domingo, 29 de março de 2026

ROBSON OLIVEIRA - Resenha Política

 EFEITO


Há políticos que falam para agradar. Outros, quando percebem o esgotamento do jogo, passam a falar o que pensam. O senador Confúcio Moura (MDB) parece ter migrado, com certa discrição, da primeira para a segunda categoria. Sem as amarras de um ambiente intoxicado pela polarização e, sobretudo, pelo cálculo eleitoral, Moura voltou a escrever com franqueza. Não se trata de rompante, mas de método. Posições claras, por vezes incômodas, mantidas com a coerência de quem já não mede cada palavra com régua de marqueteiro. O efeito é previsível. Reações acerbas. Ainda assim, ele segue.

LIVRE
Em Rondônia, onde o conservadorismo virou não apenas maioria, mas também régua moral, tocar em certos temas é flertar com desgaste imediato. Moura sabe disso. Sempre soube. O ponto é outro. Saber e, ainda assim, insistir. Esse tipo de liberalidade, rara no MDB local, não costuma ser compatível com quem está preocupado em renovar mandato.

SINAL
Há, portanto, um sinal político embutido no comportamento. Quando um senador experiente escolhe temas que geram rejeição em vez de evitá-los, o gesto fala mais alto que qualquer declaração protocolar. Ou está apostando numa improvável pedagogia do eleitor, ou já não está exatamente interessado em disputar o próximo pleito.

RISCO
Nos bastidores, a leitura é menos filosófica e mais direta. Moura tem demonstrado cansaço. Não da política em si, mas do ambiente que a cerca. A escalada da agressividade, a lógica binária que transforma divergência em inimizade e o risco físico que passou a rondar a vida pública ajudam a compor esse quadro.

AVISOS
O episódio de Cujubim é sintomático. Reduto histórico, onde sempre foi bem votado, virou território evitado. Não por estratégia, mas por precaução. A informação de que há grupos dispostos à hostilidade e até agressão não é exatamente um convite à campanha. É, no máximo, um aviso. E avisos, na política, raramente são ignorados por quem já não precisa provar mais nada.

RECADO
Se insistir nesse tom, sem recalibrar discurso ou buscar zonas de conforto eleitoral, Moura vai deixando um recado em aberto, porém cada vez mais legível. Talvez já tenha entregado o que pretendia entregar. O resto, ao que tudo indica, não compensa o custo.
AMPUTAÇÃO
Há projetos que nascem para resolver problemas. Outros, como o do deputado Lúcio Mosquini, parecem surgir com a missão inversa: apagar as luzes justamente onde a fiscalização começa a enxergar melhor. A proposta de restringir o uso de imagens de satélite no combate a crimes ambientais não é apenas tecnicamente questionável - é politicamente reveladora. Em plena era em que o desmatamento é monitorado em tempo real, a tentativa de amputar essa ferramenta soa menos como preocupação com excessos e mais como zelo seletivo. Zelo com quem, exatamente?

LINHA
Não é segredo nos bastidores que parte dos colaboradores de campanha do parlamentar inclui produtores já autuados por infrações ambientais. Coincidência ou não, o mandato segue uma linha: combater instrumentos de fiscalização e flexibilizar normas. Uma atuação cirurgicamente alinhada aos interesses de quem prefere a mata fora do radar.

EUFEMISMO
O argumento de “excesso de fiscalização” virou o novo eufemismo para tolerância com irregularidades. Ao mirar nos satélites, Mosquini não ataca uma tecnologia -ataca a capacidade do Estado de agir com precisão. É a troca deliberada da evidência pelo achismo, da prova pelo discurso. Como sua atuação é voltada para este setor, não se preocupa com as críticas. Nem o Meio Ambiente.

RETROCESSO
Na prática, o que se propõe é um retrocesso operacional: voltar a um modelo em que crimes ambientais dependem de flagrante presencial, como se estivéssemos nos anos 80. Um convite aberto à impunidade em regiões onde a logística já favorece quem desmata e ocupa ilegalmente.

