sexta-feira, 10 de abril de 2026

ROBSON OLIVEIRA - Resenha Política

 NOMINATA

Embora historicamente relegado a um papel periférico no quadro político de Rondônia, o Partido Novo ensaia, nesta quadra eleitoral, uma movimentação que merece registro atento. Longe de ostentar musculatura eleitoral consolidada no estado, a legenda conseguiu, ainda assim, articular uma nominata para deputado estadual que, se não chega a ser robusta em densidade numérica, revela-se qualitativamente instigante.
ÊXITOS
Entre os nomes postos à prova das urnas, despontam o deputado estadual Luiz do Hospital e o vereador ariquemense Lucas Follador, ambos com trajetórias recentes que indicam razoável capacidade de diálogo com parcelas do eleitorado e, sobretudo, com potencial competitivo em um cenário fragmentado. Não são candidaturas de mero preenchimento de chapa; ao contrário, carregam consigo expectativas plausíveis de êxito, ancoradas em visibilidade política e atuação institucional.
ANALÓGICO
Ressurge ainda Edson Martins, ex-deputado estadual que, após longo período de ostracismo imposto pelas amarras da inelegibilidade, retorna ao jogo político. Reabilitado juridicamente, tenta agora reconstruir sua conexão com o eleitorado. Contudo, o tempo - implacável na política - parece cobrar seu preço: o vigor eleitoral de outrora já não se manifesta com a mesma intensidade, e a travessia rumo a um novo mandato exigirá esforço redobrado e uma capacidade de reinvenção que nem sempre acompanha trajetórias interrompidas. Não será uma tarefa fácil para quem fazia política de forma analógica. O tempo mudou. Mas é experiente nas urnas.
REALIDADE
Já a vice-prefeita da capital, Magna dos Anjos, figura como a incógnita mais eloquente da nominata. Sua decisão de se afastar da órbita política que a alçou ao posto atual e investir em um projeto de afirmação individual será testada com rigor nas urnas. Há, nos bastidores, a percepção de que sua ascensão não decorreu de uma liderança consolidada ou de densidade eleitoral própria, mas de circunstâncias políticas específicas que a favoreceram naquele momento em razão das escolhas do prefeito Léo Moraes. Ao tentar trilhar caminho autônomo, arrisca-se a confrontar uma realidade menos generosa do que supõe. Não é a primeira no posto que ocupa a dar com os burros n’agua. A ex-vice de Roberto Sobrino é ilustrativo.
VOLATILIDADE
Nesse mosaico de candidaturas, a nominata do Novo revela mais que uma simples aposta eleitoral: expõe tensões entre capital político herdado e protagonismo efetivo, entre passado e presente, entre expectativa e viabilidade concreta. Se há nomes com horizonte promissor, como Luiz do Hospital e Lucas Follador, também há trajetórias que precisarão provar, mais uma vez, sua resiliência diante de um eleitorado cada vez mais volátil e exigente. O Novo sempre foi um partido nanico e sem representação política forte em Rondônia; agora, se firma para eleger alguém.
CONVENÇÕES
Passada a janela partidária - esse breve período em que a fidelidade vira artigo descartável - o jogo muda de fase. Agora, não há mais fuga possível: quem ficou, ficou. E quem pretende disputar, precisa rezar na cartilha da legenda até o dia das convenções. Até lá, candidatura é miragem. Só existe, de fato, depois do carimbo partidário.
CAPITANIAS
O problema é que, encerrada a temporada oficial de trocas, inaugura-se a fase mais previsível da política brasileira: a das especulações infladas e das promessas que começam a vencer como cheque pré-datado. Dirigentes partidários, esses novos donatários de capitanias eleitorais, venderam mais vagas do que o cardápio comporta. Resultado: alguém inevitavelmente ficará sem cadeira - e dificilmente sairá em silêncio.
PANELINHA
