quarta-feira, 29 de abril de 2026

Opinião de Primeira - MAIS UM AMIGO DO PRESIDENTE VAI ASSUMIR UMA CADEIRA NA SUPREMA CORTE, CADA VEZ MAIS GOVERNISTA

          



A quarta-feira deve significar mais um retrocesso para a verdadeira democracia brasileira. Mesmo com protestos da oposição, que ainda é ampla minoria no Congresso, o nome de Jorge Messias deve ser aprovado como novo ministro da Suprema Corte.

          Mais uma vez desmentindo a si mesmo, o presidente Lula vai colocar no STF um grande amigo, parceiro político, petista de carteirinha, ampliando ainda mais o rol dos ministros que hoje ocupam cadeiras na principal corte do Judiciário brasileiro.

          Ele já tem ao seu lado, alguns claramente partidários, como se formassem um fortíssimo braço político do PT e da esquerda na Corte Suprema, os ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, o presidente Edson Fachin (o responsável principal pela descondenação de Lula); Cármem Lúcia, seu advogado até há pouco, Cristiano Zanin, Dias Toffoli e ainda o comunista de carteirinha Flávio Dino.

          Lula terá, a apoiá-lo, o oitavo ministro/parceiro, porque a oposição, mesmo berrando e assinando documentos contrários (como o fizeram os senadores Jaime Bagattoli, Carlos Portinho, Rogério Marinho, Jorge Seif , Izalci Lucas e Eduardo Girão, todos do PL e do Partido Novo) não terá votos suficientes para derrubar a nomeação.

            Apenas três dos membros atuais do STF se podem dizer independentes, sem seguir as decisões e orientações palacianas: Nunes Marques, André Mendonça, ambos indicados por Jair Bolsonaro e o arrependido Luiz Fux. Toda a Corte, afora este trio, reza pela cartilha governista e a ela defende com unhas e dentes.

          Jorge Messias tem 46 anos e é procurador da Fazenda Nacional desde 2007. Já foi subchefe para Assuntos Jurídicos da Presidência da República, secretário de Regulação e Supervisão da Educação Superior do Ministério da Educação e consultor jurídico dos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovação e advogado-geral da União. Tem ligação umbilical com Lula, com o petismo e com a esquerda, embora não se possa negar sua qualidade como advogado e conhecedor da Constituição.

 

           A sabatina de Messias acontece, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta quarta-feira. Ninguém que conheça um pouco dos bastidores da nossa política imagina que ele não vá ser aprovado para assumir o lugar de outro esquerdista importante, Luiz Roberto Barroso, que deixou  o cargo depois de entrar na relação dos brasileiros proibidos de ingressar nos Estados Unidos pela Lei Magnitsky.

            Na campanha da reeleição, Lula criticava a indicação de amigos para o STF. No poder, só colocou gente ligada a ele.  

MDB VAI CONFIRMAR PEDRO HECKTHEUER, DA FACULDADE CATÓLICA, COMO O SEU CANDIDATO AO GOVERNO DE RONDÔNIA

          O MDB decidiu. Tem seu nome para a disputa ao Governo. O martelo já teria sido batido, faltando apenas o anúncio oficial, que deverá ser feito num encontro com o presidente nacional da sigla, Baleia Rossi, junto com o senador Confúcio Moura, presidente regional e outros emedebistas históricos. Pedro Abib Hecktheuer tem um sobrenome difícil de pronunciar, mas é muito conhecido no mundo acadêmico e tem um currículo invejável.

          Acadêmico e Professor do Curso de Direito da Faculdade Católica de Rondônia, Mestre em Direito pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e Especialista em Direito Civil/Constitucional pela Universidade Gama Filho (UGF), Pedro também se  formou Bacharel em Direito pela Faculdade Palotina de Santa Maria (FAPAS) e em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Santa Maria.

          Pedro chegou a ser instado a disputar a eleição deste ano pelo partido ao Senado e à Câmara Federal. Não deu certo o projeto inicial, mas o partido insistiu com o ainda jovem professor e dono de um rico currículo para se apresentar ante o eleitorado rondoniense, mas na condição de postulante ao Governo, como um cara nova da política rondoniense.

          O encontro com Baleia Rossi estava agendado para esta terça-feira, quando os detalhes seriam fechados. Depois disso, o MDB rondoniense vai organizar uma solenidade daqueles que marcam o lançamento de uma candidatura, para a apresentação oficial.

            Agora já são oito os postulantes ao Governo: Marcos Rogério, Adailton Fúria, Hildon Chaves, Expedito Netto, Samuel Costa, Ricardo Frota, Luiz Carlos Teodoro, do Psol e agora, Pedro Abib Hecktheur.