MONOTEMÁTICO
A atuação do deputado na Câmara, aliás, não deixa margem para dúvida. Sua agenda ambiental tem sido monotemática: reduzir controles, enfraquecer órgãos fiscalizadores e relativizar danos aos biomas. Tudo embalado no discurso do “progresso”, que, curiosamente, quase sempre coincide com os interesses de grandes produtores e financiadores políticos.

BLEFE
No fim, o projeto não trata de tecnologia, nem de soberania, nem de justiça. Trata de prioridade. E a prioridade, ao que tudo indica, não é o meio ambiente - é quem lucra quando ele deixa de ser protegido. Mosquini chegou a anunciar uma suposta candidatura a governador que, conforme a coluna, não passou de um blefe. Mas achou que a atuação junto ao Agro seria capaz de levá-lo a voos mais altos. Ledo engano.  
RECUO
A eleição de 2026 começa a ganhar contornos de crônica anunciada. Não há ainda campanha, mas já se delineia o enredo: poucos personagens, falas previsíveis e um desfecho que ameaça chegar antes da hora. A retirada de Ratinho Júnior da cena presidencial não altera apenas a lista de pré-candidatos - expõe, com alguma crueza, o esvaziamento de uma alternativa que nunca chegou a se firmar.

DENSIDADE
Sem o paranaense na pista, a polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro deixa de ser apenas provável e passa a ser estrutural. Não por força dos dois, necessariamente, mas pela incapacidade dos demais de ocupar o espaço intermediário com densidade eleitoral mínima.

ANTECIPANDO
A matemática é simples, ainda que politicamente indigesta: para haver segundo turno, alguém precisa romper a barreira simbólica de 5% a 6% dos votos válidos. Sem isso, o eleitorado se comprime nos polos e antecipa a decisão. É menos democracia vibrante e mais plebiscito disfarçado.

IRRELEVANTE
Nesse contexto, o nome de Eduardo Leite surge como peça decorativa de um jogo que exige protagonismo. Seu capital político, até aqui, não demonstra musculatura nacional para segurar esse percentual crítico. Pode até pontuar, mas dificilmente altera o roteiro. E eleição presidencial não perdoa candidaturas que entram apenas para “marcar posição”: elas acabam marcadas pela irrelevância.

EMPURRANDO
Sobra então Ronaldo Caiado como variável incômoda. Não exatamente por empolgar massas, mas por reunir um ativo raro neste ciclo: capacidade de dialogar com segmentos conservadores fora do eixo bolsonarista puro e pelo fato de antagonizar com o lulismo desde 1989, quando disputaram a presidência. Se ficar no jogo, pode ser o responsável por empurrar a disputa ao segundo turno - não por força própria, mas por drenagem suficiente para evitar o desfecho antecipado.

ALTERNATIVA
Se, porém, Caiado também recuar, o roteiro encurta de vez. A eleição deixa de ser uma construção e vira uma formalidade. Lula e Flávio avançam como finalistas já no primeiro ato, com o eleitor reduzido a escolher cedo demais entre dois projetos que se alimentam da ausência de alternativas viáveis.

LUXO
No fim, o que está em jogo não é apenas quem vence, mas se haverá, de fato, disputa. Porque, sem terceira via competitiva, o segundo turno vira quase um detalhe burocrático - ou pior, um luxo desnecessário.
VISITA
Em Rondônia, a liturgia do cargo de vice virou peça de ficção, daquelas mal escritas e mal ensaiadas. A mais recente encenação vem de Cacoal, onde o pré-candidato ao governo Hildon Chaves (UB) fez uma visita nada protocolar ao vice-prefeito Tony Pablo, acompanhado do deputado estadual Cirone Deiro.

EGOS
O encontro, devidamente embalado para redes sociais, serviu menos para projetar alianças e mais para escancarar fissuras. Tony Pablo, ainda à sombra do titular Adailton Fúria, também pré-candidato ao governo, deixou evidente que a convivência interna é bem menos cordial do que sugerem os sorrisos oficiais. Nos bastidores, a relação entre prefeito e vice é marcada por disputas de ego; em público, seguem o script das amenidades.

