terça-feira, 15 de setembro de 2026

KTM 390 Adventure X e R no Brasil com preços entre R$ 33.990 e R$ 37.990; detalhes e fotos

 

A KTM disponibiliza no Brasil as novas 390 Adventure X e 390 Adventure R, com o mesmo motor de 398,7 cc e propostas distintas para asfalto e terra. Os preços partem de R$ 33.990, e as motos são montadas em Manaus com peças produzidas na Índia.

A KTM anunciou a chegada da linha 390 Adventure ao mercado brasileiro durante o Festival Interlagos Motos 2026. A família será formada por duas configurações, chamadas Adventure X e Adventure R.

As motocicletas compartilham motor, freios, tanque e peso declarado, mas recebem diferenças em rodas, suspensões, posição de pilotagem e recursos eletrônicos. A proposta da X é voltada ao uso misto, enquanto a R prioriza o fora de estrada.

KTM 390 Adventure R - Divulgação

KTM 390 Adventure R - Divulgação

A KTM 390 Adventure X tem preço sugerido de R$ 33.990 à vista, com frete incluso. A marca prevê que essa versão esteja nas concessionárias KTM do país até o fim de 2026.

Parceria com a Bajaj

As duas versões da KTM 390 Adventure serão montadas em Manaus. Segundo a empresa, os modelos serão montados no Brasil com as peças que chegam da Índia por meio da parceria entre KTM e Bajaj.

Apesar de integrarem a mesma linha e usarem a mesma base mecânica, as versões foram configuradas para perfis de utilização diferentes. A Adventure X combina rodagem no asfalto com trilhas leves, enquanto a Adventure R adota itens específicos para terrenos irregulares.

KTM 390 Adventure X - Divulgação

KTM 390 Adventure X - Divulgação

Adventure X

A 390 Adventure X utiliza rodas de liga leve, com aro de 19 polegadas na dianteira e 17 polegadas na traseira. Os pneus são de uso misto, em uma configuração crossover destinada a trajetos urbanos, rodoviários e percursos leves fora do asfalto.

O conjunto de suspensão da versão X é fornecido pela WP APEX. Na frente, a moto traz garfo com tubos de 43 mm, sem possibilidades de ajuste. Na traseira, há amortecedor WP APEX com regulagem de pré-carga.

O curso das suspensões é de 200 mm nas duas extremidades. O guidão é feito de aço, e o assento está posicionado a 825 mm do solo, medida inferior à adotada pela configuração R.

KTM 390 Adventure X - Divulgação

KTM 390 Adventure X - Divulgação

O vão livre em relação ao solo da Adventure X é de 232 mm. Já a distância entre-eixos é de 1.464 mm, conforme os dados divulgados pela KTM para a versão de entrada da nova linha.

Eletrônica da versão X

Entre os equipamentos eletrônicos da 390 Adventure X estão o Cornering ABS, o controle de tração e o acelerador eletrônico com sistema ride-by-wire. O painel é LCD e tem tela de cinco polegadas.

O controle de velocidade de cruzeiro e as manoplas aquecidas não integram a lista de série da versão X. Esses dois itens poderão ser instalados como acessórios opcionais, segundo as informações da fabricante.

KTM 390 Adventure X - Divulgação

KTM 390 Adventure X - Divulgação

A lista de equipamentos mantém também o câmbio de seis velocidades com o sistema Quickshifter+, presente de fábrica nas duas motocicletas. O recurso permite trocas de marcha sem o acionamento da embreagem.

Adventure R

A KTM 390 Adventure R custa R$ 37.990 à vista, também com frete incluso. A previsão divulgada para essa configuração é de chegada às lojas da marca a partir de outubro de 2026.

Para ampliar a aptidão em trechos fora de estrada, a Adventure R usa rodas raiadas de 21 polegadas na frente e 18 polegadas atrás. Assim como na X, os pneus fornecidos são de uso misto.

KTM 390 Adventure R - Divulgação

KTM 390 Adventure R - Divulgação

A suspensão dianteira é uma WP APEX de 43 mm, com cartucho aberto e regulagens de compressão e retorno. A fabricante informa que os ajustes contam com 30 cliques de regulagem.

