quarta-feira, 3 de junho de 2020

Opinião de Primeira - DONA UMBELINA E NICOLE, HISTÓRIAS DE VIDA E MORTE ENTRE OS MILHARES DE RONDONIENSES AFETADOS PELO CORONA VÍRUS

Histórias para se chorar de tristeza. Histórias para se chorar de alegria. As lágrimas de dor vão para os mais de 160 rondonienses que já perderam a vida, a grande maioria de Porto Velho. Já superou o número de 110 os porto velhenses derrotados pela terrível Covid 19, a doença que nos assolou de surpresa e que está causando pânico em toda a Humanidade. São dezenas de famílias que passaram a viver na dor e nas lágrimas, por terem perdido tantos entes queridos. As lágrimas de alegria, depois do pânico, vão para os cerca de 2.400 doentes que, alguns ajudados apenas pelo próprio organismo, mas outros salvos pela dedicação e amor dos médicos, enfermeiros e todos os profissionais de saúde, que, no final, saíram vivos, mesmo depois de contaminados pelo vírus que está nos apavorando. O correto seria se prestar homenagem individual a cada um desses queridos personagens que se foram, a grande maioria de idosos. Mas vamos buscar, numa vida jovem perdida,  a simbologia de toda nossa dor. No auge da sua juventude, inteligente, cercada de familiares e amigos, atleta, Nicole Sussuarana da Silva tinha apenas 19 anos. Conseguia conviver com a diabetes, que tinha desde criança, graças aos cuidados que a cercavam. Ela fazia parte do grupo de risco e, apesar de toda a luta, de todo seu vigor, de todo o esforço dos médicos e dos melhores medicamentos possíveis, ela morreu depois de 24 dias internada numa UTI. Levou consigo todo o amor que a cercava e, certamente, deixou os corações de todos os rondonienses lavados de lágrimas.
O outro lado da moeda, pode ser representado por uma vida milagrosamente salva. Aos 88 anos, dona Umbelina Soares, aos 88 anos, foi internada às pressas no Hospital de Cacoal, com sintomas da doença e pouca esperança de superá-la. Transferida para Ji-Paraná, ela ficou 13 dias no hospital e saiu de lá curada, feliz, abanando e saudando médicos e enfermeiros que a aplaudiam, enquanto ela pulava da cama hospitalar para voltar à sua casa. Foi um momento especial, que emocionou a todos, merecendo mensagens efusivas, tanto do secretário de saúde, Fernando Máximo quanto do governador Marcos Rocha, não só pelo restabelecimento dela, mas em homenagem a todos os que a ajudaram a salvar sua vida. Nicole e dona Umbelina são duas histórias humanas, uma trágica e lamentável; outra alegre e mote de comemorações. As duas representam o que é a nossa vida. Viemos, cumprimos nossa missão e vamos embora. Nicole foi cedo demais, como tantos outros rondonienses. Dona Umbelina continua aqui, representando os milhares de rondonienses que vão se livrar dessa praga.  São duas gerações, representando todos os que, de uma forma ou outra, estão sendo atingidos por uma das mais terríveis pandemias que o mundo já assistiu. Torçamos que tudo passe logo e que não precisemos mais chorar pela morte de ninguém. Que só comemoremos a vida!
OLHOS ESCANCARADOS CONTRA A ROUBALHEIRA - Obviamente que tanto os tribunais de contas quanto o Ministério Público, em todas as suas instâncias, precisam estar atentos ao que pode acontecer com a gastança que o combate ao corona está gerando, em todos os níveis de governo. Há necessidade sim de fiscalização rigorosa, até para que não continuem se repetindo roubalheiras como as que estão ocorrendo no Rio de Janeiro (de novo!), no Ceará e em outras regiões do país. Gestores estão aproveitando a pandemia para fazerem  contratos fajutos, superfaturados, comprando por preços milionários equipamentos que nunca chegam. Portanto, o olho dos órgãos de fiscalização têm que estar mais que abertos. Têm que estar escancarados. Mais que isso, os envolvidos precisam ser denunciados, presos e os inquéritos imediatamente enviados à Justiça, para que todos paguem por seus crimes e devolvam tudo o que afanaram do pobre brasileiro, mesmo nesse momento de uma das maiores crises da saúde pública que vi vemos nas últimas décadas.
NEM TODOS NO MESMO SACO - Há um outro lado da moeda, que precisa ser destacado. O fio da navalha onde a fiscalização caminha, não pode ser injusto. O que não se pode é colocar todo o mundo no mesmo saco, todos os gestores sob suspeita, imaginando que por trás de cada ação, pode existir uma mutreta, uma sacanagem, uma tentativa de roubo do dinheiro público. Porque se assim o fizerem, tais órgãos estarão, embora realizando seu trabalho, atrapalhando ações imediatas, livres da burocracia infernal,  que devem ser tomadas, de imediato, para que não percamos de vez a guerra contra a Covid 19. Há que se trabalhar e fiscalizar duro, mas também há que se ter bom senso. E menos gente dando pitaco, chamando autoridades para fazerem reunião em cima de reunião, desviando os esforços não para atender os doentes, mas para cumprir protocolos. Se usarem o bom senso e souberem agir como parceiros, nesse momento de grave crise, todos os órgãos de fiscalização terão cumprido seus papéis de forma excepcional. Caso contrário, vão é atrapalhar!