BELIGERANTE
Mas o roteiro falhou. Ao receber um adversário direto do seu prefeito, Tony antecipou um cenário de confronto assim que Fúria deixar o cargo para disputar o Palácio. Ainda não empossado como titular, o vice já se comporta como ator independente e, ao que tudo indica, disposto a reescrever o enredo sem consultar o antigo parceiro.

CÁLCULO
A reação foi de deboche. Tony Pablo foi às redes para dizer que não deve nada a ninguém e que faz o que bem entender politicamente. De quebra, expôs o prefeito ao relembrar seu passado fora da política, numa crítica disfarçada de memória. Não é rompimento. É provocação aberta e calculada. Uma forma que Tony busca para tentar se firmar num mundo que o voto é quem revela a liderança.

MALDIÇÃO
O episódio não é isolado; é sintoma. Em Rondônia, o cargo de vice se tornou uma incubadora de crises. Foi assim quando Aparício Carvalho tensionava o governo de Valdir Raupp. Repetiu-se com Odaisa Fernandes e Ivo Cassol, numa convivência tão desgastada que descambou para constrangimentos públicos.

ENREDO
Na capital, o próprio Hildon Chaves experimentou o amargo do vice insurgente no primeiro mandato, ao lado de Edgar do Boi. Mais recentemente, Magna dos Anjos rompeu com Léo Moraes antes mesmo de qualquer teste de lealdade mais exigente. E no topo da hierarquia estadual, o enredo se repete com Marcos Rocha e seu vice, Sérgio Gonçalves, cuja relação virou sinônimo de desconfiança política.

FRACASSO
A constante é clara. O cargo de vice, pensado como complemento, virou ponto de tensão permanente. Sem densidade eleitoral comparável à do titular, muitos vices compensam com ambição precoce e movimentos que frequentemente descambam para a ruptura. Quanto tentam carreira política solo todos eles fracassam.

RECADO
Cacoal apenas atualiza essa tradição. Tony Pablo ainda nem assumiu o comando do município, mas já sinaliza que governará com agenda própria ou contra quem for necessário. Para Adailton Fúria, o recado está dado. A transição, se vier, não será pacífica. No fim, Rondônia consolida uma peculiaridade política. Por aqui, o maior adversário de um titular pode não estar na oposição, mas sentado na cadeira ao lado.
REPERCUSSÃO
Na liturgia básica da política, prefeito que se preza conversa com todo mundo. Receber adversários, aliados ou aspirantes a alguma coisa faz parte do ofício - não é escândalo, é agenda. Sob esse prisma, o encontro entre o vice-prefeito de Cacoal, Tony Pablo, e o pré-candidato ao governo Hildon Chaves não deveria render mais do que uma nota de rodapé. Buscar pontes é, ou deveria ser, obrigação de quem administra. O ruído não nasceu da reunião, mas da reação.
ÍMPETO
Ao ser confrontado por jornalistas sobre a possível leitura de “traição” ao prefeito Fúria, Tony preferiu trocar a cautela pelo ímpeto. Em vez de esfriar o assunto, jogou gasolina. Disse-se livre para apoiar quem quiser - o que, em tese, é óbvio. Mas na política, o óbvio dito na hora errada vira recado.
LIMITAÇÃO
E foi justamente o timing que transformou o episódio trivial em crise desnecessária. Tony ainda não ocupa a cadeira principal, não carrega a caneta nem o peso formal do cargo. Enquanto a renúncia de Fúria não for consumada, segue vice - com todas as limitações institucionais que o cargo impõe, por mais que a retórica tente antecipar uma autoridade que ainda não existe.

PROTOCOLO
Ao cutucar o aliado antes da hora, Tony errou menos no conteúdo e mais na encenação. Criou um problema onde havia apenas protocolo. Na política, não basta estar certo - é preciso saber quando parecer certo.
LASTRO
Há também um traço de personalidade que ajuda a entender o tropeço. Tony Pablo é vaidoso, construiu liderança respeitável no meio jurídico de Cacoal, mas na arena partidária sempre orbitou como coadjuvante. Nunca conseguiu, de fato, reunir musculatura para um voo solo consistente. E talvez aí esteja a explicação: política não funciona como assembleia de classe. Ali, deslize vira sentença. Quem se antecipa sem lastro costuma pagar a conta.
EXAGERO
Desta vez, não foi só um passo em falso - foi um salto no escuro. Tony não apenas meteu os pés pelas mãos, exagerou na dose e expôs uma ansiedade que a política costuma punir com frieza. Esqueceu que o tabuleiro tem mais peças do que sua vontade.

