sexta-feira, 30 de junho de 2017

Maria Hilda e Marlene

Na ultima segunda feira (26), este escriba teve o prazer de conhecer a Maria Hilda e a Marlene, residentes em Santa Cruz de la Sierra/Bolívia. Ambas tem uma tia aqui em Porto Velho que é a Delma, inclusive trabalhamos juntos na Polícia Civil.  A Hilda é uma pessoa muito simpática e muito educada, fico feliz por conhecê-la pessoalmente na residência da Delma. Assim como, também a Marlene, sua prima. Fica aqui o meu muito obrigado pela visita. Abraço à todas. Veja as fotos.

Marlene, Delma e Maria Hilda






Opinião de Primeira - O QUEBRA CABEÇA ELEITORAL DE 2018 ESTÁ LONGE DE SER MONTADO

Há um enorme quebra cabeças para ser montado, quando se começa a pensar nas eleições do ano que vem. Em Rondônia, as coisas se tornam cada vez mais complexas, pelos nomes que vão disputar a sucessão de Confúcio Moura e também nas formações para a bancada federal, destacando-se ainda a disputa por duas vagas para o Senado. Ficará ainda mais complicada a corrida pelas 24 cadeiras na Assembleia, já que se imagina que perto de 300 postulantes estarão na batalha, incluindo-se pelo menos duas dezenas dos atuais parlamentares, que buscarão a  reeleição. Para o governo, há dois nomes certos: Maurão de Carvalho e Acir Gurgacz.  Acir tem ainda quatro anos de mandato no Senado. Seu suplente é Gilberto Pizeu, de Ji-Paraná, um nome praticamente desconhecido no Estado. Se a eleição fosse hoje, as pesquisas apontam que Maurão estaria bem à frente, mas até outubro de 2018 há um longo caminho ainda a percorrer. Ivo Cassol é nome certíssimo para concorrer ao Governo, caso consiga superar seus problemas judiciais. Se ele entrar na briga, muda tudo. Cassol aparece muito bem nas pesquisas. Enquanto isso, a turma de Acir Gurgacz acha que convencerá Maurão a ser vice na chapa, como o senador e seus aliados sonham. Maurão nem aceita pensar nessa possibilidade. Tem bastante cacife para ser o nome do PMDB ao Governo, com Confúcio Moura e Valdir Raupp concorrendo às duas vagas ao Senado. Acir quer cooptar o PMDB, mas essa chance, ao menos hoje, parece impossível. O que o PDT sonha é montar um trio de peso, com Raupp e Confúcio e mais Jesualdo Pires, os três disputando as duas vagas ao Senado, numa super chapa. Falta combinar com Maurão, que está muito bem na foto para o Governo!  E com o comando do PMDB, que não aceita sequer aventar essa possibilidade, ao menos até agora.

Onde entra Expedito Júnior, o poderoso tucano bom de voto? Se depender da escolha pessoal, ele vai ao Senado. Seus parceiros acham que, nessa hipótese, uma das duas vagas é dele. Mas, e o Governo? Pode ser também um caminho para Expedito, mas tudo vai depender do que acontecerá na complexa conjuntura estadual e nacional, daqui para a frente.  Confusão geral, nesse momento. E os novatos? Tem a possibilidade do atual desembargador Gilberto Barbosa,  que se aposenta em dezembro e que pode entrar na corrida pelo Governo. O mesmo poderá ocorrer com o atual promotor Héverton Aguiar, que também estará livre de seus compromissos no MP.  Maurão, Acir, Cassol, Expedito, Barbosa, Héverton: por enquanto seria a meia dúzia de postulantes, nesse raciocínio. Mas dizem que vem mais gente por aí. Inclusive podem surgir surpresas de última hora. Esperemos, pois, para ver quando o quadro começará a se clarear.

