quinta-feira, 14 de maio de 2026

CONVITE - 1º Encontro / Doidos por Estrada / Jaru-RO


 
O convite está feito, vamos participar. Vai ser muito legal!






ROBSON OLIVEIRA - Resenha Política

 ARROGÂNCIA

O problema da política rondoniense não é a falta de líderes. É o excesso de “pais da pátria” reivindicando autoria sobre carreiras alheias, como se mandatos eletivos fossem capitanias hereditárias distribuídas em mesa de jantar. A mais recente investida veio do pré-candidato ao governo pelo PT, Expedito Neto, ao insinuar que adversários seriam uma espécie de “criação” política da família Expedito porque, em algum momento, dividiram palanque com ele ou com o pai. Nada mais arrogante em política e revela que dois mandatos na Câmara Federal o fedelho não aprendeu nada. Continua o mesmo.
OSMOSE
A declaração não é apenas arrogante. É politicamente perniciosa. Reduz a vontade popular a um cartório familiar onde votos seriam transferidos como escritura de imóvel. Em política, alianças ajudam, abrem portas, pavimentam caminhos. Mas ninguém vira prefeito, senador ou governador por osmose genética de grupo político. Quem não tem voto, empatia e capacidade de comunicação vira apenas ex-candidato com discurso ressentido.
ESCAMOTEIO
É verdade que Hildon Chaves foi alçado candidato tucano numa articulação conduzida por Expedito Júnior, num momento em que o então o  ex-promotor enfrentava desconfiança partidária. O detalhe omitido por Neto é que, nos bastidores, o próprio Expedito Júnior hesitou sobre a viabilidade eleitoral do afilhado político e chegou a abrir conversas paralelas com outros nomes da disputa, entre eles Léo Moraes, que acabaria indo ao segundo turno contra Hildon. Convicção absoluta? Não havia. O convencimento de que Hildon Chaves era viável veio de quem o próprio Expedito Junior já declarou numa rádio. E não dele. Um detalhe que Neto escamoteou.
VERSÕES
A insistência na candidatura própria veio muito mais do entorno político do que de qualquer iluminação estratégica familiar. A política real - essa que acontece longe dos microfones e das bravatas - raramente cabe nas versões heroicas contadas depois.
REGOZIJO
No caso de Marcos Rogério, a tese de “cria” beira o delírio retórico. Quando foi convidado para compor chapa majoritária como candidato ao Senado, já possuía mandato consolidado de deputado federal e trajetória própria. Aceitou compor aliança, não assinar adoção política. E a ideia de convidá-lo para chapa não surgiu da cabeça de Expedito Junior. Foi da assessoria. Isto ele também já revelou. Neto, mais uma vez, escamoteou para se regozijar o ego superlativo do DNA.
SÍNDICO
Já Léo Moraes, Hildon Chaves e Fúria possuem algo indispensável que nenhuma família entrega em cartório: densidade eleitoral. O eleitor pode até errar, exagerar ou se arrepender depois. Mas não terceiriza sua vontade para sobrenomes tradicionais como quem escolhe síndico de condomínio.
VENDETA
A entrevista concedida por Expedito Neto ao jornalista Fábio Camilo revela um personagem que continua o mesmo de outrora: verborrágico, afeito a pantomimas e incapaz de esconder a compulsão por conflito. Mudou de campo ideológico, desembarcou no PT mediante articulação nacional e hoje posa de convertido à esquerda, mas preserva intacto o velho hábito de transformar divergência política em vendeta pessoal.
HERANÇA
Neto foi eleito, sim, na esteira do capital político do pai. Não há desonra nisso; quase toda oligarquia regional brasileira opera assim desde os coronéis do café até os influencers de palanque digital. O problema começa quando o herdeiro passa a acreditar que o prestígio herdado lhe concede propriedade intelectual sobre o destino dos outros.
LOROTA
Neto tem o talento de falar com desenvoltura - até demais -, e fez um primeiro mandato na Cãmara Federal razoável que culminou com sua reeleição. Mas no segundo, aquele em que votou pelo impeachment da Dilma e hoje se arrepende , foi um desastre. Razão pela qual obteve metade da votação da eleição seguinte. Ao invés de anunciar quais propostas para governador Rondônia optou em contar lorota.
CENTRALIDADE
A entrevista foi reveladora não pelo conteúdo programático - praticamente inexistente -, mas pelo retrato psicológico do personagem. Expedito Neto parece menos interessado em construir um projeto de governo e mais empenhado em reafirmar centralidade num cenário onde antigos aliados aprenderam a caminhar sem pedir bênção.
‘CRIAS’
No fim, sobra uma ironia amarga: ao tentar diminuir adversários chamando-os de “crias”, o neopetista acabou apenas confessando aquilo que mais incomoda velhos caciques regionais - a dificuldade de aceitar que o eleitor, às vezes, emancipa politicamente quem um dia apenas esteve no mesmo palanque. Nem Valdir Raupp, responsável em apresentar Expedito para uma eleição a deputado federal, ousou dizer que o pai do Neto foi cria sua. Afilhado não se cria caso não tenha talento. Nem filho...
