terça-feira, 11 de agosto de 2026

ROBSON OLIVEIRA - Resenha Política

 TCE

O encontro promovido pelo TCE com os candidatos ao governo é uma iniciativa relevante. Permite que conheçam a situação fiscal de Rondônia e alguns dos problemas mais urgentes de saúde e educação, além dos indicadores que deveriam orientar os programas de governo. É importante para evitar a velha mania eleitoral de prometer o que o orçamento não consegue pagar. Mas este cabeça-chata já viu muito cenário apresentado como apocalíptico por burocratas que, depois, não resistiu ao tempo.
PREVISÕES
Em 2018, por exemplo, anunciava-se a quebra da previdência estadual se não houvesse um aporte de R$ 300 milhões. Nem a quebra aconteceu, nem o aporte salvador se confirmou. O Iperon, ao que parece, continua bem vivo. Também houve previsões catastróficas sobre a dívida consolidada do Estado, tratada como ameaça à própria governabilidade. Portanto, a contribuição do TCE é muito boa, mas números públicos não são dogmas. Candidatos precisam conhecê-los - e também contraditá-los. Afinal, tribunal de contas fiscaliza, mas também pode errar.
PERSONAGENS
A eleição tem dessas ironias que só a política consegue produzir: três personagens que passaram pela Secretaria de Estado da Saúde agora reaparecem diante do eleitor com receitas novinhas para consertar justamente aquilo que tiveram a oportunidade de melhorar. Fernando Máximo ficou três anos e meio no comando da Sesau. Tempo suficiente para deixar uma marca. Deixou? O que ficou como principal legado foi a formatação de um modelo que prometia modernizar a gestão, mas terminou em engodo, sem entregar à população a revolução anunciada.
PIORANDO
Maiorquim também conhece a secretaria por dentro. E o coronel Jefferson Rocha teve sua oportunidade mais recentemente. No caso dele, é difícil apontar uma marca administrativa capaz de sobreviver ao calendário eleitoral. Não há uma grande transformação para apresentar ao eleitor. Ao contrário: a percepção de quem depende do serviço público é de que muita coisa piorou.
PROMESSAS
Agora surgem as propostas arejadas pelo marketing. Hospitais melhores, atendimento humanizado, regulação eficiente, gestão moderna. Parece até que descobriram a cura depois de deixarem o paciente na UTI. O problema é que saúde pública não é PowerPoint.
RESULTADO
Quem chega ao eleitor prometendo fazer a diferença precisa responder por que não fez essa diferença quando ocupava justamente a cadeira de onde poderia fazê-la. A população continua enfrentando uma rede hospitalar com problemas graves, servidores desmotivados, pacientes peregrinando em busca de atendimento e uma regulação que muitas vezes parece regular apenas a paciência de quem espera. E o João Paulo II continua sendo uma espécie de monumento involuntário à incapacidade histórica do poder público de oferecer atendimento digno. Não se trata de dizer que nenhum real foi investido ou que nada foi feito. Seria uma simplificação. A questão é outra: qual foi o resultado?
 
