sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

As viagens no tempo e a língua

Se nossos avós, quando jovens, pudessem e tivessem viajado no tempo para os dias atuais veriam que a gramática e a pontuação seriam coisa do passado.

Decepcionados e tristes, sem entender tal retrocesso, muito provavelmente teriam voltado para o lugar e época de onde vieram bem antes do que pudessem ter imaginado.

Ler os comentários a um conteúdo postado por alguém na internet (como um vídeo, por exemplo) penso ser algo que a maioria das pessoas faz, para balizar pontos de vista ou percepções que com os seus possam estar em linha ou divergir, e também, eventualmente, em busca de referências ou informações adicionais.

Rouba a cena, infelizmente, uma profusão de maus-tratos à língua pátria, deixando em evidência a educação meia-boca que tomou conta do cenário, tendo como norte a doutrinação político-ideológica para formar militantes com cérebros adestrados, em detrimento do ensino das disciplinas clássicas e estímulo à capacidade de pensar e criar para evoluir.

Some-se a isso o descaso, a preguiça que parece dominar essas pessoas em formação ou já formadas, impedindo-as de reagir e buscar sanar, por conta própria, tal deficiência adquirida nas escolas e faculdades por onde passaram.

Esse quadro, a propósito, explica a vergonhosa posição do nosso país na classificação do PISA — Programa Internacional de Avaliação de Estudantes.

Muitos poderão dizer que o que importa é “dar o recado”, mas até nisso por vezes pecam, em razão do analfabetismo funcional, da incapacidade de produzir um texto que apesar dos erros gramaticais e falhas de pontuação pudesse ser minimamente compreensível.

Felizmente, nesse universo caótico de retrocesso, há quem a ele resista e sobreviva: jovens “fora da curva” que se preocupam com a boa escrita e comunicação inteligível, a empunhar a bandeira da resistência ao massacre promovido pela imbecilidade coletiva que insiste em imperar.

Como a vida é feita de ciclos, períodos de escuridão e luz vão se alternando ao longo do tempo. Em outras palavras, não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe. Oremos…


Fonte:TSRossi
Enviado por TSRossi em 02/01/2026
Código do texto: T8525063
Classificação de conteúdo: seguro












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