domingo, 30 de agosto de 2026

Opinião de Primeira - PESQUISA QUEST/REDE AMAZÔNICA DÁ EMPATE NO PRIMEIRO TURNO E VANTAGEM DE MARCOS ROGÉRIO SOBRE FÚRIA NO SEGUNDO



Pesquisa Quest/Rede Amazônica, divulgada na noite desta terça-feira, aponta empate técnico entre Marcos Rogério, do PL e Adailton Fúria, do PSD, dentro da margem de erro de três pontos, no primeiro turno da eleição, caso ela fosse hoje. Mas o senador do PL teria vantagem no segundo turno.

          No primeiro turno, Rogério aparece com 24 pontos percentuais, enquanto Fúria tem 21. Com 10 pontos, surgem empatados Expedito Netto, do PT e Hildon Chaves, do União Brasil. Samuel Costa e Pedro Abib ficam bem abaixo, entre 1 e 2 por cento.

          No turno decisivo da eleição, caso fossem os dois para o seguindo turno, Marcos Rogério seria o eleito, com 40 por cento contra 29 do ex-prefeito de Cacoal. Mesmo com margem de erro de 3 pontos para cima ou para baixo, mesmo assim Rogério teria boa vantagem sobre aquele que é hoje seu principal adversário.

         Aliás, Rogério ganharia de todos os demais adversários no segundo turno, caso a eleição fosse agora e não daqui a mais de dois meses.

          Observou-se, em toda a pesquisa, o alto número de indecisos e dos que avisam que votarão em branco ou não irão votar.

          Para o Senado, com exceção de Fernando Máximo, que sai à frente, com 17 pontos percentuais, todos os demais concorrentes considerados mais fortes estão empatados tecnicamente, pela margem de erro. Sílvia Cristina e Bruno Scheid têm 11 pontos.

          Mariana Carvalho está grudada neles, com 10. Logo atrás vem Acir Gurgacz, que recém iniciou sua campanha, com 5 por cento. Luciana Oliveira, do PT, fica com 4 por cento. Luiz Fernando, Engenheiro Túlio, do Missão e Neidinha, do PSB, têm 1 por cento.

         Como se previa desde que os nomes foram lançados ao Senado, esta disputa seria tão ou mais complexa do que a corrida pela sucessão de Marcos Rocha. Pelo menos seis dos candidatos ainda têm condições reais de chegar às cadeiras do Senado.

          A pesquisa foi registrada do TRE com o número RO 05711-2026 e também foi registrada no TSE. Os números mostram uma situação de momento. A campanha recém começou e o horário eleitoral gratuito só inicia nesta sexta, dai 28.

UM HOSPITAL PARA PORTO VELHO, OUTRO PARA JI-PARANÁ E SAÚDE DESCENTRALIZADA NOS PLANOS DE MARCOS ROGÉRIO

          Rondônia terá um Hospital de Urgência, utilizando recursos do Fundo para construção do Heuro e mais emendas, vindas do apoio da futura bancada federal. Ji-Paraná ganhará um hospital de Traumas, com recursos vindos do Detran. Mas, além de tudo, o grande projeto será a descentralização da saúde pública.  É isso que o senador Marcos Rogério garante, caso seja eleito Governador de Rondônia.

           Ele foi o primeiro sabatinado pelos Dinossauros, no programa Papo de Redação da Rádio Parecis FM, em rede estadual e ainda com transmissão ao vivo pelo youtube. O candidato responde a várias perguntas que envolveram não só a saúde pública.  Colocou também programas especiais para a segurança pública, destacando a necessidade de concursos para a Polícia Militar e várias medidas com caráter de urgência, para combater a violência.

              Outra prioridade será a melhoria das estradas e rodovias estaduais, com a instalação de pontes de concreto ou aço, “para durar 50 anos”, segundo afirmou. Destacou que também quer fazer mais 130 quilômetros de asfalto na Rodovia 030, ligando-a até Ouro Preto e, com isso, desviando o tráfego da BR 364 em pelo menos 50 por cento, no trajeto até Porto Velho.

              A produção, a necessidade de industrialização; os aeroportos foram outros temas abordados. Marcos Rogério também disse que tem a promessa do candidato Flávio Bolsonaro de que, ele eleito Presidente da República, vai rediscutir a privatização a BR 364 e a questão dos pedágios. 