DEPUTADO RONDONIENSE PEDE EXCOMUNHÃO DE SENADORA QUE ATACOU FREI GILSON, ÍDOLO DOS CATÓLICOS

          O deputado estadual Delegado Rodrigo Camargo, que ainda não decidiu se concorrerá  ao Governo ou ao Senado, não fica fora da mídia. Quando não faz discursos duros como opositor ao governo e aos seus colegas de parlamento, encontra um tema complexo e polêmico para abordar. A última dele é pedir à Igreja Católica a excomunhão da senadora Soraya Thronicke, pelo que chamou de “ataque covarde” ao Frei Gilson, hoje o grande nome da religião no país.

          A bocuda senadora acusou Frei Gilson, cujas orações os católicos acreditam que fazem curas milagrosas, de “falso profeta”. Além disso, a senadora que chegou onde chegou graças ao ex-presidente Jair Bolsonaro e depois lhe virou as costas, apresentou projeto de lei que equipara, segundo Camargo, “a pregação moral da Igreja ao crime de racismo”.

          “A fé cristã não pode ser criminalizada”, avisa o controvertido parlamentar. Como Presidente da Frente Parlamentar Católica na Assembleia Legislativa de Rondônia, ele avisa que protocolou um pedido formal de investigação e excomunhão da senadora Soraya Thronicke”. Ele afirma que não se pode assistir calado que “figuras públicas usem o aparato estatal para perseguir sacerdotes e criminalizar a pregação da Sagra Escritura”! Por tudo isso, avisa, “solicitei a Nunciatura Apostólica em Brasília e a Santa Sé, que instaurem o devido processo canônico e declarem a excomunhão da parlamentar”.

          Soraya atacou Frei Gilson o acusando a interpretar textos bíblicos que, segundo ela, diminuem a importância da mulher.  

LULA E FLÁVIO EMPATADOS. NOVIDADE É QUE O PRESIDENTE TAMBÉM EMPATARIA COM CAIADO E ZEMA, NUM SEGUNDO TURNO

          As pesquisas para a Presidência são feitas quase todos os dias, por institutos diferentes. Mas, normalmente, com muito pouca novidade. Lula e Flávio Bolsonaro surgem sempre empatados, ora um vencendo por um ou dois pontos, ora outro, pelos menos números. Agora surge uma da Nexus, contratada pelo Banco BTG (registro BR-01075/2026, no TSE, com 2.028 entrevistados neste último final de semana) com uma pequena novidade: num eventual segundo turno tanto contra Ronaldo Caiado quanto Romeu Zema, Lula também aparece praticamente empatado com os dois.

          A pesquisa no primeiro turno coloca Lula e Flávio juntos, muito à frente, um com 45 e outro com 44 pontos. Caiado e Zema aparecem muito distantes, ambos em torno de 5 pontos. Mas quando a questão é o segundo turno, fica muito claro que parte dos brasileiros votará em qualquer candidato que confronte Lula num segundo turno. Caiado, por exemplo, tem a menor rejeição: 29 por cento.

          Outra curiosidade da pesquisa Nexus/BTG: Lula tem a preferência entre as mulheres (52 por cento), enquanto a maior parte dos que disseram optar por Flávio eram homens (também 52 por cento).

          O que não é nenhuma novidade: o atual presidente da República concentra maior quantidade de votos na região Nordeste (59 por cento), enquanto o Flávio tem popularidade elevada no Sul (53 por cento ).

          Questionados sobre a certeza dos votos, 69 por cento dos participantes do levantamento afirmaram que não pretendem trocar de pré-candidato, enquanto 29 por cento disseram que “podem” mudar de ideia, e 2 por cento não responderam.

MAURÍCIO NO RESENHA POLÍTICA FALA SOBRE AS ELEIÇÕES E SEUS MÚLTIPLOS DESAFIOS QUE AS URNAS VÃO LHE IMPOR

          O voto para Governador é de Hildon  Chaves, do partido dele, o União Brasil. Mas o voto para Presidente é de Flávio Bolsonaro, seu amigo pessoal e que vai apoiar, em Rondônia, outro candidato: o senador Marcos Rogério. Este é um dos temas abordados na entrevista do jornalista Robson Oliveira no seu, PodCast Resenha Política desta semana.

          Quem comanda a Federação União Brasil/Progressistas, o deputado federal Maurício Carvalho é o entrevistado e quem estará nesse complexo jogo político de ter um nome para o Palácio Rio Madeira/CPA e outro para o Planalto, que, aqui, apoiará um adversário.