CONSTRANGIMENTO
As revelações divulgadas pelo site The Intercept Brasil envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, produziram um dos episódios políticos mais constrangedores do campo bolsonarista nos últimos meses. Não apenas pelo teor das conversas vazadas, mas principalmente pela sucessão de versões contraditórias apresentadas pelo filho do ex-presidente Jair Bolsonaro.
IRONIA
O impacto inicial da crise decorre menos da existência de uma relação pessoal entre político e empresário - algo relativamente comum nos bastidores do poder - e mais da tentativa frustrada de negar aquilo que posteriormente foi admitido. Quando questionado pela primeira vez sobre os diálogos revelados, Flávio reagiu de forma irônica, atacando o jornalista responsável pela reportagem e atribuindo motivações ideológicas à divulgação. A estratégia é conhecida: desacreditar o mensageiro para evitar o desgaste da mensagem.
CONFISSÃO
O problema surgiu quando o conteúdo divulgado tornou insustentável a negativa inicial. Diante da repercussão, Flávio acabou admitindo ter solicitado recursos financeiros ao banqueiro, embora tenha tentado enquadrar o pedido como uma demanda de natureza privada.
RUÍDO
Politicamente, porém, a justificativa foi devastadora. Para um grupo político que construiu sua identidade eleitoral no discurso moralista e no combate implacável contra relações obscuras entre empresários e agentes públicos, a revelação produz um ruído difícil de neutralizar fora da militância mais fiel. E é exatamente aí que reside o ponto central dessa crise.
BOLHA
A base bolsonarista mais radicalizada opera hoje como um ecossistema fechado de validação política. Dentro dessa bolha digital, narrativas são reproduzidas quase em tempo real, transformando versões defensivas em verdades absolutas antes mesmo de qualquer aprofundamento jornalístico. Até o momento, é perceptível que boa parte desse eleitorado permanece fiel ao senador, reproduzindo a tese de perseguição política e relativizando a gravidade das revelações.
CONTAMINAÇÃO
No entanto, eleições presidenciais não são vencidas apenas com militância apaixonada. O eleitor decisivo costuma estar no centro político, muitas vezes distante do engajamento ideológico das redes sociais. Foi exatamente esse eleitor moderado, menos suscetível a discursos inflamados e mais sensível a contradições éticas, que contribuiu decisivamente para a derrota de Jair Bolsonaro em 2022.
PERFIL
É nesse segmento que o episódio pode produzir danos mais profundos e duradouros. A imagem de um pré-candidato presidencial pedindo dinheiro a um banqueiro posteriormente preso, ainda que sob alegação de questão privada, gera desgaste imediato junto ao eleitorado que exige coerência entre discurso e prática.
NARRATIVA
A crise ganha contornos ainda mais delicados porque o bolsonarismo sempre explorou eleitoralmente escândalos envolvendo relações promíscuas entre política e setor financeiro. Quando o mesmo tipo de suspeita passa a atingir figuras centrais do grupo, a narrativa anticorrupção perde potência.
PESQUISAS
Ainda assim, é precipitado decretar consequências eleitorais definitivas. A política brasileira tem demonstrado enorme capacidade de absorção de escândalos, sobretudo em ambientes marcados por forte polarização ideológica. O impacto real só poderá ser medido nas próximas pesquisas qualitativas e quantitativas, especialmente na percepção do eleitorado independente.
CORROENDO
Por enquanto, o que existe é um dano político visível, barulhento e potencialmente corrosivo. Talvez não suficiente para inviabilizar uma candidatura, mas certamente capaz de enfraquecer um discurso que sempre se vendeu como moralmente superior aos adversários. A bolha está firme Flávio Bolsonaro, mas ela sozinha não elege um presidente. Nem governador.
 DISPUTA
Quem analisa os dados dos grupos qualitativos e possui alguma experiência com este tipo de pesquisa conclui sem medo de errar que a eleição para o senado Federal, em Rondônia, promete muita mudança na medida que o calendário eleitoral for se estreitando. É uma eleição aberta e bem disputada e vai ser assim até o último dia da eleição. É uma disputa para corações fortes. 
PODCAST
Neste sábado, no podcast resenha política, receberemos para gravação os pré-candidatos ao Senado pelo PL. Fernando Máximo vem pela segunda vez e, pela vez primeira, entrevistaremos o "Zero Cinco" do bolsonarismo, Bruno Scheid. As entrevistas vão ao ar nas semanas seguintes. 

