domingo, 30 de janeiro de 2022

Wagner (geleia) e Natália - Motociclistas / Intruder 125 - As Maravilhas de Bonito





Meu, Nosso Conjunto San Matheus Residence / Nossos Vizinhos


 Fonte: Eldorado Filmes / Raissa Dourado - Porto Velho-RO


640. POINT DO MOTOCICLISTA

640. POINT DO MOTOCICLISTA

AVENIDA NAÇÕES UNIDAS COM RUA SALGADO FILHO

PRAÇA DO MOTOCICLISTA

29.01.2022

PORTO VELHO - RONDÔNIA




Realizamos mais um tradicional  Point do Motociclista neste sábado. Como sempre o nosso Point é um ponto de encontro do motociclismo da nossa Capital e vem se transformando em um acontecimento tradicional e marcante no também motociclismo do nosso Estado. Veja as fotos registradas pelos Amigos que lá compareceram.

























Opinião de Primeira - DONOS DE POSTOS PROTESTAM CONTRA DECRETO DO ICMS CONGELADO E GOVERNO ABRE DIÁLOGO PARA CORRIGIR PERDAS DO COMÉRCIO DE COMBUSTÍVEIS



Nada como o bom e velho diálogo. Pois foi ele que conseguiu contornar uma grave crise que se prenunciava, nas relações entre o Governo de Rondônia e proprietários de mais de 500 postos de combustível em todo o Estado, dos maiores aos bem pequenos, localizados em distantes regiões rondonienses. A história é longa, mas num resumo para se compreender a situação com facilidade, no decreto que congelou a pauta do ICMS no Estado por mais 60 dias, pelo menos, haveria uma diferença que poderia ser debitada nas contas dos postos, eles já sobrecarregados de impostos e tributos e, mais que isso, perdendo clientes pelo alto preço dos derivados nas bombas. Logo após a publicação do decreto, começou uma grande movimentação dos advogados e do Sindicato patronal, protestando com veemência contra a medida que poderia, em alguns casos zerar e em outros fazer com que o que o comerciante pagaria de tributos, poderia até ultrapassar sua já magérrima margem de lucro. Além disso, há ainda uma questão controversa, que continua em debate. Pelo menos 150 milhões de reais em ICMS que já teriam sido pagos a mais pelos postos (o valor final poderia ser ainda maior), estão sendo cobrados pelas empresas. Algumas, menores, teriam até a faixa de 1 milhão de reais a receber, mas há organizações muito maiores, como por exemplo a maior rede de postos do Estado, que teriam direito ao ressarcimento de perto de 40 milhões de reais em ICMS pago a mais. Todo este pacote colocou empresários e governo em rota de colisão, embora, ao menos até agora, os dois lados tenham tido uma convivência pacífica e harmoniosa.

Pois no meio da crise, surgiu o bom senso do diálogo. Ouvindo reclamações dos representantes dos postos, o competente secretário da Sefin, Luiz Fernando, abriu a mesa de conversações, para aparar as arestas. Garantiu que o Governo não quer injustiça tributária alguma e que, nesta próxima semana, todos os detalhes do decreto que estão sendo contestados, serão amplamente debatidos. Se for o caso, serão corrigidos. Foi um balde de água fria no calor dos debates, porque havia empresários do setor já em pé de guerra. É sempre bom lembrar que, no pacote da composição de preços dos combustíveis, são os postos que ficam com a menor fatia. Há casos em que alguns deles chegam a faturar apenas entre 8 e 10 por cento pelo litro (o preço médio em Rondônia, hoje, ao consumidor, está na faixa dos 6 reais e 80 centavos por litro, para a gasolina, apenas como um exemplo), enquanto a maioria dos pequenos consegue até menos desse percentual. É com esse micro lucro do que vendem, que os postos precisam manter funcionários, infraestrutura e todas as despesas, para atenderem seus clientes. Houve, ao menos por enquanto, um suspiro de alívio na questão que começava a fervilhar. Graças ao diálogo, as coisas estão sendo analisadas de outra forma. Nos próximos dias, haverá mais novidades sobre o tema.