Na traseira, a 390 Adventure R recebe suspensão WP APEX Split Piston. O componente permite ajustes de pré-carga e retorno, em uma especificação diferente da utilizada na Adventure X.

O curso da suspensão sobe para 230 mm tanto na dianteira quanto na traseira. A versão R também tem guidão de alumínio, ao contrário da peça de aço usada na configuração X.

O assento da Adventure R fica a 870 mm do solo. O vão livre é de 272 mm, enquanto a distância entre-eixos chega a 1.481 mm.

KTM 390 Adventure R - Divulgação

KTM 390 Adventure R - Divulgação

Modo Off-Road e painel TFT

Na parte eletrônica, a Adventure R acrescenta o modo Off-Road, que altera a atuação do controle de tração e do ABS para a condução em terrenos sem pavimentação. A moto também dispõe de ABS off-road.

A versão voltada à terra conta ainda com três modos de pilotagem. Outra diferença está no painel, que passa a ser uma tela TFT colorida de cinco polegadas, substituindo o visor LCD da Adventure X.

KTM 390 Adventure R - Divulgação

KTM 390 Adventure R - Divulgação

Assim como ocorre na outra integrante da linha, o cruise control e as manoplas aquecidas podem ser adquiridos como acessórios. Os dois equipamentos não fazem parte da configuração de série da Adventure R.

Motor de 398,7

Adventure X e Adventure R usam o mesmo motor monocilíndrico de 398,7 cc, quatro tempos e refrigeração líquida. A potência máxima informada é de 45 cv a 8.500 rpm.

O torque máximo declarado pela KTM é de 3,98 kgf.m. O sistema de alimentação utiliza componentes Bosch, e o acelerador eletrônico está presente nas duas versões da 390 Adventure comercializadas no Brasil.

KTM 390 Adventure R - Divulgação

KTM 390 Adventure R - Divulgação

A transmissão tem seis marchas e inclui o Quickshifter+ como item de fábrica. Esse conjunto mecânico é comum às duas configurações, independentemente das diferenças de rodas, suspensões e eletrônica.

Freios, tanque e peso

O sistema de freios não muda entre as duas motocicletas. Na dianteira, há disco de 320 mm, enquanto a traseira utiliza disco de 240 mm. As pinças são fabricadas pela Bybre.

Ambos os modelos incluem Cornering ABS e têm tanque de combustível com capacidade para 14 litros. O peso divulgado é de 165 kg sem combustível e 176 kg com o tanque abastecido.

KTM 390 Adventure R - Divulgação

KTM 390 Adventure R - Divulgação

Os números de peso são os mesmos para a Adventure X e para a Adventure R. Dessa forma, as principais diferenças físicas entre elas estão concentradas no conjunto de rodas, suspensão, altura do assento, vão livre e entre-eixos.

Pré-reserva

As duas versões da KTM 390 Adventure já podem ser reservadas pelo site ktm390adventure.com.br. A fabricante também informou a abertura de pré-reservas em sua rede de concessionárias.

De acordo com as condições publicadas no site, o período de pré-reserva vai até 31 de agosto de 2026. O estoque inicial informado é de 20 unidades de cada versão.

KTM 390 Adventure X - Divulgação

KTM 390 Adventure X - Divulgação

A KTM informa que as novas 390 Adventure X e R terão quatro anos de garantia. Os modelos também serão incluídos no programa de revisões com preço fixo oferecido pela marca.


