quinta-feira, 5 de março de 2026

Mistério na cadeia alimentar: por que jacarés não comem capivaras?

 


Um dos animais silvestres mais simpáticos do Brasil, e de toda a América do Sul, a capivara (Hydrochoerus hydrochaeris) é extremamente adaptável, podendo ocorrer tanto em ambientes altamente alterados pelo ser humano quanto em áreas naturais preservadas.

Nada parece abalar a personalidade tranquila do grande roedor que, quando vê seu habitat natural ameaçado, muda-se com sua família extensa para lagos, canais e parques urbanos de cidades próximas. Nesses lugares, as capivaras encontram comida, abrigo e amizade; tanto que foram adotadas como símbolos de cidades como Juiz de Fora e Belo Horizonte.

Contudo, mesmo com todo esse acolhimento nas áreas urbanas, a capivara não perdeu sua pegada silvestre, e continua ocupando uma ampla variedade de ecossistemas naturais ao longo de rios, lagos, represas e pântanos, sendo abundante em matas próximas a pequenos rios e em áreas periodicamente inundáveis.

Nessas áreas úmidas, uma cena corriqueira, porém incomum, chama a atenção de turistas e zoólogos, e desafia a própria cadeia alimentar: capivaras descansando tranquilamente a poucos metros de jacarés, os temidos predadores daquelas águas.

A bióloga Elizabeth Congdon, professora na Universidade Bethune-Cookman, na Flórida (EUA), conta ao IFLScience que já flagrou as duas espécies dormindo lado a lado em seu habitat, na Venezuela. Essa imagem de um roedor suculento ignorado por um réptil carnívoro levanta uma questão intrigante: por que os jacarés não atacam as capivaras?

Jacarés e capivaras: um pacto de não agressão?

Em entrevista ao portal de notícias científicas, Congdon confirma que é raríssimo observar jacarés caçando capivaras na natureza. Para a especialista nesses roedores, os jacarés não estão sendo amistosos quando não atacam suas presas gordinhas; eles estão, na verdade, se autopreservando.

Embora pareçam, de longe, dóceis e relaxadas, as capivaras adultas podem ser implacáveis quando encurraladas. O arsenal de defesa desses roedores “fofos” inclui dentes frontais grandes e afiados, capazes de causar ferimentos graves. Combinada com seu tamanho robusto, essa característica não compensa o risco... para o predador.

"Elas não valem o esforço e o risco de ferimentos", explica a dra. Elizabeth. Congdon. Em outras palavras, os jacarés preferem presas mais fáceis de capturar, como peixes, principalmente quando há muito alimento no habitat. A exceção à regra são os filhotes de capivara, vulneráveis a diversos predadores.

Jacarés, outros carnívoros e até aves de rapina não têm nenhuma dúvida ou pudor quando o cardápio inclui pequenos filhotes rechonchudos, o que significa que a sobrevivência da capivara depende muito de atingir a maturidade, que varia entre 10 e 12 meses no caso de animais em liberdade.

Seja como for, as estratégias de adaptabilidade de H. hydrochaeris parecem estar funcionando, pois a espécie continua classificada na categoria "pouco preocupante de extinção" na Lista Vermelha de Espécies Ameaçadas da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).

A lógica natural: poupar energia e esforço

O fato de os jacarés se absterem da saborosa carne de capivara em detrimento de presas mais fáceis que estejam disponíveis mostra apenas que a seleção natural tende a otimizar energia e esforço. Ou seja, a predação não envolve apenas força bruta, mas também de economia de esforço para os predadores.

Mas é importante destacar que esse equilíbrio provisório não é uma relação de simbiose ou amizade entre capivaras e jacarés. Os riscos continuam existindo, e não só para os filhotes. A aparente tolerância dos predadores aquáticos depende muito da disponibilidade de alimento na região.

Isso significa que, se as presas mais fáceis se tornarem escassas, os roedores grandes poderão se tornar uma opção mais atraente. Além disso, essa convivência pacífica não é universal — pode variar conforme a espécie de crocodiliano (jacarés, crocodilos, gaviais) e o habitat.

No lento processo da seleção natural, a dinâmica evolutiva não se resume a uma simples escolha entre “comer ou ser comido”. Muitas vezes, o comportamento dos animais funciona como um jogo de xadrez, no qual o benefício de um almoço é avaliado contra o custo de um ataque mal-sucedido.

No caso específico da capivara, sua anatomia — especialmente os dentes grandes e afiados — serve não apenas para cortar grama, mas também como um mecanismo eficaz de defesa. A combinação lhe garante boas chances de sobreviver tranquilamente, mesmo que seja dormindo com o inimigo.