ESTADO E PREFEITURA DA CAPITAL SE PREPARAM PARA ABSORVER ALTOS CUSTOS DO NOVO PISO SALARIAL DOS PROFESSORES - Qual o impacto que se registrará nos cofres públicos do Estado e de Porto Velho, com a decisão do governo Bolsonaro em aumentar em mais de 33 por cento o piso salarial dos professores? No final do ano passado, quando se falava neste percentual, a Confederação Nacional dos Municípios avaliava que, se adotado este reajuste, isso representaria um impacto financeiro de até 30 bilhões de reais nas finanças das Prefeituras. Para a Seduc, segundo o secretário Suamy Vivecananda, já havia uma previsão orçamentária do Estado, para o pagamento do piso, embora o cálculo do que se previu, tenha sido um pouco menor do que o reajuste autorizado. “Nosso planejamento já previa esse custo e certamente em breve teremos boas notícias para nossos professores beneficiados com esta medida”. Já em nível municipal, a secretária Gláucia Negreiros determinou um levantamento completo da sua equipe técnica, para avaliar o peso do novo piso no contexto do orçamento da sua Secretaria e, no geral, para os cofres da Prefeitura. Ainda não há uma definição sobre o impacto nas finanças da Semed e do município. O novo piso beneficia os professores em sala de aula com 40 horas semanais e, no país inteiro, o valor de 3.845,63 reais será pago a mais de 1 milhão e 700 mil profissionais.

VOLTA PRESENCIAL ÀS AULAS NO ESTADO E PARCIALMENTE NA CAPITAL, CONTINUA MANTIDA PARA 9 DE FEVEREIRO - Ainda sobre o tema, até agora não houve qualquer mudança nos planos tanto do governo rondoniense quanto da Prefeitura da Capital em relação à volta às aulas. Tanto os mais de 195 mil estudantes da rede estadual quanto os mais de 45 mil do ensino municipal estão convocados para retornar aos estudos, com uma diferença. Nas escolas do Estado (mais de 300) todos os estudantes retornarão às aulas presenciais, a partir do próximo 9 de fevereiro, uma quarta-feira, daqui a 12 dias. Na mesma data, retornam às escolas da Capital, sob responsabilidade do município, mas de forma híbrida, ou seja, parte dos estudantes em aulas presenciais e outros em casa, dependendo da vontade dos pais. Mesmo com o aumento de casos de Covid e com a chegada da cepa Ômicron, o calendário será mantido e somente se houver algum recrudescimento mais sério da doença, o tema será novamente discutido. Tanto a Seduc quanto a Semed informam que serão tomados todos os cuidados de prevenção, como uso de máscaras, álcool gel e distanciamento. Na volta presencial de parte dos estudantes do Estado, na reta final de 2021, pouquíssimos casos da doença foram detectados nas escolas e, quando os houve, todas as medidas e cuidados foram tomados. Portanto, todos os milhares de estudantes rondonienses que preparem seus cadernos e livros, para a volta às aulas, já no início deste 2022.        

COLIGAÇÃO DE QUATRO ANOS, COM NOME DE FEDERAÇÃO: PARTIDOS QUEBRAM CABEÇA PARA A ELEIÇÃO DESTE ANO - Políticos rondonienses, principalmente os dirigentes de partidos, andam serelepes por Brasília, tentando ter o máximo de informações possíveis sobre as futuras alianças políticas e como elas estão sendo costuradas. Como as coligações estão proibidas, o que os rondonienses têm ouvido nos bastidores, são os grupos tentando formar federações, que é uma coligação com outro nome, mas com uma diferença brutal: ela tem que durar pelo menos quatro anos. Partidos que oficializarem uma federação, não poderão se desgrudar dela ao menos até a próxima eleição. Como isso refletirá nas disputas para Governo, Congresso e Assembleia Legislativa em nosso Estado, ainda não está muito claro. A princípio, federações acertadas em nível nacional, terão que ser seguidas nos Estados e é aí que a questão está pegando. Há partidos, como o União Brasil, presidido no Estado pelo governador Marcos Rocha, que sói seguirá a orientação nacional, caso ela apoie a reeleição de Jair Bolsonaro. Não há plano B. Já estão acertadas algumas federações, sabe-se dos bastidores da política nacional. Uma delas deve unir dois partidos aparentemente de ideologias diferentes: o PSDB mais ao centro e o Cidadania, mais à esquerda. Em Rondônia, por exemplo, se uniriam personagens como o prefeito Hildon Chaves (se ele não for para o PSD) e a deputada Mariana Carvalho (se não for para outra sigla) ao secretário municipal da Agricultura de Hildon, o advogado e professor Vinicius Miguel.