Fonte: Jornalista Robson Oliveira / Porto Velho-RO




quarta-feira, 13 de maio de 2026

Honda NX 500 supera Himalayan 450 e muda disputa entre trails médias

 

Levantamento da Fenabrave aponta mudança no ranking das trails médias em abril de 2026. Com 680 unidades emplacadas, a Honda NX 500 ultrapassou a Royal Enfield Himalayan 450, que fechou o mês com 624 registros no mercado brasileiro.

A disputa entre dois dos modelos mais observados do segmento trail médio no Brasil teve uma mudança importante em abril de 2026. Dados divulgados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) mostram que a Honda NX 500 ultrapassou a Royal Enfield Himalayan 450 no número de emplacamentos do mês.

Honda NX 500 - Divulgação
Honda NX 500 – Divulgação

Segundo o levantamento oficial, o modelo da Honda encerrou abril com 680 unidades registradas em todo o país. No mesmo período, a Royal Enfield Himalayan 450 somou 624 emplacamentos. A diferença foi de 56 motocicletas.

O resultado altera a configuração recente de um dos segmentos mais competitivos do mercado nacional de duas rodas. Até então, a Himalayan 450 vinha sustentando a liderança entre os modelos da categoria, consolidando espaço desde sua chegada ao Brasil.

Mudança no ranking

A inversão nos números marca um novo capítulo na concorrência entre os dois modelos, que disputam consumidores interessados em motocicletas voltadas ao uso misto entre cidade, estrada e percursos fora de asfalto.

Himalayan 450 - divulgação
Himalayan 450 – divulgação

Desde o lançamento nacional, a Royal Enfield Himalayan 450 vinha apresentando desempenho consistente nos emplacamentos mensais. O modelo chamou atenção por estrear uma nova plataforma global da fabricante indiana, com atualização completa de projeto e equipamentos.

Já a Honda NX 500 chegou ao mercado brasileiro em junho de 2025 e teve crescimento gradual. O avanço mensal foi consolidado em março deste ano, quando a motocicleta superou a marca de 600 unidades comercializadas.

Trilhas leves - Divulgação
Trilhas leves – Divulgação

O desempenho de abril representa, até aqui, o melhor resultado mensal da crossover japonesa no país e demonstra reação direta dentro de um nicho que tem apresentado crescimento.

Diferença de preços

Além das características técnicas, o posicionamento comercial das duas motocicletas evidencia propostas distintas.

A Honda NX 500 tem preço público sugerido de R$ 45.800, sem inclusão de frete.

Já a Royal Enfield Himalayan 450 parte de R$ 29.990 nas versões Slate Poppy e Slate Salt. As configurações Hanle Black e Kamet White, equipadas com pneus sem câmara, têm preço sugerido de R$ 31.990.

Royal Enfield Himalayan 450 Slate Poppy Blue
Royal Enfield Himalayan 450 Slate Poppy Blue

A diferença de preço entre as versões de entrada chega a R$ 15.810, valor que posiciona os modelos em faixas distintas dentro do mercado, embora ambos disputem perfis semelhantes de consumidor.

Honda NX 500

A Honda NX 500 aposta em uma proposta orientada principalmente ao uso rodoviário, com capacidade para encarar trajetos leves fora de estrada.