              Animado com sua campanha, Marcos Rogério disse ainda que, caso se eleja, vai levar o Governo “para perto dos rondonienses”, em todos os municípios.

          A série de sabatinas dos Dinossauros com os candidatos ao Governo prosseguiu nesta terça, dia 25, com Hildon Chaves; terá Adailton Fúria nesta  quarta-feira, dia 26; Pedro Abib na quinta e Expedito Netto na sexta. Caso não haja mudança em relação à sua candidatura, até lá, a série encerra na segunda-feira, dia 31, com Samuel Costa. 

HILDON DE OLHO NO SEGUNDO TURNO, GARANTE CONSTRUÇÃO DE NOVO HOSPITAL EM PORTO VELHO EM DOIS ANOS E MEIO

        “Prometi construir uma nova Rodoviária em Porto Velho.  Depois de 40 anos. Cumpri a promessa em um ano e meio, com o mais lindo prédio do Brasil. Então, posso garantir que, se eu for Governador, vou construir um novo Hospital de Pronto Socorro no máximo em dois anos e meio”!

          Foi isso que Hildon Chaves respondeu ao falar sobre seus principais planos para a saúde pública, durante sabatina no programa dos Dinossauros, na rádio Parecis FM, nesta terça-feira. Fez, contudo, uma ressalva: “nada de chamar de Heuro. Este nome dá azar. Parece que tem sapo enterrado!”.

          Hildon relembrou suas realizações nos oito anos à frente da Prefeitura da Capital e abordou vários temas, da saúde à segurança pública; da infraestrutura à garantia de conclusão do asfaltamento da RO 030, a famosa Rodovia do Boi, que ele daria total prioridade, para lima opção à BR 364 e Aos seus caros pedágios.  

          Na segurança pública, lamentou que há 12 anos não há concurso  para a Polícia Militar. E que a falta de policiais nas ruas está angustiando a população. Lembrou ainda os 800 quilômetros de asfalto que fez durante seus mandatos na Prefeitura; criticou a perda de 39 milhões de reais pelo Estado, que seriam aplicados na segurança pública e no pouco investimento na proteção à mulher. “Dos 5 milhões disponíveis, foram gastos apenas seis mil reais”, denunciou.

           Informou, que nos últimos três meses, ao lado de Deiró, percorreu quase todo o Estado. Foram 43 cidades visitadas. Antes, seu nome era pouco conhecido fora da região da Capital. Comemora, contudo, a mudança positiva. “As notícias correram, se espalharam e o que fiz da Capital, está sendo reconhecido também no interior”.

          Hildon garante que sua candidatura foi a que mais cresceu nas últimas semanas e que está próximo ao segundo turno. Não poupou elogios ao seu vice, Cirone Deiró (“ele é uma unanimidade”!) e garantiu que, se eleito, fará um governo para todos os rondonienses, com forte combate à corrupção. 

ACIR CRITICA NOSSAS ESTRADAS: “SABEMOS PRODUZIR, MAS PROBLEMA É NOSSA PRODUÇÃO CHEGAR AO MERCADO”!     

           “Rondônia sabe produzir. O problema começa quando essa produção precisa sair do campo e chegar ao mercado”. A afirmação é do candidato ao Senado Acir Gurgacz, ao criticar o que ele chama de “gargalo das estradas”. Para ele, “a deficiência das estradas transforma a força produtiva do Estado em uma conta cada vez mais pesada para quem trabalha”.

          Acir chama atenção para um problema que atinge toda a cadeia. “Estrada ruim não significa apenas buraco, viagem mais lenta ou desconforto. Significa custo. E esse custo vai se acumulando até chegar à mesa do consumidor”, afirma.

          “Quando uma estrada está em más condições, o problema não fica na estrada. Ele aparece na saúde, no preço do frete, no custo do combustível, no custo do supermercado, no orçamento das famílias de Rondônia.” Na avaliação de Gurgacz, “não adianta cobrar cada vez mais de quem produz, se a infraestrutura não consegue acompanhar o tamanho da produção rondoniense”.