SERÁ QUE, A ESQUERDA FINALMENTE SE UNIRÁ, SÓ PARA COMBATER BOLSONARO, O INIMIGO COMUM? - Outro acordo que estaria sendo fechado é o do PDT (aqui comandado por Acir Gurgacz) com a Rede, sem uma liderança clara hoje, em Rondônia. Também estão conversando para uma união nacional partidos como PTB e PROS; Patriotas e PSC; Avante e o até há pouco PTC, que mudou de nome para Agir. Os últimos quatro, a princípio, estariam juntos no apoio à reeleição não só do presidente Bolsonaro, como também do governador Marcos Rocha. A teoricamente federação mais forte em debate, em Brasília, provavelmente será a mais difícil de se tornar realidade. Ela reuniria os partidos de esquerda. Mas, como se sabe, cada um tem sua linha de ação, filosofias diferente e fazer uma reunião em que os esquerdistas concordem uns com os outros, é quase uma missão impossível. Talvez, pelo inimigo comum (todas as siglas esquerdistas querem apoiar Lula e ver Bolsonaro pelas costas), dessa vez PT, PC do B, PSB, PV e PSOL consigam fechar um acordo, mas, ao menos por enquanto, isso não está definido. Embora haja um inimigo comum em nível nacional, nos Estados as questões locais são muito diferentes. Em Rondônia, por exemplo, os comunistas aceitariam (apenas para dar um exemplo), fecharem questão em torno de um nome petista ou do PSOL ou do PSB para o governo? As conversas entre os líderes das mais de 30 siglas que disputarão a eleição em 2022 continuam. Até agora, tem muita coisa alinhava, mas muito pouco acordo oficialmente fechado. Até final de março, certamente, as coisas estarão bem mais claras e se saberá quem andará com quem na disputa de outubro.

CENTELHA, UM PROJETO INOVADOR NAS ÁREAS DA CIÊNCIA E TECNOLOGIA, TEM MAIS DE 1 MILHÃO DE REAIS EM INVESTIMENTOS NO ESTADO - Rondônia tem tido destaque especial no programa Centelha, promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações, comandado pelo astronauta Marcos Pontes, que inclusive esteve no Estado, para lançar uma série de projetos. A Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado (Fapero), coordena os projetos locais, abrindo perspectiva de investimentos em programas que terão investidos, só em Rondônia, de mais de 1 milhão e 179 mil reais. Resumidamente, o Programa Centelha visa estimular a criação de empreendimentos inovadores, a partir da geração de novas ideias, além de disseminar a cultura do empreendedorismo inovador em Rondônia. Nesta nova etapa, no programa Centelha, 22 projetos serão contemplados, cada um com mais de 53 mil reais em subvenção econômica, além da concessão de bolsas de Fomento Tecnológico e Extensão Inovadora do CNPq, de mais 26 mil, por cada projeto selecionado. Durante um ano, empresas participantes do programa passarão pela fase de acompanhamento com suporte e capacitação, para transformar suas ideias em negócios de sucesso. As inscrições para participação neste empreendimento da maior importância para o desenvolvimento da ciência e da tecnologia em nosso Estado, são gratuitas e estão abertas até 18 de fevereiro. Podem ser feitas através do link  https://ro2.programacentelha.com.br/#

