sábado, 2 de março de 2024

RADAR ECONOMICO - Voa, Brasil



 É possível comparar como alguns problemas se repetem ou são bastante similares, tais como a ausência ou insuficiência de dados e sistema de informações turísticas, deficiência na qualificação profissional e na qualidade dos serviços

A atividade do turismo no Brasil perpassa por lentos avanços. Incialmente, as políticas públicas de desenvovlimento do setor estava ligadas ao Ministério da Indústria e Comércio e Turismo, com atuação tímida, porém com relevância, pelo lançamento do primeiro Plano Nacional de Turismo (Plantur) e a criação de um dos maiores programas para o desenvolvimento do turismo o Programa de Desenvovlimento de Turismo (Prodetur-NE).

Foram também elaboradas diretrizes para uma política nacional de ecoturismo pela Embratur, assim como o lançamento do Programa Nacional de Municipalização do Turismo (PNMT), importante programa que visava organizar e valorizar os municípios, pois estes eram o centro do programa.

Em 2022, a gestão do turismo é incorporado ao Ministério do Esporte e Turismo, mas foi em 2003 que o turismo passou a ter seu próprio ministério com atuação voltada diretamente a esta atividade. Um organismo responsável pela gestão do setor.

Entre funções do órgão, está a elaboração do documento que norteia o setor, indenfificado como Plano Nacional do Turismo (PNT), documento este que rege as estratégias, diretrizes, programas e ações da ativicade no País, sendo que de quatro em quatro anos é reescrito e, seguramente, concluo, pouc coisa muda.

Atribjuo a inconsistência à ausência de um diagnóstico completo do setor turístico. Já foram elaborados planos nos períodos de 2003/2006,2007-210; 2013-2016, 2018-2022, e por fim, 2023-2026.

São passadas duas décadas desde o primeiro plano nacional de turismo e continuamos com os mesmos impasses sobre o crescimento e desenvolvimento do turismo no Brasil. Há um descompasso entre as reais necessidades e o planejamento proposto, sendo assim, contiuamos com a incipente meta de 6.5 milhões de turistas internarcionais.

Em breve comparação entre os cinco planos podemos constatar que existem objetivos comuns entre eles, tais como: desenvolver o produto turístico brasileiro com qualidade contemplando as diversidades regionais, culturais e naturais e aumentar a competitividade; fomentar o turismo nos mercdos nacional e internacional; incentivar as viagens domésticas; diversificar a oferta turística e ampliar e qualificar o mercado de trabalho.

É possível comparar como alguns problemas se repetem ou são bastante similares, tais como a ausência ou insuficiência de dados e sistema de informações turísticas, dificiência na qualificação profissional e na qualidade dos serviços, regulamentação inadequada, sobreposição dos dispositivos legais e legislação descolada da evolução do turismo, ausência ou insuficieência na oferta e no acesso ao crédito e dificiência na infrestrutura geral e de apoio ao turismo.

Com finalidades genéricas, nenhum plano apresenta resultados prárticos, isto é, o aumento da taxa de saída dos brasileiros e também a entrada de turistas estrangeiros.

Um desafio que se repete nos dois últimos PNTs: os crescentes saldos negaticos do turismo na balança de serviços, sendo que em 2017 o valor registrado foi de US 13 bilhões (MTUR, 2018). No plano  2013-2016 são ainda citados: a necessidade de integração institucional, da maior participação do setor privado nas políticas públicas e de prover qualidade para os territórios turísticos.

É desejável ter PP com continuidade, independente da troca de governos, é preciso que eles também apresentem soluções e inovações para os novos desafios que surgem. 

Recentemente foi divulgado nas mídias que o Ministério dos Portos e Aeroportos lançará em agosto o programa Voa Brasil com custo de R$ 200 as passagens aéreas, o que beneficiára a população menos favorecida viajar com valores das passagens bem abaixo dos valores praticados no mercado aéreo.

O programa terá um aplicativo no qual o consumidor poderá se cadastrar a der beneficiado. Uma esperança para aqueles que desejam viajar e esbarram com dificuldade decorrentes da falta de incentivo para a atividade do turismo no país.

Fonte: Célia Gomes / Membro do Conselho Municipal de Turismo (Comtur) - Jornal Diário da Região.


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