Fonte: Msn.com.br

(sjrp)

Lançamentos da Royal Enfield para o Brasil ainda em 2026

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A Royal Enfield confirmou que lançará mais seis novas motocicletas no Brasil em 2026. O anúncio foi feito durante a apresentação da Bear 650 e integra a estratégia da marca para ampliar sua atuação no segmento de média cilindrada no país.

Nova Royal Enfield Hunter 350 Branco Rio - DivulgaçãoNova Royal Enfield Hunter 350 Branco Rio - Divulgação

Royal Enfield informou que o cronograma será mantido mesmo com um calendário nacional marcado por Copa do Mundo e eleições. Segundo a fabricante, a programação contempla modelos inéditos, atualizações de linha e séries especiais limitadas.

A marca também reforçou que os lançamentos incluem motocicletas já apresentadas em outros mercados e versões comemorativas ligadas à história da empresa, que completa 125 anos.

Classic 650

Royal Enfield Classic 650 - Vallam RedRoyal Enfield Classic 650 - Vallam Red

Royal Enfield Classic 650 está confirmada para o mercado brasileiro em 2026. O modelo combina o estilo tradicional da linha Classic com o motor bicilíndrico de 650 cm³ já utilizado em outros modelos da marca.

Visualmente, a motocicleta mantém o tanque em formato “teardrop” e o assento retrô. O banco traseiro é removível, permitindo configuração monoposto ou para dois ocupantes.

Entre os equipamentos, a Classic 650 conta com iluminação em LED, entrada USB, freios a disco com ABS, indicador de marcha no painel e o sistema Tripper, que fornece navegação por setas ao lado do mostrador analógico.

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Goan Classic 350

Goan Classic 350 - DivulgaçãoGoan Classic 350 - Divulgação

Royal Enfield Goan Classic 350 também foi confirmada para o Brasil neste ano. O modelo utiliza a plataforma J, a mesma presente na Meteor 350 e na Hunter 350.

Derivada da Classic 350, a versão Goan traz mudanças de estilo e ergonomia. O guidão é mais elevado e o assento foi redesenhado, com altura de 750 mm.

As rodas são raiadas e utilizam pneus sem câmara. As medidas são de 19 polegadas na dianteira e 16 polegadas na traseira, com faixa branca lateral. A motocicleta já foi exibida no Brasil durante o Capital Moto Week 2025.

Nova Hunter 350

Nova Royal Enfield Hunter 350 - DivulgaçãoNova Royal Enfield Hunter 350 - Divulgação

A Royal Enfield Hunter 350 chegará ao Brasil em versão atualizada. Lançada na Índia em abril do ano passado, a motocicleta recebeu mudanças na ergonomia e na parte estrutural.

O guidão foi redesenhado e está mais recuado. O assento ganhou novo formato, com foco em conforto. A suspensão traseira passa a utilizar molas progressivas.

A altura mínima em relação ao solo aumentou de 150 mm para 160 mm, após alterações na parte inferior do escapamento. A linha passa a oferecer três novas cores: Branco Rio, Preto Tóquio e Vermelho Londres, aplicadas no tanque de combustível.

Himalayan 450 Mana Black Edition

Himalayan 450 Mana Black Edition - DivulgaçãoHimalayan 450 Mana Black Edition - Divulgação

Royal Enfield Himalayan 450 também ganhará nova versão no Brasil, chamada Mana Black Edition. O nome faz referência ao Mana Pass, travessia localizada a 5.632 metros de altitude na Cordilheira do Himalaia.

A versão traz proposta voltada ao uso off-road e inclui acessórios de série. Entre eles estão assento inteiriço, protetores de mão no estilo rally e novo para-lama traseiro.

O acabamento escurecido marca o visual da edição. A Himalayan 450 mantém a proposta aventureira que consolidou o modelo no mercado brasileiro.

Shotgun 650 x Rough Crafts

Shotgun 650 x Rough Crafts - DivulgaçãoShotgun 650 x Rough Crafts - Divulgação

A Royal Enfield confirmou ainda a chegada da Shotgun 650 x Rough Crafts DropA edição especial tem produção global limitada a 100 unidades. Não foi revelado quantas chegarão ao país.

A série é baseada em uma unidade conceito desenvolvida pela Rough Crafts. O modelo traz pintura preta com detalhes dourados, emblemas feitos à mão, banco monoposto com revestimento em couro e espelhos retrovisores nas extremidades do guidão.

A fabricante informou que detalhes sobre preço, disponibilidade e data de lançamento no Brasil serão divulgados posteriormente.

Classic 650 125th Anniversary

Classic 650 125th Anniversary - DivulgaçãoClassic 650 125th Anniversary - Divulgação

Além da versão tradicional, a Royal Enfield Classic 650 terá uma edição comemorativa de 125 anos.