CORONA: FORAM 13 MORTES EM APENAS 24 HORAS - Os números de afetados e mortos pelo corona vírus continua crescendo de forma assustadora em Rondônia. De segunda para terça, aumentou em 305 casos e, pior do que tudo, nada menos do que 13 óbitos foram registrados. Na segunda eram 159 mortos e nesta terça, ao anoitecer, saiu o último boletim, informando que os que perderam a vida para a terrível doença já chegam a 172. Dos 5.477 rondonienses contaminados pelo vírus, até a noite da terça, 2.555 tinham se recuperado. Ou seja, em números absolutos, ainda temos 2.992 pessoas convivendo com o vírus e pelo menos 321 delas internadas, muitas lutando pela vida. Praticamente todos os leitos de UTI já estão lotados, assim como praticamente 98 por cento de todos os leitos clínicos. Tem boa notícia nesse turbilhão de coisas ruins? Tem sim. Nesta quarta, pelo menos novos 11 leitos para tratamento da Covid 19 deverão ser liberados numa ala especial do Hospital do Câncer e em breve outros 49 também o serão. As obras do Hospital Regina Pacis estão quase prontas, para os primeiros 38 leitos e estão surgindo outras alternativas.  Mesmo assim, os números da Covid 19 continuam assustando, pelo crescimento diário. Em poucos dias, a continuar assim, não haverá mais onde internar doentes. Que todos se protejam o quanto puderem, porque as perspectivas não são nada otimistas, pelo menos para os próximos 30 dias.
OBRAS DO HB CONTINUAM EM DEBATE - Circula pela internet, vídeo cobrando a conclusão de obras de uma ala do Hospital de Base, que está sendo  construída há longo tempo. O argumento é que o Estado teria pago 12 milhões de reais pelo hospital Regina Pacis, enquanto, por muito menos, poderia concluir a obra em andamento do HB. O secretário Fernando Máximo, da Sesau, tomou conhecimento do vídeo e respondeu, a pedido da coluna. Afirmou que “são 56 leitos. É um processo de 2014, da gestão passada, com muitos erros e com problemas jurídicos. São leitos clínicos mas não possuem rede de gases (oxigênio), lembrando que pacientes com Covid 19, mesmo na enfermaria, necessitam de oxigênio”. Segundo Máximo, “resolvemos o problema jurídico e já foi alocado valor aproximado de 190 mil para reinício da obra. O termo aditivo foi elaborado e está em recolhimento das assinaturas das partes. Esta semana já tem reunião marcada com a empresa para definir data de retomada da obra. Acreditamos que em a breve ela estará pronta. Esta ala do HB era um almoxarifado que foi dividido”, explicou.
TEM 218 SHOPPINGS ABERTOS. O NOSSO NÃO! - O  Porto Velho Shopping é apenas um entre os 577 existentes no país, que continuam enfrentando enormes dificuldades com a pandemia da Covid 19. Em 90 cidades grandes e médias, em 14 diferentes Estados, contudo, já reabriram suas portas nada menos do que 218 destes centros de compra, que concentram dezenas lojas e sempre atraem grande público. Todos eles estão recomeçando lentamente, aplicando vários cuidados de prevenção ao público. Aqui em Porto Velho, nosso Shopping funciona parcialmente, com apenas algumas empresas, que adotaram o sistema Drive Thru, em que o cliente faz a compra pela internet e depois passa, de carro, pelo estacionamento, onde um funcionário da loja, paramentado com os equipamentos de segurança, faz entrega do bem comprado. Nesses casos, os lojistas que adotaram tal sistema estão conseguindo resultados positivos, mas, obviamente, muito menos do que o teriam com suas portas abertas. O Porto Velho já adotou todas as medidas de segurança plausível e possíveis, mas mesmo assim, caminha para 70 dias sem poder funcionar. Enquanto isso, nos supermercados, o que se vê é gente aos borbotões, praticamente amontoadas, fazendo suas compras. Ora, está na hora de se repensar a questão do Porto Velho Shopping, sempre dentro da visão dos cuidados e das proteções que a pandemia exige. Não é justo que centenas de empresários e milhares de pessoas que dependem direta ou indiretamente do centro de compras, estejam sendo impedidas de retornar ao seu trabalho. Não é o caso de ver por que já existem 218 shoppings abertos país afora e o nosso ainda continua sendo considerado um local de risco?