DESMONTE
E há um detalhe nada desprezível: na hipótese de Fúria não seguir no jogo, existe alternativa. O deputado estadual Cássio Góis surge como nome viável e, no confronto direto, pode impor dificuldades reais no futuro próximo. No mano a mano, Tony corre o risco de descobrir que capital político não se presume - se mede. E, quando mal calibrado, desmonta rápido, levando junto a pose e a pretensa autoridade. Tony Pablo é de fato uma pessoa boa, firme e repete exaustivamente que não vive de política. E é verdade, o que esconde é o ego. Há quem garanta que ele e Fúria vivem as turras e se acertam na mesma medida que brigaram. A ver.
 LOROTA
Não passa de especulação pré-eleitoral a indicação do empresário Márcio Barreto para uma composição de chapa com a pré-candidato a governador Marcos Rogério. O empresário vem a ser o tio do prefeito da capital, Léo Moraes. O acordo sequer foi posto em discussão, embora o empresário possua as qualidades para compor uma chapa majoritária ao Governo de Rondônia. Em contato com a coluna o prefeito adiantou que a princípio o PODEMOS tem candidatura própria a governador. 

AMIGOS DO FUSCA - Encontro no Estacionamento da Loja Havan / Sábado



Toda grande caminhada começa com o primeiro passo e cada passo que você dá na direção certa te aproxima das oportunidades,  e quando você caminha com propósito, tudo na vida se alinha. Sempre estamos caminhando por novos caminhos,  novos lugares,  novos encontros,  novas pessoas,  novas oportunidades,  e principalmente nos do Grupo AMIGOS DO FUSCA estamos sempre subindo, porque, depois de subir um degrau na escada da vida  é  impossível voltar e ver as coisas sob o mesmo ângulo. Por tanto,  não devemos olhar para trás,  apenas devemos continuar subindo. Sempre estamos plantando, e aquele que planta em silêncio colhe por toda vida e quando você não possui o que deseja,  você deve valorizar aquilo que tem. Nós aqui do Grupo sempre estamos em evidência,  sempre estamos subindo   porque não temos tempo de preocupar com o alheio, sempre estamos cultivando a descrição em  busca do aperfeiçoamento e só precisamos de atitude e energia. Somos melhores porque aproveitamos cada passo. Hoje dia 28 , um Encontro de vitoriosos.

                                                                 Henrique / Amigos do Fusca








Opinião de Primeira - O BOLSONARISMO TERÁ A MESMA FORÇA DE 2018, PARA DECIDIR A FAVOR DA DIREITA AS ELEIÇÕES NO PAÍS, EM OUTUBRO?

         



 Há possibilidade real de que se repita o efeito Bolsonaro de 2018, sobre as candidaturas em Rondônia e em várias regiões do país ou aquele fenômeno que elegeu dezenas de nomes que jamais tinham aparecido nos meios políticos foi único? No Estado, a eleição do governador Marcos Rocha em seu primeiro mandato foi apenas um dos exemplos concretos.

          A de Marcos Rogério ao Senado, embora com menor intensidade, também. Nomes desconhecidos à época, como o Coronel Chrisóstomo, apenas como mais um exemplo, se elegeram de forma surpreendente. O hoje senador Jaime Bagattoli, que em 2022 conseguiu eleger-se, por pouco mais de 30 mil votos, ele ainda desconhecido no meio político do Estado, por pouco não tirou a vaga de Confúcio Moura, então duas vezes Governador.

          E hoje? Com o fracasso do governo Lula, hoje com aprovação decadente inclusive no Nordeste, seu principal reduto eleitoral e perdendo espaço em praticamente todas as regiões do país, o bolsonarismo parece ressurgir com força.