Sem a possibilidade de mudança de partido, o critério passa a ser outro, mais doméstico e menos republicano. As listas proporcionais começam a ganhar a forma de um clube fechado. Deputado federal e estadual? Só entra quem for da panela, quem tiver senha ou quem aceitar o papel de figurante numa nominata já previamente hierarquizada. O discurso de renovação, tão útil na pré-temporada, começa a ser arquivado junto com as promessas de campanha.
DEGOLA
Nas majoritárias, o cenário não é mais elegante. Partidos menores, especialmente, viram terreno fértil para movimentos bruscos. Nos bastidores, já se fala abertamente em “degola” de pré-candidatos que chegaram com promessa de legenda, estrutura e algum lastro financeiro. A conta não fecha - e quando não fecha, alguém paga. Geralmente, o mais irrelevante.
VOCAÇÃO
O enredo é conhecido, mas nem por isso menos ruidoso. Até as convenções, o que se verá é uma sucessão de puxadas de tapete, ajustes de última hora e compromissos sendo reescritos com a naturalidade de quem nunca os assumiu. A política, nesse intervalo, deixa de ser arte da articulação e assume sem disfarces sua vocação para o improviso.
DESCARTE
Até lá, convém cautela com anúncios e euforias. No papel, há pré-candidatos. Na prática, há sobreviventes em disputa. E, como de costume, será um Deus nos acuda - com roteiro já conhecido, mas sempre capaz de surpreender na crueldade dos detalhes. As convenções estão chegando e muita gente vai sendo descartado. Na política, a palavra dada, invariavelmente, não vale nada.
ROBUSTOS
Como o cenário para as eleições estaduais começa a ganhar contornos mais definidos, o PL, PSD e a federação PP/União Brasil despontando como forças estruturadas e competitivas. Essas legendas montaram nominatas densas para deputado estadual e também robustas para a disputa federal, ancoradas em nomes já testados nas urnas e com histórico eleitoral relevante. Em tese, trata-se de um ativo importante, capaz de ampliar o potencial de votos e consolidar bancadas expressivas.
SACRIFÍCIO
Entretanto, o que é virtude coletiva pode se transformar em dilema individual: a elevada competitividade interna tende a sacrificar candidatos bem votados que, mesmo com desempenho expressivo, podem ficar fora das vagas. A disputa, portanto, será marcada por uma cogestão intensa de interesses e estratégias, onde nem todos os protagonistas alcançarão êxito.
NANICOS
Paralelamente, dois ou três partidos de menor expressão eleitoral na última disputa devem atingir o quociente eleitoral, beneficiando-se da fragmentação do voto. No plano federal, o cenário é mais restrito, mas não impenetrável. Com as novas regras de distribuição de vagas decorrentes do cálculo eleitoral recentemente validado pelo STF, abre-se uma fresta para que legendas menos competitivas também conquistem espaço na bancada federal. Mas aí não é somente o cálculo que pesa: é o percentual de votos que o candidato pode auferir individualmente.
IMPULSO
Esta coluna já havia classificado a pré-candidatura do Delegado Camargo (Podemos) como uma incógnita no cenário eleitoral, mas jamais descartou sua capacidade de ganhar densidade ao longo da campanha. Havia, inclusive, a expectativa de que o movimento natural da disputa, somado a um eventual apoio do prefeito da capital, Léo Moraes - hoje um dos gestores mais bem avaliados do estado -, pudesse impulsionar o projeto.
ARREFECEU
No entanto, nas últimas semanas, o que se observa é um visível arrefecimento, tanto no ambiente partidário quanto na postura do próprio pré-candidato. Após o fechamento da janela partidária e a consolidação das nominatas, o cenário parece ter imposto novos limites à viabilidade da candidatura.
SINAIS
Pode até ser uma leitura precipitada ou fruto de uma observação ainda incompleta dos bastidores, mas quem conhece o ritmo e as engrenagens de uma campanha eleitoral percebe sinais claros quando um projeto perde tração. E, ao que tudo indica, a pré-candidatura do Delegado Camargo dá mostras de ter minguado antes mesmo de apresentar a vitalidade que este escriba, outrora, supunha possível.
ACINTE