DISPUTA DURA NA CÂMARA
Na bancada federal, a grande maioria dos postulantes vai disputar a reeleição. Mariana Carvalho só pensa nisso. Não quer saber de Senado e nem Governo, embora possa ser pressionada a mudar de posição, pelo tucanato nacional. Lúcio Mosquini, que tem feito um bom trabalho, dedicado à sua região e ao Estado, também é candidatíssimo. Lindomar Garçon igualmente quer outro mandato. Marinha Raupp vai tentar chegar pela sexta vez à  Câmara. Também tentará voltar o líder do PTB, Nilton Capixaba, atual líder da bancada. O jovem Expedito Netto, uma boa estreia na política rondoniense, tem o sobrenome e já fez seu nome, para buscar se manter no posto. Há duas dúvidas. Uma, a do deputado Luiz Cláudio, que teria comentado com amigos que talvez prefira um mandato na Assembleia, mas isso ele não confirmou. Pode ser apenas conversa sem fundamento. Sua reeleição seria pule de 10, como se diz na linguagem do turfe. O último é Marcos Rogério. Esse sim, tem sido instado pelo DEM a trocar de lugar no Congresso, não disputando a reeleição, mas buscando uma vaga ao Senado. Teria cacife? Pesquisas do seu partido e de adversários dizem que sim. A verdade é que a reeleição para todos desse time não será fácil, porque vêm aí uma enorme turma de bons concorrentes, querendo tirá-los de lá. Um deles, por exemplo, é Adelino Follador, o mais votado pela deputado estadual, que quer ir à Câmara, em 2018. O ano que vem vai mesmo ferver, na política nacional e estadual.

UM PROJETO POLÊMICO
Um projeto envolvendo a criação do Núcleos Especiais Criminais (Necrim), no âmbito da Polícia Civil, causou grande confusão na Assembleia, nesta terça. Primeiro, pelo bate boca, que acabou até interrompendo a sessão, entre os deputados Léo Moraes e Jesuino Boabaid. Léo queria o projeto como está, Boabaid queria que ele fosse direcionado à Polícia Militar. A coisa ficou tão feia que o presidente Maurão de Carvalho teve que usar toda a sua liderança e experiência, para conter os ânimos. Mas teve mais. O líder do governo, deputado Laerte Gomes, também criticou a forma como o projeto foi encaminhado ao parlamento. Ele não gostou que o governador Confúcio Moura tenha mandado o projeto e seu vice, Daniel Pereira, tenha pedido apoio de alguns deputados, segundo Laerte, para que votassem contra a nova lei. Laerte protestou e pediu que o governo conversasse entre si, antes de enviar alguma proposta para ser analisada pelos parlamentares. A confusão continuou nessa quinta, quando, enfim, o diálogo voltou com mais calma...

OS CASSOL CONTRA SHEILA
Um processo diferente está tramitando na Primeira Vara Civil de Pimenta Bueno. Nela, membros da família Cassol exigem que a ex vereadora Sheila de Freitas, que foi casada com o patriarca da família, Reditário Cassol, ele hoje com 81 anos, não possa mais usar o sobrenome Cassol. Sheila viveu com Reditário entre os anos de 1995 a 2009. O casal teve dois filhos. Há vários anos, os Cassol vinham tentando, de forma amigável, impedir que Sheila usasse o sobrenome da família, principalmente nos meios políticos. Com o sobrenome Cassol, ela foi eleita vereadora e depois tentou outros mandatos, mas não foi reeleita. Ela disputou uma cadeira à Câmara Federal, em 2014, usando novamente o sobrenome Cassol (e não Freitas). Nesse ano, depois de desistir de tentativas amigáveis de resolver a questão, Reditário e seus seis filhos entraram na Justiça, para impedir o que consideram como “utilização indevida” do sobrenome da família pioneira no Estado, que já anda por aqui há mais de 40 anos. O caso ainda tramita no Judiciário e sobre ele não há segredo de Justiça.

O DINHEIRO E O GINÁSIO
A sexta-feira será de dupla festa na Capital. As duas são muito diferentes, mas ambas extremamente positivas. A primeira é boa para o funcionalismo, já que quando os bancos abrirem, os trabalhadores do Governo terão em suas contas correntes o dinheiro relacionado à primeira parcela do 13º salário. No total, algo superior a 150 milhões de reais. Já à noite, uma festa, com a reinauguração do ginásio Cláudio Coutinho, que está realmente muito bonito e em condições até melhores do que quando foi inaugurado pelo então governador Jorge Teixeira, no início dos anos 80. A obra demorou mais do que o esperado, mas valeu a pena porque está realmente com uma qualidade especial. A partir das 14h desta quinta-feira, quem quiser assistir ao jogo de inauguração, pode pegar se ingresso gratuito, nas bilheterias do ginásio. A partida vai reunir os campeões do vôlei brasileiro, Pinheiros e São Caetano. Os convites são limitados.

