domingo, 1 de novembro de 2026

Sinpol esclarece questionamentos sobre despesas em reunião com filiados



Filiados e dirigentes do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Estado de Rondônia (Sinpol/RO) participaram, nesta sexta-feira (3), de uma reunião dedicada à prestação de contas da entidade. As despesas foram apresentadas individualmente, e os prestadores de serviço responderam a questionamentos sobre a gestão sindical.

O encontro também serviu para esclarecer dúvidas relacionadas a publicações recentes e apresentar informações sobre as atividades desenvolvidas pela diretoria. Os prestadores de serviço responderam às perguntas levantadas pelo vice-presidente do sindicato.

Os balancetes foram entregues ao Conselho Fiscal, que ficará responsável pela análise das contas e pela emissão de um parecer definitivo.

A reunião contou ainda com a participação de integrantes da Comissão de Ética e Disciplina, representantes sindicais e filiados. A entidade aguarda tanto a conclusão da análise do Conselho Fiscal quanto as deliberações da Comissão de Ética e Disciplina.

Em manifestação sobre o encontro, o Sinpol afirmou que os participantes ficaram satisfeitos com os esclarecimentos e destacou a transparência como princípio da gestão.

Fonte: www.rondoniagora.com.br



ROBSON OLIVEIRA - Resenha Política

 DIGNÓSTICO

A equipe de transição coordenada pelo deputado federal Lúcio Mosquini já identificou gargalos que comprometem a infraestrutura de Rondônia. Um deles é a locação de máquinas pelo DER, que onera os cofres públicos e limita a capacidade de manutenção das estradas.
PERDULÁRIO
A proposta apresentada ao governador eleito Marcos Rogério é um aporte inicial de R$ 300 milhões para aquisição de equipamentos, seguido de novos investimentos anuais para estruturar as residências regionais. A lógica é simples: menos aluguel, mais máquinas próprias e melhores estradas. Representante do setor produtivo, Mosquini sabe que a economia estadual depende de uma malha viária eficiente. Em conversa com a coluna, resumiu outro problema do diagnóstico: o governo gasta muito e gasta mal. Diárias e passagens, segundo ele, ultrapassam R$ 20 milhões mensais.
EQUIPE
A proposta é cortar essas despesas drasticamente. A situação mais delicada, porém, está na saúde, onde faltam recursos para atender às demandas. Marcos Rogério já anunciou uma equipe emergencial de crise para buscar soluções imediatas.Mosquini observa que a arrecadação cresce, mas as despesas correntes dispararam nos últimos oito anos. O desafio será conter a máquina pública sem ultrapassar os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal.
GESTÃO
Os trabalhos avançam e a sistematização deverá ficar pronta nas próximas semanas. O diagnóstico está sendo desenhado. Resta transformar números em decisões. Porque governar não é apenas arrecadar mais: é aprender a gastar melhor.
SUSPEITAS
A Mensagem nº 261, encaminhada pelo governador Marcos Rocha à Assembleia Legislativa sob o pretexto de reformulação orçamentária, levanta suspeitas que merecem ser examinadas com lupa. Apelidada nos corredores políticos de mensagem “guarda-chuva”, pela falta de informações concretas sobre as rubricas e a destinação dos recursos, a proposta pode abrir caminho para que o Executivo promova alterações orçamentárias por decreto, sem o devido conhecimento e controle dos parlamentares.
ROMBO
O que deveria ser uma operação de transparência fiscal pode se transformar numa autorização genérica para movimentar recursos públicos. Nos bastidores, a preocupação é que a proposta permita remanejar verbas dos fundos estaduais para socorrer a Saúde, cuja situação financeira apresenta um rombo preocupante, atribuído a problemas de gestão que precisam ser esclarecidos. Se essa hipótese se confirmar, o contribuinte poderá assistir a uma espécie de faxina no caixa estadual, com dinheiro de outras áreas sendo utilizado para cobrir despesas que o governo não conseguiu administrar adequadamente.
FUNDOS
O alerta não é trivial. A situação econômica de Rondônia ainda não é desesperadora, mas a engenharia orçamentária em discussão pode produzir consequências graves para a próxima administração. O governador eleito, Marcos Rogério, precisa abrir os olhos. Uma coisa é receber um Estado com dificuldades administrativas e financeiras; outra, bem diferente, é assumir em janeiro com os fundos esvaziados, contratos continuados sem cobertura orçamentária e compromissos herdados sem dinheiro suficiente para honrá-los.
TRANSPARÊNCIA
O governador Marcos Rocha tem o dever de explicar, com números e documentos, quais recursos pretende movimentar, de onde sairão e para onde serão destinados. A Assembleia Legislativa, por sua vez, não pode entregar um cheque em branco ao Executivo sob o argumento de facilitar a gestão. Fiscalizar o orçamento não é um capricho parlamentar, mas uma obrigação constitucional.
OBSCURIDADE
No Legislativo, o deputado estadual Delegado Camargo, vice-governador eleito, acompanha de perto essa movimentação durante a transição e promete erguer trincheiras contra o que considera uma aberração orçamentária. Até 1º de janeiro, continua investido no mandato parlamentar e tem instrumentos para cobrar explicações, mobilizar colegas e impedir que uma autorização genérica seja transformada em salvo-conduto para movimentações obscuras.
CAIXA
Marcos Rogério não pode esperar a posse para descobrir o tamanho do problema. A transição serve justamente para impedir que o novo governo receba surpresas embrulhadas em papel oficial. Governar até o último dia é um direito; comprometer o caixa do sucessor sem transparência é outra história. A mensagem guarda-chuva pode até proteger alguém da chuva política. O que não pode é servir de cobertura para uma operação de transferência de recursos sem clareza sobre seus efeitos.