UM DIA HISTÓRICO PARA NOSSO AGRONEGÓCIO - O 1º de junho se torna uma data histórica para Rondônia e seu agronegócio. Decreto assinado pelo governador Marcos Rocha acaba de vez com a vacinação contra a aftosa, uma batalha que começou há mais de duas décadas e cuja vitória final significa que nosso gado está livre da doença, sem vacinação. Isso significa um salto de qualidade e um benefício excepcional para nossa carne, que já é respeitada em vários países do mundo e que, agora, poderá chegar a outros mercados, inclusive a União Europeia e, ainda, com preços muito melhores. Uma das grandes vantagens é que o preço da carne salta, de imediato, para um valor ao menos 30 por cento maior do que o atual. Entrar em novos mercados, mais exigentes, mas que também paga melhor, é outro efeito colateral da medida. Para se ter apenas uma ideia, se conseguirmos entrar no mercado do Japão, nossa carne poderá ser vendida a até 7 mil dólares a tonelada, enquanto o preço médio dela hoje, sem a vacinação do gado, supera um pouco os 4 mil dólares. Claro que nesses tempos de epidemia, não se sabe como os negócios vão andar, mundo afora. Mas quando ela for controlada e os negócios aqueceram novamente, Rondônia será um dos destaques do mercado mundial, com sua “carne verde” e sem o risco da aftosa. Comemoremos, pois!
PLACAS INÚTEIS DO MERCOSUL AINDA NA PAUTA - Ainda sobre a placa do Mercosul, aquela inútil, feita apenas para nos arrancar dinheiro, os detalhes foram explicados por Marcizo Nogueira, presidente do Sindicato dos Despachantes, que, aliás, é totalmente contrário aos custos e a tantas taxas cobradas pela Detran. Segundo ele, “a troca da placas antigas sistema Renavam (refletiva) para o sistema atual (Mercosul) deverá obedecer as exigências: 1° O veículo deve ser vistoriado (DETRAN ou ECV'S).
2° O proprietário do Veículo, Procurador ou Despachante, deve ir ao Detran para abertura do processo e retirada de taxas de serviços, ou seja, a emissão do certificado de registro do veículo (CRV) constando a nova placa.
3° mediante as taxas devidamente recolhidas e a placa do veículo em mãos o DETRAN finaliza o serviço.  Os valores: Vistoria eletrônica terceirizada ECV'S R$ 120,00;  no Detran R$ 74,00;  Placas: De veículos R$ 280,00; Placa motocicleta R$ 150,00; Taxas de serviços do Detran (emissão de CRV) R$ 321,00. O total geral chega a R$ 671,00”.
PERGUNTINHAS - O que é a verdade? A pesquisa do Ibope, que diz que 90 por cento dos brasileiros entrevistados aprovam a nova lei cala boca das Fake News? Ou as 750 mil pessoas que votaram pelo site do Congresso, uma maioria (embora pequena) contra o projeto?
Fonte: Jornalista Sérgio Pires / Porto Velho-RO

COMENTÁRIO DO BLOG:  Com relação as famigeradas Placas do Mercosul, digo com todas as letras que isto é um "roubo", absurdo, não tem necessidade nenhuma estas placas, simplesmente um modo de tirar dinheiro do cidadão. Quanta roubalheira nesse País. Até quando?


terça-feira, 2 de junho de 2020

Bate e Volta - Viatura Oficial: Bicicleta / Até a AABB

Pois bem, andar de bicicleta é muito bom. Sempre fui "bicicleteiro", agora de vez em quando faço o papel de "bicicleteiro". Pronto, um bate e volta até a entrada da AABB, ali na BR 364, sentido Candeias neste último domingo. (31).Com direito a uma parada no Posto Miriam, para um cafezinho. Muito bom. Veja as fotos.




