Em Guajará-Mirim, onde a administração municipal precisa de ajuda estadual e federal para honrar compromissos básicos, manutenção urbana e políticas públicas minimamente eficientes, a prefeitura decidiu brindar a população com um espetáculo de luxo: a contratação da Bonde do Arrocha por quase meio milhão de reais.
PROVOCAÇÃO
A pergunta que ecoa - e não encontra resposta - é simples: que prioridade é essa? Em um município carente, com demandas urgentes e históricas negligências administrativas, transformar o aniversário da cidade em um evento custoso soa menos como celebração e mais como provocação.
DESCONEXÃO
A farra com dinheiro público, ainda que embalada por música e aplausos, expõe uma desconexão gritante entre quem governa e quem enfrenta diariamente a precariedade dos serviços públicos.
EMENDA
Parte dos recursos utilizados vieram de emenda parlamentar, a situação se agrava. É imperativo a posição de quem destinou, com qual finalidade e se há ciência do destino dado ao dinheiro. Pelo que está sendo tornado público a emenda seria supostamente da lavra do deputado estadual Alan Queiroz. O uso de emendas para a área cultural é plausível, mas para sair correndo atrás de um “Bonde do Arrocha” não justifica um  gasto tão perdulário. Parlamentar experiente, Alan Queiroz deveria destinar recursos para a saúde e não para animar aniversário. Ele começou a percorrer os municípios pedindo votos e é uma boa oportunidade para esquadrinhar suas emendas.
FLERTE
Em tempos em que ex-prefeitos do município acumulam passagens pela Justiça por suspeitas de irregularidades, repetir práticas questionáveis não é apenas imprudência - é um flerte perigoso com a reincidência administrativa.
ESCÁRNIO
O atual prefeito, Fábio Netinho,  parece ignorar o histórico recente dos antecessores e insiste na mesma toada que já levou outros ao descrédito e à barra dos tribunais. Mais do que nunca, o caso exige atenção rigorosa dos órgãos de controle. Porque, ao que tudo indica, não se trata apenas de um show caro, mas de um roteiro conhecido - onde o contribuinte paga a conta e a transparência fica fora do palco. Será o aniversário do escárnio.
BOI
A contratação já tomou contornos nacionais, mas no município o escândalo é a roupa curta que a timoneira do vocal do bonde usa. Oxalá que Netinho crie juízo e tome outro bonde bem mais barato. E o deputado estadual Alan Queiroz destine suas emendas individuais para que a área da cultura de Guajará-Mirim possa realizar este ano uma linda e maravilhosa festa do Boi Bumbá e que é uma tradição cultural naquela faixa de fronteira.  
 DEMISSÕES
O Chefe do Executivo Estadual resolveu passar a lâmina nos cargos comissionados que orbitavam a vice-governadoria - corte seletivo, como convém. A maioria dessas funções sempre serviu mais à engenharia política do que à eficiência administrativa, e ninguém ali desconhecia a realidade. Convém registrar: não se trata de uma limpeza total; ainda restam quadros fiéis ao vice Sérgio Gonçalves.
COICE
O gesto, embora pouco usual em tempos de convivência eleitoral, costuma aparecer quando a relação institucional azeda nos bastidores. Do ponto de vista legal, nada a contestar - cargos de confiança seguem a lógica de quem confia. Mas na política, como se vê, a liturgia é outra: primeiro a queda, depois o coice.
TRAIÇÃO
Não é a primeira vez em Rondônia que a relação entre governador e vice são cortadas em razão de supostas traições, Ivo Cassol, quando governador, fez o mesmo com a vice-governadora Odaísa Fernandes. E não será a última.
PODCAST
Hoje, já disponível no YouTube, veja a entrevista reveladora da ex-deputada federal Jaqueline Cassol que, além de confirmar pré-candidatura a deputada federal, revela os problemas emocionais que passou com uma suposta acusação de ser mandante de assassinato de uma funcionária (forjada para desgastá-la politicamente) e um abuso que teria sido vítima ainda quando criança. Confira. 


