos Rogério busca ser Governador pela segunda vez. Na primeira, perdeu a eleição para Marcos Rocha por menos de 16 mil votos. O representante de Ji-Paraná, cidade de onde saiu da Câmara de Vereadores diretamente para a Câmara Federal, entre 2011 e 2015 e de onde saltou para o Senado, em 2018., com um total de  324.939 votos.

            Nas próximas semanas, começa a procura pelo candidato a vice, para compor a chapa majoritária do partido. Na eleição passada, a vice foi a médica Flávia Lenzi, de Porto Velho, à época presidente do Sindicato Médico.  

NADA DE AMERICANOS. O BRASIL É QUEM TEM QUE COMBATER O TERRORISMO DAS FACÇÕES E ACABAR COM ELE

          Não  é crível que nosso país, por não aceitar que facções criminosas, que já dominam pelo menos 25 por cento do território nacional, sejam consideradas organizações terroristas, estejamos parecendo uma republiqueta comandada pela ditadura e temamos ataques dos Estados Unidos ao nosso país. Ora, basta nós mesmos decretarmos o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital como entidades terroristas e combatê-las nós mesmos, para que não façamos este papel ridículo a que estamos nos preparando para fazer.

          O resumo da ópera. Nosso ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, está preparando, junto com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, uma visita do presidente Lula à Casa Branca. Até aí, tudo certo. O problema é que Vieira vai pedir a Rubio que a questão de considerar nossos megabandidos, cruéis e dominadores de parte do Brasil  como organizações do terror, não entre na pauta.

          Segundo o site G1, da Globo, que eventualmente, aqui e ali voltou a fazer jornalismo, há informações, “em caráter reservado”, segundo a publicação, por parte de diplomatas brasileiros que “mencionam o temor de que os Estados Unidos utilizem o combate ao narcotráfico e a classificação de grupos como terroristas para justificar operações militares na região”.

          A decisão do governo americano sobre considerar os dois grupos como terroristas já estaria tomada, dependendo apenas do aval do Congresso. Não podemos aceitar qualquer intervenção, seja qual for, dos Estados Unidos em nosso território. Mas, ao mesmo tempo, temos que reagir contra o crime organizado, que toma conta das nossas cidades e coloca a população sob seu tacão. Nós mesmos temos que resolver este assunto.

REPASSE À CÂMARA MUNICIPAL VOLTA A SER DE 5 POR CENTO DA ARRECADAÇÃO, AO MENOS ATÉ O FINAL DO ANO

          Melhorou, mas somente até o final do ano. Uma liminar expedida pelo juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública, Edenir Albuquerque da Rosa, salvou a pele das finanças da Câmara Municipal de Porto Velho, que voltará a receber 5 por cento da arrecadação da Prefeitura e não mais os 4,5 por cento que começariam a vigorar este mês. O corte, segundo a Prefeitura, seria para cumprir normas constitucionais.

           Caso a decisão de cortar meio por cento do orçamento da Câmara se mantivesse, o Poder perderia algo em torno de 500 mil reais mensais, podendo até ser mais que isso, dependendo da arrecadação. Os cerca de 6 milhões a menos no orçamento anual, obrigaria o legislativo municipal a cortar pelo menos 200 cargos e apertar os cintos, já que o orçamento do ano havia sido projetado sobre os 5 por cento de repasses.

          O presidente Gedeão Negreiros, que liderou o esforço feito junto ao Judiciário, para correção do repasse, a decisão reafirma o respeito às garantias institucionais e à independência entre os Poderes. “A Câmara defendeu aquilo que é garantido pela Constituição e pela Lei Orçamentária. Essa vitória assegura estabilidade administrativa e também permite reconhecer o trabalho dos servidores da Casa”. Gedeão teve total apoio dos seus pares.