Bolsonaro veta reajuste de servidores e garante socorro a estados

O Diário Oficial da União desta quinta-feira (28/05) traz a publicação, que congela os salários até o fim do ano que vem

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), sancionou, com vetos, o projeto que prevê ajuda financeira de R$ 60 bilhões a estados e municípios. O Diário Oficial da União desta quinta-feira (28/05) traz a publicação, que congela os salários do funcionalismo público.

Entre os vetos, está o trecho que abria exceção para reajuste dos servidores. Com isso, Bolsonaro acatou a sugestão da equipe econômica do governo e barrou aumento para o funcionalismo até o fim de 2021.
O presidente também vetou a parte que permitia a estados e municípios suspender o pagamento das dívidas com bancos e organismos internacionais.
No começo de maio, o Congresso Nacional aprovou a proposta de ajuda financeira a estados e municípios. Os recursos são para o enfrentamento dos efeitos causados pela perda de arrecadação durante a pandemia do coronavírus e visa reforçar ações de assistência social.
O texto enviado pelo Poder Legislativo prevê que a União transfira diretamente R$ 60 bilhões a estados e municípios. O valor pode ser dividido em quatro parcelas mensais.
Assim, R$ 50 bilhões serão destinados para compensar a queda de arrecadação e R$ 10 bilhões para as áreas de saúde e assistência social.
O projeto também suspende dívidas de estados e municípios com a União, o que inclui débitos previdenciários que tinham sido parcelados e venceriam neste ano.
O prazo para a sanção da proposta era quarta-feira (27/05). O Congresso agora pode manter ou derrubar os vetos.
Antes da sanção ao projeto que socorre estados e municípios, Bolsonaro assinou a Medida Provisória que reajusta os vencimentos dos policiais civis, militares e bombeiros do Distrito Federal. A correção virá no salário pago em 7 de julho.
 Fonte: Metrópoles - (NaHoraOnline)
COMENTÁRIO DO BLOG: Sim Presidente, e os salários dos Deputados, Senadores, Juízes, Procuradores, todos estes que são privilégiados, como ficam? Vai mexer só com os que realmente trabalha? Complicado.



AUXÍLIO EMERGENCIAL: COMO CONFERIR SE O CPF FOI USADO EM UMA FRAUDE - Brasileiros podem consultar página do benefício para verificar dados

Os brasileiros que suspeitam de fraudes no pedido de auxílio emergencial com o uso dos seus dados podem consultar a página do benefício para verificar as informações.
Nessa página, o cidadão deve informar CPF, nome completo, nome da mãe e data de nascimento.
Segundo o tutorial para consultar a situação do benefício, há cinco respostas possíveis para o pedido de auxílio que podem ajudar a entender se há algo de errado com o cadastro.
Confira as respostas possíveis indicadas no tutorial:
Benefício aprovado: Significa que o cidadão é elegível a receber o auxílio emergencial. A data de envio para a Caixa não representa a data efetiva do pagamento do benefício. O calendário de pagamento dos beneficiários deverá ser consultado diretamente no site da Caixa.
Benefício não aprovado: Significa que o cidadão não é elegível a receber o auxílio emergencial. Na mesma tela, o cidadão poderá verificar qual critério não foi atendido, motivo que causou a sua inelegibilidade ao benefício.
Requerimento não encontrado: Caso o requerimento do cidadão ainda não tenha sido recebido pela Dataprev, é apresentada a mensagem "Requerimento não encontrado".
Requerimento retido: A mensagem significa que o cadastro foi retido pela equipe de homologação do Ministério da Cidadania em função da complexidade de cenários e cruzamentos. Com isso, será realizado novo reprocessamento das informações pela Dataprev.
Dados inconclusivos: Caso o sistema identifique problemas nos dados do cidadão que impeçam a análise para concessão do benefício, o sistema vai orientar que se realize um novo requerimento no site da Caixa para complementar ou confirmar seus dados cadastrais ou de sua família.
Assim, observando essas respostas, é possível saber se alguém usou os dados indevidamente para pedir o benefício.
Segundo o Ministério da Cidadania, em casos suspeitos de fraude no auxílio emergencial, o cidadão deve registrar denúncia no sistema Fala.Br (Plataforma integrada de Ouvidoria e Acesso à Informação da Controladoria Geral da União - CGU), disponível na internet ou pelos telefones 121 ou 0800 7070 2003.
Fonte: ebc/newsrondonia