Fonte: Jornalista Robson Oliveira / Porto Velho-RO










Venustidade





Fonte: Pinterest



quinta-feira, 9 de abril de 2026

O PRÓXIMO GOVERNADOR DE RONDÔNIA, PORTO VELHO E O PESADO LÉO MORAES

Faltando seis meses para conhecermos o próximo Governador de Rondônia, aliás, o 12º desde a criação do Estado, em 1982, tudo indica que teremos a eleição mais acirrada da história política de Rondônia em outubro de 2026. Outra certeza é que a eleição do próximo Governador será decidida em 2º turno, o que se tornou praxe na política rondoniense. Apenas dois governadores venceram uma eleição no 1º turno: Jerônimo Santana, em 1986 e Ivo Cassol em 2006. 

Desde Cassol, todos os governadores que o sucederam venceram no 2º turno a disputa ao Governo de Rondônia. Aliás, Ivo Cassol no auge de sua popularidade em 2010 não conseguiu eleger seu vice, João Cahulla para continuar seu projeto político e de poder. Assim, sucessivamente, Confúcio Moura e Marcos Rocha também venceram em 2º turno. Não será diferente agora. 

Mas, afinal onde entra Léo Moraes?

O prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, aceite ou não, é um fenômeno quando o assunto é eleição. Em 2020 levou Cristiane Lopes ao 2º turno, em Porto Velho, que por sinal botou pânico em Hildon Chaves, que venceu a eleição por conta da pandemia. A altíssima abstenção no 2º turno trouxe prejuízos para a campanha encabeçada por Léo. Depois veio 2024 e Léo dobrou a poderosa estrutura do então prefeito Hildon e da família Carvalho e venceu. 

Com altíssima aprovação entre os prefeitos das capitais, Léo aparece como o 3º melhor do Brasil. Com um forte  carisma, que tornou sua marca desde os tempos de liderança estudantil, Léo transformou-se em apoio necessário para qualquer candidato ao Governo de Rondônia. 
Porto Velho tem aproximadamente 280 mil eleitores, sendo o maior colégio eleitoral de Rondônia. Com o interior fragmentado com seus  candidatos ao Governo, a importância de Porto Velho fica evidente e necessária para qualquer um dos candidatos.

Diferentemente do prefeito anterior, que aliás será candidato ao Governo de Rondônia, Léo conseguiu em apenas 1 ano e 4 meses superá-lo na aprovação popular. Faltou ao antecessor de Léo o carisma, magnetismo, atração, simpatia e fascínio que não se produz ou se cria. É natural e espontâneo. Aliás, o apoio de Léo terá um peso enorme nas eleições em outubro que decidirá o próximo Governador pelos próximos 4 anos a partir de 5 de janeiro de 2027




Fonte: Jornalista Victoria Bacon / Porto Velho-RO











Opinião de Primeira - RICO EM HISTÓRIA, RICO EM VITÓRIAS, RICO EM PASSADO. MAS A PERGUNTA É: O MDB DE RONDÔNIA TEM FUTURO?

             



O MDB sempre foi um grande partido em Rondônia. Elegeu o primeiro governador, Jerônimo Santana. Elegeu outro, Valdir Raupp. Teve grandes senadores, deputados federais, deputados estaduais, inúmeros prefeitos e vereadores. Foi, por longo tempo, o maior partido político do Estado, unindo, em suas fileiras, algumas das maiores lideranças que já tivemos.

          Seria preciso mais que um livro para nominar a todos. Isso foi no passado. Hoje, dividido, com uma ou duas lideranças fortes, só por milagre conseguirá eleger alguém em outubro. Pelo seu passado ilibado e por sua história pessoal, quem sabe Amir Lando tenha alguma chance ao Senado. Mas, quem mais?

          Com um único grande líder (Confúcio Moura) o partido foi levado para a base de apoio ao governo do presidente Lula, ignorando o racha ideológico que tomou conta do país e, obviamente, de Rondônia, virando as costas para o eleitorado conservador e de direita, que, em sua imensa maioria, é contra a esquerda, o esquerdismo e o atual governo brasileiro.

          O MDB perdeu seu presidente regional, o deputado federal Lúcio Mosquini, que quer se reeleger – e tem enormes chances disso – por contestar a posição de apoio ao socialismo vindo do seu partido, de cima para baixo. Mosquini, que conhece a política local como ninguém, sabia que, no partido que presidia, não teria chance alguma perante a imensa maioria do eleitorado. Está agora no PL.

          E os demais emedebistas históricos e com voto? Amir está voltando agora. Valdir Raupp e a ex-deputada Marinha Raupp, campeões de votos, não querem nada mais com a política. Nem o excelente ex-vice-governador Orestes Muniz. Dois deputados federais que o partido elegeu caíram fora (Mosquini e Thiago Flores) e, agora, surge uma nominata de pouquíssimos conhecidos e muitos desconhecidos, alguns que estão começando na política.