          O candidato ao Senado destaca ainda que “o produtor planta, cria, colhe, emprega e movimenta a economia, mas continua enfrentando dificuldades justamente na hora de colocar sua produção na estrada”. Para ele, “o resultado aparece diretamente na competitividade. Quanto mais caro custa transportar, mais caro custa produzir. Quanto maior o frete, maior a pressão sobre os preços. E o prejuízo que começa no campo acaba dividido entre produtores, transportadores, comerciantes e consumidores”.

          Acir defende que melhorar as condições das rodovias significa atacar um problema que afeta a economia de ponta a ponta: reduz custos para o produtor, melhora o transporte, aumenta a competitividade e diminui a pressão que frete e combustível exercem sobre os preços pagos pela população. 

IVO CASSOL E LÉO MORAES ESCOLHEM SEUS CANDIDATOS AO SENADO. SCHEID QUER TRAZER FLÁVIO BOLSONARO

          Por falar em Senado, o ex-governador e ex-senador Ivo Cassol oficializou o apoio à candidatura de Mariana Carvalho. Inclusive mandando plotar seus carros e os da família. Francisco Raposo Júnior, genro de Cassol, aliás, é o primeiro suplente de Mariana. Há quem diga que Cassol também deu seu apoio ao nome de Acir Gurgacz. Cassol ainda apoia seu ex-secretário de Agricultura, o também ex-deputado Luiz Cláudio, para a Câmara Federal.

          Enquanto isso, o prefeito Léo Moraes, depois de gravar vídeos com o deputado Fernando Máximo, deixando claro seu apoio a ele, para o Senado, decidiu agora anunciar que está ao lado da dobradinha do PL/Progressistas. Também está dando aval à candidatura de Sílvia Cristina, ao Senado.

          Já o outro candidato do PL, Bruno Bolsonaro Scheid, além do apoio do próprio ex-Presidente, que autorizou o uso do seu sobrenome na campanha, tem tido vários pronunciamentos de apoio da ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro. Scheid está preparando também um grande evento na sua campanha, com a presença de Flávio Bolsonaro, o candidato à Presidência da República. A data ainda não foi confirmada.

          Outro nome que entra no rol dos viáveis, o ex-secretária de Finanças do Estado, Luiz Fernando, participa de vários eventos na Capital, ao lado de Everton Leoni, o candidato a vice de Adailton Fúria, mas também percorre vários municípios do interior, cooptando aliados e apresentando seus planos.

             Por fim, a Dra. Rosângela Cipriano, do PSB, recém iniciou sua campanha. Luciana Oliveira, do PT, também busca o eleitorado de esquerda. 

UMA BATALHA ONDE SÓ HÁ PERDEDORES: PSB E PT RACHAM DE VEZ E CAMPANHA DE AMBOS JÁ ESTÁ PREJUDICADA

          Não convidem para a mesma mesa, o PSB e o PT de Rondônia. A máxima de que a esquerda nunca consegue se unir (a exceção é o entorno de Lula) os dois partidos romperam em Rondônia, exatamente numa eleição em que deveriam estar juntos, para atrair o eleitorado que sempre os acompanha.

          A novela da intervenção nacional do PSB no diretório provisório, depois de uma convenção correta (“um ato jurídico perfeito”, segundo Samuel Costa) deixou em trincheiras diferentes as lideranças locais dos dois partidos.

          O prejuízo é para ambos. O PSB, mesmo que eventualmente a candidatura de Samuel seja restaurada, o que seria aí sim, uma decisão judicial correta, o tempo perdido, o desgaste, o confronto, já o atingiu em cheio, mesmo ele sendo vítima.

          O mesmo se pode dizer do PT. Perante a opinião pública, o partido articulou para derrubar alguém que poderia ser um importante aliado. E que não se diga que os petistas nada tiveram a ver com isso, porque tanto Samuel quanto Neidinha Suruí, candidata ao Senado, receberam ofertas de empregos federais, caso renunciassem às suas candidaturas.

          Samuel não tem papas na língua e tem atacado duramente Expedito Netto. Neidinha Suruí vai às redes sociais protestar. Jornalistas e políticos cobram posicionamento das mulheres do PT, em defesa de Neidinha. É uma briga sem fim, sem ganhadores. 

