O desafio é garantir que os benefícios da IA sejam amplamente distribuídos e que seu uso ocorra de forma consciente, ética e critica
A inteligência artificial já deixou de ser uma tendência para se tornar realidade. Dados da Fundação Seade mostram que 47% dos moradores já utilizam a IA no dia a dia, seja para trabalhos, estudos, pesquisas e até para lazer - publicações em redes sociais, por exemplo. Não se trata mais, portanto, de discurtir se a IA será adotada, mas como ela será utilizada.
A pesquisa mostra que o uso é amplamente superior entre os mais jovens e pessoas com ensino superior e renda mais alta. O risco é da criação de uma nova desiguladade digital, semelhante à que ocorreu no início da poupulariazação da internet. Entre aqueles que ainda não utilizlam ferramentas de IA, muitos afirmam não saber como usá-las ou sequer para que servem.
A popularização da inteligência artificial traz consigo um desafio que não pode ser ignorado: o risco de apçrofundar desigualdades já existentes. Quem domina essas ferramentas consegue realizar tarefas com mais rapidez, ampliar a produtividade, acessar informações de forma mais eficiente e desenvolver novas competências, tornando-se mais competitivo no mercado de trabalho. Por outro lado, aqueles que não têm acesso às tecnologia ou não sabem utilizá-la correm o risco de perder oportunidades de qualificação, emprego e ascesão profissional.
A inteligência artificial pode se transformar em um fator de inclusão ou exclusão. A diferença estará na capacidade da sociedade de garantir que o conhecimento e os benefícios dessa tecnologia cheguem a todos, e não apenas aos grupos wque já dispõem de mais recursos e oportunidades.
Assim como houve a necessidade de alfabetização digital no ínício da internet, agora surge a necessidade de uma nova competência. Não basta ensinar a usar aplicativos e fazer perguntas para a IA. É preciso ensinar a verificar informações, a identificar erros, a reconhecer vieses, a proteger dados pessoais e a compreender limites da tecnologia. A IA não substitui pensamento crítico e deve ser utilizada como uma ferramenta de apoio, não um substituto da inteligência humana,.
A respçosta produzida em segundos por uma máquina não dispensa o julgamento, a experiência e o senso crítico de quem recebe. A inteligência artificial não deve vistga nem como uma ameaça inevitável nem como uma solução mágica para todos os problemas. O desafio é garantir que seus benefícios sejam amplamente distribuiídos e que seu uso ocorra de forma consiente, ética e crítica.
Fonte: Jornal Diário da Região
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