No Evangelho de hoje (Jo 10,1), "domingo do Bom Pastor", Jesus apresenta-se com duas imagens complementares: a imagem do pastor e a da porta do abrigo das ovelhas.
O rebanho, que somos todos nós, precisa dispor de um abrigo que lhe sirva de refúgio; de um lugar adequado para refazer as forças, depois da fadiga de cada dia. O abrigo tem uma porta. O pastor ingressa no abrigo pela porta, ao passo que o desconhecido não. Na primeira imagem do Evangelho, Jesus identifica-se com o pastor e manifesta familiaridade com as ovelhas, que a conhecem pela voz.
A segunda imagem com que Jesus se apresenta é a da porta das ovelhas. Ele afirma: "Se alguém entrar através de mim, será salvo" (v.9). Nas palavras do saudoso papa Francisco: "Cristo, Bom Pastor, tornou-se a porta da salvação da humanidade, porque ofereceu a vida pelas suas ovelhas".
Jesus, Bom Pastor e Porta das ovelhas, é referência cuja autoridade se expressa no serviço e na doação de si. As ovelhas o conhecem pela tonalidade da voz, bastando um sinal (um "vem!" inconfundível dele) para que seja seguido sem temor. Elas o sentem como presença protetora, que orienta, conforta e cura.
Assim é Cristo para nós. Para ele nunca somos desconhecidos, pois nos conhece intimamente. De nossa parte, no entanto, nem sempre é fácil distinguir a voz do Bom Pastor. Há o contínuo risco de nos distrairmos com o barulho de tantas vozes e até de nos deixamos enganar -- ainda mais neste tempo de tanta desinformação nas redes sociais, em que há todo tipo de apelos. Não faltam, até mesmo, os que se utilizam da religião para atender a interesses mundanos. E são correspondidos.
O Evangelho nos convida a seguir decididamente Jesus, o Ressuscitado, o único guia seguro que dá sentido à nossa vida: "Eu vim para que tenham vida, e a tenham em abundância" (v.10).
Fonte: Pe. Darci Luiz Marin, ssp / O DOMINGO - semanário litúrgico-catequético.
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