          A prisão injusta e absurda de Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos de prisão por um crime que não cometeu, apenas por ter inimigos pessoais como o ministro Alexandre de Moraes, dentro da Suprema Corte, está se tornando um tiro pela culatra. Doente e correndo risco de morte, Bolsonaro volta a ser um líder de grande parte dos brasileiros, que vêm nele ainda, aquele personagem que pode salvar o Brasil.

          Inelegível, Jair Bolsonaro escolheu a dedo seu próprio filho, o senador Flávio Bolsonaro, como seu sucessor. Em poucas semanas, depois do anúncio, Flávio já empatava com Lula nas pesquisas de um segundo turno e, algumas regiões já está bem à frente.

            O bolsonarismo como movimento político, que esteve correndo o risco de arrefecer, tem se tornado novamente muito forte. Não só pelo que defende para o Brasil, mas principalmente pela sucessão de erros e denúncias de corrupção, que parecem não terem fim, do atual governo petista.

          Preso e injustiçado, Jair Bolsonaro está mais forte do que nunca. Não ele fisicamente, porque corre grandes riscos, mas pelas ideias que defende e por todos os que acham que o bolsonarismo ainda pode salvar o Brasil. As urnas, em outubro, dirão se esta teoria está correta ou não.

NOVA PESQUISA: MARCOS ROGÉRIO LIDERA FÁCIL AO GOVERNO. AS SURPRESAS SÃO LÉO MORAES E EXPEDITO NETTO

          O Instituto Veritá realizou pesquisa para a corrida ao Governo de Rondônia, nesta semana, ouvindo 1.312 eleitores. A surpresa foi o nome do prefeito Léo Moraes aparecer em segundo lugar, com 16,5 por cento das intenções de voto, com pouco mais da metade do primeiro colocado, Marcos Rogério, que surge, na pesquisa, com 31,8 por cento. Outra surpresa é o surgimento do candidato petista ao Governo, o ex-deputado federal Expedito Netto, com 8,7 pontos. Adailton Fúria, um dos principais cotados na disputa, é o terceiro colocado, com 15,4 por cento.

          Léo Moraes, embora queira ter protagonismo na eleição, não é candidato. Imagina-se que a pesquisa teve maior peso em Porto Velho, onde ele tem aprovação inédita entre os prefeitos das capitais brasileiras. Já Expedito Netto deixa claro que a esquerda ainda é forte. O quarto lugar na pesquisa aponta que, caso tenha o apoio de toda a esquerda rondoniense, Netto pode até ir mais longe.

          Pelos dados da pesquisa, realizada entre 13 e 19 deste mês de março, se o segundo turno fosse hoje, a disputa final seria entre Marcos Rogério e Adailton Fúria. Ela não incluiu os nomes dos possíveis candidatos Delegado Flori e o deputado Rodrigo Camargo. Mas incluiu Hildon Chaves, que já aparece com 8,5 por cento, embora sua candidatura tenha decolado a menos de uma semana.

          A pesquisa ainda incluiu o nome do candidato Samuel Costa, que aparece nela com menos de 1 por cento. Samuel disputa os votos da esquerda e, ao que parece, eles se concentrarão, se a pesquisa estiver certa, no néo petista Expedito Netto.

A pouco mais de seis meses do pleito, este é o quadro atual, segundo o Instituto Veritá. O levantamento foi realizado com recursos do próprio instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número RO-05454/2026.      

SURPRESA PALACIANA: MARCOS ROCHA ESCOLHE LUÍS FERNANDO, SEU EX-SECRETÁRIO DA FAZENDA, PARA CONCORRER AO SENADO

          O governador Marcos Rocha tinha uma surpresa na manga, para a disputa ao Senado, neste ano. O assunto já estava sendo tratado há vários dias, mas o martelo foi batido mesmo na tarde de segunda-feira.  O PSD, partido que Marcos Rocha comanda no Estado, lançou o nome do ex-secretário de Finanças do Estado, Luís Fernando, para ser o representante do grupo palaciano e dos aliados de Rocha, na corrida pelas duas vagas disponíveis para Rondônia.

            O próprio Luís Fernando confirmou a informação. Disse que o convite foi feita há algum tempo e, deduz-se, tenha sido o principal motivo para que ele deixasse seu, cargo numa das mais importantes secretarias do Estado, que comandou por mais de sete anos, exatamente para assumir o novo desafio.