           Os desafios de Maurício não são apenas estes. Terá que buscar sua reeleição; usar todas as forças para ajudar sua irmã, Mariana Carvalho, na busca de uma das duas cadeiras de Rondônia ao Senado e, ainda, comandar a bancada federal atual, já que é o coordenador dela até o final do ano, passando pelo período eleitoral.

          Terá, ainda, que ter muito jogo de cintura para ajeitar os interesses dos dois partidos e ainda do Republicanos, outra sigla que deverá estar no mesmo pacote do grupo político de Maurício e partido comandado no Estado pelo pai dele, o empresário e médico Aparício Carvalho.

            Maurício começou sua carreira como vereador da Capital e hoje ocupa posto importante no contexto da política rondoniense. O bate-papo com Robson Oliveira, exímio entrevistador, certamente trará informações muito boas para quem vive o mundo da política. Vai ao ar esta semana.

NÃO É FAKE NEWS, INFELIZMENTE: CÂMARA FEDERAL VAI CRIAR CPI PARA INVESTIGAR MORTE DE CACHORRO

          Gostar de animais é algo que merece todos os elogios. Protegê-los, não permitir que eles sejam machucados, alimentá-los e cuidá-los fazem parte de atos de humanidade que a evolução da sociedade ensinou. Mas para tudo há um limite. Agora, a Câmara dos Deputados decidiu propor uma CPI para investigar atos de violência contra animais e principalmente da morte do cãozinho Orelha, morto com crueldade em Florianópolis.

          Quando um poder como a Câmara Federal que, ressalvadas as exceções de sempre, é um poder gastador, com custo enorme para a população bancar e entregando resultados pífios para o país, decide criar uma CPI pela morte de um cachorro, aí já se superou tudo de ridículo que se poderia imaginar.

          A proposta de criação da chamada CPI do “Cão Orelha” alcançou mais de 180 assinaturas na Câmara dos Deputados, número suficiente para solicitar a abertura da comissão. A articulação contou com a atuação do deputado federal Delegado Bruno Lima, de São Paulo, que foi eleito com 461 mil votos por defender a causa animal e mobilização popular nas redes sociais. Ou seja, 180 dos 513 deputados federais, entre eles uma maioria de ineptos e que nada fazem de bom para o povo brasileiro, vão gastar meses de trabalho para tratar de um caso policial envolvendo a morte de um animal.

          Entre os que assinaram a criação da CPI e divulgou amplamente nas redes sociais que o fez, está o deputado federal de Rondônia, Thiago Flores. E assim anda o Brasil, regido pelas redes sociais e com o Congresso Nacional tratando de questões menores, enquanto o país caminha para trás.

RIO MADEIRA PASSA DOS 15 METROS E CAPITAL DECRETA SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA, PELOS RISCOS DE NOVA INUNDAÇÃO

          Na maior enchente já registrada desde que se registram as cheias do rio Madeira, em tempos modernos, ele chegou a atingir 19 metros e 74 centímetros. Foi no dia 30 de março de 2014, quando toda a área ribeirinha e parte de Porto Velho – além de várias outras cidades - ficaram inundadas. Neste ano, com as chuvas que estão atravessando abril, fato raro nas últimas décadas, o Madeirão já atingiu 15 metros.

          Na época da enorme cheia, grande parte da BR-364 ficou coberta por água, afetando um dos principais corredores logísticos da região Norte. Como a rodovia é a única via terrestre que liga o Acre ao restante do país, o estado ficou isolado e enfrentou um dos momentos mais críticos. Inclusive com sério risco de desabastecimento.

           Agora, a elevação do nível do nosso principal rio já passou de 15 metros nos últimos dias, o que levou a Prefeitura de Porto Velho a decretar Situação de Emergência nas áreas atingidas por inundação, com autorização para medidas administrativas excepcionais e mobilização total da estrutura pública. A Situação de Emergência foi oficializada por decreto publicado na edição desta segunda-feira. no Diário Oficial. O ato classifica o perigo como inundação iminente e se baseia em vários fundamentos, incluindo parecer técnico da Defesa Civil que confirmou a gravidade do cenário.

          O decreto cobre as regiões afetadas em três áreas: Médio Madeira, com localidades como Brasileira, Belmont e Maravilha; Baixo Madeira, incluindo Terra Firme, Ressaca e São José da Praia e Alto Madeira, com Fortaleza do Abunã.

MINEIROS ESTÃO SE PREPARANDO PARA DAR ADEUS A GOVERNOS DE ESQUERDA. CLEITINHO PODE SER O NOVO GOVERNADOR

          Tudo leva a crer que o segundo maior colégio eleitoral do país, Minas Gerais, não quer mais saber de  candidatos de esquerda, de traidores como o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco ou de nomes envolvidos em denúncias e rolos. Depois de Romeu Zema que conseguiu tirar o Estado do fundo do poço e torná-lo viável novamente, ao suceder o desastroso governo do petista Fernando Pimentel, que entregou uma Minas destroçada para Zema reerguer.