           Quem está adorando tudo isso são os demais candidatos, opositores a ambos. O assunto vai se arrastando, alimentando uma batalha entre partidos que têm filosofias políticas semelhantes e afastando antigos aliados. Mesmo que o TRE dê ganho de causa a um ou outro, a verdade é que ambos já perderam. E perderam muito!

CONDENADO A MAIS DE 330 ANOS DE CADEIA, MARCOLA SERÁ JULGADO POR MAIS UM ASSASSINTO, 21 ANOS DEPOIS DO CRIME

          Não fosse no Brasil, seria considerado um absurdo: o julgamento de um assassinato e outra tentativa, ocorrido em 2006. Isso mesmo. Os réus serão julgados 21 anos depois, ou seja, só em maio do ano que vem. Entre os que enfrentarão o Tribunal do Júri, está Marcos Williams Camacho, o Marcola, apontado como principal líder do PCC no Brasil.

          O líder do crime organizado está preso no Presídio de Segurança Máxima de Brasília, depois de ter ficado longo tempo em Porto Velho. O novo júri está marcado para 11,12 e 13 de maio do ano que vem, caso não haja mais algum recurso e tudo seja prorrogado novamente.

           Marcola e outros réus, todos seus asseclas, serão julgados pelo assassinato de um Policial Militar e tentativa de  morte contra outro, num confronto ocorrido há mais de duas décadas, na cidade e Jundiaí, interior de São Paulo.

          O chefão do PCC é acusado de ser o mandante dos crimes, praticados em maio de 2006 durante os ataques do PCC contra as forças de segurança, em protesto pelo isolamento de 765 integrantes da organização na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (SP), na véspera do Dia das Mães.

           No total, até agora, Marcola está condenado a 330 anos, 6 meses e 24 dias de prisão. Se condenado, receberá mais uma pena que, obviamente, jamais cumprirá. Nenhum preso no Brasil pode ficar na cadeia por mais de 40 anos. Só sairá da prisão se for beneficiado como o foi outro líder criminoso, mas de desvio de dinheiro público, o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que, condenado a 440 anos, está livre, leve e solto.

“QUEM GERA EMPREGO MERECE RESPEITO E PROTEÇÃO”! COMERCIANTES EXIGEM SEGURANÇA NO CENTRO DA CAPITAL

          Arrombando lojas, furtando produtos, destruindo patrimônio. Roubando fios. Causando prejuízos. Os criminosos estão agindo livres, leves e soltos em toda a área central de Porto Velho. Foram todos estes motivos que levaram vários  empresários do centro da Capital a fazerem um protesto, nesta segunda-feira, na avenida Carlos Gomes, no centro da Capital.

           Há um caso, apenas como exemplo, em que o mesmo imóvel foi atacado uma dezena de vezes. Levaram janelas, portas, fiação. Tudo gravado em câmeras de segurança, mas sem que houvesse qualquer prisão dos meliantes e nada do que foi furtado tenha sido devolvido

          No protesto do início da semana, várias faixas mostraram o desespero dos comerciantes pelos prejuízos sofridos. “A Carlos Gomes implora por segurança”; “Arrombamentos em Série e nenhuma resposta. Até quando?; “Quem gera emprego merece respeito e proteção!” eram alguns dos dizeres das faixas, exigindo providências do governo estadual.

            A verdade é que a falta de policiamento no centro da cidade já vem de longo tempo. Contudo, nos últimos meses a insegurança geral naquela importante região do comércio da cidade se acentuou. Moradores da área também temem a ação dos criminosos, alguns deles drogados que dormem em alguns locais próximos e que fazem furtos para conseguirem algum dinheiro em busca do sustento do vício.

          Uma das questões que moradores e empresários da área não compreendem é como há uma sede da PM (BOPE) exatamente nesta área tão perigosa, mas não há policiamento algum! Está na hora de as coisas começarem a mudar, no centro nevrálgico da Capital. 

PF DESCOBRE MAIS UM CRIME CONTRA O INSS, DESTA VEZ EM MINAS GERAIS: GOLPE SUPERA OS 86 MILHÕES DE REAIS

          Claro que é um exagero, mas dá vontade de dizer que o Brasil se transformou num antro de quadrilhas. Cada enxadada, uma minhoca. Cada investigação, novo rombo, novo roubo, novo assalto, sempre prejudicando os cofres públicos ou então pobres idosos, porque os golpes contra o INSS não param.