Motor bicilíndrico paralelo DOHC de 471 cilindradas - Divulgação
Motor bicilíndrico paralelo DOHC de 471 cilindradas – Divulgação

O modelo utiliza motor bicilíndrico paralelo DOHC de 471 cilindradas. O conjunto entrega 49,6 cv de potência a 8.500 rpm e torque de 4,5 kgf.m a 7.000 rpm.

Entre os equipamentos disponíveis estão painel TFT de 5 polegadas, controle de tração HSTC (Honda Selectable Torque Control) e iluminação full-LED.

Na suspensão, a motocicleta conta com garfo dianteiro invertido Showa de 41 mm e sistema traseiro Pro-Link com ajuste de pré-carga. Os freios possuem sistema ABS de série.

Himalayan 450

A Royal Enfield Himalayan 450 chegou ao Brasil com novo projeto estrutural e introduziu o motor Sherpa de 452 cilindradas.

O propulsor monocilíndrico entrega 40 cv de potência e torque de 4,0 kgf.m. O conjunto é associado a câmbio de seis marchas e acelerador eletrônico Ride-by-Wire.

Motor Sherpa de 452 cilindradas - Divulgação
Motor Sherpa de 452 cilindradas – Divulgação

O modelo também traz painel TFT digital e iluminação full LED.

Na ciclística, utiliza suspensão dianteira invertida Showa, monoamortecedor traseiro ajustável e sistema ABS de dois canais. Entre os diferenciais está a possibilidade de desativação do ABS traseiro, recurso voltado ao uso em trechos off-road.

Próximos meses

Apesar da mudança observada em abril, os dados ainda não indicam definição consolidada no segmento.

A diferença de apenas 56 unidades mostra que o mercado permanece aberto, com espaço para alternância entre os modelos nos próximos levantamentos mensais da Fenabrave.

Honda NX 500 - Divulgação
Honda NX 500 – Divulgação

Fonte: Tudo de Moto.com.br


MOMENTO JURÍDICO - Portabilidade de Planos de Saúde: Seu Direito de Trocar de Plano sem Novas Carências

 

A portabilidade sem carências é o direito que o beneficiário tem de mudar de plano de saúde sem a necessidade de cumprir novos períodos de carência ou cobertura parcial temporária (CPT). Esse processo permite ao consumidor buscar melhores preços ou redes de atendimento mais adequadas às suas necessidades atuais.

Requisitos Gerais para a Portabilidade

Para exercer esse direito, o cliente deve observar alguns critérios fundamentais estabelecidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS):

  1. Vínculo Ativo: O contrato atual deve estar ativo, ou seja, o plano não pode estar cancelado no momento do pedido.
  2. Pagamento em Dia: O beneficiário deve estar rigorosamente em dia com o pagamento das mensalidades junto à operadora de origem.
  3. Tipo de Contrato: O plano atual precisa ter sido contratado a partir de 1º de janeiro de 1999 ou ter sido adaptado à Lei dos Planos de Saúde (Lei nº 9.656/98).
  4. Prazo Mínimo de Permanência: Na primeira portabilidade, é necessário ter permanecido no plano de origem por pelo menos 2 anos, ou 3 anos caso tenha cumprido CPT para doenças preexistentes. Para portabilidades seguintes, o prazo cai para 1 ano, ou 2 anos se houver mudança para um plano com coberturas antes não previstas.
  5. Compatibilidade de Preço: O plano de destino deve estar em uma faixa de preço igual ou inferior à do seu plano atual, conforme definido pelo Guia ANS de Planos de Saúde.

Situações Especiais e Isenções

Existem casos em que o beneficiário fica dispensado de cumprir alguns requisitos, como o prazo de permanência ou a compatibilidade de preço. Nessas situações específicas, a portabilidade deve ser solicitada em até 60 dias após o evento motivador:

  • Perda de vínculo: Casos de demissão (com ou sem justa causa), exoneração ou aposentadoria permitem a portabilidade mesmo para quem possui planos "antigos" (anteriores a 1999).
  • Morte do titular: Os dependentes inscritos no plano podem realizar a portabilidade após o falecimento do titular ou ao término do período de remissão.
  • Encerramento da operadora: Se a operadora entrar em liquidação extrajudicial ou tiver seu registro cancelado, a ANS concede a portabilidade especial, onde não se exige compatibilidade de preço ou tempo mínimo de permanência.