NEBULOSO
A exoneração de Massud Badra da Secretaria de Estado da Educação tem menos cheiro de troca administrativa do que de derrota da competência diante das conveniências políticas. Segundo apurou a coluna, o secretário teria resistido a pressões de setores políticos para acelerar processos de aquisição de livros, plataformas digitais e serviços de capacitação, apesar dos óbices apontados pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). Marcos Rocha não precisa no final do governo capitular para uma suposta  banda podre. E flerta com o perigo.
GESTAÇÃO
Três processos estão no centro das informações obtidas pela coluna. O primeiro, no valor de R$ 116.099.082,00, trata do Sistema Integrado de Ensino e Recomposição da Aprendizagem, registrado no SEI sob o nº 0029.043942/2026-10 e no TCE sob o nº 02486/26. O segundo, de R$ 12.635.470,60, refere-se à Sistematech (SPECK/SAGE), processo SEI nº 0020.013328/2026-03, com registro no TCE nº 02187/26. O terceiro, no valor de R$ 4.497.432,81, envolve a Febracis, para capacitação de servidores, no processo SEI nº 0020.016676/2026-24, registrado no TCE sob o nº 03174/26. Há um outro em gestação para pequenas bibliotecas nas escolas, mas o objetivo ao que parece não é leitura.
OCULTOS
Juntos, os três processos somam R$ 133.231.985,41. Segundo informações obtidas pela coluna, dois deputados estaduais em posições chaves teriam interesse no andamento dessas contratações. Não se trata de afirmar irregularidades consumadas, mas de cobrar explicações sobre os procedimentos, os questionamentos do órgão de controle e as pressões políticas que teriam cercado as decisões.
CONSUMAÇÃO
Uma fonte próxima ao governador Marcos Rocha voltou a confirmar ao cabeça-chata que o próprio chefe do Executivo havia comentado a existência dessas pressões. Massud, aliás, já antecipava desde a semana passada, quando cumpria missão oficial em Brasília, que sua permanência no cargo estava por um fio. Ainda houve tentativa de mantê-lo até o fim do mês. Não deu. A exoneração foi consumada anteontem.
PRESSA
Maurício Carvalho, nova eminência parda de Rocha, chegou a ser acionado para tentar segurar a dispensa e, segundo os relatos colhidos pela coluna, prometeu intervir. Ao final, prevaleceu a exoneração. A política, mais uma vez, mostrou que costuma ter pressa quando há interesses em jogo, mas raramente demonstra a mesma urgência quando o assunto é melhorar a qualidade do ensino.
CREDENCIAIS
O substituto é um cabo da Polícia Militar. Nada contra a patente, que merece respeito dentro da carreira militar. O problema não está na farda, mas na qualificação exigida para comandar uma das áreas mais estratégicas da administração pública. Ao examinar o currículo do novo secretário, a coluna não identificou, até aqui, elementos suficientes para compreender a escolha sob o ponto de vista técnico. Cabe ao governo apresentar as credenciais que justifiquem a nomeação.
CRITÉRIO
Educação não é repartição para acomodar aliados, distribuir agrados ou resolver equações de conveniência. Exige experiência, conhecimento pedagógico, capacidade de gestão e compromisso com resultados. Quando um profissional qualificado sai em meio a suspeitas de pressão política e é substituído por alguém cuja adequação técnica ainda precisa ser demonstrada, a sociedade tem o direito de perguntar: qual foi o critério?
CABO
Se a intenção era valorizar o novo secretário, o governo começou pelo pior caminho: deixou dúvidas no lugar das explicações. E, quando a administração pública não esclarece suas escolhas, a suspeita ocupa o espaço reservado à transparência. Talvez o cabo pudesse prestar relevantes serviços na área da segurança pública, onde a população também cobra resultados diante do avanço da violência. Afinal, se os comandos atuais não conseguem entregar a resposta esperada, é legítimo discutir a eficiência da estrutura. Mas isso não significa que a Secretaria de Educação deva servir de laboratório para improvisações administrativas.
CONTORNOS
O episódio deixa uma pergunta ainda mais grave: Massud Badra foi exonerado por deficiência de gestão ou por não ter cedido à pressões políticas? Se foi a segunda hipótese, o governador precisa explicar por que a resistência técnica teria custado o cargo ao secretário, enquanto os interesses supostamente contrariados permanecem sem esclarecimento. Marcos Rocha tem o dever de esclarecer os fatos, os critérios da exoneração e as circunstâncias que envolveram os processos. O TCE, por sua vez, deve ter seus apontamentos respeitados, não tratados como obstáculos burocráticos a serem contornados.
MOEDA
A educação de Rondônia já enfrenta desafios demais para ainda precisar disputar espaço com interesses de bastidores. Livro didático não pode virar moeda política, plataforma digital não pode servir de passaporte para influência e capacitação de servidores não pode ficar acima do escrutínio público.
PERDAS
A pergunta que fica é simples: quem perdeu com a saída de Massud Badra? Se perdeu apenas o governo, o prejuízo será administrativo. Se perdeu a educação pública, a conta será paga por alunos, professores e famílias. E esses, ao contrário dos personagens dos gabinetes, não têm poder para pressionar o governador. Na política de Rondônia, pelo visto, a técnica pode até entrar pela porta da frente. O problema é que, quando incomoda os interesses certos, acaba saindo pela porta dos fundos.
 ASSÉDIO
O governador Marcos Rogério avisou a coluna que não vai antecipar nenhum nome da equipe de primeiro escalão para evitar assédio político. Os nomes especulados pela imprensa, segundo ele, são meras conjecturas e podem não ser confirmados na lista final. A ideia é designar para as funções pessoas com capacidade técnica e administrativa.