        Desta vez, o golpe foi em Minas Gerais, envolvendo parte de aposentados ainda ativos, mas, em grande número dos casos, com a criação de aposentadorias falsificadas, para recebimento de benefícios. A ponta do iceberg foi levantada em mais este caso contra a previdência social e o rombo avaliado já supera os 86 milhões de reais.

           Uma enorme quadrilha foi formada. O grupo criava pessoas fictícias para obter benefícios do INSS, com a falsificação de documentos como certidões de nascimento, documentos de identidade e comprovantes de residência.

               Para começar a desbaratar mais este grupo criminoso, entre um número infindável deles, que só vivem de golpes e desvios do dinheiro público, a Polícia Federal, por sua ala eficiente e de Estado (não de Governo, como a outra parte da instituição) cumpriu 22 mandados de prisão preventiva, 33 mandados de busca e apreensão e 33 medidas de bloqueio de bens.

               Como não há familiares do presidente Lula envolvidos e nem políticos graúdos, é muito provável que desta nova quadrilha que atacou o INSS muita gente vá parar atrás das grades.       

PERGUNTINHA

            Com apenas três candidatos e somente um deles (Ronaldo Caiado) com chances reais de chegar lá, você considera que o primeiro debate entre os presidenciáveis, sem Lula, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema serviu alguma coisa para que o eleitor brasileiro decida em quem vai votar? 


Fonte: Jornalista Sérgio Pires / Porto Velho-RO





AUTO CLUBE / RO - Encontro no Auto Posto Trevo - Sexta-Feira




Mais um encontro dos integrantes do Auto Clube/RO, realizado nesta última sexta-feira (28),  lá no Auto Posto Trevo, localizado na Avenida José Vieira Caula. Como sempre regado a um "petisco especial". Veja as fotos.