          Agora, todas as pesquisas apontam que o futuro governador mineiro (se não for tornado inelegível por uma Justiça partidária como temos) será o senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos. Ele se mantém na dianteira em levantamentos feitos por diferentes institutos, geralmente com mais que o dobro do segundo colocado, o ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, do PDT. Pacheco aparece bem atrás.

          Natural de Divinópolis, Cleitinho é um dos nomes mais seguidos nas redes sociais, sempre atacando o atual governo e denunciando gastos exagerados do dinheiro público. Recentemente esteve em Rondônia, denunciando que veículos praticamente novos estavam abandonados no pátio do Incra em Rondônia, num vídeo que explodiu em acessos na internet.

          Com cerca de 17 milhões de eleitores aptos a irem às urnas em outubro, Minas só tem um colégio eleitoral menor do que São Paulo. O ex-governador Romeu Zema é candidato à Presidência, mas nos bastidores se ouve que ele poderia aceitar ser o vice de Flávio Bolsonaro.

SIMPI, POP BANK E BANCO DA AMAZÔNIA SE UNEM PARA LIBERAR FINANCIAMENTOS A MICROS E PEQUENOS

          Empreendedores de Rondônia, especialmente os inscritos no CadÚnico, passam a contar com uma nova oportunidade para investir no próprio negócio ou dar os primeiros passos no empreendedorismo. A iniciativa é resultado da parceria entre o SIMPI e o Pop Bank, por meio de convênio com o Banco da Amazônia, que viabiliza o acesso ao Programa Basa Acredita.

          A proposta é oferecer crédito orientado de até 21 mil reais, para trabalhadores que atuam por conta própria e desejam ampliar a renda, estruturar melhor suas atividades ou iniciar um pequeno negócio. O público beneficiado inclui profissionais como autônomos, feirantes, cabeleireiros, ambulantes, artesãos, mecânicos e costureiras, entre outros.

          A linha de crédito disponibiliza taxa de 2,74 por cento ao mês, com prazo flexível e possibilidade de parcelamento em até 12 meses. Além do recurso financeiro, a iniciativa também oferece orientação ao empreendedor, incentivando o uso consciente do crédito e contribuindo para o crescimento sustentável dos negócios.

          Segundo o SIMPI, a parceria tem como objetivo apoiar quem precisa de oportunidade e direcionamento para transformar trabalho em renda, fortalecendo pequenos empreendimentos e impulsionando a economia local. Os interessados em participar ou obter mais informações podem entrar em contato pelo WhatsApp: (69) 99933-0396 ou (69) 98406-9045.

Segundo Leonardo Sobral, presidente do SIMPI. O Sindicato está sempre em busca de apoio a quem quer crescer e empreender com oportunidade e orientação.

PERGUNTINHA

        Você já sentiu no bolso o aumento de preço de produtos nas prateleiras dos mercados, depois que começaram a ser cobrados os super preços dos pedágios na BR 364, que encarecem todos os produtos que chegam a nós pela BR 364 ou, na sua opinião,  as queixas esporádicas já registradas não condizem com a realidade?


Fonte: Jornalista Sérgio Pires / Porto Velho-RO





terça-feira, 28 de abril de 2026

A ORIGEM - DOIDOS POR ESTRADA/MOTO GRUPO / JARU-RO

 


Índice:

A história que nasceu em Jaru e aprendeu na estrada

E aquela primeira viagem não ficou presa ao “chegar e voltar

Saída de Jaru / comboio inicial

Nereu e a estrada como reconstrução

Maio e Junho de 2020: quando a história ganha nome

A origem do Brasão

1º Encontro Doidos Por Estradas Brasil Jaru/RO


DOIDOS POR ESTRADA

A Origem de Uma Identidade que Nasceu no Asfalto e no Barro?

A história que nasceu em Jaru e aprendeu na estrada

Em janeiro de 2014, um pequeno grupo saiu de Jaru com um objetivo simples no papel e grande no que a estrada faria com ele: chegar a Costa Marques, no extremo oeste de Rondônia, região de fronteira, às margens do Rio Guaporé.

Os pioneiros daquela primeira aventura foram Nereu, Ravaides e Nilton. E já nesse começo existe um detalhe que diz muito sobre quem estava ali: o comboio não saiu “no impulso irresponsável”. Seguiu com cinco ou seis motos e um carro de apoio. Isso não é enfeite de narrativa. Isso é estrada real: quando a distância cresce e a estrutura diminui, o planejamento deixa de ser luxo e vira proteção.