MOTOCICLISMO - TÉCNICA DE PILOTAGEM

Posicionamento na moto - A moto é conduzida pelo posicionamento do nosso corpo. Manter um posicionamento correto, além de aumentar sua segurança e a eficiência nas mudanças de direção, torna a pilotagem mais confortável. Os pés devem ficar em linha reta e paralelos, com as pontas sobre as pedaleiras. Desloque-os para frente quando for necessário acionar o câmbio ou freio traseiro e retorne à posição original. Nunca pilote com as pontas dos pés abaixo da linha das pedaleiras, porque ficam expostas a obstáculos. Pressione os joelhos contra o tanque e mantenha a coluna ereta para evitar dores nas costas. Os braços devem estar relaxados e os cotovelos, próximos ao corpo.
Garupa  - Quando der carona, pilote com mais suavidade para deixar o passageiro confortável. Explique que ele deve acompanhar a inclinação para o lado da curva e sempre segurar nas alças ou cintura do piloto.
Bagagem - Se precisar transportar objetos prefira baús ou mochilas. Caso não seja possível, evite exagerar no tamanho e no peso porque prejudicam a dirigibilidade. Uma fixação mal feita pode se soltar, enroscar na moto ou mesmo distraí-lo, causando uma queda. 
Faixa - A moto não seria uma solução para o trânsito se perdesse a capacidade de evitar congestionamentos. Mas é preciso cuidado para trafegar entre os outros veículos, que têm pontos cegos e motoristas nem sempre atentos. Trafegue no meio da faixa de rolagem e recorra a ultrapassagens entre os carros apenas quando se formarem congestionamentos. Ainda assim, o faça em baixa velocidade e sinalize sua passagem com o farol sempre aceso e a buzina.
Cruzamentos e conversões - São as situações de maior risco para o motociclista. Sempre reduza a velocidade e olhe para os dois lados, mesmo que tenha a preferência na passagem, já que você está mais vulnerável que os motoristas. Ir devagar também ajuda a desviar e evitar imprevistos como pedestres desatentos, motoristas que não respeitem o sinal vermelho e problemas na pista (sujeira, buracos e ondulações).
Pilotagem defensiva - O grande segredo da pilotagem defensiva é ser visto. A moto é menor e muda de direção mais rápido que o carro, por isso nem sempre o motorista está nos vendo. Manter o farol (e não a lanterna) aceso de dia ou de noite é a primeira e mais importante precaução que podemos tomar. Outro cuidado é jamais ultrapassar pela direita: se muitos motoristas já se esquecem de usar o espelho retrovisor esquerdo, imagine a probabilidade de nos notarem pela direita... Acione a buzina com um leve toque se achar necessário e veja se ele te olha pelo espelho retrovisor antes de ultrapassar. Afaste-se de motoristas ao celular ou que estejam olhando para telas dentro do carro, como a de GPS. 
Frenagem - Em piso seco e pavimento como asfalto e concreto, use o freio dianteiro sem medo. Aplique primeiro o de trás e logo em seguida o da frente, o que evita o mergulho da dianteira da moto. O freio dianteiro é mais forte e essencial para reduzir a distância até a parada. Acostume-se a usar dois dedos para acionar a alavanca (indicador e médio), o que evita o risco de, com um susto, se apertar a alavanca com todos os dedos e força excessiva, causando o travamento da roda. É recomendável aplicar 70% da força nele e os outros 30% no traseiro. Em piso de chão, reduza a carga na dianteira e transfira para a traseira, evitando assim o travamento da roda de direção por falta de aderência do pneu com o solo.  
É importante lembrar que a aderência é reduzida nas curvas. Para esse tipo de frenagem prefira colocar a motocicleta em pé o mais rápido possível e então execute a frenagem de emergência. Evite esse tipo de situação sempre reduzindo a velocidade antes da curva e só acelerando novamente quando é possível ver o que há depois.
Aderência - As vias brasileiras têm algumas armadilhas que vão além dos buracos e ondulações. Muitas vezes, mesmo que pareçam bem conservadas, podem esconder riscos para o motociclista. A chamada sinalização horizontal, pintada ou instalada no asfalto, costuma ser uma área de baixa aderência especialmente perigosa quando molhada ou suja. Evite frear sobre as faixas de delimitação de pistas, lombadas pintadas e tachões. Quando a pista está úmida, evite passar sobre áreas pintadas inclusive nas curvas e mudanças de direção.
Lembre-se que pneu novo sempre vem com uma camada de cera, que é usada na fabricação para que a borracha se solte da fôrma. Quando comprar uma moto nova ou trocar de pneu lembre-se que a aderência estará reduzida nos primeiros quilômetros.
Obras - Perto de obras reduza a velocidade porque muitas vezes estão mal sinalizadas, o piso sujo e há chapas metálicas cobrindo buracos, que também ficam escorregadias quando molhadas. Outro problema frequente são as pistas que passam por mudanças provisórias de traçado, fazendo com que novas faixas sejam pintadas e as antigas cobertas por tinta preta. Nesse caso é preciso ainda mais atenção com piso molhado, porque há trechos pintados difíceis de serem diferenciados do resto do asfalto. 
Fonte: Revista Duas Rodas