VOTO
Porque inauguração de obra, anúncio de investimento e coletiva de imprensa não são sinônimos de saúde funcionando. E é justamente aí que esses candidatos precisam ser cobrados. Eles não são novatos chegando para descobrir os problemas da Sesau. Já conheceram os corredores, os contratos, a burocracia, os hospitais, a regulação e as dificuldades dos servidores. Tiveram orçamento, autoridade e tempo. Agora querem o voto para fazer aquilo que não conseguiram - ou não quiseram - fazer quando tiveram a caneta.
MAQUIAGEM
A campanha pode maquiar propostas. O marketing pode perfumar o discurso. Mas há uma coisa que nem agência de publicidade consegue esconder: o prontuário da gestão. E o eleitor, especialmente aquele que depende exclusivamente do SUS, deveria lê-lo antes de entregar novamente a receita. Porque prometer salvar a saúde depois de ter comandado a secretaria é fácil. Difícil é explicar por que, sob suas gestões, o paciente continuou esperando.
ACIR
A decisão do ministro Kassio Nunes Marques pode ser considerada a mais importante vitória de Acir Gurgacz nas cortes superiores até aqui. E há uma razão objetiva: o entendimento modifica, ainda que liminarmente, os efeitos jurídicos de uma condenação penal que o ex-senador já cumpriu.
REVISÃO
Mais do que uma questão eleitoral, o caso toca diretamente na luta de Acir pela revisão criminal. O voto do relator aponta para a existência de elementos relevantes que podem indicar que houve injustiça na condenação, diante de possíveis ilegalidades processuais apontadas no processo. É preciso registrar: trata-se de uma decisão liminar, não de julgamento definitivo da revisão criminal. Mas o sinal jurídico é expressivo.
VITORIA
Depois de anos colecionando derrotas judiciais, Acir consegue agora uma decisão que ultrapassa a simples discussão sobre candidatura. Mexe na própria condenação que está no centro de sua batalha jurídica. Para quem acompanhou essa longa novela nos tribunais, é uma mudança de roteiro. E das importantes.
MAXIMA
Há uma velha sabedoria popular que a política brasileira transformou em método de governo: depois da casa roubada, instala-se uma placa avisando que ladrão não deve entrar. O senador Jaime Bagattoli parece ter encontrado uma versão legislativa dessa máxima.
INUTILIDADE
Agora ele apresenta o chamado projeto “Rodovia Essencial”, destinado a impedir concessões e pedágios em rodovias federais que sejam a única ligação entre municípios ou estados. A ideia, em tese, é boa. Tão boa que seria especialmente útil se tivesse chegado antes de a BR-364 virar aquilo que hoje é: uma rodovia concedida, com contrato de 30 anos e cobrança de pedágio já iniciada. E aqui começa o problema.
AÇÃO
Porque Rondônia não precisava de um projeto para impedir a próxima BR-364. Precisava de uma ação política capaz de enfrentar a BR-364 que já foi concedida.
O cidadão que abastece o carro, o caminhoneiro que transporta soja, o comerciante que recebe mercadoria e a família que precisa atravessar o Estado não paga pedágio com projeto de lei. Paga com dinheiro.
REFLEXOS
A cobrança começou em janeiro. O contrato está assinado. A concessionária está instalada. E o usuário continua diante da mesma equação: pagar mais para circular pela estrada que, por décadas, já foi a principal artéria de integração de Rondônia. É aí que o discurso do senador começa a parecer mais confortável do que eficaz. Bagattoli tem razão quando diz que uma rodovia sem alternativa gratuita pode produzir efeitos perversos sobre a economia regional. O próprio debate realizado no Senado reconheceu que o custo do pedágio pode ser repassado ao consumidor e atingir toda a cadeia produtiva.
LOROTA
Mas política não se faz apenas com razão. Faz-se com resultado. E o que Rondônia pode perguntar ao seu senador é simples: o que, concretamente, o senhor conseguiu mudar na concessão da BR-364? Até agora, a resposta passa por discursos, requerimentos, cobranças à ANTT, pedidos de auditoria e defesa do cancelamento da concessão. Bagattoli, é verdade, endureceu o discurso e chegou a defender publicamente o cancelamento do contrato. Mas o pedágio continua sendo cobrado. E esse pequeno detalhe, na vida real, é gigantesco.
IRONIA
O novo projeto tem ainda uma característica curiosa: pretende fechar no futuro a porta que Rondônia gostaria de ter mantido fechada no presente. É uma espécie de legislação preventiva depois da calamidade consumada. Pode até produzir efeito para outros estados. Pode até virar uma bandeira nacional. Pode até render manchetes e discursos inflamados na tribuna. Mas não resolve o problema que mais interessa aos rondonienses: o contrato que já existe e a tarifa que já chegou ao bolso do cidadão. E há uma certa ironia nisso tudo.
BOLETO
O senador foi eleito por Rondônia. Portanto, seria razoável esperar que sua atuação parlamentar fosse medida não apenas pela quantidade de projetos apresentados, mas pela capacidade de produzir resultados concretos para o Estado.
Projeto de lei é papel. Pedágio é boleto.
CUSTOS
Entre os dois existe uma diferença que o eleitor costuma compreender muito bem.
Também é preciso separar a propaganda parlamentar da efetividade parlamentar. Emendas destinadas aos municípios podem ser importantes, evidentemente. Mas quando recursos são pulverizados entre prefeituras e aparecem mais como obra administrativa do município do que como resultado identificável do parlamentar, fica difícil construir uma marca política própria. Mandato não deveria ser apenas uma conta bancária de emendas distribuídas; deveria deixar alguma impressão digital.
CAPACIDADE
E esse é, talvez, o maior problema de Bagattoli em Rondônia: falta-lhe uma obra política que corresponda ao tamanho do cargo que ocupa. Um senador dispõe de seis anos de mandato, voz no Congresso, acesso aos ministros, capacidade de fiscalização, poder de articulação e participação direta nas decisões nacionais que afetam o Estado.
ATRASO
Não pode ser apenas um comentarista privilegiado dos problemas de Rondônia.
A BR-364 ofereceu uma oportunidade extraordinária para demonstrar essa força.
A estrada foi debatida durante anos. Houve audiências, estudos, controvérsias e alertas sobre os impactos econômicos. O processo avançou até a assinatura da concessão em 2025. Agora, com o pedágio funcionando, a política corre atrás do prejuízo.
REPRESENTAÇÃO
É justamente por isso que o “Rodovia Essencial” pode ser visto como uma boa ideia legislativa e, ao mesmo tempo, como uma resposta politicamente insuficiente para Rondônia. Porque o cidadão não quer apenas que o senador impeça o próximo desastre. Quer saber quem vai consertar o desastre que já está diante dele.
Bagattoli pode dizer que avisou.  E Rondônia continua esperando que seus representantes façam mais do que explicar por que a casa deveria ter sido protegida. A casa já foi roubada. Agora seria bom saber onde estão os móveis.