A estrada no Norte cobra rápido. Cobra no calor que não pede licença. Cobra na atenção constante. Cobra no corpo que precisa manter ritmo por horas, e na cabeça que não pode desligar porque estrada longa não tolera descuido. Saindo pela BR-364 e avançando para o interior, o motociclista aprende o que quem mora em grande centro muitas vezes só entende depois: no interior amazônico, a viagem não é só deslocamento — é travessia. É disciplina. É cuidado com máquina, com combustível, com o parceiro ao lado.

E aquela primeira viagem não ficou presa ao “chegar e voltar

O caminho levou o grupo ao histórico Forte Príncipe da Beira — e ainda incluiu uma breve incursão à Bolívia, cruzando o Rio Guaporé. A partir daí, o passeio ganhou peso. Porque quando a estrada te leva para fronteira e história, ela muda a forma como você enxerga o mundo. O que era “vamos rodar” vira “isso aqui é a nossa vida”.


Saída de Jaru / comboio inicial

Janeiro de 2014. O que começou como passeio em direção a Costa Marques acabaria se transformando em estilo de vida.

Abril de 2014: a estrada atravessa fronteiras de verdade

Poucos meses depois, em abril de 2014, o grupo já estava a caminho de Machu Picchu, no Peru. Isso não acontece por acaso. Isso não nasce de empolgação vazia. Isso nasce quando a estrada conquista o sujeito por dentro.

Rodar fora do país muda a escala de tudo: documentação, fronteira, regras diferentes, idioma diferente, cultura diferente. E, no caso do Peru, muda também o corpo — por causa do relevo e da altitude. A estrada fica mais exigente, o clima muda de repente, a paisagem se transforma. E é nesse tipo de deslocamento que a amizade deixa de ser “companheirismo de final de semana” e vira confiança operacional: quem roda junto em travessia internacional aprende a ler o outro pela postura, pelo ritmo, pelo cuidado. Depois viriam duas incursões ao Mato Grosso, entre outras viagens. Não como “lista”, mas como continuidade de estrada. Porque é isso que constrói história: não é uma viagem grande isolada. É o retorno ao asfalto, de novo e de novo, até que rodar vire parte da identidade.

  

Peru / Machu Picchu

Abril de 2014. A estrada deixa de ser regional e se projeta para além da fronteira brasileira.

Nereu e a estrada como reconstrução

Essa história do grupo também se mistura com a história pessoal do próprio Nereu. Ele pilota desde os 17 anos. E foi justamente em 2014 que ele descobriu o mototurismo em um período em que a estrada teve peso real na recuperação após um tratamento de saúde difícil. Para muita gente, moto é hobby. Para quem vive estrada de verdade, às vezes a moto vira reconstrução — mental, física, emocional. A estrada vira “terapia” no sentido mais sério da palavra: ela devolve fôlego, devolve horizonte, devolve vontade. Desde 2014, a vida sobre duas rodas chegou a cerca de 300 mil quilômetros. No Brasil, faltava apenas o Amapá para fechar o mapa. Fora do país, a moto passou por Guiana, Venezuela, Peru, Chile, Paraguai e Argentina. E esses números não aparecem como ostentação. Aparecem como prova de permanência. Quem não vive estrada inventa história. Quem vive estrada não precisa inventar: a história aparece.

Maio e Junho de 2020: quando a história ganha nome

Em maio de 2020, encerra-se um ciclo anterior. Não encerra a estrada. Encerra um formato. E em junho de 2020, Nereu reanima os companheiros mais próximos e dá vida ao que o grupo é hoje. Não é “fundação em cartório”. É decisão de estrada: continuar rodando, agora com identidade assumida. O nome não veio de marketing. Veio do chão de onde eles são. Veio de Jaru, do bordão antigo, provocativo e orgulhoso:

“Você é doido ou é de Jaru?”

A frase virou bandeira. E o grupo passa a ser reconhecido dali em diante como:

DOIDOS POR ESTRADA.

Não como insulto. Como assinatura. Como pertencimento.

A origem do brasão

O símbolo não nasceu pronto — ele nasceu por etapas Quando o nome é assumido, nasce outra necessidade inevitável: símbolo. Porque estrada vive de reconhecimento. Um grupo pode existir sem patch, mas um grupo que vira história, cedo ou tarde, precisa de marca. E aqui está a parte que você cobrou — e que agora vai completa: O brasão não apareceu pronto. Ele teve evolução. Teve começo, meio e forma final. Primeiro veio o embrião — o rascunho. A ideia ainda crua tentando virar forma. Antes de ser “bonito”, ele precisava ser verdadeiro. Ele precisava carregar o território.