RESENHA POLÍTICA

PROMESSAS - O número enorme de pessoas infectadas e mortas pelo COVID 19 em Guajará-Mirim é uma prova indelével da incompetência das autoridades estaduais e municipais em gerir o sistema de saúde pública. Já foram investidos milhões de reais numa estrutura física hospitalar no município sem que até o momento tenha sido concluída e colocada à disposição da população.
MENTIRA - Na campanha eleitoral a única promessa do coronel Marcos Rocha – já que não tinha nenhuma proposta de governo – era a amizade com o capitão Bolsonaro e que, segundo o coronel, seria o suficiente para resolver os gargalos administrativos rondonienses. Aliás, nos debates afirmava, - já falei com Bolsonaro sobre os problemas de Rondônia e ele garantiu resolvê-los. Ao que parece era mentira do coronel ou foi enganado pelo seu capitão. A verdade é que os problemas continuam sem solução por falta de ajuda federal.
RECURSOS - Ano passado, por exemplo, a Assembleia Legislativa e o Tribunal de Contas anunciaram pela mídia que estariam repassando dos seus respectivos orçamentos alguns milhões para que o Governo do Estado iniciasse a construção de um grande hospital na capital que substituiria o João Paulo II. Com o sistema de saúde de Porto Velho em colapso em razão do coronavírus, a promessa de um novo hospital revela a letargia que acometeu o governo do coronel. Embora as instituições tenham contribuído orçamentariamente para melhorar o sistema, o governo não fez a sua parte para ajudar as pessoas acometidas pela pandemia. As pessoas mortas viraram estatísticas dos órgãos governamentais.
NOTA - O Tribunal de Contas do Estado e o Ministério Público divulgaram uma nota em conjunto desmentindo uma suposta versão da Secretaria de Estado da Saúde de que teriam impedido a construção de um hospital de campanha na capital. Segundo a nota, em seis de abril a própria Sesau teria informado aos órgãos de controle que a unidade hospitalar era dispensável, naquela ocasião.
FISCALIZAÇÃO - Alguns governadores e prefeitos pelo país afora optaram em culpar os órgãos de controle por impedir que esses gestores não aproveitassem a decretação de calamidade para driblar a legislação e fazer compras com preços acima de mercado. Não fosse a atuação firme e célere destes órgãos, os malfeitos teriam sido ainda piores aos que estão sendo revelados agora com operações policiais em várias cidades. Aliás, muitas investigações estão em andamento, inclusive por aqui, que podem desmascarar a desfaçatez dos prefeitos e governadores envolvidos em eventuais tramoias. Rio de Janeiro, por exemplo, governado por um destes outsiders, eleito com um discurso evangélico e de virtuoso, as revelações dos malfeitos são devastadoras.
ATENÇÕES - Todas as atenções do mundo político e jurídico estarão voltadas ao Tribunal Superior Eleitoral que estará pautando as investigações sobre supostas irregularidades cometidas na campanha pela chapa do presidente eleito Jair Bolsonaro e General Mourão. Nos bastidores brasilienses são fortes as especulações de que fatos apurados na denúncia e subsídios com provas emprestadas de outras investigações - a exemplo do inquérito das Fake News -, reunirão um corolário de elementos capazes de julgar procedente as ações e cassar a chapa que catapultou Bolsonaro e Mourão a presidente e vice. É bom ficarmos atentos.
NEGAÇÃO - Ninguém pode deixar de avaliar que há uma crise política nacional agravada com as posições tresloucadas do presidente em meio a uma pandemia mundial que ceiva cada vez mais vidas, em particular no Brasil. Ao invés de ouvir os órgãos sanitários, os especialistas na área de infectologia como um líder que cuida do seu povo, Bolsonaro optou em negar o problema, minimizar as mortes, ignorar os protocolos sanitários e dar coices a quem recomenda o distanciamento social. Em razão desta postura insana, o presidente cavalga sobre pedregulho político e perde cada dia apoio popular.
ATALHO - Um atalho, via TSE, para resolver a crise política e sanitária que enfrentamos, pode ser a melhor forma de fazer o presidente cair do cavalo e perder os arreios da (des)condução do governo. De nada adiantará suas ameaças em convocar toda a cavalaria já que a infantaria não entrará numa fria para garantir um “boiadeiro” que dá sinais de que pode cair do cavalo, muito antes do que imaginávamos.  
GOL DE PLACA - Enquanto os partidos políticos estão fora das ruas por total falta de representatividade em razão de um discurso em desuso, as torcidas organizadas dos maiores times de futebol do país tomaram as ruas para defender as bandeiras da democracia e da liberdade. São bandeiras historicamente caras aos povos e, não raros, desfraldadas ao custo de muito sangue derramado. Esta nova forma de protestar une uma das maiores paixões que é o futebol ao maior bem jurídico a ser defendido que é a liberdade. A rua é do povo e todo poder emana do povo, conforme nossa carta cidadã, tais manifestações são gols de placa que as torcidas brindam a todos brasileiros.
Fonte: Jornalista Robson Oliveira / Porto Velho-RO.