Fonte: Jornalista Robson Oliveira / Porto Velho-RO








TANCREDO - MOTOCICLISTA / Em viagem ao Moto Week Brasília, saindo da Pinheira



Na segunda semana do Evento. Viajem fantástica, saindo de Sc percorrendo o interior de SP, Minas Gerais e Goiás chegando no destino na cidade de Brasília para participar do Moto Week. 

Importante citar que o prezado Amigo Tancredo, agora está residindo na cidade de Palhoça/SC. Veja as fotos e vídeos registradas pelo Tancredo.










Vídeos:






PACIÊNCIA E LUCIDEZ

 Todo o ensinamento de Jesus está permeado de poesia. Ele se utiliza de elementos da natureza e do cotidiano da vida para nos tirar da superficialidade. A semente, o joio, o fermento e a mostarda não são apenas figures de linguagem; são também símbolos potentes que nos apontam a transcedência. 

O semeador lança a semente boa na terra. Quem semeia a bondade são os filhos de Deus. Ocorre que, concomitasntemente, há alguém semeado o joio, isto é, o mal. Segundo o escritor sagrado, os que semeiam o joio são os filhos do maligno.

A imagem do joio e do trigo supera o argumento simplista que divide tudo entre o bem e o mal. Tratamos aqui de algo complexo, como é cada pessoa e como é a realidade do mundo.

No mundo de hoje, maercado por guerras, polarização, indiferença e desumanidade, essa parábola é um conviter a paciência e ao discernimento. Paciência tem a ver com o modo como lidamos com o tempo; discernimento refere-se à nossa capacidade de tormar decisões e chegar ao cerne, isto é, parte boa, e agir.

Pela nossa condição humana, a tentação imediata sweria arrancaer e eliminar logo o joio; julgar e condenar. Jesus, porém, indica outro caminho, pois, ao arrancar o joio, corremos o risco de arrancar também o trigo. Isso não é fácil e exige sensatez. A sensatez de uma alma insipirada pelo Evangelho, e não pelas próprias vontades. Nossa tarefa não julgar, mas perseverar, ser a semente boa que cresce e da frutos, mesmo em meio às adversidades.

O símbolo do fermento nos aponta a esperança, aquela esperança ancorada na paciência que faz nossa ação valer a pena. O fermento, apesar de pequeno, é capaz de levedar toda a massa. Ele representa a ação discreta, porém valiosa.

Em uma realidade muitas vezes apática, ser fermento signfica ser a presença transformadora de Cristo. Certamente não se trata de influencer famoso, de grandes manifestações ou de atos grandiosos, mas de pequenos gestos de "semente de mostarda", de amor, de justiça e misericórdia. Semear sem alarde é como chuva leve, que rega a terra na profundidade. É a gentileza que desarma a violência, a solidariedade que combate a indiferença e a esperança que ilumina o desânimo.

Deus nos ajude!




Fonte: Pe. Antônio Iraildo Alves de Brito, ssp / O DOMINGO - semanário litúrgico-catequético






874. Point do Motociclista

 874. Point do Motociclista

Avenida Nações Unidas com Rua Salgado Filho

Espaço do Motociclista

08.08.2026

Porto Velho - Rondônia




Realizamos mais um tradicional Point do Motociclista. Veja as fotos registradas pelo Senhor Luiz da Lanchonete Luma e do Motociclista Pierre.



























                                           Brabu, Guardião do Point do Motociclista