quarta-feira, 23 de setembro de 2026

ROBSON OLIVEIRA - Resenha Política

DEBATE

O debate promovido ontem pelo site Rondônia ao Vivo, do jornalista Paulo Andreoli, merece registro positivo. Apesar dos tropeços técnicos no início, comuns em transmissões pela internet, o evento encontrou o rumo. E, quando encontrou, entregou ao público aquilo que se espera de um debate eleitoral: confronto de ideias. As regras mais soltas ajudaram. Sem tantas amarras, os candidatos puderam perguntar, responder, provocar e, sobretudo, explicar. É justamente aí que muitos debates televisivos pecam: engessam tanto o candidato que até o pensamento parece precisar de autorização.
FUGIU
A ausência de Hildon Chaves, candidato do União Brasil, já havia sido anunciada. Mas não deixa de produzir questionamentos políticos sobre sua disposição para enfrentar os adversários. Hildon tem encontrado dificuldades nos debates recentes, aparecendo disperso e com problemas para concluir raciocínios. É uma situação curiosa para quem conheceu o Hildon de 2018. Naquela eleição, ele era rápido nas respostas, firme nas tiradas e dono de frases que ajudaram a transformar uma candidatura considerada improvável em vitória. Era um candidato que parecia jogar alguns segundos à frente dos adversários.
SAÚDE
Na entrevista que este cabeça chata fez recentemente com Hildon Chaves, entretanto, não percebemos sinais que justificassem as fofocas sobre sua saúde. Conversamos normalmente e o candidato demonstrou capacidade de raciocínio e argumentação. Talvez o problema apareça justamente quando ele é colocado sob a pressão direta de um debate. Seja qual for a explicação, Hildon terá de enfrentar os debates de televisão. E televisão não costuma conceder intervalo para quem perde o fio do raciocínio. Seu bloqueio em debate parece emocional uma vez que a saúde mental nos revelou está tranquila.
VALE TUDO
Entre os presentes, Adailton Fúria, Marcos Rogério, Pedro Adib, Expedito Neto e Samuel Costa tiveram atuações firmes. Foram objetivos, apresentaram suas visões e conseguiram confrontar propostas sem transformar o encontro em ringue de vale-tudo. Fúria não fugiu do confronto com Marcos Rogério. Sempre que o sorteio lhe permitiu, escolheu o candidato do PL para perguntar.
INVERTIDAS
Os dois protagonizaram o embate mais evidente da noite, mas sem ultrapassar a civilidade. Marcos tentou devolver a Fúria o episódio envolvendo a prisão do ex-prefeito de Ji-Paraná, Isaú Fonseca. Recebeu de volta a lembrança da operação policial que atingiu esta semana o prefeito de Mamoré, envolvendo investigação sobre supostos ilícitos relacionados ao fundo eleitoral do PL na eleição passada. O prefeito investigado é apontado como um dos coordenadores da campanha de Marcos Rogério.
DESEMPENHO
Fora esse momento de maior tensão, prevaleceu o respeito. E isso precisa ser registrado. Samuel Costa manteve sua conhecida disposição para a provocação, mas reduziu a temperatura. Expedito Neto e Pedro Adib também tiveram participações consistentes, contribuindo para ampliar o leque de propostas apresentadas ao eleitor.
SIMBOLISMO
No fim, o debate cumpriu uma função que parece cada vez mais rara na política: permitiu ouvir candidatos falando de administração pública. Saúde, infraestrutura, segurança, economia e os problemas estruturais de Rondônia apareceram sob diferentes perspectivas. Outro acerto foi o cenário. Escolher a Estrada de Ferro Madeira-Mamoré foi mais do que uma decisão estética. Foi uma escolha simbólica.
