quarta-feira, 30 de setembro de 2026

SAÚDE - Glutamina

A glutamina é o mais abundando e versátil dos 20 aminoácidos presentes no corpo. Indivíduos saudáveis com 70 kg de peso possuem entre 70 e 80 gramas de glutamina distribuídas por todo o corpo.

A glutamina tem função anti-inflamatória e antioxidante (prercusora da glutamina) é um componente essencial das proteínas, do sistema imunológico, da saúde intestinal, do sistema muscular, atua na produção de glicoproteína, histidina, triptofano, de nucleotídeos - purinas, primidinas e aminoaçúcares (unidade básicas para a formação do DNA e RNA), equilibra o açúcar no sangue, dá suporte à saúde cerebral e função cognitiva, controle do estresse e fadiga, tratamento da anemia falciforme. Eça desempenha um papel importante no metabolismo para fornecer a energia necessária para o funcionamento do corpo.

Tanto em condições de saúde quanto de doenças, a taxa de consumo de glutamina pelas células imunes é semelhante ou superior à da glicose. Em situações como septicemias, queimaduras, grandes cirurgias, desnutrição e atividade fisica a alta intensidade e prolongada, ela é utilizada na produção de células imunes.

A glutamina é uma fonte de energia imprescindível para o bom funcionamento do sistema imunológico, por aumentar a produção de células de defesa, como os glóbulos brancos e as células imunes do intestino, para as atividades fagocíticas, secretoras de macrófagos e eliminação de bactérias pelos neutrófilos. Os glóbulos brancos, além de utilizarem a glutamina para o bom combate a infecções, cumprem um papel fundamental nos processos de reparação de tecidos danificados.

No sistema digestivo, a glutamina contribui para otimizar a absorção de nutrientes, ajuda a reduzir a inflamação no trato gastrointestin al, fortalece a barreira celular, mantém a integridade da parede intestinal, equilibra a microbitoa intestinal, impede danos aos intestinos (previne a proliferação de bactérias más e a formação de toxinas, atua na prevenção e tratamento do intestino permeável).

Os músculos esqueléticos são quantitativamente o local mais relevante de armazenamento, síntese e liberação de glutamina. Devido à sua ação na produção de proteínas, a glutamina ajuda no aumento da massa mascular e acelera a reparação e recuperação das fibras musculares pós-treino. Durante exercícios intensos, os músculos produzem ácido lático, um dos responsáveis pela fadiga muscular. A glutamina regula o acúmulo de ácido lático nos músculos e reduz a fadiga.

A glutamina é precursora de glutamato e Gaba (ácido gama-a-minobutírico), que são essenciais para a cognição: copncentração, foco, aprendizado e no controle da ansiedade, estresse e depressão. Ela protege os neurónios contra o estresse oxidativo e atua na prevenção de doenças neurodegenerativas (Alzheimer).

A glutamina ajuda na regulação da liberação e utilização da glicose pelo organismo e, com isso, melhora a sensibilidade à insulina e a prevenção de diabetes.

O efeito paradoxal da glutamina consiste em que as células saudáveis usam como fonte de energia, aumentando a vitalidade e a imunidade, enquanto as células cancerígenas usam a glutamina para se proliferar e espalhar. As células cancerígenas podem usar tanta glutamina que pode não sobrar o suficiente para o bom desempenho das células normais.

As maiores fontes alimentares da glutamina são: carnes, frutos do mar, leite, ovos, arroz branco, aveia, nozes, amêndoas, amendoim, feijão, lentilha, tofu, beterraba, milho, repolho roxo, espinafre e salsa.



Fonte: Eudardo Silva / Neurocirurgião do Centro do Cérebro e Coluna - Professor da Famerp / Revista Bem-estar-São José do Rio Preto-SP






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