Procedimento e Documentação Necessária

O beneficiário não precisa da participação da ANS para realizar a troca; ele deve se dirigir diretamente à nova operadora ou administradora de benefícios com os seguintes documentos:

  • Comprovante de pagamento das três últimas mensalidades ou declaração de quitação da operadora de origem.
  • Comprovante de prazo de permanência (cópia do contrato ou proposta de adesão).
  • Relatório de compatibilidade emitido pelo Guia ANS de Planos de Saúde.
  • Se o novo plano for coletivo, documentos que comprovem o vínculo com a empresa ou entidade de classe.

Após o pedido, a operadora de destino tem até 10 dias para analisar a solicitação; se não responder nesse prazo, a portabilidade é considerada validada. É fundamental que, após a confirmação da aceitação no novo plano, o cliente solicite o cancelamento do plano anterior em até 5 dias para evitar cobranças duplas ou problemas com carências. Vale lembrar que a portabilidade é um direito individual, não sendo obrigatório que todo o grupo familiar mude de plano ao mesmo tempo.

Ficou com dúvidas ou quer saber mais? Entre em contato conosco (34) 9185-2204


Fonte: www.jusbrasil.com.br






CONVITE - 3º Moto Café / Rolim de Moura-RO

O convite está feito, vamos participar! O local do evento é na conhecida Pista de Kart, localizada na Avenida nº 4132 - Jardim Tropical.


Dia de Nossa Senhora de Fátima / 13 de Maio




 

Opinião de Primeira - LULA VEM ASSINAR A ORDEM DE SERVIÇO PARA COMEÇAR O ASFALTO DA BR 319? É O QUE OS AMAZÔNIDAS ESPERAM!

        



Há cerca de 50 anos, não havia asfalto na região de Vilhena, ligando o sul do com o restante do Estado. Asfalto em rodovias e dentro das cidades, aliás, era obra rara. Dentro de Porto Velho, há meio século, afora a região central, poucas ruas e avenidas tinham este benefício. Asfalto mesmo, de qualidade, só havia numa importante rodovia: a BR 319.

          Hoje, depois de pressões internacionais e de uma sucessão de governos e aliados de ONGs que impedem o desenvolvimento da região, surge a primeira chance, real, de se compensar todas as injustiças que os amazonenses e rondonienses sofreram, sem uma ligação por terra. E a oportunidade de ouro está nas mãos do presidente Lula.

          Ele virá a Manaus na próxima segunda-feira e há uma enorme expectativa de que sua presença de dois dias entre nossos vizinhos manauaras sirva para que Lula acabe de vez com este drama regional e nacional, assinando a ordem de serviço para o início definitivo das obras do trecho do meio da 319.

          Não falta nada. A licitação já foi feita, as empresas vencedoras anunciadas pelo Dnit e tudo está nos conformes legais. Foram licitados quatro trechos, em média com 120 quilômetros cada um. Um dos trechos, aliás, será renovado e asfaltado por um consórcio liderado por uma empresa rondoniense, já bastante conhecida e que já realizou importantes obras em todo o Estado e região.

           Contrariando sua ministra do Meio Ambiente, que se afastou para disputar o Senado (por São Paulo, claro, porque em seu Estado ela não se elegeria nem vereadora) Marina Silva e as ONGs das quais ela é a Rainha, Lula deu sua palavra que o asfalto da BR 319 vai sair. E sair este ano.

          Depois de mais de meio século de abandono, de decisões atendendo os grandes interesses internacionais que mandam na Amazônia; de múltiplas decisões judiciais inacreditáveis, sempre contra a população, a novela da BR 319 pode estar chegando ao fim.

          Está nas mãos do Presidente da República resolver o assunto. E já que ele vem a Manaus na semana que vem, que venha para assinar a ordem e serviço, dando o pontapé inicial para um fato histórico: o início das obras definitivas que vão tirar o Amazonas e sua Capital do isolamento, por terra, do restante do País.

Agora só depende de Lula. E de mais ninguém!