           “Foi um convite extremamente honroso, até porque a vaga seria dele, do nosso Governador. Como ele decidiu permanecer até o final do seu mandato, me chamou para enfrentar este desafio. Por uma questão de lealdade e gratidão a ele, concordei, até porque há um propósito maior nisso e vou encarar esta fase, extremamente desafiadora”, comentou o agora candidato, num áudio enviado a este Blog.

             Luís Fernando afirmou que a missão é algo muito novo para ele, mas efetivamente, com o convite do governador Marcos Rocha, ele está de mangas arregaçadas para enfrentar uma candidatura.  “Posso confirmar, portanto, que serei pré-candidato ao Senado”, concluiu, preparando-se para entrar numa seara, a disputa político-eleitoral, como uma nome novíssimo na corrida pelo Senado, como candidato escolhido a dedo pelo governador Marcos Rocha.

LÉO QUER SEU TIO COMO CANDIDATO A VICE E CONVERSA COM MARCOS ROGÉRIO PARECE MAIS ADIANTADA

          A roda da política não para de girar! Quase nada é definitivo. Por exemplo, o que está acontecendo no Podemos e com a decisão do prefeito Léo Moraes, seu grande e principal líder e, talvez, o único. Léo quer que o Podemos tenha participação efetiva na eleição deste ano. E por isso está conversando com os principais candidatos ao Governo. A tendência, neste momento, é que ele feche um acordo com o senador Marcos Rogério, indicando seu tio, o empresário Márcio Barreto.

           Obviamente que lançar ou o Delegado Flori, prefeito de Vilhena ou o deputado estadual Delegado Rodrigo Camargo ainda está nos planos, mas a indicação de Barreto como vice se tornou importante no projeto do Podemos. Neste final de semana, num grande evento promovido pela Prefeitura da Capital, Marcos Rogério e Márcio se encontraram, gravaram entrevista juntos, trocaram elogios mútuos e as conversações entre eles continuam nesta semana.

            Outro candidato considerado entre os que têm mais chances, Adailton Fúria, o prefeito de Cacoal, também está de olho no apoio de Léo Moraes e do Podemos. Os dois também conversam, mas a situação de Marcos Rogério, ao menos neste momento, está mais avançada.

           Léo Moraes está de olhos voltados para 2026, mas também para 2030. O ainda jovem prefeito de Porto Velho, ainda com alta popularidade, pensa bem lá na frente, mas sem descuidar da sucessão estadual. Ter seu tio como vice-governador é um plano concreto em andamento e com grandes chances de fechar um acordo. Dentro de alguns dias, o martelo será batido.

HILDON E DEIRÓ CORRENDO O ESTADO, TÊM ENCONTRO COM SÍLVIA CRISTINA. FÚRIA CONVERSA MUITO DA PORTA PARA DENTRO

          A 250 por hora. Hildon Chaves e Cirone Deiró colocaram esta velocidade em suas andanças políticas por Rondônia. Depois do evento de cooptação do vice-prefeito de Tony Pablo, em Cacoal, a dupla andou por várias cidades, visitando prefeitos e se apresentando como candidata ao Palácio Rio Madeira/CPA. Em Rolim de Moura, por exemplo, tiveram uma longa conversa com o prefeito  Aldair Júnior.

          Um dos encontros mais importantes foi com a deputada federal Sílvia Cristina, a candidata da Federação Progressista (União Brasil e PP) ao Senado. Mais trocas de elogios, mais promessas de muito trabalho por Rondônia e um vídeo postado nas redes sociais registrando o encontro, marcou o momento em que o trio entrelaçou as mãos, simbolizando a união para as eleições de outubro.

            A entrada de Hildon e Cirone Deiró no processo sucessório deu uma mexida forte nele. Dos principais postulantes à sucessão de Marcos Rocha, ao menos nos últimos dias, quem apareceu menos foi o jovem prefeito de Cacoal, Fúria. Ele tem recebido autoridades, parceiros e tem participado de grandes eventos esportivos, principalmente envolvendo carros e motos por várias cidades. Mas, até agora pelo menos, não montou sua chapa, embora esteja conversando muito da porta para dentro.