Simpático, Guardião do Auto Posto Trevo


ROBSON OLIVEIRA - Resenha Política

 AUTOFAGIA

Autofagia em alto grau. É a conclusão quase inevitável de quem acompanha a briga fratricida entre o candidato do PSB, Samuel Costa, e o candidato do PT, Expedito Neto. Em tese, pertencem ao mesmo campo ideológico. Na prática, comportam-se como adversários que descobriram, tarde demais, que a guerra interna pode ser mais destrutiva que a disputa contra o inimigo.
NATIMORTA
Samuel está certo em lutar para preservar sua candidatura. É legítimo. Candidato que entra numa eleição não costuma abandonar o barco porque alguém em Brasília resolveu trocar a rota. O problema é outro: sua candidatura já nasceu politicamente enfraquecida, antes mesmo da intervenção do PSB nacional na executiva provisória de Rondônia.
REJEITADO
Ao destituir a direção estadual e decidir que o PSB não terá candidatura própria ao governo, a direção nacional praticamente escreveu em letras garrafais aquilo que Samuel talvez ainda não queira ler: não é para ser candidato. É possível que o TRE acolha o parecer do Ministério Público Eleitoral e reconheça a candidatura de Samuel. O cara é rejeitado em casa.
DERROTAS
A Justiça Eleitoral pode lhe conceder mais alguns capítulos nessa novela. Mas quem conhece os meandros dos bastidores partidários sabe que a história pode terminar no TSE. E ali, independentemente da discussão estritamente jurídica, a situação política de Samuel é bastante desconfortável. Porque há derrotas jurídicas e há derrotas políticas. Esta reúne o risco das duas.
DEGOLA
É desmoralizante para qualquer militante ser desautorizado pelo próprio partido. Mais ainda quando a legenda nacional decide não disputar o governo e prefere apoiar um candidato de outra sigla. O PSB não apenas deixou de sustentar Samuel: decidiu não ter candidatura própria em Rondônia, apesar da insistência dos dirigentes destituídos e da convenção que havia homologado seu nome.
REALIDADE
Falta a Samuel perceber que uma candidatura nessas condições pode até existir no papel, mas se torna uma espécie de fantasma eleitoral: anda pelas ruas, aparece nas redes, disputa espaço no horário eleitoral, mas não encontra a própria família política dentro de casa. E há uma ironia adicional. Samuel não enfrenta apenas a máquina partidária que resolveu desmontar sua candidatura. Enfrenta também a realidade eleitoral de Rondônia, onde o eleitorado é majoritariamente conservador.
DESTRUIÇÃO
Se nem os próprios socialistas conseguiram manter de pé sua candidatura, será preciso muito mais do que bravura jurídica para convencer o eleitor de que existe uma candidatura politicamente viável. Samuel pode ganhar alguns dias. Pode até conseguir uma decisão favorável no TRE. Pode prolongar a batalha nos tribunais. Mas candidatura não se sustenta apenas por uma certidão judicial. A candidatura pode até existir juridicamente. Politicamente, porém, o PSB já disse que não existe.
E quando o próprio partido abandona o candidato antes mesmo da urna, a autofagia deixa de ser metáfora e passa a ser estratégia eleitoral. Uma estratégia, convenhamos, bastante eficiente para destruir a si própria.
ANÚNCIO
Durante o lançamento oficial da campanha de Paulo Moraes, sábado passado, na Talismã, o prefeito Léo Moraes surpreendeu ao anunciar apoio à candidatura de Silvia Cristina, do Progressistas, ao Senado. E não foi um apoio para constar na fotografia. É um apoio robusto. Léo é prefeito da capital, tem avaliação positiva e vinha fazendo campanha ostensiva para Fernando Máximo, do PL. Ao fechar agora o segundo voto com Silvia, dá um empurrão considerável à deputada justamente no maior colégio eleitoral de Rondônia. O talismã ficou pequeno para acomodar a multidão que compareceu ao convite do prefeito, irmão de Paulo Moraes.
ENTREGAS
Silvia chega a esse apoio com algo que faz diferença numa eleição: trabalho realizado e resultados que podem ser vistos. Sua atuação na área da saúde está entre as mais efetivas da bancada federal de Rondônia. E não se trata apenas de números ou anúncios de gabinete. São serviços que chegam diretamente a quem mais precisa.
MARCAS
O trabalho desenvolvido no Hospital de Amor, referência no atendimento e tratamento de pacientes com câncer, é uma dessas marcas. Silvia também participou da estruturação de unidades de diagnóstico em Ji-Paraná e Vilhena, ampliando o acesso da população a serviços de saúde que, para quem enfrenta uma doença grave, não são promessa de campanha -  são necessidade concreta.
INCÔMODO
É justamente aí que está a força política de Silvia Cristina. Ela tem entregas para apresentar e, mais importante, pessoas beneficiadas por elas. Na política, pode-se discutir quase tudo. Só é difícil discutir contra aquilo que o eleitor consegue enxergar. O detalhe que parece incomodar algumas almas mais sensíveis da política é que Silvia está na aliança que apoia Hildon Chaves ao governo, enquanto Léo Moraes é adversário declarado do ex-prefeito da capital.