NA BATALHA PELO SENADO, NOVAS CANDIDATURAS SURGEM, PESQUISAS SÃO PREPARADAS E CONFÚCIO BRINCA COM A DÚVIDA

          Em breve, vão surgir pelo menos duas novas pesquisas, dando dados mais atualizados sobre a acirrada disputa que se avizinha pelas duas cadeiras ao Senado. Elas poderão – ou não – confirmar algumas surpresas que pesquisas internas feitas pelos partidos, não oficiais e nem registradas na Justiça Eleitorais andam indicando, segundo ouve-se nos bastidores.

          As pesquisas que estão sendo programadas, por diferentes institutos, deverão incluir nomes recém chegados na disputa, que não estavam até há pouco. O primeiro deles é o da ex-deputada federal Mariana Carvalho, que por muito pouco não se elegeu senadora na última eleição. O outro é o do ex-secretário de Finanças do Estado, Luís Fernando, que recém começou sua pré-campanha.

          Há ainda outra questão crucial. Afinal de contas, Confúcio Moura vai ou não disputar a reeleição? Há quem jure que não. Há quem aposte seus bens que sim. O próprio Confúcio brinca com a dúvida, em vídeos em que atores contratados questionam: ele entra ou não entra na disputa? Caso ele entre, como ficará o acordo feito com o ex-senador Acir Gurgacz? Perguntas e mais perguntas. Todas ainda sem resposta.

          Por enquanto, os nomes que mais se ouve falar , neste momento, na complexa corrida pelo Senado, são os de Fernando Máximo, Bruno Scheid, Acir Gurgacz e Sílvia Cristina, não necessariamente nesta ordem. O de Mariana Carvalho já apareceu muito forte, nos últimos dias.

          Esta eleição ao Senado se torna cada vez mais animada. Quem será a dupla vencedora? Só em outubro saberemos.

TRIO QUE APARECE COM MAIS CHANCES AO GOVERNO VAI AO ENCONTRO DO POVÃO, MAS AINDA NÃO PEDE VOTO

          A pré-campanha que é campanha para o Governo do Estado também avança. Os principais candidatos, três com mais chances e um que pode surpreender, estão no trecho. Fazendo visitas, abraçando a população, pegando criança no colo, ouvindo pedidos. Por enquanto, só não estão, explicitamente, pedindo votos. Mas, claro, não ficam dúvidas no ar sobre os motivos das visitas, dos sorrisos, dos abraços.

          Uma dupla já formada (Adailton Fúria e Everton Leoni) foi testar a popularidade em plena avenida Sete de Setembro, no coração comercial do centro de Porto Velho. Recebidos com alegria por onde passaram, os dois certamente consideraram o teste de popularidade positivo. Everton, radialista e homem de TV famoso, foi saudado com entusiasmo. Os dois gostaram do que ouviram.

          Já Hildon Chaves e seu companheiro de chapa, Cirone Deiró, andam também entusiasmados. Na semana passada, estiveram em pelo menos sete municípios, sempre bem recebidos e ouvindo palavras de incentivo para a disputa de outubro. Pesquisas internas têm animado a dobradinha, que acha que tem condições de chegar a um segundo turno e daí, numa nova eleição e com os atributos e projetos que o eleitor conhecerá, poderão chegar à cadeira mais almejada: aquela onde senta hoje Marcos Rocha.

          Já o outro nome, aquele que aparece liderando todas as pesquisas oficiais e muitas feitas apenas para conhecimento dos partidos, também anda célere por Rondônia. Ainda sem ter escolhido seu vice, Marcos Rogério segue o rito dos outros candidatos: visita, dá múltiplas entrevistas, fala em planos. Nesta semana, mais uma vez, os discursos do senador do PL foram em direção a exigir melhorias na saúde.

NETTO CONTA COM OBRAS DE LULA E OS DEMAIS NOMES TÊM, HOJE, CHANCES PERTO DO ZERO DE CHEGAREM LÁ!

          E os vários outros candidatos, como estão? O representante do PT e do governo Lula, embora com chances menores ante um eleitorado em ampla maioria de direita, conta com o racha entre os representantes da direita, para rentar chegar ao segundo turno. Mas a principal carta de Expedito Netto são as obras do governo Lula e os pesados investimentos em Rondônia. Dará certo? Só se saberá em outubro.

          Todos os demais, ao menos até agora, são apenas livres atiradores, ainda sem aparente possibilidade de chegar lá. O empresário e intelectual Pedro Abib, da Faculdade Católica, o nome surpresa do MDB tem chances reais? Por enquanto, numa Bolsa de Apostas, seriam poucos os que nele acreditariam. Mas, quem sabe o nome escolhido a dedo por Confúcio Moura não vai surpreender?