          Houve época em que o MBD elegeu mais da metade dos prefeitos do Estado. Na penúltima eleição, elegeu apenas nove. Em 2024, elegeu apenas quatro. Algum deles se destaca na política rondoniense?

          Agora o partido nega que está sob uma espécie de intervenção do Diretório Nacional, afirmando, por alguns dos seus membros, que não há qualquer documento neste sentido e que há apenas alguém, que se diz representante do presidente Baleia Rossi esteve aqui, impondo orientações. Ora, não tem ninguém com comando regional que possa usar seu celular e falar diretamente com o presidente nacional, para que ele desminta a intervenção? Até agora ela não foi desmentida.

           Enfim, está assim aquele que já foi o maior partido político de Rondônia. Sem nomes fortes, sem lideranças conhecidas, sem ligação direta com o povão, não há partido que sobreviva.

          O MDB tem uma rica história, tem um grande passado. Mas a pergunta é: o MDB de Rondônia tem futuro?

TRÊS MULHERES PODEROSAS, EX-DEPUTADO E NOMES CONHECIDOS NA RELAÇÃO DE CANDIDATOS DO PSD À CÂMARA FEDERAL

           Além de Luís Fernando Pereira, que concorre ao Senado, três mulheres e dez homens foram apresentados pelo partido para disputarem as oito cadeiras da Câmara Federal.  Alguns nomes são muito conhecidos e bons de voto. Outros, surgindo agora, em busca de espaço na política estadual. São treze os candidatos que o partido presidido pelo governador Marcos Rocha, o PSD, apresentou para concorrer à Câmara Federal. Duas ex-deputadas, uma federal, outra estadual, estão na relação e também um ex-deputado federal.

As mulheres: a agora ex-primeira dama de Cacoal, Joliane Fúria, que por muito pouco não se elegeu deputada federal na eleição passada; a atuante ex-deputada federal Jaqueline Cassol, que concorreu ao Senado na última eleição, alcançando mais de 104 mil votos e, ainda, a ex-deputada estadual e hoje vereadora de Ouro Preto do Oeste, Rosária Helena.

           Na relação masculina, está o ex-deputado federal Luiz Cláudio da Agricultura, que dirigia a Emater até o último final de semana. Também consta o nome do pastor Evanildo Abreu, vereador de Porto Velho. Mas há novidades importantes. Uma delas o radialista e homem de Televisão Adilson Honorato, figura popular e muito querida nos meios da mídia. O Dr. Fábio da 429, muito conhecido em sua região, também está no pacote. Daniel Pittbull, Júnior Lopes e Fernando Vilas, este um empresário de Ariquemes, completam a relação.

          Com tantos nomes quentes, o partido de Rocha sonha com pelo menos duas cadeiras na nova composição da bancada federal. Os mais otimistas falam em até uma a mais, mas daí já passa para a fase do devaneio, até porque os demais partidos também vêm com gente muito boa de voto.  

PODEMOS COMPLETA RELAÇÃO PARA A CÂMARA COM NOMES FORTES E DOIS DOS ATUAIS DEPUTADOS FEDERAIS

          Quem imaginava, há alguns meses atrás, que o Podemos, então um partido apenas em ascensão em Rondônia, conseguisse apresentar uma nominata das mais quentes para a disputa das oito cadeiras na Câmara Federal? Pois graças à liderança do prefeito Léo Moraes, presidente regional, o partido conseguiu formatar um grupo político dos mais fortes, com chances reais de eleger um ou dois deputados federais nas eleições de outubro.

          Pois foi Léo que comandou o processo de atração de nomes importantes para a relação de candidatas para sua sigla e manteve outros, que lá já estavam. Primeiro, atraiu a juíza aposentada Euma Tourinho, em sua assessoria, preparando a candidatura dela, que tem grandes chances de dar certo. Trouxe para o Podemos, por exemplo, a atual deputada federal Cristiane Lopes, que busca a reeleição e, ainda, a dra. Tânia Sena, líder dos garimpeiros da região e um nome dos mais respeitados em todas as ações em que atua, inclusive como ativa líder sindical.

