Comentário jocoso de alguém a um vídeo (postado por outrem) expondo fatos curiosos relativos à icônica série televisiva dos anos 1960:“Essa tosquice é parte da memória afetiva, por isso ninguém se importa com qualquer argumento contrário porque é tudo maravilhoso pra eles 😂.”
Reação, em legítima defesa, de um (vai)idoso senhor cuja memória afetiva sentiu-se atingida no (com)plexo:
E bota memória afetiva nisso, bro! Estou batendo à porta dos 70, vivi aqueles tempos dourados e foi muito bom! O que aos olhos de hoje pode parecer tosco, naquela época era pura magia.
Considero-me privilegiado por ter vivido a transição para os dias atuais, em que ao alcance das mãos está o que nos tempos do Batman raiz era pura ficção.
Perdidos no Espaço, outra realização da tevê dos anos 1960 que tanto marcou a infância da minha geração, era como ler um bom livro, nossa imaginação viajava, fazendo com que aqueles efeitos especiais-espaciais fossem o suprassumo da tecnologia, e a cada domingo viajávamos com a família Robinson para o espaço sideral.
O tempo passou… e vieram as inovações tecnológicas que hoje estão aí a encantar muita gente, mas fadadas a, provavelmente, virar a tosquice da vez daqui a 50 anos, ou mesmo antes disso. E a geração jovem do presente certamente agarrar-se-á à sua memória afetiva, sob os olhares de (quase) incredulidade de seus filhos e netos.
Mais meio século adiante e… bem, se a humanidade não tiver se exterminado até lá, um novo ciclo terá início, fazendo girar a roda-viva da evolução tecnológica pelas mãos dos homens que sonham e realizam, pouco se importando se sua obra um dia será rotulada de tosca, muito provavelmente por quem usa e abusa dos inventos alheios da hora, mas nada de relevante realiza para deixar de legado às gerações vindouras. Via de regra, é o perfil de quem enxerga somente com os olhos e não vai além da casca das aparências, incapaz que é de captar a verdadeira essência do alvo de suas críticas… toscas.
Fui… deu!
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