Fonte: Tudo de Moto.com.br





ROBSON OLIVEIRA - Resenha Política

 DEBATES

Na entrevista que este cabeça-chata fez com Hildon Chaves para o podcast Resenha Política, que vai ao ar nesta quinta-feira, o candidato a governador pela federação União Brasil-PP não fugiu do assunto mais incômodo de sua campanha: o desempenho nos debates. Confuso, desconexo e perdido em divagações, Hildon reconheceu que foi “horrível”.
SAUDÁVEL
Perguntei ao Hildon, sem rodeios, se havia algum problema neurológico ou de cognição. Bem-humorado, negou. Disse estar em perfeito estado de saúde e atribuiu os episódios aos reflexos da Covid que contraiu quando prefeito, período em que esteve frequentemente em locais com pessoas contaminadas. Negou estar com os juízos moles nem sob efeito de elementos químicos. Segundo o Tiozão, seu libido está bombando.
EXPERTISE
Admitiu também que sua performance alimentou especulações sobre sua saúde e fofocas sobre sua vida particular. Agora promete uma postura diferente nos próximos debates. Hildon sabe que precisa virar o jogo. E pretende fazer isso usando seu principal patrimônio eleitoral: a experiência como prefeito de Porto Velho.
ENTREGAS
Durante a entrevista, voltou a enumerar realizações de sua gestão e defendeu que Rondônia precisa de um governador com capacidade de gestão para enfrentar problemas econômicos e entregar resultados em saúde, segurança, educação e estradas.
CONFERINDO
A questão é simples: experiência administrativa ajuda – e muito, mas não fala sozinha. Nos próximos debates, Hildon terá de mostrar que continua dono das próprias ideias. Menos divagações, mais objetividade e propostas. A eleição ainda está aberta. Mas a próxima versão de Hildon precisa aparecer diante das câmeras - e não apenas ser prometida depois delas. Na TV e rádio o programa melhorou embora ainda longe do ideal para se distinguir dos concorrentes.
RESISTIU
Hoje, depois dos problemas internos que culminou como uma intervenção no diretório estadual, o candidato a governador pelo PSB, Samuel Costa, é o entrevistado do podcast. Ele voltou a acusar o candidato petista pelos problemas com a direção do seu partido e negou que seja linha auxiliar de Marcos Rogério durante os debates em que dirige suas críticas ao candidato do PSD, Adailton Fúria.
 LIMINAR
A federação União Progressista acaba de receber uma aula que deveria ter aprendido antes de começar a campanha: regra não é enfeite. Muito menos quando foi escrita pela própria federação. A decisão liminar do TRE de Rondônia, assinada pelo juiz Audarzean Santana da Silva, ontem, colocou freio numa operação que vinha beneficiando a candidatura de Mariana Carvalho na distribuição do horário eleitoral para o Senado. Pelos documentos apresentados à Justiça, Mariana vinha recebendo aproximadamente 63,6% do tempo, enquanto Silvia Cristina ficava com 36,4%.
REGRA
Silvia reclamou. Notificou a coligação. Pediu que fosse cumprida a resolução da própria Federação União Progressista, que determinava divisão igualitária entre as duas candidaturas. A resposta, segundo consta da decisão, foi manter o sistema que já vinha sendo utilizado. Traduzindo do juridiquês para o português político: a regra dizia uma coisa, mas a prática queria continuar dizendo outra. Silvia então foi à Justiça.
IGUALDADE
E conseguiu uma liminar determinando exatamente aquilo que havia pedido: 50% do tempo para cada candidata, tanto nos programas em rede quanto nas inserções. E há mais: multa de R$ 10 mil por dia em caso de descumprimento, limitada inicialmente a R$ 150 mil. É uma derrota política importante para quem comandava a distribuição do espaço eleitoral. Não porque a Justiça tenha declarado Silvia vencedora da eleição - isso seria uma fantasia. Mas porque reconheceu, em cognição inicial, que existe plausibilidade na alegação de que a regra interna da federação estava sendo descumprida. A defesa da candidata do PP foi exercida pelo advogado Cássio Vidal um dos melhores na área da nova geração de eleitoralistas em Rondônia.
EXPLICAÇÃO
É a diferença entre uma candidata disputar a eleição com as mesmas ferramentas da adversária ou entrar em campo carregando uma mochila enquanto a outra corre de tênis. E aqui está o ponto que a direção da federação deveria explicar. Se a resolução determinava divisão igualitária, por que Mariana tinha 63,6% e Silvia 36,4%? Quem decidiu? Com base em qual regra? E, sobretudo, por que manter a distribuição depois de uma candidata formalmente comunicar que havia uma resolução determinando outro critério?
DIREITO
São perguntas simples. Justamente por isso são difíceis de esconder atrás de discursos sobre unidade. A federação, ao que parece, descobriu uma curiosa maneira de praticar a união: juntando os partidos e separando os direitos. O problema não é Mariana Carvalho ser candidata forte. Não há nada de errado nisso. Ela tem o direito de disputar, de buscar apoio e de utilizar os instrumentos eleitorais que a legislação lhe assegura.
MEIO A MEIO
O problema começa quando a força política de uma candidatura parece transformar uma regra coletiva em peça de decoração. E Silvia Cristina merece ser defendida justamente por uma razão muito objetiva: ela não está pedindo vantagem. Está pedindo igualdade. Não pediu 60%. Não pediu 70%. Não pediu que a federação retirasse tempo de Mariana para entregar a ela. Pediu metade.
DECISÃO
Ela poderia ter engolido a diferença, feito um cálculo eleitoral e seguido adiante. Preferiu enfrentar a própria federação. E, ao fazer isso, levou para o campo jurídico uma discussão que seus adversários talvez preferissem resolver nos corredores. A Justiça não escolhe candidato. A urna também não aceitará procuração de federação. Quem decide o Senado é o eleitor.
PARIDADE
Por isso, a federação deveria parar de tratar Silvia Cristina como um problema e começar a enxergar o episódio como um problema de sua própria condução. Porque, no fim, a questão não é Silvia contra Mariana. É a federação contra a própria regra que estabeleceu. E essa é uma briga particularmente constrangedora.