          Mesmo com a volta dos 5 por cento até o final do ano, ainda assim a Câmara Municipal terá que cortar na própria carne. Vão ser diminuídos os cargos comissionados e outras medidas terão que ser tomadas. Em breve, se saberá mais detalhes sobre o caso.

CASO MASTER: FEDERAIS QUEREM INVESTIGAR FUNDOS QUE INVESTIRAM EM RESORT DA FAMÍLIA TOFFOLI

          Enquanto o casa desmorona, o ministro Alexandre de Moraes começa a dar versões que tirariam sua culpa no caso do Banco Master – embora até agora nunca tenham negado o contrato de 129 milhões de reais, recorde pago a uma advogada e nem os contatos de Alexandre de Moraes com Daniel Vorcaro – o caso continua fervilhando. Agora para o lado de outro ministro, também muito enrolado no caso. A Polícia Federal amplia investigações de que Dias Toffoli, seus familiares e o Resort Tayayá no Paraná.

          Segundo novas investigações em andamento, os Toffoli – o ministro e seus familiares – poderiam ter recebido muito dinheiro de fundos que teriam ligação direta com o Master, o banco quebrado que causou um prejuízo, inicialmente constatado, de 12 bilhões de reais, mas cujo golpe pode atingir até 42 bilhões.

           A PF quer ampliar as investigações, com pedidos de quebra de sigilos fiscal e bancários de todos os suspeitos, incluindo o próprio ministro do STF. A intenção é descobrir todos os fundos que participaram de negociações, mesmo que indiretas, com o Tayayá, aquela maravilha de Resort da família de Toffoli.

           O caso Master se tornou um dos maiores golpes contra o sistema financeiro nacional e envolve diretamente ministros da Suprema Corte, como suspeitos de envolvimento, também pela primeira na história desta terra de Cabral.

PERGUNTINHA

           Você se deu conta que quem ganha até 5 mil reais não terá desconto algum sobre a declaração do IR deste ano? Lembrou que ela é sobre o ano-base de 2025 e que a isenção só vale a partir deste ano, ou seja, só poderá ser feita na declaração do Imposto de Renda do ano que vem?


Fonte: Jornalista Sérgio Pires / Porto Velho-RO




(sjrp)

terça-feira, 10 de março de 2026

Motos mais vendidas em fevereiro de 2026 no Brasil; ranking das 15 primeiras

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As motos mais vendidas em fevereiro de 2026 registraram retração nas vendas em relação ao mês anterior, segundo dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Ao todo, foram 171.508 motocicletas emplacadas no país durante o período.

Honda CG 160 - 1º lugar entre as motos mais vendidas em fevereiro de 2026 - DivulgaçãoHonda CG 160 - 1º lugar entre as motos mais vendidas em fevereiro de 2026 - Divulgação

O resultado representa queda de 3,93% frente ao desempenho de janeiro. A entidade aponta que a variação é considerada dentro da normalidade do mercado, já que fevereiro teve apenas 21 dias úteis, fator que influencia diretamente o volume de registros.

Mesmo com a retração mensal, o setor de duas rodas mantém crescimento na comparação anual. Em relação a fevereiro de 2025, o número de emplacamentos apresenta alta acumulada de 13,68%, indicando expansão do mercado brasileiro de motocicletas em 2026.

Participação das marcas no mercado

Além do desempenho dos modelos individuais, o levantamento das motos mais vendidas em fevereiro de 2026 também inclui a participação das fabricantes no mercado nacional.

Mottu Sport 110i - crescimento em relação à fevereiro - DivulgaçãoMottu Sport 110i - crescimento em relação à fevereiro - Divulgação

A liderança segue com a Honda, responsável por 65,2% das motocicletas registradas no país. A marca mantém presença dominante no ranking, com diversos modelos entre os mais vendidos.

Na segunda posição aparece a Yamaha, que alcançou 13,6% de participação. A terceira colocação ficou com a Shineray, responsável por 7% dos emplacamentos.