          No time masculino, o partido de Moraes com firmou a busca de novo mandato do controvertido deputado Rafael Fera, que saiu do partido num dia e voltou no outro. Outro nome forte é do ex-secretário de saúde Jaime Gazola, já experiente na política, como vereador em Porto Velho. No time também estão o pastor Valadares, Jair Top Car, Almir do Sindsef e Uender Nogueira.

          De um partido pouco mais que nanico, o Podemos, com a eleição de Léo para a Prefeitura da Capital, deu um salto de importância na política regional. A tal ponto que o apoio dele está sendo disputado por pelo menos dois concorrentes ao Palácio Rio Madeira/CPA, também conhecido como Palácio do Governo.

  PL TEM DUPLA FORMADA AO SENADO E UMA NOMINATA DAS MAIS PODEROSAS PARA A DISPUTA DA CÂMARA FEDERAL

           O PL de Rondônia vem com tudo para a eleição de outubro. Além de um dos nomes mais fortes ao Governo (o presidente regional da sigla, senador Marcos Rogério), o partido já tem os dois nomes ao Senado, uma nominata muito forte para a Câmara Federal e, ainda, tomou a maioria na Assembleia Legislativa, com sete deputados.

          Para o Senado, o partido tem pelo menos um nome fortíssimo: o do deputado federal e ex-secretário de saúde do Estado, Fernando Máximo. Ele foi o campeão de votos para a Câmara Federal na última eleição e aparece muito bem em todas as pesquisas. O outro é o pecuarista Bruno Scheid, de Ji-Paraná escolhido a dedo, pessoalmente, pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.

         Já em busca das cadeiras da Câmara Federal, o partido terá candidaturas poderosas. E a lista ainda não está completa. Mas estão certos o atual deputado federal Lúcio Mosquini, em busca do quarto mandato; o Coronel Chrisóstomo, que quer chegar pela terceira vez ao Congresso; a vereadora Sofia Andrade, destaque na Câmara de Porto Velho; o Coronel Régis Braguin, cujo comando na PM rondoniense entrou para a história no combate ao crime e, ainda, o líder empresarial Marcelo Lessa, de Ariquemes.

           Neste momento, Marcos Rogério aparece sempre em destaque em todas as pesquisas, incluindo as que passaram a ter obrigatoriedade de registro na Justiça Eleitoral. Seus principais adversários são Adailton Fúria e Hildon Chaves. Rogério conta com um handicap, num Estado extremamente bolsonarista: tem o aval pessoal de Jair Bolsonaro e do presidenciável Flávio Bolsonaro, que veio a Rondônia para lançá-lo candidato ao Govern        

 ERRO CRASSO: ATÉ A 25ª HORA, MUITA GENTE ACHAVA QUE MARCOS ROCHA RENUNCIARIA PARA CONCORRER

            Há muito tempo o governador Marcos Rocha afirmava que não concorreria ao Senado. Até a 25ª hora, muitos dos que não o conhecem como um homem de palavra e que dá grande valor à honra pessoal, ainda afirmavam que ele voltaria atrás. Mesmo na sua equipe, muitos torciam para que Rocha concorresse. Outros tantos, que achavam que Sérgio Gonçalves poderia ser a continuidade do atual governo, torciam para que ele assumisse. E que Rocha saísse para concorrer.

          Um erro crasso de quem  não conhece de perto o político e o homem. Marcos Rocha tem defeitos como todos os políticos, mas quando empenha sua palavra; quando vai a público fazer uma afirmação, aquela que depende apenas dele, da sua decisão pessoal, não há retorno.

          No sábado à noite, horas antes do prazo final que, se candidato, teria que se desincompatibilizar, o Governador postou um vídeo nas redes sociais, acabando com a boataria e as Fake News: avisou, pela enésima vez, que não sairia do seu cargo e que só o passaria ao seu sucessor no dia 5 de janeiro.

          Tinha gente, inclusive com experiência na vida pública, que jurava por todos os santos que Marcos Rocha não iria aguentar a pressão da família, de amigos, de eleitores, de correligionários, do comando nacional do PSD e que, na última hora, mudaria de planos.