VILÃO
A nova Quest colocou gasolina numa eleição que já vinha pegando fogo: Lula e Flávio Bolsonaro aparecem numericamente empatados no segundo turno. Lula perdeu um ponto, justamente quando a crise do STF começa a respingar no colo do governo. Alexandre de Moraes virou personagem central da guerra política e, para a direita, uma espécie de vilão oficial da República. As revelações sobre os diálogos envolvendo o ministro e Daniel Vorcaro acrescentaram mais um capítulo à novela institucional que ninguém pediu, mas todo mundo assiste.
RADICAL
Lula não é responsável pelo que fazem ministros do Supremo, evidentemente, mas política tem uma regra cruel: quem fica em silêncio diante da tempestade acaba molhado. A pesquisa, portanto, registra uma semana ruim para o presidente, não uma sentença eleitoral. O problema é que o eleitor brasileiro parece já estar desenvolvendo anticorpos contra escândalos: surge um hoje, outro amanhã, e a indignação vai ficando com prazo de validade cada vez menor. Enquanto isso, as bolhas se fecham, os radicais se alimentam e a temperatura sobe.
RESILIÊNCIA
Em 2022, Lula e Jair Bolsonaro fizeram da eleição uma guerra de trincheiras; agora, o filho parece disposto a manter o campo minado. E, pelo andar da carruagem, só haverá trégua quando as urnas, sem likes, sem narrativas e sem ministros, derem o seu implacável veredito. É uma disputa acirrada que o PT não contava com a resiliência do filho mais velho dos Bolsonaros.  Com os dois empatados, o discurso entabulado por Caiado que somente ele era capaz de vencer Lula cai por terra. E a candidatura de Caiado é enterrada de vez.
FESTIVAL
Léo Moraes conseguiu algo que nenhum de seus antecessores havia conseguido até aqui: transformar festa em política de aproximação com o povo. É criticado pelo excesso de eventos, como se prefeito bom fosse aquele que governasse de gabinete, com a gravata apertada e a população do lado de fora. Mas o evento na Vila Calderita mostrou outra coisa: levou uma multidão às margens do rio e, de quebra, entrou no calendário municipal de eventos de praia.

ESPONTANEIDADE 
Léo ainda resolveu trocar o protocolo pelo mergulho: jogou-se nas águas e caiu definitivamente na graça do público, sendo simplesmente ovacionado. Os críticos ficam putos, naturalmente. É compreensível: nada incomoda mais certos setores da política do que ver o povo aplaudindo espontaneamente quem eles preferiam ver sendo vaiado. Léo Moraes sabe facilitar a interação entre autoridade e população. E descobriu uma fórmula antiga, embora esquecida pelos políticos: às vezes, para ser prefeito do povo, é preciso simplesmente estar no meio dele.


Fonte: Jornalista Robson Oliveira / Porto Velho-RO