Em breve, portanto, a campanha vai começar a ferver. A escolha dos vices de Marcos Rogério e do próprio Fúria certamente vão dar os rumos do tipo de discurso que teremos de cada um dos grupos.  E não só nos bastidores.

MENDONÇA MANDA PRORROGAR CPMI DO INSS, MAS MAIORIA DO SUPREMO É QUEM VAI DECIDIR SOBRE O TEMA

           Embora o ministro André Mendonça esteja tentando consertar o STF e suas decisões absurdas e de autoproteção, ele é voz isolada. Há pelo menos nove ministros que podem mudar uma das suas decisões mais importantes dos últimos tempos: a prorrogação da CPMI do INSS. A roubalheira que já mandou uma dezena e meia de criminosos para a cadeia, embora alguns dos graúdos continuem soltos, teria que encerrar neste sábado, dia 28.

          Mendonça determinou que o presidente do Senado, o sempre suspeito Davi Alcolumbre, não sente em cima do pedido de prorrogação da Comissão de Inquérito, como tem feito até agora e deu um prazo de 48 horas para que ele autorizasse a continuação das investigações. Obviamente, Alcolumbre recorreu ao STF e o pleno é quem vai decidir sobre se amplia ou não o prazo da CPMI, numa sessão programada para esta quinta-feira, de forma presencial.

           A CPMI está recém levantando a ponta mais podre do tapete.  Há ainda dezenas de denúncias a serem apuradas e denunciados a serem ouvidos e, não se sabe, até onde a maioria dos ministros da Suprema Corte, que têm tomado decisões sempre a favor do governo e dos governistas, permitirá que o caso prossiga.

           A CPMI  tem o dedo de um rondoniense. O primeiro a propor uma Comissão de Inquérito sobre a roubalheira do INSS foi o deputado federal Coronel Chrisóstomo. A iniciativa inclusive virou notícia nacional. Pouco depois, a ideia se transformou na CPMI, que tem desvendado uma quadrilha agindo para roubar bilhões de reais dos aposentados.

A maioria do STF vai decidir a favor do Brasil, da lisura, do combate ao crime ou vai proteger tantos suspeitos?  A esperança é a última de morre.

CAMINHAMOS PARA 1 TRILHÃO DE IMPOSTOS PAGOS NESTE ANO, NO PAÍS. EM RONDÔNIA O VALOR SUPERA OS 4 BILHÕES DE REAIS

          Os números são expressivos e não param der crescer a cada segundo. Nos primeiros 83 dias do ano, ou seja, até a terça-feira, dia 24, ao meio dia, os brasileiros já tinham pago nada menos do que 970 milhões de reais em impostos. O número oficial do Impostômetro mostra que, mesmo  com a economia com problemas em alguns setores, os cofres dos governos federal, estadual e municipal continuam cheios.

          Até o mesmo dia e horário, o rondoniense já havia pago nada menos do que 4 bilhões e 177 milhões de reais em tributos estaduais, número que, quando você, prezado leitor, estiver acompanhando este texto, já deve ter crescido bastante.

          O mesmo acontece com os tributos municipais. Segundo o Impostômetro, Porto Velho, por exemplo, já havia arrecadado até a terça-feira ao meio-dia, um total de 113 milhões e 581 mil reais. No ano passado, nós, brasileiros, trabalhamos um total de 147 dias do ano (quase cinco meses) só para pagar impostos. Neste ano de 2026, a tendência é que piore, tal a carga tributária sob nossas costas.

           Não há dinheiro que chegue. O mesmo Impostômetro informa que, em apenas dois meses deste ano (janeiro e fevereiro) o setor público brasileiro consumiu nada menos do que 931 bilhões, ou seja, mais do que o arrecadado em 59 dias. Quase 15 bilhões/dia. Pelo jeito teremos que nos esforçar mais ainda para conseguir cobrir toda esta gastança com o suor do nosso trabalho.

