quinta-feira, 24 de setembro de 2026

CARROS ANTIGOS - Joias de Lata

 








Postagem sugerida pelo meu Amigo Cido, o melhor mecânico de Fusca de São José do Rio Preto-SP, e Região.




Honda CG 125 nasceu em 1976 como primeira moto da Honda em Manaus e teve versão a álcool pioneira no Brasil em 1981

 

A Honda CG 125, lançada em 1976 e produzida no Brasil até 2019, foi a primeira moto da Honda feita em Manaus e marcou a produção nacional com motor quatro tempos. A consulta da Honda CG 125 tabela fipe está disponível abaixo para valores atualizados.

A Honda CG 125 abriu a produção de motocicletas da marca em Manaus, no Amazonas, em uma fábrica inaugurada em 4 de novembro de 1976. O modelo foi desenvolvido especificamente para o mercado brasileiro.

Com mecânica simplificada em relação à CB 125 importada, a moto buscava facilitar a nacionalização dos componentes e reduzir custos. Pelé foi o primeiro garoto-propaganda da Honda CG 125 no país.

CG 125 "bolinha" - Divulgação

A linha equipada com motor de 125 cc colocou cerca de 7 milhões de unidades nas ruas brasileiras ao longo de sua história. A versão inicial ficou conhecida como Bolinha por causa do tanque arredondado.

Origem nacional

A CG 125 foi a primeira motocicleta com motor quatro tempos produzida em solo nacional. Sua chegada ocorreu no mesmo ano de inauguração da fábrica da Honda em Manaus, consolidando uma nova etapa da marca no Brasil.

O apelido Bolinha identificou a primeira fase do modelo, fabricada entre 1976 e 1982. O tanque de formato arredondado era o elemento visual que diferenciava essa geração das evoluções posteriores.

Pelé como garoto propaganda - imagem: museu Honda

Pelé como garoto propaganda - imagem: museu Honda

Em 1977, a família ganhou duas derivadas. A ML 125 era apresentada como versão de luxo, enquanto a Turuna ocupava a posição esportiva dentro da linha de motocicletas da Honda.

A produção da CG 125 original no Brasil terminou em 2019, após 42 anos de fabricação.

A motorização da família evoluiu em etapas, passando por 125, 150 e por fim 160 cm³, com as versões chegando a conviver por anos no mercado.

A trajetória inclui a versão a etanol de 1981, a CG 125 Today de 1989, a CG 125 Titan de 1994, a chegada da CG 150 Titan em 2004 e a CG 160 em 2016, já com freios CBS. Ao longo desse período, a linha 125 conviveu com as motorizações maiores antes de sair de cena.

Múltiplas Honda CGs passaram pelo Brasil - Divulgação

Múltiplas Honda CGs passaram pelo Brasil - Divulgação

Conjunto mecânico

A primeira geração usava motor monocilíndrico, quatro tempos, OHV, de 124 cm³ e refrigeração a ar. O comando empregava válvulas no cabeçote, em uma configuração adotada para o modelo nacional.

A potência declarada era de 11 cv a 9.000 rpm, com 0,94 kgf.m a 7.500 rpm. O câmbio tinha quatro marchas, todas selecionadas para baixo, e a velocidade máxima ficava pouco acima de 100 km/h.

CG 125 de 1976 - Divulgação Honda

CG 125 de 1976 - Divulgação Honda

Os freios eram a tambor nas duas rodas. A suspensão dianteira era telescópica, com molas externas cobertas por tubos cromados, e a traseira utilizava dois amortecedores. O peso informado era de 107 kg.

Preço atualizado - Tabela Fipe

Honda CG 125 -1990 - Preço médio Fipe atualizado:

Honda CG 125 Today - 1991 - Preço médio Fipe atualizado:

Honda CG 125 Today - 1992 - Preço médio Fipe atualizado:

Honda CG 125 Today - 1993 - Preço médio Fipe atualizado:

Honda CG 125 Today - 1994 - Preço médio Fipe atualizado:

Honda CG 125 Titan - 1995 - Preço médio Fipe atualizado:

Honda CG 125 Titan - 1996 - Preço médio Fipe atualizado:

Honda CG 125 Titan - 1997 - Preço médio Fipe atualizado:

Honda CG 125 Titan - 1998 - Preço médio Fipe atualizado:

Honda CG 125 Titan - 1999 - Preço médio Fipe atualizado:

Honda CG 125 Titan - 2000 - Preço médio Fipe atualizado:

Honda CG 125 Titan ES - 2001 - Preço médio Fipe atualizado:

Honda CG 125 Titan ES - 2002 - Preço médio Fipe atualizado:

Honda CG 125 Titan ES - 2003 - Preço médio Fipe atualizado:

Honda CG 125 Titan ES - 2004 - Preço médio Fipe atualizado:

Honda CG 125 Fan - 2005 - Preço médio Fipe atualizado:

Honda CG 125 Fan - 2006 - Preço médio Fipe atualizado:

Honda CG 125 Fan - 2007 - Preço médio Fipe atualizado:

Honda CG 125 Fan - 2008 - Preço médio Fipe atualizado:

Honda CG 125 Fan - 2009 - Preço médio Fipe atualizado:

Honda CG 125 Fan - 2010 - Preço médio Fipe atualizado:

Honda CG 125 Fan - 2011 - Preço médio Fipe atualizado:

Honda CG 125 Fan - 2012 - Preço médio Fipe atualizado:

Honda CG 125 Fan - 2013 - Preço médio Fipe atualizado:

Honda CG 125 Fan - 2014 - Preço médio Fipe atualizado:

Honda CG 125 Fan - 2015 - Preço médio Fipe atualizado:

Honda CG 125 Fan - 2016 - Preço médio Fipe atualizado:

Honda CG 125 Fan - 2017 - Preço médio Fipe atualizado:

Honda CG 125 Fan - 2018 - Preço médio Fipe atualizado:

1979 - Honda Turuna CG 125

Em 1979, pouco mais de dois anos após a chegada da Honda CG 125 ao mercado brasileiro, a fabricante apresentou uma nova motocicleta de 125 cm³ com proposta esportiva. Era a Honda Turuna 125, modelo que passou a integrar a produção nacional da marca.

Honda Turuna CG 125 - Divulgação

Honda Turuna CG 125 - Divulgação

O nome Turuna também tinha origem brasileira. A palavra em tupi-guarani significa agilidade, força e capacidade, conceitos que ajudavam a definir a proposta da motocicleta naquele período.

Com visual inspirado nas motos esportivas e características diferentes das encontradas na CG 125, a Turuna 125 marcou uma nova etapa para a Honda no mercado nacional e ganhou espaço entre os motociclistas brasileiros.

1981 - Versão a álcool

Em fevereiro de 1981, a Honda lançou a CG 125 Álcool, apresentada como a primeira motocicleta do mundo com motor movido a álcool. O lançamento ocorreu no contexto do Programa Nacional do Álcool, o Proálcool.

CG 125 Álcool - Divulgação

CG 125 Álcool - Divulgação

A versão recebeu taxa de compressão de 10:1, superior aos 9:1 da configuração a gasolina. Ela também contava com partida a frio a gasolina e reservatório instalado sob o banco.

A CG 125 Álcool já saía com câmbio de cinco marchas. A transmissão de cinco velocidades só chegaria à versão movida a gasolina em 1986, anos depois da estreia da alternativa a álcool.

1989 – CG 125 Today

CG 125 Today

CG 125 Today - Divulgação

A Honda CG 125 Today chegou ao mercado em 1989 com mais de 70 alterações em relação à geração anterior. Entre as principais novidades estava a adoção do sistema de ignição CDI, que ajudava a melhorar o funcionamento do motor e a eficiência da motocicleta.

Na parte visual, a CG 125 Today também recebeu mudanças importantes. O desenho passou a integrar de forma mais harmoniosa o tanque de combustível e as laterais, acompanhando a evolução da linha naquele período.

1994 – CG 125 Titan

Em 1994, a Honda mudou o nome da linha, que deixou de ser Today e passou a utilizar a denominação Titan. A CG 125 Titan também trouxe alterações no conjunto, incluindo um tanque de combustível com capacidade ampliada para 13 litros.

CG 125 Titan – Divulgação

CG 125 Titan – Divulgação

O novo desenho buscava melhorar a integração entre motocicleta e piloto. A traseira também foi redesenhada e recebeu novas alças destinadas ao garupa.

A mudança de nome marcou uma nova etapa na trajetória da CG 125, modelo que já havia conquistado espaço importante no mercado brasileiro.

2003 – Honda CG 5 milhões

A produção acumulada da Honda CG chegou a cinco milhões de unidades em 2003. Para marcar o número, a fabricante criou uma edição especial da motocicleta com acabamento em cromo dourado.

Edição especial marca 5 milhões de unidades – Divulgação

Edição especial marca 5 milhões de unidades – Divulgação

A unidade comemorativa não chegou às concessionárias nem foi colocada à venda. O exemplar permanece preservado no museu da Honda, em Indaiatuba, no interior de São Paulo, como parte da história da motocicleta no Brasil.

2006 – CG 125 Fan

A CG125 Fan chegou em 2006 com foco em ampliar o acesso ao transporte individual. O modelo manteve características como baixo custo de manutenção e facilidade de condução.