          Quem o conhece mais de perto, contudo, sabia: nem todos os políticos são iguais, quando empenham sua palavra. Mas Marcos Rocha é um político diferente. Manteve o que disse, contra todas as pressões. E quer entregar muito mais ao Estado, nos próximos meses. Palavra ele tem! 

QUEM DIRIA? PARTIDO NOVO VEM COM NOMINATA MUITO FORTE PARA DISPUTAR A ELEIÇÃO EM RONDÔNIA

          Uma das surpresas para esta eleição que se aproxima é o Partido Novo. Com figuras nacionais fortes em nível nacional, como o deputado gaúcho Marcelo Van Hatten, o ex-governador mineiro Romeu Zema; o ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Sales; o desbravador da Lava Jato, Deltan Dallagnol, entre muitos outros, em Rondônia a sigla era praticamente desconhecida. Até agora.

          Nos últimos dias, o Novo conseguiu adesões poderosas. Já tem nomes fortes para a Câmara Federal, como o empresário e especialista em questões ambientais Maurício Conti. Contudo, a maior surpresa é na relação de candidatos potencialmente fortes para disputarem vagas na Assembleia Legislativa, onde até agora o partido não tinha nenhum representante.

          Tem um agora. E um nome de peso. O Dr. Luiz do Hospital, de Jaru, eleito em 2022 com 18.248 votos, o oitavo com maior vai disputar a reeleição pelo Novo. Mas tem muito mais nomes conhecidos. Lucas Follador, vereador em Ariquemes é um deles. Outro: o ex-deputado Ari Saraiva, de Ji-Paraná, com passagem destacada na Assembleia Legislativa.

          Tem mais: o quatro vezes deputado Edson Martins, ex-prefeito de Urupá; dr. Gilbert, vereador de Porto Velho; o ex- vice-prefeito da Capital, Edgar do Boi e, ainda, entre outros candidatos, outro vereador de Porto Velho, Luis Jeovar e, para concluir com chave de ouro, um dos mais famosos e assistidos apresentadores da TV rondoniense, Augusto José.

Ou seja: o Novo vem com tudo para a disputa de outubro. Parece irreal, mas é a mais pura verdade! 

GRANDE TROCA DE PARTIDOS NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA: 14 SE ALOJARAM EM NOVAS SIGLAS PARA CONCORRER

          Dos 24 deputados estaduais, 14 deles trocaram de partido durante a janela que autorizava a mudança, sem perda de mandato. Todos, claro, fazendo contas e optando por qual sigla teriam mais chances de reeleição. Houve também casos em que o parlamentar não conseguiu espaço em outros partidos, porque se entrassem, tirariam as chances de eleição de vários outros.

           O PL, do candidato ao governo Marcos Rogério, saltou de um para sete deputados: Alan Queiroz, Ezequiel Neiva, Dra. Taíssa Sousa, Lucas Torres, Luizinho Goebel, Num Barroso e Jean Mendonça.

           O segundo em tamanho é o PRD, aliado ao governo Marcos Rocha e Adailton Fúria e presidido por seu chefe da Casa Civil, Elias Rezende. Mudaram para ele Ribeiro do Sinpol, Jean Oliveira, Pedro Fernandes, Edevaldo Neves, Lebrinha e Rosângela Donadon, totalizando uma bancada com seis nomes.

           A Federação União Brasil/Progressistas, que tem como candidato o ex-prefeito Hildon Chaves, tinha Cirone Deiró e Ieda Chaves e agora tem um terceiro nome: Ismael Crispin.

           O PSD, aliado ao candidato Adailton Fúria (assim como o PRD) ficou bem menor. Tem apenas com o deputado mais votado em 2022, Laerte Gomes; Cássio Góis e Eyder Brasil.

            O Avante agora tem um representante, o ex-presidente da Casa, deputado Marcelo Cruz. E o Partido Novo cooptou Luizinho do Hospital. O presidente Alex Redano permanece no Republicanos. O Podemos fica com um deputado: Delegado Camargo.

           Por fim,  Fed‍e‍ra‍ção PT, PV e PC do B, m‌a‌n‌t‌ev‍e sua única representante: Cláudia de Jesus.