COMPRA SEGURA: CONCESSIONÁRIAS MUDAM PARA RECEBER CONSUMIDOR

Sua próxima visita à concessionária será uma experiência diferente; veja o que esperar


Uma reabertura mais ampla de comércio e serviços não-essenciais é esperada para este mês de junho. Quando surgiram as primeiras restrições à circulação de pessoas no país, ainda em março, fabricantes e concessionárias se depararam com a necessidade de mudança. E agora o consumidor encontrará uma nova realidade ao procurar o lojista local após as medidas de relaxamento da quarentena. 
Ao entrar na maioria das concessionárias há álcool disponível para higienização das mãos, além de máscaras e luvas para os visitantes em algumas delas. Todos os funcionários usam máscara facial e sinalização está espalhada pela loja para que as pessoas mantenham uma distância mínima de segurança. 
As equipes passaram a seguir novos protocolos que incluem higienizar as motos entre atendimentos de clientes, inclusive as de test-ride. E aqui entramos na parte mais interessante das mudanças, que foi o aumento na oferta de serviços e conveniências contratados remotamente. 
Atendimento com horário marcado e agendamento de test-ride evitam espera desnecessária na loja, reduzem o fluxo de pessoas no ambiente e permitem a higienização de motos e equipamentos após o contato com cada cliente. Nos sites de Honda e Triumph, quem não tem uma concessionária de preferência pode solicitar o agendamento de test-ride na concessionária mais próxima.  
Para isso, ferramentas de atendimento remoto estão mais ativas do que nunca, seja nos canais das fabricantes ou das concessionárias: site, páginas nas mídias sociais e aplicativos de mensagens como Whatsapp. Quem não prestar um bom serviço por estes canais, simplesmente ficará fora do jogo.  
“Temos profissionais para pronto atendimento de vendas online, na compra de produtos, agendamento de serviços e respondendo a dúvidas”, explica Flávio Porto, gerente de marketing das concessionárias Ducati Porto Alegre e Florianópolis
Quem preferir não visitar a loja já pode fazer o processo de compra completo sem qualquer contato presencial, principalmente nas marcas premium. É possível negociar, efetuar a compra com eventual financiamento e receber a moto em casa. 
“Começamos a entregar a moto na casa do cliente, seguindo as orientações de distanciamento e higienização, e a realizar a entrega técnica por vídeo”, diz o responsável pelo marketing da Factory Powersports KTM, Fernando Filie. “Também criamos o agendamento de serviços básicos de manutenção e test-ride em domicílio.” 
Já a BMW optou por aderir ao e-commerce dentro da plataforma MercadoLivre e direcionar a compra para atendimento pela concessionária mais próxima. A possibilidade de evitar contato presencial se estende às revisões, com serviço leva e traz ampliado. “Nossos concessionários estão atendendo a clientes em um raio de até 25 km”, conta o gerente de clientes da BMW, Matheus Pereira. 
Fonte: Revista Duas Rodas