APOSTAS
O complexo, depois da reinauguração, está novamente imponente. Este jornalista ainda não havia retornado ao local e confesso que a recuperação impressiona. A arquitetura, a história e a memória daquele espaço deram ao debate uma moldura que nenhum estúdio conseguiria reproduzir. Paulo Andreoli e sua equipe acertaram na escolha. Acertaram também ao apostar num formato menos engessado.
SUCESSO
Os problemas técnicos iniciais foram sendo corrigidos ao longo da transmissão e não comprometeram o resultado final. Ao contrário: o improviso acabou sendo superado pelo conteúdo. A principal lição da noite foi simples. É possível discordar sem transformar adversário em inimigo. É possível confrontar projetos sem transformar política em briga de torcida. E é possível fazer debate eleitoral com inteligência, civilidade e algum espaço para a espontaneidade. Rondônia precisa disso. Os candidatos fizeram sua parte. Os organizadores também.
CACETE
No final, o que se viu na Madeira-Mamoré foi mais do que um debate entre candidatos. Foi uma demonstração de que a democracia ainda funciona melhor quando os políticos são deixados para falar, perguntar e responder. Sem mordaças regimentais, sem teatro excessivo e sem a necessidade de transformar cada pergunta em sentença de morte. Um bom debate não escolhe o governador. Mas ajuda o eleitor a escolher com mais informação. E, nesta noite, Rondônia saiu ganhando. O próximo encontro está marcado para esta segunda-feira, na SIC TV (RECORD) , considerado um dos mais aguardados e concorridos. Neste, tradicionalmente, o pau tem cantado. A ver.
PESQUISA
Pesquisa eleitoral virou, em alguns casos, uma espécie de horóscopo com metodologia: cada instituto entrega ao freguês o número que melhor lhe convém e depois todos fingem que aquilo é ciência exata. A disparidade cada vez maior entre pesquisas que colocam candidaturas em patamares que simplesmente não se configuram nas ruas, somada a problemas de amostragem, tem contribuído para desmoralizar o próprio instituto de pesquisa.
RIVOTRIL
Há quem use o expediente para atender interesses eventuais de candidaturas e tentar influenciar a decisão do eleitor. Perde tempo. Esse tipo de pesquisa serve, no máximo, para animar as bolhas de candidatos ávidos por qualquer manchete que cheire a vitória. É uma espécie de Rivotril eleitoral: acalma a militância, mas não altera a realidade. O eleitor médio, que não se deixa levar pela boataria digital, começa a desconfiar de todas elas.
LOROTA
 E não deveria ser assim, porque há institutos sérios, com metodologia consistente e capacidade de produzir bons retratos do momento. O problema é que fotografia ruim também envelhece rápido: publicada hoje, amanhã já pode estar desatualizada. Vai chegar a hora quando alguém encomendar pesquisa para perguntar ao eleitor se ele confia em pesquisa. Aí já entramos no território kafkiano: o pesquisador pesquisa a credibilidade da própria pesquisa. No fim, tanta pirotecnia numérica pode produzir exatamente o efeito contrário ao desejado: em vez de influenciar o eleitor, ensina-o a desconfiar do fotógrafo. Se dependesse de um institutos e de alguns cabeças de bagres a eleição estaria encerrada no primeiro turno com uma decisão que o eleitor sequer foi ás urnas. A mesma lorota que espalhavam nas eleições municipais da capital. Deu no que deu. Não aprendem...