 BOLSONARO, PEDRO CASTILLO, IVO CASSOL: TUDO ISSO NUM SÓ DIA, A QUINTA-FEIRA QUENTÍSSIMA DA SEMANA QUE COMEÇA - Semana importante para Rondônia, mas também especialmente para uma das suas lideranças políticas mais importantes. O primeiro evento de destaque não poderia ser outro, que não o encontro dos presidentes Jair Bolsonaro, do Brasil e Pedro Castillo, do Peru. Os dois mandatários vão se reunir, se não houver mudança de planos, no Palácio Rio Madeira/CPA. Porto Velho, pela primeira vez na sua história, registrará uma reunião deste tamanho, reunindo dois líderes da América Latina. O batalhão precursor da Presidência da República já começa a se deslocar para a Capital rondoniense a partir desta segunda-feira. Os detalhes da agenda ainda não foram divulgados, mas se sabe que a pauta principal terá tons econômicos, relacionados à exportação de produtos de um país para o outro. O Peru é um dos maiores compradores de veículos do Brasil, no continente e o Brasil importa grandes quantidades de adubos e fertilizantes químicos. Na mesma quinta-feira, dia 3, outro evento, dessa vez ligado à política local, deverá ser decidido e, seu resultado terá influência direta na disputa pelo Governo do Estado, em outubro. À tarde, o STF decidirá se políticos com direitos políticos cassados, como é o caso do ex-governador e ex-senador Ivo Cassol, poderão concorrer já este ano. Se a decisão lhe for favorável, há chances de, no dia seguinte, Cassol oficializar seu nome na disputa contra Marcos Rocha, Marcos Rogério, Confúcio Moura, Léo Moraes e qualquer outro nome que também queira o comando do Estado. Portanto, será uma quinta-feira das mais quentes para os rondonienses.

NOMES NÃO FALTAM À CÂMARA FEDERAL, MAS JÚNIOR GONÇALVES JÁ AVISOU QUE ESTÁ FORA DA DISPUTA - Nomes não faltam. Lúcio Mosquini, Mariana Carvalho, Silvia Cristina, Coronel Chrisóstomo, Expedito Netto e Mauro Nazif, seis dos oito atuais membros da bancada federal, são candidatíssimos  à reeleição. Há ainda a possibilidade de gente boa de voto, como Jesualdo Pires, também entrar na briga. Entre caras novas ou recém participantes na política, há a perspectiva de estarem na briga Chico Holanda, Bruno Scheid, Elias Rezende e Breno Mendes, entre muitos outros que vão surgir ainda. Serão dezenas de candidatos em busca das oito vagas à Câmara Federal, neste ano. Mas há quem esteja sendo citado como candidato que já avisou que não topa. O personagem é o competente chefe da Casa Civil do governo, Júnior Gonçalves, sem dúvida uma das surpresas mais positivas da administração Marcos Rocha, que chegou de surpresa na função, tomou conta dela e hoje não há quem, no mundo local da política, quem não reconheça a importância dele no contexto da administração estadual. Questionado se pretende aproveitar o bom momento e aceitar uma indicação para concorrer, Júnior tem repetido sempre o não. Nas suas páginas nas redes sociais (principalmente no Instagram, onde está mais presente), ele responde perguntas dos internautas e voltou a afirmar, a uma pessoa que o questionou, que não vai participar da eleição e que pretende ficar onde está.  Até brincou, dizendo que há alguns sites já o colocando como candidato, mas avisou: está fora da disputa.

PERGUNTINHA - Você sabia que meteorologistas do Brasil e de outros países estão anunciando fevereiro deste ano como o mais quente de toda a história, desde que se começou a registrar as temperaturas, em países onde é verão, como o nosso?


Fonte: Jornalista Sérgio PIres / Porto Velho-RO.





sábado, 29 de janeiro de 2022

Venustidade











MOMENTO JURÍDICO - Eleições presidenciais em 2022 e suas peculiaridades: assuntos que serão discutidos até outubro

 

Confira as principais peculiaridades que envolvem as eleições presidenciais em 2022 e entenda os reflexos delas sobre o processo eleitoral.