CLÁSSICA: HONDA CBR 450SR ERA MAIS BELA DO QUE FERA

Missão era brigar com a Yamaha RD 350, mas o resultado foi uma das nacionais mais belas já produzidas


Em meados dos anos 1980 os diretores da Honda receberam uma nova pesquisa com os clientes. Pediam um novo modelo de média cilindrada mais “jovial” do que a CB 450. Era necessário fazer frente à Yamaha RD 350, afinal havia um abismo de preço até a CBX 750F onde caberia um novo modelo.
Assim nasceu a brasileira CBR 450SR: bela com sua carenagem integral, pintada de branco com listras vermelhas (as outras versões tinham listras azul-marinho ou cinza sobre pintura preta). E não era mera maquiagem de uma CB 450.
A CBR era de fato uma nova moto desde o chassi, com vigas de seção retangular prateadas como nas esportivas japonesas, só que reproduzidas em aço em vez de alumínio. Rodas de liga leve de 17 polegadas com pneus de perfil baixo proporcionavam uma agilidade que a CB nunca teria, até porque todas as medidas do novo modelo eram menores.
Já os freios com discos ventilados e de maior diâmetro também tinham pinças mais modernas, que garantiam reduções eficientes, enquanto o amortecedor traseiro único assegurava mais precisão nas curvas. Sobrava conjunto para o motor de 2 cilindros paralelos originário da comportada CB 450.
Na CBR o ronco diferente vinha da ponteira única, e melhorias na performance foram obtidas por modificações de cabeçote, comando de válvulas e carburador a vácuo. Com ajuda de uma nova caixa de ar e seu sistema de captação mais eficiente, o resultado foi a elevação da potência de 43,3 cv para 46,5 cv às mesmas 8.500 rpm e queda do torque de 4,3 kgf.m a 6.500 rpm para 4,2 kgf.m a 7.000 rpm. Permitia à CBR atingir 100 km/h em 6s6 e alcançar 175 km/h.    
Quem montava no banco notava o tanque de encaixe anatômico para as pernas, a tampa embutida, semi-guidões mais baixos e um inédito painel de três mostradores redondos com o conta-giros central. Nada que se produzia no Brasil daquela época parecia tão sexy e contemporâneo. 
Se por um lado o motor da CB não foi um avanço tecnológico e seguia manso quando comparado ao da RD, isso faria da CBR uma moto apropriada para mais motociclistas. Não era preciso domar as manhas do motor de 2 tempos, nem conviver com a fumaça do óleo queimado em mistura com a gasolina.
A surpresa foi o anúncio do preço no lançamento, que chegava ao dobro do modelo da Yamaha. A esta altura a receita da nova Honda poderia soar natimorta, mas o fato é que desde o começo diminuiu as vendas da RD e se manteve à frente até a saída de linha da concorrente, em 1993.
O período de abertura das importações foi um choque principalmente para os modelos nacionais de maior cilindrada, que estavam tecnologicamente defasados diante das importadas. Não foi diferente com a CBR, que resistiu até o começo de 1995 apenas com alterações em cores e grafismos (como a unidade lilás das fotos).




                                             Fonte: Revista Duas Rodas.