CG 125 Fan - Divulgação

CG 125 Fan - Divulgação

Entre os recursos técnicos, estava a válvula Pair, que auxiliava na redução de emissões.

2019 – Fim da linha 125

Em fevereiro de 2019 da Honda confirmou o fim da linha CG 125.

CG 125 Fan de 2019 - Divulgação

CG 125 Fan de 2019 - Divulgação

Comunicado oficial:

“Com a entrada em vigor em janeiro de 2019 da legislação que traz a obrigatoriedade de freios CBS, a Honda irá direcionar suas vendas no modelo CG 160 Start e na linha profissional com a CG 160 Cargo, que trazem um motor mais moderno, eficiente em termos de emissões e mais potente. Além disso, a CG 160 Start e CG 160 Cargo, já possuem freios CBS. A CG 125 representava menos de 10% do volume total da linha CG, com a maioria dos clientes já preferindo pela versão de maior cilindrada”.

Embora a fabricação brasileira tenha sido encerrada, a CG 125 continua em produção em países como o Paquistão. A montagem local ocorre desde 1992, em moldes próximos aos modelos originais.

CG 125 atual - Paquistão - Divulgação

CG 125 atual - Paquistão - Divulgação

Perguntas frequentes

Quando a Honda CG 125 foi lançada no Brasil?

A Honda CG 125 foi lançada no Brasil em 1976, ano em que a fábrica da Honda em Manaus iniciou suas atividades de produção de motocicletas.

Qual é a potência da Honda CG 125 de primeira geração?

A primeira geração tem potência de 11 cv a 9.000 rpm e torque de 0,94 kgf.m a 7.500 rpm, conforme os dados técnicos confirmados para o modelo.

Qual motor equipa a primeira Honda CG 125?

O modelo usa motor monocilíndrico, quatro tempos, OHV, com válvulas no cabeçote, 124 cm³ de cilindrada e sistema de refrigeração a ar.

Quando surgiu a Honda CG 125 Álcool?

A CG 125 Álcool foi lançada em fevereiro de 1981. A motocicleta tinha maior taxa de compressão, partida a frio a gasolina e câmbio de cinco marchas.