TRAIÇÃO
Pronto. Bastou isso para alguns descobrirem uma nova modalidade de traição política: votar em alguém de outra trincheira. Convém baixar a temperatura e subir um pouco o nível do raciocínio. Coligação para governador não transforma candidato a senador em propriedade privada. São eleições diferentes, com interesses diferentes e, sobretudo, dois votos para o Senado. Candidato que pretende ocupar uma dessas vagas precisa buscar votos onde eles estiverem - inclusive fora do próprio arco partidário. Senão o concorrente busca.
EXCLUSIVIDADE
Silvia não está traindo Hildon por receber o apoio de Léo. Está fazendo política eleitoral. E, até onde se sabe, ninguém assinou contrato de exclusividade para pedir voto apenas aos aliados do candidato a governador. Aliás, Silvia não está sozinha nessa “heresia”. Maurício Carvalho e sua irmã, Mariana Carvalho, também procuram ampliar seus apoios para além dos limites da própria aliança. Os demais candidatos fazem exatamente a mesma coisa, cada qual tentando construir uma ponte onde enxergam votos.
INGENUIDADE
A eleição para o Senado tem 12 candidatos disputando apenas duas cadeiras. Nesse cenário, imaginar que todos permanecerão confinados às fronteiras das coligações é uma ingenuidade que beira a comédia. E há um detalhe que torna essa discussão ainda mais curiosa: não é segredo para ninguém que Hildon Chaves mantém uma relação pessoal mais próxima com a família Carvalho e tem circulado ao lado dos irmãos Maurício e Mariana. É Mariana, inclusive, quem recebe de Hildon pedidos de voto abertos, ainda que o nome de Silvia Cristina convenientemente não apareça na conversa.
TOSCO
Portanto, seria uma bobagem política um candidato ao governo preterir uma candidata com a capilaridade eleitoral de Silvia Cristina simplesmente porque ela recebeu o apoio de seu desafeto. Isso é pequeno, tosco e, sobretudo, pouco inteligente para quem pretende governar um Estado.
HIPOCRISIA
Hildon pode ter suas preferências, seus desafetos e suas idiossincrasias. Mas um governante precisa pensar maior que elas. Precisa enxergar a política para além das relações pessoais e compreender que eleição se vence com votos - e governo se faz com grandeza. Chamar de traição todo apoio que atravessa o muro partidário é uma interpretação conveniente. Ou nasce da hipocrisia de quem acha legítimo o seu candidato buscar votos onde puder, mas escandaloso quando o adversário faz o mesmo; ou nasce da percepção, ainda mais dolorosa, de que seu candidato pode estar perdendo espaço.
CIÚMES
Na política, apoio não é casamento religioso. É circunstância, estratégia e voto. E, neste caso, Léo Moraes acaba de entregar a Silvia Cristina algo bastante valioso: um segundo voto no maior colégio eleitoral de Rondônia. O resto é ciúme de campanha vestido de princípio.
FNANÇAS
A contabilidade pública de Rondônia exibe crescimento da receita, do PIB e da arrecadação. Mas esses números positivos não contam a história inteira. Por trás da aparência de prosperidade, avança uma deterioração fiscal que ameaça justamente a capacidade do Estado de investir e transformar crescimento econômico em desenvolvimento. O TCE entregou aos candidatos uma radiografia do que vão encontrar a partir de 5 de janeiro nas finanças estadual.
DÉFICIT
O diagnóstico é “positivo, com forte sinal de atenção”. A expressão, porém, suaviza a gravidade do cenário. Rondônia projeta sair de um superávit de R$ 430 milhões em 2025 para um déficit de R$ 3,72 bilhões em 2035 - ou R$ 4,42 bilhões, considerando o esforço previdenciário. Não se trata de uma simples oscilação contábil, mas de uma trajetória de desequilíbrio que pode comprometer o futuro das contas públicas.
CONTRADIÇÃO
Rondônia cresce, arrecada e exporta, mas não converte essa expansão em investimento na mesma proporção. A despesa total subiu de R$ 12,31 bilhões em 2022 para R$ 17,79 bilhões em 2025, enquanto a participação dos investimentos caiu de 10,96% para 7,29%. A contradição é evidente: a receita aumenta, mas a capacidade de investir encolhe. O Estado arrecada mais e entrega menos espaço para construir estradas, ampliar serviços e preparar a economia para o futuro.
PASSIVOS
É a face mais preocupante da chamada prosperidade fiscal: o crescimento da arrecadação está sendo absorvido pela própria máquina pública. Em vez de financiar investimentos estruturantes, a receita adicional é consumida por despesas permanentes, obrigações acumuladas e passivos que se expandem. Rondônia engorda no orçamento, mas emagrece na capacidade de transformar dinheiro em desenvolvimento.
LIMITE