Fonte: Jornalista Robson Oliveira / Porto Velho-RO




CLAVEIRAS BRASIL MOTOCLUBE - Agradecimento / Divisão Rondônia


Vídeo:
 



terça-feira, 22 de setembro de 2026

Opinião de Primeira - BAIXARIA, CONFRONTOS, ATAQUES E CONTRA ATAQUES. DEBATE DA SICTV REPETIU A HISTÓRIA: FOI O MELHOR DE TODOS

 



Vamos por partes, como diria o Estripador de Londres. Nota dez para a organização, cenários, mediador, equipe técnica. Unanimidade. Daí em diante, quando dependeu dos candidatos, principalmente de Expedito Netto e Samuel Costa, a coisa degringolou. Foi de uma baixaria como, certamente, jamais se viu em confrontos entre candidatos ao Governo.

            Comecemos pelos candidatos, obviamente em ordem aleatória. Marcos Rogério esteve seguro. Eventualmente até seguro demais, sem demonstrar emoções. É do seu estilo. Foi atacado, contra atacou, mas tudo dentro da normalidade, num confronto deste peso, que pode decidir uma eleição.

            Adailton Fúria foi um dos mais atacados. Compreende-se. Ele aparece nas pesquisas, até agora, como o nome que tem condições de ir ao segundo turno contra Rogério. Bateu e sofreu ataques, principalmente de Pedro Abib. Fúria manteve seu discurso e se saiu bem.

             Hildon Chaves, infelizmente, não repetiu o Hildon de outros confrontos, principalmente na sua performance como candidato a Prefeito. Esteve inseguro nas respostas e, eventualmente, parecia distante. Seu melhor momento foi quando “nomeou” seus concorrentes como seus secretários, caso seja eleito Governador.

               Pedro Abib é um nome novo na política, mas experiente em confrontos , debates e ideias. Ainda muito longe de se tornar um candidato viável ao Governo, pelas pesquisas, ele demonstra um grande preparo. Certamente vai se ouvir muito nele, a partir de agora.

          Escolheu principalmente Adailton Fúria para o confronto. Apesar de ainda jovem para a política, com apenas 40 anos, Fúria tem experiência suficiente. Não caiu nas armadilhas. Mas Abib se tornou um dos principais destaques do debate, senão o maior deles.

            No final do debate, o melhor, mais intenso e que mostrou como é, realmente, cada um dos candidatos, certamente o eleitor conseguiu tirar suas conclusões. Há os que mudaram o voto, embora já tivessem até  decidido por um dos contendores.

             E, mais que isso, é muito provável que, na próxima pesquisa, o numero de indecisos, até agora na faixa dos 30 por cento, tenha diminuído.

              Os grandes debates promovidos pela SICTV, sempre considerados os melhores e mais decisivos, têm tido este poder. É por isso que o jovem empresário Marlon Leoni e a enorme equipe que ele comanda, se esmeram em realizar um evento de tal grandeza.

EXPEDITO NETTO E SAMUEL PROTAGONIZARAM O QUE DE PIOR PODE EXISTIR NUM CONFRONTO POLÍTICO DEMOCRÁTICO

           O lado lamentável de um evento democrático como este foi protagonizado por dois candidatos de partidos de esquerda, que surpreenderam os organizadores, os demais participantes e, certamente o público, com baixarias inacreditáveis para um evento de tal grandeza.

           Expedito Netto e Samuel Costa cometeram aquilo que pode se considerar como o lado pior da política. O enfrentamento não foi de ideias, de programas, de projetos. Foi de baixaria, de ataques pessoais, de ofensas, de envolvimento da família, enfim, um momento da nossa política que deveria ser riscado da História.

            Não se vai repetir aqui todas as baixaria proferidas de lado a lado. Mas não se pode ignorar que Samuel Costa atacou os pais de Expedito Netto, que, por óbvio, não tinham como se defender e nada tinham a ver com o debate. Já Expedito acusou Samuel por corrupção e por ter sido denunciado por crime sexual.

             Samuel retrucou, dizendo que se Expedito fizesse um exame de sangue e provasse que não usa drogas, ele, Samuel, renunciaria à própria candidatura. Não foi um confronto de adversários políticos: foi de dois inimigos.  Foi uma guerra sem regras.

             Todos os que assistiram ficaram pasmos e indignados, com o nível do confronto. Ninguém ganhou e nem poderia. Os dois perderam. E todos os milhares e milhares de rondonienses que assistiram ao triste episódio, certamente, vão dar, nas urnas, a resposta merecida. Lamentável!              
           

CAMPANHA FRIA E SEM DINHEIRO PARA A GRANDE MAIORIA DOS CANDIDATOS. NO MDB, ESTADUAIS FICARAM A ZERO 

          A onze dias da eleição, a expectativa começa a crescer. Quem irá para o segundo turno entre os candidatos ao Governo? Quem serão os dois eleitos para o Senado? E os oito que representarão Rondônia na Câmara Federal? Na Assembleia Legislativa haverá grande renovação ou a maioria dos os atuais deputados vai se manter em suas cadeiras?

          Na reta final das campanhas (na verdade uma das mais frias dos últimos anos) o desespero começa a tomar conta de alguns que tinham certeza de se eleger e de alegria de outros, que estão vendo seus nomes crescerem.