Depois veio o primeiro brasão — a ideia já firme, já se apresentando como símbolo. A composição ganha corpo e começa a falar a língua da região. E então chega o brasão atual — consolidado, assumido, pronto para representar publicamente. O desenho não tenta parecer importado. Ele não copia estética genérica. Ele faz o que um brasão sério deve fazer: ele diz de onde você veio. O escudo é formado por sabres de motosserra. E isso não é “agressividade”. Isso é história regional. Jaru e região carregam ligação com madeira, trabalho pesado, desbravamento e formação territorial amazônica. A motosserra, aqui, não é metáfora urbana: é ferramenta que marcou a construção do lugar. Os sabres simbolizam força, trabalho e capacidade de abrir caminho onde não há trilha. Os números presentes no sabre indicam o tamanho. Não é código secreto. Não é “mistério fabricado”. É coerência com a própria ferramenta representada.

O brasão é assinatura territorial.

Brasão atual / detalhe do patch

Sabres de motosserra, numeração indicativa e uma simbologia que nasce diretamente da história de Jaru e do desbravamento amazônico.

Jaru-RO | 05, 06 e 07 de junho de 2026

BR-230 – Transamazônica: O Retorno da Lenda (1976 → 2026)

Tem encontro que acontece num lugar. E tem encontro que faz o lugar acontecer.

De 05 a 07 de junho de 2026, Jaru (RO) recebe o 1º Encontro Doidos por Estrada Brasil — o primeiro grande evento oficial do grupo. É a estreia pública de um movimento que nasceu rodando e que decidiu transformar estrada em memória registrada, do jeito que o motociclismo merece: com respeito, com irmandade e com história. O encontro já nasce grande. A expectativa é de mais de 1.500 pessoas e mais de 500 motos, reunindo motociclistas de 15 estados, além de presença internacional com gente do Peru e da Argentina. Isso não é “promessa de internet”. Isso é sinal de que a estrada puxou, e muita gente vai responder.

 Rodagem/viagem pela rodovia

O encontro de Jaru não fica preso ao palco. Ele tem estrada no coração. Dentro desse tema, está prevista uma rodagem/viagem pela rodovia, ligada à BR-230 Transamazônica, como gesto simbólico que conecta 1976 a 2026. É o tipo de detalhe que separa evento comum de evento marcante: não é só reunir motos — é rodar junto, registrar e carregar a estrada como parte da homenagem.

Sem fins lucrativos. Com propósito.

O encontro foi pensado como confraternização de estrada, sim — mas não só isso. O evento nasce com propósito social: incentivo de apoio ao Hospital de Amor e à Pastoral da Solidariedade, com doação de alimentos não perecíveis. Aqui, a estrada não vira discurso. Vira gesto.

Jaru no centro

Jaru não é cenário aleatório. Jaru é origem. E o primeiro encontro no lugar de origem tem um significado simples e forte: o grupo não está tentando parecer o que não é. Está apenas assumindo sua identidade e abrindo as portas para quem vem de longe. Quem roda sabe: encontro bom é aquele em que você chega, é bem recebido, vive a irmandade e volta pra casa inteiro — com vontade de voltar no ano seguinte. E é isso que o Doidos por Estrada está colocando no asfalto.