A série especial apresentada no EICMA 2025, conta com brasão alusivo ao aniversário da marca e pintura do tipo furta-cor, que varia entre tons de vermelho e dourado conforme a incidência de luz e o ângulo de visão.

Assim como a versão de linha, o modelo inclui freios a disco com ABS, iluminação em LED, sistema Tripper e banco traseiro removível. Informações sobre valores e início das vendas ainda serão anunciadas.

Estratégia para 2026

Com os anúncios, a Royal Enfield amplia seu portfólio no Brasil com foco em motocicletas de média cilindrada e versões diferenciadas.

A empresa reconheceu que 2026 será um ano desafiador para o setor, mas reafirmou que manterá o planejamento previsto. Os lançamentos ocorrerão ao longo do ano, com cronograma e preços a serem detalhados oficialmente.


Fonte: Tudo de Moto.com.br


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Venustidade

 






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CARROS ANTIGOS - Joias de Lata / Fusca "colocando quente" na Via D. Pedro - São Paulo



Olha aí o Fusca desfilando pela na Via D. Pedro I, próximo a Campinas, no Estado de São Paulo. Entre os vários automóveis na Via, o Fusca se destaca... ! Olha, que precisei "pisar firme no Argo" para chegar próximo ao Fusca.... Ao ultrapassa-lo o condutor, um Senhor, sorriu e respondeu ao meu aceno. Máquina quente, sucata adorada. Veja ai as fotos, registrada pelo Cido.







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ROBSON OLIVEIRA - Resenha Política