Dentre os eventos sociopolíticos que ocorrerão neste ano que se inicia, um dos mais importantes e esperado são as eleições presidenciais!

O Brasil, assim como em outros países da América latina, terá que escolher o novo representante máximo do seu poder executivo. Essa decisão ainda gera uma forte polarização entre as pessoas e traz consigo o debate de outros temas também imprescindíveis.

De acordo com pesquisa realizada pelo EPIC, há uma grande divisão nas intenções de votos no Brasil, na medida em que o ex-presidente Lula (PT) dispara nas pesquisas populares de intenção de voto com 27 pontos percentuais à frente do atual presidente Jair Bolsonaro (PL) nas prévias para as eleições presidenciais em 2022.

Além disso, devemos nos atentar a outros assuntos que serão extremamente debatidos até o 1º turno e devem interferir na opinião pública.

Ora, segundo especialistas, o tema das liberdades de expressões, o retorno ao voto em papel e os desdobramentos do processo eleitoral de outros países nas discussões do Mercosul, são algumas das pautas que tornarão essa uma das eleições mais peculiares das últimas décadas.

Por isso, se você tem interesse em manter-se atualizado quanto as particularidades que envolvem essas eleições presidenciais em 2022, esse artigo é para você!

Como se dará a liberdade de expressão em meio às eleições de 2022?

O direito constitucional à liberdade de expressão, o qual tem sofrido diversos ataques nos últimos anos, se apresenta como questão de risco no Brasil hoje. Diante das eleições presidenciais, espera-se que esse cenário se intensifique.

A discussão desse tema foi fortalecida após o último processo eleitoral, realizado em 2018. De lá para cá, a população presenciou inúmeras situações que ferem o direito à liberdade de expressão, tais como: casos de censura e prisõesdesmonetização de canais de produção de conteúdo, exclusão de contas em redes sociais, quebras de sigilo fundamentados em pouca, ou até mesmo em nenhuma, base legislativa concreta.

Isto posto, outro fator que tem sido utilizado de forma ativa pelo Judiciário brasileiro em atos que afrontam o direito à liberdade de expressão é a questão das fake news.

Como no Brasil, ainda não possuímos uma legislação precisa e detalhada que conceitua e define com exatidão o que são fake news, o tema passou a ser usado de forma indiscriminada.

Assim, o combate às fake news emergem até mesmo como justificativa para coibir opiniões contrárias aos posicionamentos jurídicos majoritários, ou até mesmo contra instituições políticas.

Considerando este último ponto, ocorreu logo no começo de 2021 o emblemático caso do Deputado Federal Daniel Silveira (PSL), o qual foi preso por decisão proferida pelo Ministro do Supremo Alexandre de Moraes após ter publicado um vídeo com críticas aos membros que compõem a corte.

Aliada à liberdade de expressão, também existem garantias constitucionais para o exercício de imprensa. Ao longo dos últimos anos, tal instância tem sofrido diversos ataques, seja por parte do atual presidente, seja por parte do poder judiciário - o qual atua de forma a proibir judicialmente a publicação de certas matérias relacionadas ao governo.

De acordo com Marcelo Träsel, presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), a maior preocupação dos veículos de imprensa é com a censura prévia, quando algum agente ou órgão estatal impede a publicação de uma matéria, o que nitidamente configura-se um ato de censura.

Ao observar essa conjuntura, fica nítido que o Brasil passa por uma grande instabilidade acerca das garantias constitucionais.

Nesse sentido, tal matéria se torna assunto de importância internacional. Não por acaso, a Human Rights Watches destacou em seu Relatório Mundial 2022, que o com a proximidade das eleições presidenciais neste ano, as instituições democráticas devem intensificar seus esforços com o intuito de resguardar os direitos ao voto e a liberdade de expressão de qualquer tentativa de perturbação do processo eleitoral ou de enfraquecimento do Estado democrativo de direito.