SERVIÇO

Evento: 1º Encontro Doidos por Estrada Brasil

Data: 05, 06 e 07 de junho de 2026

Cidade: Jaru – Rondônia

Tema: BR-230 – Transamazônica: rodagem/viagem pela rodovia + ação social

Fonte: Motociclista Nereu / Presidente / Doidos Por Estrada



ROBSON OLIVEIRA - Resenha Política

 INFLUENCIADORES

Virou moda nas redes sociais: o sujeito acorda, liga o celular e passa o dia “opinando”. Coincidentemente, sempre batendo no mesmo candidato e distribuindo afagos ao adversário. Tudo “espontâneo”, claro. Até a Justiça Eleitoral começar a prestar atenção.
TEATRO
O Tribunal Superior Eleitoral já deixou claro, em mais de uma decisão, que esse teatro digital tem limites - e alguns já foram ultrapassados com gosto. Nas eleições de 2022, por exemplo, a Corte manteve multa por impulsionamento irregular de conteúdo. Traduzindo: pagar para aparecer mais, usando estratégia disfarçada, não é liberdade de expressão - é campanha fora da regra.
ATAQUES
Em outro julgamento, o TSE também enquadrou a chamada “propaganda negativa” financiada na pré-campanha. Não basta evitar pedir voto antes da hora; pagar para atacar adversário também entra na conta. A criatividade pode ser grande, mas a lei é objetiva.
TÊNUE
E quando entra a velha conhecida desinformação, aí o cenário piora. Já houve punição por manipulação de falas e conteúdos distorcidos para prejudicar adversários. Nesse caso, não é opinião - é estratégia. É uma linha tênue que começa a ser ultrapassada: aqui e alhures.
CABO ELEITORAL
Mas o ponto mais curioso - para não dizer conveniente - está no uso de influenciadores. A Justiça Eleitoral já reconheceu que a contratação desse tipo de “formador de opinião” pode configurar abuso de poder econômico. Ou seja: o influencer raiz virou, na prática, um cabo eleitoral gourmet.
HIPOCRESIA DIGITAL
O discurso é sempre o mesmo: “é só minha opinião”. Pode até ser. Mas quando há dinheiro, roteiro e frequência cirúrgica nos ataques e elogios, a opinião ganha CPF, CNPJ e, às vezes, até nota fiscal - mesmo quando escondida. A regra é simples, embora muitos finjam não entender: criticar pode,  elogiar pode - simular espontaneidade financiada, não.
DESFARCE
Na política digital, não é o tom que define o problema, mas a intenção por trás dele. E quando a crítica vira instrumento pago e disfarçado, deixa de ser opinião e passa a ser campanha - com todos os riscos legais que isso implica. No fim das contas, o influenciador que se apresenta como independente, mas atua como militante contratado, pode descobrir da pior forma que algoritmo não é escudo contra a lei. Em Rondônia, principalmente no interior, ao que parece, tem influenciador com um pé lá e outro cá na linha tênue da lei.
MUDO
O Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia precisa atuar mais firme nos abusos digitais e informar a população o que está sendo adotado para coibir o uso indevido da IA nestas eleições. Antes que o estrago seja feito no equilíbrio da disputa.
PLATAFORMAS
Desde as eleições de 2022, fazer campanha já não é mais como há dez anos. O palanque físico perdeu espaço para um território mais amplo, mais rápido e, sobretudo, mais perigoso: as plataformas digitais.
VELOCIDADE
Hoje, é nesse ambiente que se trava a disputa mais intensa por atenção e voto. E não por acaso, deverá também a ser o espaço mais vigiado pela Justiça Eleitoral. A razão é simples: a facilidade com que se ultrapassam os limites legais é proporcional à velocidade com que a informação circula.
CADUCO
Durante muito tempo, atacar adversários - até de forma dura - foi estratégia comum. A lógica era desgastar a imagem alheia para crescer politicamente. Mas esse modelo envelheceu. A crítica pela crítica, por mais ácida que seja, já não tem o mesmo efeito de antes. E há instrumentos jurídicos para coibir o uso deformado.
FAKE
A exceção continua sendo a desinformação. A fake news, pela capacidade de alcance e impacto imediato, ainda tem poder de destruir reputações - e, justamente por isso, é tratada como crime e alvo constante de repressão.
FÓRMULA
Fora isso, o velho “arsenal” de campanha perdeu força. Insistir na mesma fórmula, baseada apenas em ataques e narrativas negativas, não garante mais eleição. Na prática, há tempos deixou de influenciar como antes. Lula é prova concreta que o cacete contínuo não tem o efeito de antes e caminha em igualdade de condições para disputar seu quarto mandato. Seu principal adversário é a fadiga de material, ou seja, ele próprio. Se retirar Flávio da disputa e colocar Zema, ambos empatam. Na mesma linha Ronald Caiado, Ratinho Jr ou Sasá Mutema.
PARADIGMA
O eleitor mudou. Está mais exposto à informação, mais desconfiado e, em muitos casos, mais atento. Observa, compara e, principalmente, percebe quando há exagero ou artificialidade no discurso. Na política atual, não basta falar alto - é preciso fazer sentido.
Parte superior do formulário
Parte inferior do formulário
PEDÁGIO