NÚMEROS NÃO MENTEM
 Ainda sobre a presença estrangeira em terras Amazônidas e os resultados de uma política seguindo interesses internacionais, vale a pena apresentar alguns números relacionados com a hoje Reserva Indígena Raposa Terra do Sol, em Roraima, onde alguns poucos índios vivem mal, sob a tutela de organizações financiadas por governos de vários países, menos o do Brasil. Por exemplo: desde 2009, quando o STF determinou a saída de fazendeiros da Raposa Serra do Sol, a produção agrícola de Roraima desabou. De 22 mil hectares para 9 mil hectares. A exportação agrícola do Estado caiu de 16 milhões e 400 mil dólares em 2006, para 8 milhões de dólares em 2013. Já o numero de funcionários públicos na Prefeitura de Boa Vista, num estado que está quebrando, porque não produz, deu um salto: foi de 2.460 servidores em 2006 para 5.100 em 2015. Ali, quem manda é a “cumpanheirada” e os seus amigos do exterior...

DIREITOS? SÓ DE BANDIDOS...
A Comissão de Direitos Humanos da OAB do Estado requentou uma denúncia de há dois anos atrás, quando apareceu uma história de presos que estariam sendo atendidos no Cemetron e acorrentados no local. Na ocasião, houve uma investigação sobre o assunto e ficou constatado, tanto pelo MP quanto pelo Judiciário, que não há outra forma de manter os presos durante o atendimento médico. Deixando-os livres, sem algemas ou sem correntes, é óbvio que eles poderiam fugir e inclusive praticar novos crimes. Mas para a Comissão da OAB, só existem direitos humanos de bandidos e presidiários. Os cidadãos comuns que pudessem ser atacados ou até mortos por eventuais fugitivos, que certamente correriam para a rua, caso não estivessem algemados, esses não contam. Não servem para nada, a não para fazer parte de estatísticas de mortos na violência que grassa em Rondônia e no Brasil afora. Neste caso, a comissão sequer apontou alguma alternativa viável. Para os criminosos, direitos humanos. Já para suas vítimas....

PERGUNTINHA
Lula, Michel Temer, Aécio Neves, Dilma Rousseff, Renan Calheiros: entre todas essas grandes personalidades da vida política brasileira, qual deveria ir para a cadeia antes dos outros?

Fonte: Jornalista Sérgio Pires - Porto Velho/RO.


Escola Municipal de Música Francisco Lázaro dos Santos - "Laio" / ORQUESTRA MAPO / Apresentação

Na última quarta-feira (28) a ORQUESTRA MAPO realizou uma apresentação no Auditório da Escola de Música Laio, mais uma iniciativa da direção e servidores da nossa Escola em proporcionar aos alunos e a comunidade um contato mais próximo a música orquestrada. A ORQUESTRA MAPO, é composta por músicos de Porto Velho da mais alta qualidade.

Como é de costume a nossa Escola vem proporcionando à todos momentos inesquecíveis em uma proximidade com a cultura. A ORQUESTRA MAPO, fez uma apresentação impecável, muita gente esteve presente. Veja as fotos. 

A Diretora Rosi no comando das ações da nossa Escola.


































PGE vai passar a defender classe política e dirigentes em ações judiciais e procuradores receberão novas gratificações