 AVISO

O deputado estadual Delegado Camargo, pré-candidato ao Governo pelo Podemos, afirmou em entrevista ao podcast Resenha Política que sua postulação não foi um ato isolado nem articulado para prejudicar aliados dentro do partido. Segundo ele, antes de tornar pública a decisão, comunicou pessoalmente tanto o prefeito de Vilhena, Delegado Flori, quanto o prefeito da capital e presidente estadual da sigla. Camargo rebateu a narrativa de que teria havido “golpe pelas costas” entre os delegados, destacando que houve diálogo prévio e transparência.
ESVAZIAMENTO
Na ocasião, Flori ponderou apenas que uma nova pré-candidatura pelo Podemos poderia esvaziar sua própria caminhada, já anunciada anteriormente após uma série de entrevistas concedidas à imprensa da capital. Camargo explicou que respeita a trajetória do colega, mas ressaltou que recebeu inúmeros pedidos de correligionários e lideranças partidárias para que colocasse seu nome à disposição.
ESCOLHA
Diante desse cenário, decidiu lançar a pré-candidatura, afirmando que o partido precisa ampliar o debate interno. O deputado adiantou que caberá ao prefeito da capital e presidente estadual do Podemos, Léo Moraes, a decisão final sobre quem representará a legenda na disputa ao Governo. Camargo reforçou que respeitará integralmente a escolha que for feita. A entrevista completa está no ar nesta terça-feira no canal resenha política no Youtube, ou acessando o site resenhapolitica.com .                            
REFERÊNCIAS
Em suas manifestações à imprensa, o deputado estadual Delegado Camargo (pré-candidato a governador) tem defendido um programa baseado em gestão técnica, combate firme à corrupção e prioridade para áreas essenciais como saúde, segurança e geração de empregos. Ele afirma que pretende anunciar um conjunto de medidas estruturantes com foco na eficiência administrativa, na redução de desperdícios e na transparência dos gastos públicos. Faz algumas referências simbológicas de efeito que lembra a primeira campanha de Hildon Chaves, a prefeito da capital, quando ainda se apresentava com ex-promotor.
AUDITORIA
Na saúde, Camargo foi enfático ao afirmar que, caso eleito, fará uma auditoria rigorosa nos contratos e na aplicação dos recursos. Segundo ele, há indícios de irregularidades que precisam ser investigadas com profundidade. O parlamentar declarou que não permitirá a atuação de “sanguessugas” na saúde pública, numa referência a possíveis desvios e má gestão que, de acordo com ele, prejudicam diretamente a população mais vulnerável. Camargo sustenta que eventuais irregularidades serão apuradas dentro da lei, mas com firmeza, assegurando que cada centavo seja aplicado corretamente.
PEDÁGIO
O deputado também tem feito críticas às atuais tarifas de pedágio. Segundo ele, os valores foram estabelecidos de forma equivocada ao utilizar como base dados de 2020, período marcado pela pandemia, quando o fluxo e as condições econômicas eram atípicas. Para Camargo, esse critério contribuiu para elevar as tarifas aos patamares atuais, penalizando motoristas e o setor produtivo. Este é um tema político novo que deve permear todas as campanhas deste ano: seja por oportunismo, seja em razão do apelo eleitoral.
CONTRAPONTO
Na área de infraestrutura, ele adiantou que defende a conclusão da chamada “BR do Boi”, rodovia paralela à BR-364, cuja execução, segundo ele, deve ocorrer por lotes. A proposta é que a via estadual seja destinada prioritariamente ao tráfego de veículos médios e pequenos, melhorando a mobilidade e oferecendo alternativa mais segura aos usuários. Camargo afirmou ainda que carretas carregadas de soja não poderão trafegar por essa nova rodovia estadual, medida que, segundo ele, visa preservar a pista e garantir maior segurança aos demais condutores. Embora tenha na ponta da língua ensaiado as propostas de governo e o contraponto com o atual governante, a candidatura, conforme ele mesmo reconhece, dependerá da anuência de Léo Moraes. Do contrário, pode seguir outro caminho.
EQUÍVOCO
O deputado federal Lúcio Mosquini (MDB) resolveu fazer o que a burocracia raramente faz por iniciativa própria: perguntar judicialmente de onde saem os números mágicos do pedágio da BR-364. A tese é simples e devastadora: os cálculos que embasaram a tarifa foram feitos em 2020, no auge da pandemia, quando o tráfego despencou e a economia andava em câmera lenta. Projetar o presente com a régua daquele momento é um erro técnico primário. Se o fluxo estava artificialmente menor, a modelagem nasceu distorcida.
LÓGICA
E quando a origem é defeituosa, todo o edifício tarifário fica comprometido. Menos veículos projetados significam pedágio mais alto para garantir a rentabilidade prevista. Não é retórica inflamada, é lógica financeira básica. A concessionária reage com o discurso protocolar de que tudo está amparado em contrato e estudos oficiais.
REVISÃO
A concessionária esquece de dizer que estudo feito em cenário excepcional produz resultado excepcionalmente equivocado. O produtor rural, o caminhoneiro e o consumidor acabam financiando uma conta inflada por premissas ultrapassadas. Invocar cláusulas contratuais como escudo moral é elegante, mas não resolve a distorção matemática. Contrato administrativo não é dogma, é instrumento subordinado ao interesse público. Se o erro está na origem, a revisão é imperativa.
ILEGALIDADE
Mosquini, ao apontar a inconsistência de 2020, expõe o ponto sensível que a concessionária prefere manter na penumbra. Ao clarear esta matemática o parlamentar revela que as tarifas infladas, além de surrupiar o bolso do contribuinte, o faz de forma ao arrepio das normas. Os argumentos jurídicos apresentados pelo parlamentar são robustos e demonstram que as tarifas cobradas pela Concessionária na BR 364 estão infladas.
DIALOGANDO
O ex-prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, manteve recentemente uma conversa reservada com o senador Marcos Rogério, em meio às movimentações que antecedem a disputa pelo Governo de Rondônia. No encontro, Marcos Rogério formalizou convite para que Hildon componha a chapa majoritária do PL na condição de candidato a vice-governador.
CENÁRIO
Pré-candidato ao Palácio Rio Madeira e, mais recentemente, flertando também com uma eventual candidatura ao Senado, Hildon ouviu atentamente a proposta. Durante a conversa, ambos fizeram análises detalhadas do cenário político estadual, avaliando conjuntura, alianças e tendências do eleitorado.
HIPÓTESES
Sem assumir compromisso imediato, o ex-prefeito agradeceu o convite, mas evitou confirmar ou rejeitar a composição. Em conversa com este cabeça-chata, Hildon afirmou que segue como pré-candidato a governador ou senador e que as definições ficarão para depois. Segundo ele, nenhuma hipótese está descartada, inclusive a de disputar como vice-governador. Como não exerce cargo algum o tempo para uma definição vai até as horas antes das convenções. E todas as hipóteses serão avaliadas. Ademais, nunca em Rondônia uma pré-candidatura pariu tanta novidade e até o último minutos o processo mudará feito nuvem passageira. Os avexados serão obrigados reverem avaliações. 
FORÇA
Marcos Rogério, de acordo com números oficiais recentes de pesquisas registradas, aparece como o nome mais bem posicionado na corrida pelo governo. O senador tem intensificado o diálogo com diferentes atores da política estadual, corrigindo um erro estratégico cometido na eleição passada, quando optou pelo isolamento e evitou alianças mais amplas. À época, a postura acabou contribuindo para sua derrota na reta final, por uma diferença de cerca de três por cento dos votos válidos. Caso convença Hildon de compor a chapa na condição de vice-governador dar um passo firme e forte em direção a uma das vagas ao segundo turno.
(sjrp)