Esse será um dos principais desafios do governador que assumir em 2027. A máquina pública estará pressionada por folha, previdência, restos a pagar e demais despesas obrigatórias, que reduzem o espaço para investimentos. O próximo governo não receberá apenas um orçamento maior; receberá também uma estrutura mais rígida, mais cara e menos capaz de responder às necessidades da população.
PERDULÁRIA
Na saúde, o Índice Geral de Resultados da Saúde (IGRS), de aproximadamente 54 pontos, indica forte pressão estrutural e levanta dúvidas sobre a eficiência do gasto. Não basta ampliar o orçamento se os resultados não acompanham o volume de recursos aplicados. O problema não é apenas quanto se gasta, mas quanto desse gasto chega efetivamente ao cidadão em forma de atendimento, prevenção e qualidade de vida. Falta ao atual governo nesta área gestão.
PESO MORTO
Também pesam o passivo de R$ 1,58 bilhão da Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (CAERD), a precariedade da malha rodoviária, os custos logísticos estimados em R$ 3,7 bilhões anuais e os problemas de desempenho e alocação de profissionais na educação. São passivos e deficiências que revelam a mesma falha: o Estado arrecada, mas não consegue converter recursos em infraestrutura, produtividade e serviços públicos compatíveis com suas necessidades. A CAERD é falimentar há anos, está de pé em razão de governos irresponsáveis.
RALO
O problema, portanto, não é apenas arrecadar. É impedir que a arrecadação seja consumida antes de produzir resultados. É transformar recursos em serviços públicos, infraestrutura e desenvolvimento - e não apenas em novas despesas permanentes. A classificação A na Capacidade de Pagamento (CAPAG) não elimina passivos previdenciários, deficiências de infraestrutura ou baixa capacidade de investimento. Solidez financeira de curto prazo e fragilidade estrutural podem coexistir.
INDICATIVO
Uma boa classificação não autoriza complacência nem serve como prova de que o Estado está preparado para o futuro. Ela pode indicar capacidade de pagamento em determinado momento, mas não resolve o problema de um orçamento cada vez mais comprometido.
MENTINDO
O próximo governo terá de fazer escolhas difíceis: conter despesas permanentes, rever prioridades, medir resultados e enfrentar interesses organizados. Não poderá transformar todo aumento temporário de receita em novas obrigações nem tratar previdência, saúde, saneamento e infraestrutura como problemas isolados. Todos fazem parte da mesma equação: quanto mais recursos forem capturados por despesas rígidas e ineficientes, menos sobrará para investir. Quem promete construir hospital e estradas, por exemplo, a curto prazo mente e mente descaradamente de olho apenas no voto.
ODBESIDADE
O ciclo atual é claro: crescimento econômico, aumento da arrecadação, expansão das despesas obrigatórias e redução do espaço para investir. Se nada mudar, Rondônia gastará o crescimento antes que ele se transforme em desenvolvimento. A arrecadação continuará subindo, mas a capacidade de entregar obras, serviços e melhorias concretas continuará diminuindo.
EFICIÊNCIA
A partir de 2027, o desafio será recuperar a capacidade de investimento sem produzir déficits. Isso exigirá mais do que discursos sobre responsabilidade fiscal. Exigirá cortes, revisão de privilégios, controle de despesas, avaliação de resultados e enfrentamento de decisões politicamente convenientes, mas financeiramente insustentáveis. O teste não será quanto o Estado arrecadará, mas quanto dessa receita restará depois que a máquina pública consumir o crescimento. Essa é a pergunta que expõe a maquiagem fiscal: se a arrecadação aumenta e os investimentos diminuem, o problema não está na falta de dinheiro, mas na forma como o dinheiro está sendo gasto.

REALIDADE
Essa é a conta que não cabe no palanque. Se as despesas obrigatórias continuarem crescendo mais rápido que os investimentos, Rondônia terá uma prosperidade de vitrine: números positivos no presente, serviços aquém das necessidades e uma conta cada vez mais pesada no futuro. E os candidatos a governador prometendo o que não poderão entregar. Vida que seque. Marcos Rocha não entregará um estado quebrado, é mentira cravar tal afirmação, mas entregará um estado pesado, perdulário e com os serviços públicos deficientes. Poderia ser pior, uma vez que viaja mais que notícias ruins. E estas não estão sendo boas para o rondoniense faz tempo.
SEGURANÇA
Rondônia virou uma espécie de laboratório onde policial não falta na política, mas segurança continua faltando nas ruas. Há policiais civis e militares em cargos estratégicos do governo, nas administrações e até no Parlamento, e nem assim o Estado conseguiu escapar do avanço da violência e do crime organizado. Na campanha, todos prometem firmeza, competência e tolerância zero. Acredita quem quiser. Muitos dos que agora pedem votos já tiveram poder e oportunidade para mudar esse cenário. Se não fizeram antes, fica difícil acreditar que farão depois.

Fonte: Jornalista Robson Oliveira / Porto Velho-RO