Fonte: Tudo de Moto.com.br





quarta-feira, 23 de setembro de 2026

ROBSON OLIVEIRA - Resenha Política

DEBATE

O debate promovido ontem pelo site Rondônia ao Vivo, do jornalista Paulo Andreoli, merece registro positivo. Apesar dos tropeços técnicos no início, comuns em transmissões pela internet, o evento encontrou o rumo. E, quando encontrou, entregou ao público aquilo que se espera de um debate eleitoral: confronto de ideias. As regras mais soltas ajudaram. Sem tantas amarras, os candidatos puderam perguntar, responder, provocar e, sobretudo, explicar. É justamente aí que muitos debates televisivos pecam: engessam tanto o candidato que até o pensamento parece precisar de autorização.
FUGIU
A ausência de Hildon Chaves, candidato do União Brasil, já havia sido anunciada. Mas não deixa de produzir questionamentos políticos sobre sua disposição para enfrentar os adversários. Hildon tem encontrado dificuldades nos debates recentes, aparecendo disperso e com problemas para concluir raciocínios. É uma situação curiosa para quem conheceu o Hildon de 2018. Naquela eleição, ele era rápido nas respostas, firme nas tiradas e dono de frases que ajudaram a transformar uma candidatura considerada improvável em vitória. Era um candidato que parecia jogar alguns segundos à frente dos adversários.
SAÚDE
Na entrevista que este cabeça chata fez recentemente com Hildon Chaves, entretanto, não percebemos sinais que justificassem as fofocas sobre sua saúde. Conversamos normalmente e o candidato demonstrou capacidade de raciocínio e argumentação. Talvez o problema apareça justamente quando ele é colocado sob a pressão direta de um debate. Seja qual for a explicação, Hildon terá de enfrentar os debates de televisão. E televisão não costuma conceder intervalo para quem perde o fio do raciocínio. Seu bloqueio em debate parece emocional uma vez que a saúde mental nos revelou está tranquila.
VALE TUDO
Entre os presentes, Adailton Fúria, Marcos Rogério, Pedro Adib, Expedito Neto e Samuel Costa tiveram atuações firmes. Foram objetivos, apresentaram suas visões e conseguiram confrontar propostas sem transformar o encontro em ringue de vale-tudo. Fúria não fugiu do confronto com Marcos Rogério. Sempre que o sorteio lhe permitiu, escolheu o candidato do PL para perguntar.
INVERTIDAS
Os dois protagonizaram o embate mais evidente da noite, mas sem ultrapassar a civilidade. Marcos tentou devolver a Fúria o episódio envolvendo a prisão do ex-prefeito de Ji-Paraná, Isaú Fonseca. Recebeu de volta a lembrança da operação policial que atingiu esta semana o prefeito de Mamoré, envolvendo investigação sobre supostos ilícitos relacionados ao fundo eleitoral do PL na eleição passada. O prefeito investigado é apontado como um dos coordenadores da campanha de Marcos Rogério.
DESEMPENHO
Fora esse momento de maior tensão, prevaleceu o respeito. E isso precisa ser registrado. Samuel Costa manteve sua conhecida disposição para a provocação, mas reduziu a temperatura. Expedito Neto e Pedro Adib também tiveram participações consistentes, contribuindo para ampliar o leque de propostas apresentadas ao eleitor.
SIMBOLISMO
No fim, o debate cumpriu uma função que parece cada vez mais rara na política: permitiu ouvir candidatos falando de administração pública. Saúde, infraestrutura, segurança, economia e os problemas estruturais de Rondônia apareceram sob diferentes perspectivas. Outro acerto foi o cenário. Escolher a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré foi mais do que uma decisão estética. Foi uma escolha simbólica.
APOSTAS
O complexo, depois da reinauguração, está novamente imponente. Este jornalista ainda não havia retornado ao local e confesso que a recuperação impressiona. A arquitetura, a história e a memória daquele espaço deram ao debate uma moldura que nenhum estúdio conseguiria reproduzir. Paulo Andreoli e sua equipe acertaram na escolha. Acertaram também ao apostar num formato menos engessado.
SUCESSO
Os problemas técnicos iniciais foram sendo corrigidos ao longo da transmissão e não comprometeram o resultado final. Ao contrário: o improviso acabou sendo superado pelo conteúdo. A principal lição da noite foi simples. É possível discordar sem transformar adversário em inimigo. É possível confrontar projetos sem transformar política em briga de torcida. E é possível fazer debate eleitoral com inteligência, civilidade e algum espaço para a espontaneidade. Rondônia precisa disso. Os candidatos fizeram sua parte. Os organizadores também.
CACETE
No final, o que se viu na Madeira-Mamoré foi mais do que um debate entre candidatos. Foi uma demonstração de que a democracia ainda funciona melhor quando os políticos são deixados para falar, perguntar e responder. Sem mordaças regimentais, sem teatro excessivo e sem a necessidade de transformar cada pergunta em sentença de morte. Um bom debate não escolhe o governador. Mas ajuda o eleitor a escolher com mais informação. E, nesta noite, Rondônia saiu ganhando. O próximo encontro está marcado para esta segunda-feira, na SIC TV (RECORD) , considerado um dos mais aguardados e concorridos. Neste, tradicionalmente, o pau tem cantado. A ver.
PESQUISA
Pesquisa eleitoral virou, em alguns casos, uma espécie de horóscopo com metodologia: cada instituto entrega ao freguês o número que melhor lhe convém e depois todos fingem que aquilo é ciência exata. A disparidade cada vez maior entre pesquisas que colocam candidaturas em patamares que simplesmente não se configuram nas ruas, somada a problemas de amostragem, tem contribuído para desmoralizar o próprio instituto de pesquisa.
RIVOTRIL
Há quem use o expediente para atender interesses eventuais de candidaturas e tentar influenciar a decisão do eleitor. Perde tempo. Esse tipo de pesquisa serve, no máximo, para animar as bolhas de candidatos ávidos por qualquer manchete que cheire a vitória. É uma espécie de Rivotril eleitoral: acalma a militância, mas não altera a realidade. O eleitor médio, que não se deixa levar pela boataria digital, começa a desconfiar de todas elas.
LOROTA
 E não deveria ser assim, porque há institutos sérios, com metodologia consistente e capacidade de produzir bons retratos do momento. O problema é que fotografia ruim também envelhece rápido: publicada hoje, amanhã já pode estar desatualizada. Vai chegar a hora quando alguém encomendar pesquisa para perguntar ao eleitor se ele confia em pesquisa. Aí já entramos no território kafkiano: o pesquisador pesquisa a credibilidade da própria pesquisa. No fim, tanta pirotecnia numérica pode produzir exatamente o efeito contrário ao desejado: em vez de influenciar o eleitor, ensina-o a desconfiar do fotógrafo. Se dependesse de um institutos e de alguns cabeças de bagres a eleição estaria encerrada no primeiro turno com uma decisão que o eleitor sequer foi ás urnas. A mesma lorota que espalhavam nas eleições municipais da capital. Deu no que deu. Não aprendem...

Fonte: Jornalista Robson Oliveira / Porto Velho-RO