A volta da discussão sobre o voto impresso

Embora tenha sido adotado a mais de 25 anos nas eleições brasileiras, as urnas eletrônicas voltaram a ser pauta de discussões acaloradas no cenário político. A volta do debate desse tema foi fortalecido após falsas afirmações realizada pelo atual presidente Jair Bolsonaro, o qual alega que as eleições de 2018 foram fraudadas. O presidente afirma que já havia sido eleito no primeiro turno, e pôs em dúvida a segurança das urnas eletrônicas, em live nas redes sociais.

Aliada a tais afirmações, no ano de 2021, foi votado na Câmara dos Deputados a PEC 135/2019, de autoria da Deputada Federal Bia Kicis (PSL-DF), que tinha como objetivo realizar uma mudança significativa na logística de apuração de votos eleitorais, referendos e plebiscitos ao incluir células de papel junto a urnas eletrônicas, com o fito de garantir um meio de conferência manual dos votos em caso de suspeita de fraude.

Como justificativa para a elaboração da PEC, a parlamentar alega que, ao longo dos anos, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vem atuando no sentido de derrubar leis aprovadas pelo Congresso brasileiro com a necessidade da impressão do voto. No caso, a votação findou pela não aprovação da PEC, ainda que a maioria dos deputados presentes tenham votado pela aprovação da mesma.

Ademais, o TSE, a fim de clarear tal matéria para a sociedade, apresentou três grandes pontos negativos na adoção do voto impresso, os quais são:

i. Maior probabilidade de fraude do que o voto eletrônico, já que pessoas manusearão os “comprovantes” de votos;

ii. A cada dois anos seria necessário montar um grande esquema logístico para garantir o transporte e armazenamento seguro dos votos de 148 milhões de eleitores brasileiros.

iii. Alto risco de judicialização das eleições, ato que só gera mais insegurança jurídica e social quanto aos resultados das eleições.

Isto posto, embora já recusa da proposta de emenda, tal assunto ainda paira sobre o cenário político nacional e tende a ser matéria de debate com a proximidade das eleições presidenciais em 2022. Mesmo assim, os ataques ao TSE e urnas eletrônicas continuam.

Como as eleições presidenciais em 2022 impactam no Mercosul ?

Outro ponto relevante acerca das eleições presidenciais em 2022 é a sua influência no Mercosul. Dentre os 14 membros que compõem o bloco econômico, divididos entre países membros, associados e observadores, três deles têm suas eleições agendadas para este ano. Isso influencia nas dinâmicas e relações do bloco.

Impulsionada pela crise econômica mundial, de acordo com Paulo Velasco, professor de Política Internacional da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), há uma sensação de insatisfação geral da população latino americana com a classe política e quem acaba pagando a conta é o partido no poder. Dito isso, se fortalece a tendência eleitoral no continente, na qual a população passou a direcionar seus votos contra o establishment e dar espaço à oposição.

Este posicionamento se expressa por meio do fato de que, nas eleições ocorridas na América Latina em 2019, em 11 das 12 eleições, o voto majoritário foi para mudar o mandato da mão do partido que estava no poder.

Podemos aqui destacar, como um dos posicionamentos que influenciaram nas dinâmicas do bloco, a intenção do ex-presidente Lula (forte candidato a eleição à presidência do Brasil) de reformular o acordo comercial existente em 2019 entre a União Europeia (UE) e o Mercosul, caso eleito.

Caso realmente se concretize, isso representará importante advento à américa latina, na medida em que irá potencializar as as relações comerciais do bloco, expandir as possibilidades de parceiros econômicos, bem como reaquecer a economia brasileira e sulamericana pós pandemia.

E a pandemia do COVID-19, como influencia nas eleições de 2022?

A pandemia do novo coronavírus impulsionou uma grande crise sanitária no mundo. Apesar disso, vale destacar que apesar dos fatores negativos, algumas medidas de segurança e adotadas durante esse período podem acarretar melhorias para a saúde pública, mesmo após vencermos o covid-19.

De acordo com Pedro Brites, professor da Escola de Relações Internacionais da Fundação Getúlio Vargas, essa mudança no método de conduzir o país, reduzindo ou não os efeitos da pandemia na sociedade, deixa nítida a qualidade de governança do atual, sendo assim um fator determinante neste ano de eleições presidenciais.