Fonte: Jornalista Robson Oliveira / Porto Velho-RO




quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Ponta do Lápis em Movimento

 






Triumph Bonneville T40 e T40 Black 2027 estreiam com motor de 32 cv e ampliam família de 400 cc para seis motos

 

A Triumph apresentou as Bonneville T40 e T40 Black 2027, modelos clássicos de 400 cc com motor monocilíndrico de 32 cv, eletrônica com ABS em curva e previsão de chegada ao mercado europeu no primeiro semestre do próximo ano.

A Triumph anunciou oficialmente as novas Bonneville T40 e Bonneville T40 Black, duas motocicletas que levam a identidade visual da linha Bonneville à categoria de 400 cc.

Os modelos usam motor monocilíndrico com refrigeração líquida e passam a integrar a plataforma de menor cilindrada da marca, desenvolvida em parceria com a Bajaj.

Bonneville T40 e T40 Black 2027 - Divulgação

Bonneville T40 e T40 Black 2027 - Divulgação

As motocicletas compartilham especificações mecânicas e eletrônicas, enquanto a versão Black se diferencia pelo acabamento escurecido aplicado a diversos componentes.

Bonneville 400cc

Com a estreia das Bonneville T40 e T40 Black, a plataforma de 400 cc da Triumph passa a reunir seis motocicletas. A nova dupla amplia a presença da família Bonneville em uma faixa inferior de cilindrada.

Triumph Bonneville T40 2027 - Divulgação

Triumph Bonneville T40 2027 - Divulgação

Além das recém-apresentadas, a linha inclui Speed 400, Scrambler 400 X, Scrambler 400 XC, Tracker 400 e Thruxton 400. Esses últimos modelos citados já são comercializados no mercado brasileiro.

Segundo a fabricante, a plataforma ultrapassou 60 mil unidades vendidas em mais de 50 países desde 2023. Os projetos dessa família foram desenvolvidos em parceria com a Bajaj.