         Claro que é preciso ter bola de cristal para se apontar quem sairá vencedor nesta corrida, entre tantos nomes fortes da política rondoniense. Mas, se a eleição fosse hoje e não surgisse nenhum grande fato novo, este blogueiro que não é nenhum vidente, apostaria todo o seu dinheiro que entre estes três (Fúria, Hildon e Marcos Rogério) sairá o novo  Governador de Rondônia.

        Para os demais, todos sabem que não se repetirá o efeito Bolsonaro da última eleição estadual. Portanto, ao menos por enquanto, tudo é apenas sonho! 

PERGUNTADO, SITE GPT APONTA NOMES DOS JORNALISTAS POLÍTICOS MAIS INFLUENTES DE RONDÔNIA

         Comentar certas coisas , ainda mais quando envolvem o personagem que escreve, não é fácil! Pode parecer soberba, autopromoção, falta de modéstia. Mas este não é o caso, até porque tem um interesse público e até de informação. O conhecido jornalista Rubens Coutinho, aquele dos comentários ácidos, mas sempre verdadeiro e sem ofensas pessoais a ninguém, decidiu fazer uma pesquisa no site GPT, da Inteligência Artificial, em busca de dados sobre os influenciadores digitais da nossa mídia.

          Sua pergunta  foi: “quem é o influenciador digital de nicho político, que não é político, não tem mandato, e que é jornalista, em Rondônia?” A resposta: “em Rondônia, há alguns nomes ligados ao jornalismo político com forte presença digital, mas, considerando o perfil descrito, um dos nomes mais conhecidos e influentes é o jornalista Sérgio Pires”.

            A seguir o GPT prosseguiu: “Outro nome que ganhou forte relevância digital nos últimos anos, especialmente no Instagram e em portais de análise política regional, é Rubens Coutinho, editor do portal Tudo Rondônia, com atuação focada em bastidores da política estadual, denúncias, fiscalização de gastos públicos e cobertura eleitoral”.

            Foi adiante a resposta: “também aparecem com presença relevante no nicho político digital em Rondônia: Alan Alex, Everton Leoni, Robson Oliveira e Paulo Andreoli”. Obviamente que há muitos outros nomes (Cícero Moura e o professor Herbert Lins, apenas para citar mais dois) que se destacam na imprensa política do nosso Estado.

            Ter o nome como primeiro a ser citado numa pesquisa da IA, isenta e que apenas responde objetivamente o que lhe é perguntado, certamente é algo bastante positivo. Dá também mais responsabilidade, no sentido de se manter o tipo de jornalismo feito e o equilíbrio com que se analisa nossa política.

EDILSON, QUE COMANDA ENTIDADE NACIONAL DOS TRIBUNAIS DE CONTAS, COMEMORA GRANDE AVANÇO

          Mais um rondoniense brilha no cenário nacional, assim como o que já se destacam em vários setores há mais tempo. Trata-se do conselheiro do Tribunal de Contras de Rondônia e hoje presidente nacional da entidade que reúne todos os TCE do país, a Atricon.

          Edilson Silva vem tendo destacada atuação junto à entidade, conquistando avanços importantes, como o de tornar os Tribunais de Contas entidades no mesmo nível do Ministério Público e o Judiciário, essenciais para à República Federativa do Brasil, no controle da administração pública.

     E a decisão não ficou só no discurso. Agora, ela faz parte do texto da Constituição Brasileira, graças à Emenda Constitucional 139, promulgada no último dia 5 deste mês de maio. Segundo o líder da Associação Nacional dos Membros dos TCEs, “isto blinda os Tribunais de Contas de toda e qualquer pressão ou interferência não republicana”. Para Edilson Silva, ganha a  sociedade e ganha o povo brasileiro, além de trazer mais responsabilidade aos Tribunais”!

        Este processo todo teve à frente a Atricon, através de toda uma equipe liderada pelo rondoniense Edilson Silva, que tem feito um grande trabalho, eivado de dedicação e com muitos avanços.

       Ao par disso, o TCE de Rondônia, do qual Edilson é um dos componentes, também tem registrado importantes, inovações, não só na fiscalização e apoio aos gestores públicos, como também de fiscalização dos serviços prestados à população.