ROÇADAS NA BR 364 CONTINUAM. NO ANO PASSADO, O SERVIÇOS FOI EQUIVALENTE À LIMPEZA EM 4.600 CAMPOS DE FUTEBOL

         A vegetação alta às margens da BR-364 representa um risco silencioso para quem trafega pela rodovia. Além de reduzir a visibilidade, o mato pode esconder animais que invadem a pista;  encobrir placas de sinalização e até ocultar curvas, acessos, veículos parados e pedestres, fatores que aumentam significativamente o risco de acidentes.

          Para minimizar esses perigos e reforçar a segurança viária, a Nova 364 intensifica, até o sábado, dia 28, serviços de roçada ao longo da faixa de domínio, garantindo mais visibilidade, segurança e melhores condições de tráfego aos usuários, principalmente nos municípios de Jaru, Ariquemes, Ouro Preto do Oeste, Itapuã do Oeste, Candeias do Jamari e Porto Velho. O serviço é realizado em ambos os sentidos da rodovia, das 7h às 17h.

          A ação contribui diretamente para a prevenção de acidentes ao evitar a ocultação da sinalização, melhorar a visibilidade em trechos sinuosos e impedir que galhos ou o próprio mato avancem sobre o acostamento ou a faixa de rolamento, situação que pode forçar desvios perigosos.

           Outro ponto de atenção é que a vegetação densa favorece a presença de animais silvestres às margens da rodovia, aumentando o risco de atropelamentos. Além disso, o acúmulo de vegetação pode comprometer a drenagem, ao obstruir sarjetas e bueiros, causando alagamentos e danos ao pavimento, além de aumentar o risco de incêndios.

          A dimensão desse trabalho é expressiva: em 2025, a Nova 364 executou mais de 32,9 milhões de metros quadrados de roçada, o equivalente a mais de 4.600 campos de futebol. O cronograma também inclui ações de limpeza e reparo de drenagem, fresagem, recuperação localizada do pavimento e melhorias na sinalização.

O TRÂNSITO ESTÁ MATANDO CADA VEZ MAIS JOVENS, PRINCIPALMENTE EM ACIDENTES ENVOLVENDO MOTOS

          Como suportar uma dor como ver um filho ou filha, jovens, cheios de sonhos e com grande futuro perderem a vida em segundos? Este drama tem atingido centenas de famílias brasileiras e dezenas de rondonienses. Quase toda a semana, jovens morre em acidentes de trânsito, na maioria dos casos envolvendo motos. E a rodovia da morte, a BR 364, é a responsável pela maioria dos casos.

           Por trás das frias ocorrências, há histórias de dor e lágrimas, de sofrimento, de vidas e sonhos interrompidos. Só no [ultimo final de semana, mais dois jovens morreram, em circunstâncias semelhantes. O caso que mais foi comentado, foi da pouco mais que menina Sofia Lima Brito, 20 anos recém completados.

           Ela saiu de um balneário e vinha em direção à área urbana de Porto Velho, quando, próximo da Vila Princesa, perdeu o controle da moto que tanto amava e também perdeu a vida. O acidente causou grande comoção, traduzida pelos lamentos registrados nas redes sociais. Uma tristeza imensa, uma perda trágica.

          O que se pode pedir é que os condutores de motos, principalmente os mais jovens, mesmo que já tenham experiência ao volante, que tripliquem seus cuidados. Que se controlem, para não extrapolar a velocidade. Que respeitem rigorosamente a sinalização. Que não se empolguem com uma máquina que é poderosa, mas também pode se tornar um caixão de duas rodas.

Bom não é ser exímio piloto e curtir o vento e a alta velocidade. Bom é viver, ter uma vida longa, ao lado de todos que amam quem não tem direito de não se cuidar. Pobre das vítimas. Pobres de seus familiares, cujo sofrimento será eterno. Uma pena!

PERGUNTINHA

          Na sua opinião, a decisão do ministro Alexandre de Moraes em autorizar a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro foi baseada em sentimento humanitário ou foi mesmo temor da pressão da opinião pública, num momento em que o próprio ministro e o STF estão sob pressão, por causa das várias acusações que envolvem o escândalo do Banco Master? 


Fonte: Jornalista Sérgio Pires / Porto Velho-RO.