Motor revisado

Tanto a T40 quanto a T40 Black utilizam a versão mais recente do motor TR Series. Trata-se de um conjunto de um cilindro, 400 cc e refrigeração líquida, preparado especificamente para a aplicação nas novas Bonneville.

Triumph Bonneville T40 Black 2027 - Divulgação

Triumph Bonneville T40 Black 2027 - Divulgação

Para esses modelos, o propulsor recebeu cabeçote revisado e calibração própria. De acordo com a Triumph, o ajuste foi definido para privilegiar a disponibilidade de torque em faixas mais baixas de rotação.

O motor entrega 32 cv a 7.000 rpm e torque de 3,7 kgf.m a 5.000 rpm. Os números divulgados pela fabricante valem para as duas versões da motocicleta.

A marca também informa que a embreagem e o escapamento foram recalibrados para buscar um comportamento sonoro associado aos modelos da linha Bonneville.

Traços clássicos

O desenho das novas motos mantém referências tradicionais da família. Entre os elementos estão o tanque com formato de gota, o farol circular, os paralamas longos e as rodas raiadas.

O escapamento segue o estilo peashooter, adotado em motocicletas clássicas da marca. A pintura em duas cores e a filetagem feita à mão também fazem parte do acabamento informado pela Triumph.

Triumph Bonneville T40 2027 - Divulgação

Triumph Bonneville T40 2027 - Divulgação

As rodas têm aros de alumínio, com 18 polegadas na dianteira e 17 polegadas na traseira. Na parte traseira, a suspensão usa dois amortecedores.

A Bonneville T40 Black recebe acabamento específico em tonalidades escuras. A versão traz aros pretos, tampas do motor pintadas e sistema de escapamento com tratamento blacked-out.

Painel conectado

A Bonneville T40 adota painel TFT circular de quatro polegadas, com recursos de conexão para smartphone. O sistema permite o uso de navegação por mapas através do aplicativo Triumph Navigation.

Entre as funções do instrumento está o modo Heritage. Esse recurso altera a forma de apresentação das informações para reproduzir visualmente os mostradores analógicos tradicionais.

Painel TFT circular de quatro polegadas - Divulgação

Painel TFT circular de quatro polegadas - Divulgação

A iluminação das duas motos é inteiramente em LED. O conjunto inclui luz de rodagem diurna, indicadores de direção com cancelamento automático e aviso de frenagem de emergência.

As Bonneville T40 e T40 Black ainda contam com tomada USB-C. O item amplia as opções de conexão para dispositivos usados pelo piloto durante os deslocamentos.

Pacote eletrônico

O pacote de assistência reúne cinco modos de pilotagem. Estão disponíveis as configurações Road, Rain e Eco, além de dois modos que podem ser personalizados pelo condutor.

As motocicletas também recebem piloto automático, ABS em curva e controle de tração sensível à inclinação. Esses sistemas integram a lista de equipamentos divulgada para os dois modelos.

Triumph Bonneville T40 Black 2027 - Divulgação

Triumph Bonneville T40 Black 2027 - Divulgação

A adoção de recursos eletrônicos ocorre junto à proposta visual clássica das novas Bonneville. As duas versões utilizam a mesma base mecânica e o mesmo conjunto de tecnologias de pilotagem.

Medidas e cores

A altura do assento informada para as Bonneville T40 e T40 Black é de 790 mm. O peso em ordem de marcha declarado pela Triumph é de 191 kg para as motocicletas.

A fabricante também oferecerá um banco acessório mais baixo. Com esse componente, a altura do assento pode ser reduzida em 20 mm, chegando a 770 mm.

A Bonneville T40 2027 será disponibilizada em três combinações de pintura:

  • Aegean Blue com Fusion White;
  • Meriden Blue com Tangerine Orange;
  • New England White com Jet Black.

A T40 Black terá duas opções de acabamento, ambas em pintura fosca:

  • Matt Pewter Grey;
  • Matt Phantom Black.
Triumph Bonneville T40 2027 - Divulgação

Triumph Bonneville T40 2027 - Divulgação

Chegada prevista

Segundo a Triumph, os preços das Bonneville T40 e T40 Black serão anunciados no início de 2027. A empresa não divulgou valores no lançamento dos modelos.

As primeiras unidades estão previstas para chegar inicialmente ao mercado europeu durante o primeiro semestre de 2027. Até o momento, não houve confirmação de comercialização da nova dupla no Brasil.


Fonte: Tudo de Moto.com.br