OS DOENTES DAS REDES SOCIAIS VOCIFERARAM CONTRA OS “ASSASSINOS DE ANIMAIS”. SÃO RIDÍCULOS

          Idiotizados pelas redes sociais, peritos e especialistas em acreditar em tudo que alguns idiotas divulgam, o Brasil viveu, há algumas semanas, uma situação bizarra, que superou o ridículo e atingiu às raias da loucura coletiva. Um cão de rua, conhecido como Orelha, morreu. Teria sido morto, segundo os marginais que dominam a Internet, pela fúria criminosa de jovens que, irracionais, trucidaram o animal.

           Mobilização nacional. Só faltaram pedir pena de morte não só para o jovem principal suspeito da absurda violência contra o pobre animal, mas também para outros quatro suspeitos de terem participado do odioso ato.

            Como o assunto explodiu nas redes sociais, com pedidos de Justiça, de cadeia, de leis mais duras contra quem ataca animais e estas baboseiras todas que se lê diariamente, a grande mídia, ávida por um pouco de leitores e credibilidade perdida, entrou de sola no assunto. Matérias sensacionalistas nas TVs. Pedidos de cadeia para os celerados. Loucura generalizada.

             Pois agora, depois de profundas investigações, de gastos de milhares de reais do dinheiro público envolvendo polícia, MP, advogados; depois dos meninos serem considerados párias e quase linchados, o Ministério Público de Santa Catarina, que perdeu tempo e colocou muita gente no caso, concluiu: o cachorro morreu de uma doença grave. Jamais foi vítima da violência humana.

            Claro que todos os anormais que gastaram longos textos pedindo Justiça contra os criminosos e “assassinos” de animais, saíram de fininho. São doentes, mas acham que os outros é que são. O Brasil caminha, mesmo, se tornar o país dos débeis mentais, idiotizados pelas redes sociais.

GOVERNO INVESTE MAIS DE 11 BILHÕES NO COMBATE PAS FACÇÕES. MAS A BATALHA JÁ COMEÇOU EM RONDÔNIA

          Um dia antes do governo brasileiro anunciar um pacotaço de 11 bilhões e 100 milhões de reais para o combate às facções criminosas no país, em parceria com os Estados, uma grande operação, coordenada pelo Ministério Público, foi deflagrada em Rondônia, no Acre, Ceará e Paraná, para prisão de bandidos que se vangloriavam dos seus crimes pelas redes sociais, mostrando armas, muito dinheiro e ironizando as autoridades.

              Foi realmente uma daquelas operações consideradas de grande porte, na medida em que envolveu nada menos do que 300 membros de forças de segurança, incluindo policiais civis e militares, incluindo também membros do Exército Brasileiro, através do 6º Batalhão de Infantaria de Selva,, com seu comando de Fronteira.  

               Em Rondônia, as ações se concentraram principalmente em Porto Velho, nos distritos de Nova Califórnia, Vista Alegre do Abunã e Extrema. Outras duas cidades (Candeias do Jamari, próximo à Capital e São Miguel do Guaporé também assistiram a ações das polícias. No final, foram cumpridos 34 mandados de prisão e, ainda, 45 de busca e apreensão.

               Por aqui, o combate ao crime organizado e às facções, em grande escala, já começou mesmo antes de ser anunciado oficialmente o maior plano de combate à guerrilha das facções da nossa história recente.

                 No projeto, a União entrará com 1 bilhão de reais e os outros 10 bi virão de investimentos do BNDES, através de financiamentos para os Estados, que, em troca, receberão benefícios fiscais.

Vai funcionar? Sem uma integração com o MP e o Judiciário, principalmente com juízes que adoram soltar criminosos, encontrando pequenos problemas nas investigações, será apenas dinheiro jogado fora. A polícia vai prender. Mas os bandidos ficarão na cadeia?          

PERGUNTINHA

         Na sua opinião, o ministro Alexandre de Moraes, que sozinho derrubou a nova Lei da Dosimetria, terá apoio dos seus pares neste ato que confronta o Congresso ou pela primeira vez em anos, ele poderá ser derrotado pela maioria, ao  tentar impor  mais uma decisão que está fora da Constituição?


Fonte: Jornalista Sérgio Pires / Porto Velho-RO