          Em Porto Velho, mesmo sendo uma eleição geral, a movimentação nas ruas tem sido menor do que a ocorrida na última eleição municipal, por exemplo. A concentração do dinheiro das campanhas em poucas mãos, certamente é um dos motivos.

          Em alguns partidos, candidatos a deputado estadual não receberam um só tostão para suas campanhas. Um dos casos mais conhecidos é do MDB, com uma nominata fraca, escolhida a dedo pelo senador Confúcio Moura, cujos concorrentes não viram a cor do vil metal. Não foi o único partido a deixar os membros de suas nominatas a ver navios.

           Na corrida pelo Governo, Marcos Rogério, Adailton Fúria, Hildon Chaves e Expedito Netto receberam bom dinheiro dos seus partidos. Já Pedro Abib, do MDB, ficou com apenas 1 milhão e 47 mil reais, enquanto o socialista Samuel Costa não viu um mísero centavo do PSB.

PESQUISAS SEM CRÉDITO ALGUM VOLTAM A OCUPAR ESPAÇO NA ELEIÇÃO DE RONDÔNIA. HAVERÁ ALGUMA SOLUÇÃO

          A cena faz parte do folclore das eleições em Rondônia. Alguém cria um instituto de pesquisa, consegue um bom dinheiro e vai para a sombra de uma árvore, “fazer” a pesquisa que, claro, dá grande vantagem a quem a patrocinou. Uns dizem que é apenas lenda. Outros juram que a história ocorreu mesmo, no passado.

          A verdade é que, nos últimos tempos, as pesquisa têm dado trabalho aos candidatos que não as compram e à Justiça Eleitoral. Um dos institutos problemáticos é o Veritá, que já teve pesquisas impugnadas no Amazonas e agora em Rondônia, pelos números que apresenta, sempre beneficiando um candidato.

          Na semana passada, o Veritá divulgou pesquisa e que o candidato Marcos Rogério tinha 47 por cento das intenções de votos. Os demais concorrentes chiaram. A equipe jurídica de Hildon Chaves conseguiu com que a pesquisa fossem considerada Fake e o instituto foi multado, ainda, em 53 mil reais, além de ter que retirá-la do ar.

          Alguns dias depois, o Veritá volta com nova pesquisa, agora dando vitória a Marcos Rogério com mais de 50 por cento dos votos, ou seja, ganharia fácil no primeiro turno. Fúria teria 27pontos e Hildon Chaves, 14.

          Ora, como não houve qualquer fato novo que indicasse a vitória de Rogério no primeiro turno, as suspeitas se tornaram mais fortes. O caso está sendo analisado pela Justiça Eleitoral.

          É possível a vitória de Marcos Rogério no primeiro turno? Claro que é. Mas todas as pesquisas consideradas sérias, realizadas nas últimas semanas, apontam para um segundo turno.

JUSTIÇA DERRUBA LIMINAR E MANTÉM LICITAÇÃO PARA PRIVATIZATR A CAERD EM 40 CIDADES RONDONIENSES

          Liminar que impedia o andamento da licitação para privatização da Caerd foi derrubado no Tribunal de Justiça, nesta semana. Portanto, o certame programado para a próxima quarta-feira, dia 29, a cinco dias da eleição do primeiro turno ao Governo.

        A liminar foi derrubada por decisão do presidente do TJ, desembargador Alexandre Miguel. Ou seja, a concorrência internacional para a concessão da regionalização dos serviços de abastecimento de água e implantação do sistema de esgoto em 40 municípios, está autorizada.

          Com a decisão, a licitação, com valor estimado em i8u bilhões e 470 milhões de reais, pode prosseguir, inclusive com a entrega das propostas e a sessão pública de leilão prevista para o dia 29.

          A queda da liminar foi pedida pedido pelo Estado de Rondônia, pela Microrregião de Águas e Esgotos e pela Agência de Regulação de Serviços Públicos Delegados (Agero). O recurso  foi encaminhado ao  Tribunal de Justiça contra a decisão da 1ª Vara de Fazenda e Saúde Pública de Porto Velho, que havia interrompido o procedimento em Ação Popular.