Isto posto, podemos verificar na prática que a condução do estado frente aos efeitos do coronavírus é crucial para a reeleição ou derrota do atual governo.

Como exemplo negativo, temos a figura de Donald Trump, que inicio o ano de 2020 com um forte favoritismo à reeleição, porém, em virtude do seu negacionismo em relação à crise sanitária - aliado a afronta às medidas de isolamento, bem como a recomendação de medicamentos sem qualquer comprovação científica de eficácia, teve sua popularidade eleitoral drasticamente reduzida e, ao final do ano - perdeu o posto de presidente dos Estados Unidos para o seu opositor, Joe Biden.

Em outra face, temos a personalidade de Jacinda Arden que ao conduzir as ações contra o covid-19 do seu governo Nova Zelândia e reduzir os efeitos da pandemia, foi considerada um exemplo de governança, tendo a capacidade de unir sua população e manter as estruturas do país operantes. Por efeito, Jacinda garantiu a sua reeleição como primeira-ministra, sendo a prova de que as condutas do governo em meio a pandemia possuem total influência na sua manutenção, ou não, no poder.

Nessa perspectiva, para as eleições presidenciais em 2022, principalmente no Brasil, este cenário tende a prosseguir. De acordo com Thiago de Aragão, diretor de estratégia da Arko Advice, a população estará mais atenta e criteriosa ao avaliar a postura e capacidade de planejamento dos candidatos às eleições, principalmente a cargos do executivo, durante a pandemia.

Desse modo, podemos perceber que o modo como o governo do atual presidente Jair Bolsonaro conduziu a pandemia até o presente momento será determinante para a sua permanência no poder.

Embora a vacinação tenha avançado de forma satisfatória nos ano de 2021, tendo mais de 145 milhões de brasileiros vacinados ao menos com a primeira dose, vemos agora no início de 2022 a ascendência de novas cepas do coronavírus, como é o caso da omicron, bem como a atuação estratégica da oposição em destacar em suas respectivas campanhas eleitorais os fracassos no combate a pandemia, fatores estes que serão cruciais para os resultados do processo eleitoral brasileiro.

O que esperar para o futuro?

São inúmeras as questões profundas e complexas que estão em jogo nas disputas eleitorais de 2022. Por isso, é importante estarmos atentos ao debate que se constroi na esfera pública acerca de cada um desses pontos.

Afinal, a eleição é um dispositivo fundamental que caracteriza o Estado Democrático de Direito e a manutenção do mesmo, perpassa pela alternância entre poderes, liberdade de expressão e debate saudável entre diferentes pontos de vista.

Escrito por Vinícius Rodrigues

ECONOMIA - Presidente diz que enviará PEC de combustíveis na semana que vem

 

Medida deve zerar imposto federal sobre o diesel


O presidente Jair Bolsonaro disse hoje (29) que o governo deve enviar na próxima semana uma proposta de emenda constitucional (PEC) ao Congresso para zerar o imposto federal que incide sobre o diesel.

Segundo o presidente, a medida é necessária para que o corte seja realizado sem indicar uma fonte de recurso para compensar a perda na arrecadação dos impostos.

A proposta é discutida como uma das medidas para conter o aumento dos combustíveis. Pela legislação fiscal, uma fonte compensatória deve ser indicada pelo governo no caso de renúncia de receitas.

“Nós vamos entrar com uma PEC na semana que vem pedindo ao Congresso que me dê autorização para zerar o imposto de diesel sem fonte compensadora”, afirmou.

Na semana passada, o presidente anunciou a PEC para conter o preço dos combustíveis. Desde então, a discussão está em torno do alcance da medida.

Embora o texto da emenda não tenha sido divulgado, os alvos da redução seriam os tributos federais que compõem o preço dos combustíveis. Contudo, os impostos estaduais e o valor cobrado pela Petrobras continuariam no preço final.


Fonte: Agência Brasil.