PSB OFICIALIZA SAMUEL COSTA PARA O GOVERNO E LANÇA INDÍGENA PARA CONCORRER AO SENADO

          O PSB terá candidato ao Governo de Rondônia. E não será seu presidente regional, o bom de voto Vinicius Miguel. Mesmo tendo se afastado do cargo de secretário municipal e tendo o aval do prefeito Léo Moraes, Vinicius preferiu não disputar novamente e indicar outro nome: o do advogado e jornalista Samuel Costa. Samuel sonhava em ter seu nome escolhido pelos partidos de esquerda, ficou sem espaço depois que o PT decidiu por Expedito Netto.

          Samuel é um forte defensor do governo Lula. Na TV, onde participa de programa de grande audiência na REMA TV, se notabiliza nos debates por confrontar críticas ao lulismo e ao esquerdismo. Na suas atividades políticas, sempre foi de esquerda.

          Samuel já concorreu ao Governo e à Prefeitura, sempre por partidos nanicos. É a primeira vez que tem o aval de lima legenda um pouco mais forte. O PSB tem cinco senadores e 17 depurados federais e, obviamente, está na base de apoio ao governo Lula.

           Junto com Samuel, o PSB apresentou, como sua candidata ao Senado, a representante indígena Neidinha Suruí. Ela é conhecida por rezar pela cartilha ambientalistas, defendendo também a pauta da esquerda na questão dos direitos humanos.

           A indicação de Neidinha Suruí  e de outros nomes teria sido um dos motivos para que o senador Confúcio Moura passasse a pensar em desistir da sua reeleição, porque já não contaria com o apoio de todos os eleitores da esquerda rondoniense. Mas isso é apenas uma ilação.

EM GUAJARÁ, ONDE QUASE 20 MIL VIVEM DO BOLSA FAMÍLIA, MEIO MILHÃO DE REAIS POR UM SHOW DE FORRÓ

          Guajará Mirim volta ao mapa nacional. Não pelo absurdo de que 92 por cento de toda a sua área é intocada, por normas terroristas/ambientalistas que abundam no país. Não pela má qualidade de vida da sua população. Não por ter apena seis mil pessoas com carteira assinada, enquanto cinco mil famílias (algo em torno de 20 mil dos 39 mil habitantes) vivem do Bolsa Família, com uma renda individual de cerca de 770 reais.

            Qual o motivo então de Guajará estar nas mídias sociais, inclusive sofrendo pesadas críticas? A resposta: porque a Prefeitura da cidade contratou um show da famosa Juliana do Bonde e da sua banda, Bonde do Forró, que faz show com lindas mulheres e até canta várias músicas com duplo sentido.

              Neste próximo sábado, dia 11, numa parceria da Prefeitura da cidade com a Secretaria de Cultura e Juventude do Estado, a Sejucel, haverá show grátis para toda a comunidade, a um custo, para os cofres públicos, de meio milhão de reais.

             Guajará entra no circuito das cidades pequenas, pobres, com orçamento limitado, cheio de problemas (basta andar por algumas das suas ruas, para se ver buracos, barro, alagações) que optam por shows com artistas nacionais, ao invés de pegar cada centavo para melhorar a vida das pessoas.

               Os exemplos são inúmeros. Cidades pequenas do Nordeste já anunciaram shows de Gustavo Lima, por exemplo, ao custo de 1 milhão e 200 mil. A Justiça proibiu. Em Minas, uma dupla sertaneja iria receber 650 mil por duas horas de show. Cancelado também, por ordem judicial.

Aqui, o show está confirmado para o Bumbódromo de Guajará. Meio milhão para um grande público, certamente, que ao sair do local, pisará no barro e nas ruas esburacadas.

PERGUNTINHA

          Qual sua opinião ( acredita ou não?) sobre esta informação dada por parte da imprensa brasileira: “o Brasil registrou o sexto  maior crescimento econômico entre os países do G20 em 2025, com expansão de 2,3 por cento do Produto Interno Bruto). O resultado levou a economia brasileira a atingir cerca de  12 trilhões e 700 bilhões de reais, superando o desempenho de economias como Estados Unidos, Canadá e o bloco da União Europeia no período. Com o resultado, o país completa cinco anos consecutivos de crescimento econômico, mantendo trajetória de recuperação após os impactos da pandemia?”


Fonte: Jornalista Sérgio Pires / Porto Velho-RO.