terça-feira, 11 de agosto de 2026

PACIÊNCIA E LUCIDEZ

 Todo o ensinamento de Jesus está permeado de poesia. Ele se utiliza de elementos da natureza e do cotidiano da vida para nos tirar da superficialidade. A semente, o joio, o fermento e a mostarda não são apenas figures de linguagem; são também símbolos potentes que nos apontam a transcedência. 

O semeador lança a semente boa na terra. Quem semeia a bondade são os filhos de Deus. Ocorre que, concomitasntemente, há alguém semeado o joio, isto é, o mal. Segundo o escritor sagrado, os que semeiam o joio são os filhos do maligno.

A imagem do joio e do trigo supera o argumento simplista que divide tudo entre o bem e o mal. Tratamos aqui de algo complexo, como é cada pessoa e como é a realidade do mundo.

No mundo de hoje, maercado por guerras, polarização, indiferença e desumanidade, essa parábola é um conviter a paciência e ao discernimento. Paciência tem a ver com o modo como lidamos com o tempo; discernimento refere-se à nossa capacidade de tormar decisões e chegar ao cerne, isto é, parte boa, e agir.

Pela nossa condição humana, a tentação imediata sweria arrancaer e eliminar logo o joio; julgar e condenar. Jesus, porém, indica outro caminho, pois, ao arrancar o joio, corremos o risco de arrancar também o trigo. Isso não é fácil e exige sensatez. A sensatez de uma alma insipirada pelo Evangelho, e não pelas próprias vontades. Nossa tarefa não julgar, mas perseverar, ser a semente boa que cresce e da frutos, mesmo em meio às adversidades.

O símbolo do fermento nos aponta a esperança, aquela esperança ancorada na paciência que faz nossa ação valer a pena. O fermento, apesar de pequeno, é capaz de levedar toda a massa. Ele representa a ação discreta, porém valiosa.

Em uma realidade muitas vezes apática, ser fermento signfica ser a presença transformadora de Cristo. Certamente não se trata de influencer famoso, de grandes manifestações ou de atos grandiosos, mas de pequenos gestos de "semente de mostarda", de amor, de justiça e misericórdia. Semear sem alarde é como chuva leve, que rega a terra na profundidade. É a gentileza que desarma a violência, a solidariedade que combate a indiferença e a esperança que ilumina o desânimo.

Deus nos ajude!




Fonte: Pe. Antônio Iraildo Alves de Brito, ssp / O DOMINGO - semanário litúrgico-catequético






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