          O caso da privatização da Caerd se tornou um dos temas principais dos debates políticos, nesta reta final da disputa pelo primeiro turno da eleição ao Governo. Entre os candidatos, Marcos Rogério, Adailton Fúria, Pedro Abib, Expedito Netto e Samuel Costa já se declararam contrários ao sistema que está sendo apresentado na reta final do governo Marcos Rocha.

É O TERROR OFICIALIZADO: PROFISSIONAIS DA SAÚDE GANHARAM DINHEIRO VENDENDO PLACEBO PARA DOENTES DE CÂNCER

          Não tem ética, não tem pena, não tem respeito. Este país está apodrecendo, de cima para baixo, até porque a impunidade campeia e não há qualquer sentimento nobre, incluindo em relação a pessoas com câncer. É trágico. É o terror. A última informação da crueldade, informa que pacientes em tratamento contra o câncer se tornaram vítimas de um crime cruel em várias cidades do Brasil.

          A polícia investiga empresários, advogados e funcionários da área da saúde, incluindo médicos, que estariam envolvidos em esquemas de fraude em licitações para compra de medicação, superfaturamento e até suspeita de falsificação de remédios. Não é exagero. É isso mesmo!

          Desde o final de junho, a Polícia gaúcha começou a investigar o caso, a partir de denúncias de que, ao invés de remédios para ajudar no combate ao câncer, pacientes recebiam placebo, enquanto a doença piorava.

          A suspeita surgiu no Hospital Santa Casa de Caridade de São Gabriel, no interior do Rio Grande do Sul. Funcionários do setor oncológico suspeitaram de um lote de medicamentos e chamaram a polícia. De acordo com as investigações, os indícios de falsificação são grandes, desde erros de grafia, coloração e textura até caixa e bula com idiomas diferentes. Já foram cumpridos 56 mandados de busca e apreensão em imóveis de investigados.

          O próprio laboratório recebeu uma amostra, e por isso o laboratório entrou em contato com o Delegado titular da chamada Operação Placebo, avisando que os medicamentos aplicados em pacientes são realmente falsos. A distribuição de todo o lote foi imediatamente suspensa. Esquema envolvia profissionais vários profissionais da saúde. Há pelo menos um caso concreto de uma paciente de 57 anos, com câncer de pulmão, que tomou o Placebo por dois meses e acabou morrendo. O  caso foi denunciado no programa Fantástico, da TV Globo, no Domingo.

CANEDO ORIENTA: ELEITOR PODE USARF REDES SOCIAIS PARA SEU CANDIDATO, MAS NÃO PODE COBRAR POR ISSO

          O eleitor pode usar suas redes sociais e principalmente no Instagram, para fazer campanha, divulgar fotos e pedir votos para seu candidato? Não é crime eleitoral? O especialista em Direito Eleitoral, o advogado Nelson Canedo, num vídeo divulgado em suas redes sociais, orienta o que pode e o que não pode nesta questão.

          Segundo ele, “se você é eleitor e gosta de algum candidato, pode sim usar suas redes sociais para demonstrar apoio, pode postar foto, gravar vídeos e compartilhar conteúdo. Pode pedir votos e dizer abertamente em quem você vai votar”.

          E prossegue: “você pode fazer isso mesmo tendo milhares de seguidores. Ter muita audiência não transforma automaticamente uma manifestação espontânea irregular”. Mas, segundo Canedo, “existe uma linha que você não pode cruzar”.

          Uma coisa é o eleitor usar o celular espontaneamente, fazer campanha e pedir votos. “Outra coisa, completamente diferente”, alerta o advogado, “é receber dinheiro ou vantagem para fazer isso”. Canedo acrescenta que o eleitor também não pode pagar impulsionamento para aumentar artificialmente o alcance desta propaganda”.

          Ele resume: “postar pode; compartilhar também pode. Pedir votos pode. Agora, receber para fazer propaganda ou pagar para impulsionar o conteúdo, aí não pode!

Você não precisa ser candidato para participar da campanha, avisa Nelson Canedo. “só precisa saber onde termina a manifestação espontânea e começa a propaganda irregular!”

