O tempo de conversão que se abre para nós é um tempo de mudança de mentalidade, marcada pela busca da justiça do Reinado de Deus.
Para o povo da Bíblia, as três principais obras de justiça eram a esmola, a oração e o jejum. Mas o ensinamento de Jesus aos seus discípulos chama a atenção para a hipocrisia que pode se esconder nas práticas de piedade.
A hipocrisia é a máscara que esconde, nas práticas religiosas, o desejo de aparecer e se mostrar melhor que os outros. É um modo de tentar esconder os próprios limites e fraquezas, deixando passar oportunidade de buscar a justiça do Reinado de Deus e dar sentido autêntico à própria vida. As palavras de Jesus, então, fazem-nos pensar sobre o que trazemos no coração.
Dar esmolas, mais que dar uns trocados aos necessitados para aliviar a própria consciência, é solidarizar-nos com os que não têm condições de vida digna. Quando realizarmos ações concretas a favor do bem dos que mais sofrem, então mostramos a Deus que nossa esmola, é de fato, expressão de um coração compassivo e solidário.
A oração ensinada por Jesus só tem sentido se feita com humidade diante de Deus, que nos atende quando rezamos em nome de Jesus, quando pedimos coisas boas, como o Espírito Santo, o perdão e o bem dos outros. É assim que mostramos a Deus que nossa oração é expressão de um coração necessitado e confiante.
O jejum, privação do alimento, traz consigo a denúncia profética de um mundo injusto, onde uns poucos têm tanto, enquanto muitos morrem de fome. Quando nos privamos de algo para servir os outros, mostramos a Deus que nosso jejum é expressão de um coração sóbrio e generoso.
O que conta, portanto, é o que trazemos no coração e espalhamos no mundo. Deus conhece nossos sentimentos, decisões e ações. E se quisermos entregar algo a Deus, ele aceita nosso coração sincero e nossas boas ações em favor dos irmãos, sobretudo dos que sofrem.
Fonte: Paulo Bazaglia, ssp / O DOMINGO - semanário-litúrgico-catequético

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