Outras fabricantes também aparecem com presença relevante. A Mottu registrou participação de 4,5%, enquanto a Avelloz ficou com 1,8% do mercado brasileiro de motocicletas.

Entre os modelos com crescimento em relação ao mês anterior estão a Honda Pop 110i, a Honda Elite 125 e a Mottu Sport 110i. No caso da Mottu, o volume registrado da Sport 110i foi mais de 60% superior ao observado em janeiro.

Factor 150 - a moto mais vendida da Yamaha no Brasil - DivulgaçãoFactor 150 - a moto mais vendida da Yamaha no Brasil - Divulgação

As 15 motos mais vendidas em fevereiro de 2026

O ranking das motos mais vendidas em fevereiro de 2026 mostra predominância de modelos de baixa e média cilindrada, segmento que concentra a maior parte das vendas no país.

A liderança permanece com a Honda CG 160, que manteve vantagem significativa sobre os demais modelos do mercado nacional.

Confira a lista completa das motos mais vendidas em fevereiro de 2026:

1 – Honda CG 160 – 36.155 unidades

Honda CG 160Honda CG 160

2 – Honda Biz 160 – 20.491 unidades

Honda Biz 160 - DivulgaçãoHonda Biz 160 - Divulgação

3 – Honda Pop 110i – 18.620 unidades

Honda Pop 110i - DivulgaçãoHonda Pop 110i - Divulgação

4 – Honda NXR 160 Bros – 13.453 unidades

Honda NXR 160 Bros - DivulgaçãoHonda NXR 160 Bros - Divulgação

5 – Mottu Sport 110i – 9.880 unidades

Mottu Sport 110i - DivulgaçãoMottu Sport 110i - Divulgação

6 – Yamaha Factor 150 – 5.901 unidades

Yamaha Factor 150 - DivulgaçãoYamaha Factor 150 - Divulgação

7 – Honda CB 300F – 5.082 unidades

Honda CB 300F - DivulgaçãoHonda CB 300F - Divulgação

8 – Honda XRE 190 – 4.082 unidades

Honda XRE 190 - DivulgaçãoHonda XRE 190 - Divulgação

9 – Honda PCX 160 – 4.060 unidades

Honda PCX 160 - DivulgaçãoHonda PCX 160 - Divulgação

10 – Honda XRE 300 – 3.117 unidades

XRE 300 - destaque para a cor azul - DivulgaçãoXRE 300 - destaque para a cor azul - Divulgação

11 – Yamaha Fazer 250 – 2.940 unidades

Yamaha FZ25 - DivulgaçãoYamaha FZ25 - Divulgação

12 – Shineray Shi 125 – 2.909 unidades

Shineray JET 125 SS EFIShineray JET 125 SS EFI - Divulgação

13 – Yamaha XTZ 250 – 2.842 unidades

Yamaha XTZ 250 Lander - DivulgaçãoYamaha XTZ 250 Lander - Divulgação

14 – Yamaha Fazer 150 – 2.798 unidades

Yamaha FZ 15 - DivulgaçãoYamaha FZ 15 - Divulgação

15 – Honda Elite 125 – 2.714 unidades

Honda Elite 125 - DivulgaçãoHonda Elite 125 - Divulgação

Indicador do mercado de duas rodas

O acompanhamento das motos mais vendidas em fevereiro de 2026 é utilizado como referência para avaliar o desempenho do setor de duas rodas no Brasil. Os dados mensais permitem identificar tendências de consumo, participação das fabricantes e desempenho dos modelos em diferentes segmentos.

A divulgação periódica da Fenabrave também auxilia concessionárias, fabricantes e consumidores a acompanhar a evolução do mercado nacional de motocicletas. O próximo levantamento indicará se o ritmo de vendas será retomado após a leve retração observada nas motos mais vendidas em fevereiro de 2026.


Fonte: Tudo de Moto.com.br


(sjrp)