TEM CARA NOVA NA POLÍTICA, COM EXCELENTES RESULTADOS NA VIDA PRIVADA, RAFAEL CLAROS FALA EM DESTRAVAR RONDÔNIA

          Têm caras novas que querem uma  cadeira na Assembleia Legislativa. Um  deles, que aparece com boas chances, é o advogado, empresário, produtor rural e líder sindical Rafael Claros, com longo currículo de serviços prestados a Rondônia e que quer aplicar, no seu mandato, aquilo que tem feito, com sucesso, em suas atividades privadas.

           Um dos seus motes de campanha  está concentrado no conceito “Destravando Rondônia”. A lógica é simples, explica: “identificar o problema, mostrar onde está a trava, explicar suas consequências e apresentar o que pode ser feito pelo mandato de deputado estadual”.

          É assim que Rafael Claros pretende buscar soluções para a questão dos trabalhadores terceirizados, cobrando melhores condições e o cumprimento dos contratos. No agronegócio, aborda regularização fundiária e ambiental, segurança jurídica, estradas, energia, logística e condições para produzir.

           Já no comércio, quer discutir e encontrar saídas para a e burocracia, geração de empregos e as dificuldades de quem trabalha e empreende. A mesma lógica aparece nas propostas relacionadas à infraestrutura, manutenção do patrimônio público, saúde, famílias e eficiência da administração estadual.

          Renovação, apresentar novas ideias; encontrar soluções, colocar em prática na vida pública os bons resultados obtidos pelo trabalho e dedicação, são temas da campanha do candidato.

          Vencedor na vida pública, Claros quer agora ser um deputado estadual de muita ação e resultados. É bom ficar de olho nele!

 CASO STF/VORCARO: DEPOIS DO CHARUTO DE GONET E DO AVIÃO DO CASAL MORAES, A GRANDE MÍDIA MUDOU DE ASSUNTO

          Só um entre a imensa maioria. Na segunda-feira, menos de uma semana depois do absurdo escândalo do STF, em que nada aconteceu com os ministros apontados como envolvidos até o pescoço no caso Vorcaro e seu Banco Master, a grande mídia esqueceu do assunto. No Domingo, ao menos, a nova prova contra Alexandre Moraes (ele e sua esposa descendo de um avião  cedido por uma das empresas de Vorcaro) foi destaque na grande mídia. Mas, 24 horas depois, tudo sumiu, Escafedeu-se.

          Nem o G1! (Globo); o R7 (Record); a Folha de São Paulo: UOL; o Estadão. Em todos, nem uma linha sobre o escândalo, na semana que começou. A exceção foi o site Terra (https://www.terra.com.br/noticias/justica/caso-master-escancara-racha-no-stf-expoe-jogo-de-forcas-e-da-peso-a-cadeira-vazia-apos-rejeicao-de-messias,a5c6cc37fddabdf4df61b4f091d147d7kwngl3jk.html) que publicou matéria sobre o racha que se instalou na Suprema Corte.

          Para não ser injusto, há que se destacar o editorial do Estadão, com o título “Não permitimos que Lula reescreva a História”. No subtítulo: “Na História criada pelos petistas, José Dirceu é herói e Lula foi absolvido dos crimes pelos quais foi condenado”. Foi na edição onde, aliás, não há nenhuma notícia sobre o caos no STF.

          Nas redes sociais, contudo, o pau continua cantando. A famosa foto do Procurador Geral da República, Paulo Gonet, que disse que teve apenas um rápido encontro com Vorcaro, mas aparece tomando uísque e fumando um charuto, ao lado dele, bombou.

            Só teve menos acessos do que o vídeo em que Alexandre de Moraes e sua esposa descem do jatinho cedido por empresa em que Daniel Vorcaro é sócio.

          Mesmo com tanto escândalo escancarado, não aconteceu absolutamente nada com os ministros denunciados.

PERGUNTINHA

         Você que é produtor rural, que é do agronegócio, que tem sido atacado por forças policiais, destruindo sua propriedade e perdendo seu gado, o que achou da declaração do presidente Lula dizendo que o agro do Brasil deveria se ajoelhar e agradecer a ele por tudo o que fez pelo setor produtivo, em seus governos?


Fonte: Jornalista Sérgio Pires / Porto Velho-RO