Um projeto de Lei polêmico em vários aspectos está nas mãos do deputado estadual e líder do Governo na Assembleia Legislativa, Laerte Gomes (PSDB), encaminhado pelo Poder Executivo. A proposta prevê que a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) passe a defender agentes políticos e públicos de ações cíveis e criminais em qualquer nível. Basta uma simples petição do interessado que um grupo da PGE começará a atuar. O Estado arcará com todas as custas. No caso de condenação, há no entanto, a previsão que o condenado seja obrigado a ressarcir os custos.
Na justificativa, o governador Confúcio Moura afirma que a proposta visa assegurar o exercício da ampla defesa aos agentes públicos que ocupam relevantes cargos de ordenador de despesa e que o direito será garantido apenas àqueles que comprovarem que seus atos não foram realizados com má fé e que tenham seguido orientações da PGE.A proposta garante a defesa dos dirigentes dos poderes Executivo e Judiciário, toda a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, dirigentes do Ministério Público, Tribunal de Contas, estatais, secretários e superintendentes. Mas não é só: até mesmo os ex-gestores podem ser beneficiados com a defesa estatal.
Mais gratificação
A Lei Complementar, se aprovada, cria um novo grupo dentro da PGE rondoniense, composto por 11 procuradores: o Grupo de Defesa de Agentes Públicos (GDAP), sob o comando do Procurador-Geral do Estado.
Cada um dos procuradores que atuarem para defender os políticos ou dirigentes de entes públicos irá receber uma nova gratificação, no valor de R$ 3.471,11.
Outro benefício que será criado, desta vez a todos os procuradores é o auxílio-alimentação e auxílio- transporte, valores esses que não serão contabilizados dentro dos limites do teto constitucional.
Os salários da categoria aumentarão consideravelmente. De acordo com o Portal Transparência por exemplo, o Procurador-Geral, Juraci Jorge teve vencimento líquido em maio de R$ 46.594,70. Com as novas gratificações, receberá quase R$ 60 mil.
PGE vai passar a defender classe política e dirigentes em ações judiciais e procuradores receberão novas gratificações

Fonte: Rondônia agora.

COMENTÁRIO DO BLOG: E o aumento dos salários dos servidores que realmente trabalham, vai sair ou não vai?  Além do mais, esta lei (projeto) é inconstitucional, pois a PGE não pode atuar como se fosse uma defesa de direito privado. Só aqui mesmo.




quinta-feira, 29 de junho de 2017

Coluna do Heródoto - DE ORIGEM DIVINA

 A herança da república velha não acabou. Nem a do Estado Novo. Um exemplo da sobrevida desses esqueletos é a justiça eleitoral. Um fantasma caríssimo, que pesa no bolso da população e só  dá as caras de 4 e 4 anos. No interregno somem. É possível que preencham o tempo com joguinhos de computador. O walking dead nasceu por causa do sistema corrupto de carrear votos para as oligarquias regionais na república velha. Os coronéis ou convenciam ou ameaçavam a população rural e das pequenas cidades para votar nos candidatos “oficiais “. Pequenos presentes, como alpercatas, participação no batismo das crianças, presença constante em todos os enterros, faziam deles merecedores dos votos que não valiam nada. Os recalcitrantes eram ameaçados por represarias econômicas ou com a violência dos bandos de jagunços sustentados pelos coronéis. Com o advento da revolução de 1930 isto não poderia continuar. Era preciso pôr um ponto final neste sistema corrupto.

Com a ascensão de Vargas as coisas pareciam que iam mudar. Em 1932, ano do levante paulista, foi criado o Tribunal Superior Eleitoral. Ele sobreviveu até o golpe de 1937 quando foi implantada a ditadura do Estado Novo. O Superior Tribunal Eleitoral foi refundado em 1945, com a volta da democracia. Criava-se mais uma jabuticaba. Uma justiça que cuidaria só do processo eleitoral e que chega até os dias atuais diante de uma população de contribuintes aparvalhada ante os bilhões que consome quer tenha eleição ou não. Seu papel principal é fingir que audita as contas dos candidatos e dos partidos políticos que por sua vez fingem que prestam contas. Um teatro inédito no mundo. No palco os atores fingem as emoções dos personagens, de outro a plateia interpreta outro enredo. Este é o sistema perverso que consolida no poder a auto denominada “classe política “, a casta de origem divina que vive e sobrevive na sombra do Estado e mama nos cofres públicos.

 Chegamos ao século 21 com o financiamento público-privado das campanhas e partidos. Multipartidarismo extremamente flexível e pouco representativo e estimulador. A formação de alianças eleitorais são não programáticas, mas fisiológicas, onde o pomo de ouro é o tempo grátis no rádio e na tevê. Pago pelo cidadão, e que é comercializado à luz do dia. Na última campanha 30 segundos valia sete milhões de reais. Caixa dois, é claro. O passo seguinte é a formação de maioria no congresso, assembleias legislativas e câmaras de vereadores para a formação da chamada base aliada. Ou alugada haja vista que não há coincidência de programas entre os partidos. Por sua vez os partidos não se consolidam como agentes representativos de segmentos da população. Mudam de opinião de acordo com seus interesses particulares, são em última análise responsáveis pela crise de representatividade de que tanto reclamam.

Fonte: Heródoto Barbeiro - Record News/SP