A entrevista de Marcos Rogério ao site Rondônia Dinâmica sobre o pedágio da BR-364 revela um movimento duplo: crítica ao modelo e, ao mesmo tempo, um esforço claro de reposicionamento político. É preciso reconhecer um ponto em que o senador tem razão. A definição das tarifas e o modelo de concessão são atribuições do governo federal, dentro de uma política nacional de infraestrutura.
INÉRCIA
Nesse aspecto, a insatisfação com valores considerados elevados encontra respaldo no sentimento de boa parte da população. O questionamento que surge, no entanto, é outro -  e mais incômodo. Se o modelo vem sendo discutido e estruturado há anos, período em que o parlamentar e outros que vão a reeleição já atuava no Congresso Nacional, por que o alerta mais contundente não veio antes? Faltou, na avaliação de críticos, uma atuação mais incisiva no momento em que as regras estavam sendo desenhadas, e não apenas após a fixação das tarifas.
AUTOCRÍTICA
Ainda assim, chama atenção a mudança de tom. Após a derrota para Marcos Rocha em 2022, Marcos Rogério surge mais moderado, com discurso menos confrontador e sinais, ainda que sutis, de autocrítica. A abordagem agora busca maior conexão com o eleitor, especialmente em temas sensíveis como o custo do pedágio.
EQUILÍBRIO
A crítica, portanto, não se dirige apenas ao conteúdo, mas ao resultado da obra. Entre reconhecer a legitimidade da insatisfação popular e questionar a ausência de protagonismo anterior, a entrevista expõe o desafio de equilibrar coerência e estratégia.
POSTURA
No fim, o episódio evidencia não apenas o debate sobre a BR-364, mas também uma tentativa de ajuste de postura - mais calibrada - diante de um eleitorado que já demonstrou, nas urnas, ser sensível não só ao discurso, mas também à forma como ele é apresentado.
EFEITO HILDON
Embora tenha entrado por último na corrida governamental, Hildon Chaves (UB) conseguiu o que muitos tentavam sem sucesso: sacudir uma pré-campanha que caminhava em ritmo de sonolência. O anúncio de sua pré-candidatura ao governo de Rondônia veio como surpresa e bagunçou o tabuleiro, já que seu nome circulava com força para compor como vice, disputar vaga na Câmara Federal ou até o Senado.
CONSTÂNCIA
Entre o fim de março e o início de abril, Hildon dominou o noticiário, ganhou espaço, gerou especulação e reposicionou o debate. Por alguns dias, foi o centro da disputa. Mas política não vive só de impacto inicial - exige constância.
VAZIO
Passado quase um mês, o cenário mudou. A pré-campanha que ele mesmo ajudou a aquecer voltou a dar sinais de arrefecimento. Pode ser estratégia, tempo para organizar palanque e alinhar alianças. Mas há um risco evidente: em política, espaço vazio raramente fica sem ocupação.
RITMOS
Enquanto isso, Adailton Fúria (PSD) e Marcos Rogério (PL) seguem em ritmo intenso, com agendas cheias e presença constante - especialmente em um estado onde o interior costuma definir eleição. Hildon ainda é, sem dúvida, um nome competitivo e de ponta e tem um baita portfólio para apresentar ao eleitor.
FÔLEGO
 Ao lado de Fúria e Rogério, formam o trio que deve disputar voto a voto o eleitor rondoniense - um eleitor que, majoritariamente, observa, avalia e costuma decidir mais adiante. Mas até lá, é preciso rodar. E muito. Porque, se o início mostrou força para surpreender, a sequência vai exigir fôlego para sustentar. E oxigênio é o que não pode faltar nas campanha dos três.
CORREÇÃOParte superior do formulário
Parte inferior do formulário
Incomoda qualquer jornalista que se proponha a escrever com isenção quando assessores de políticos, de forma açodada e desrespeitosa, ligam para reclamar de comentários ou informações envolvendo seus chefes. Foi o que ocorreu comigo na semana passada.
CONTEXTO
Após a publicação da última coluna, uma assessora do senador Marcos Rogério - daquelas que vivem no mundinho das cortes de Brasília e olham para profissionais locais com certo desdém - resolveu ligar para este cabeça-chata para fazer sua reclamação. O ponto em questão, diga-se, era secundário e não alterava o contexto da análise sobre a pré-campanha estadual. Detalhe que uma obtusa não consegue enxergar uma vez que não era sobre vídeo que estávamos a avaliar. Entrou no texto como ilustração.
EQUÍVOCO
Mencionamos que um vídeo do pré-candidato Adailton Fúria ao lado de Jair Bolsonaro, com elogios ao ex-prefeito de Cacoal, teria sido alvo de judicialização por parte da campanha do senador. Não foi. O episódio judicial envolvia outra situação. Mas o fato era ilustrativo. Uma bobagem a reação.
ARROGÂNCIA
O erro, agora reconhecido, serviu de combustível para uma abordagem desnecessariamente arrogante. E, embora este colunista costume ser cordial com quem o procura, responde à altura quando a abordagem ultrapassa os limites do respeito - como foi o caso. Ainda mais porque um advogado do senador já havia ligado e esclarecido sobre a questão.
GESTO
Cabe o registro: o senador Marcos Rogério fez questão de se desculpar pelos excessos da assessora, gesto que demonstra uma postura mais aberta ao diálogo e às críticas - algo que, aliás, tem marcado sua atuação mais recente.
ALERTA
Fica, no entanto, o alerta ao entorno: enquanto o senador parece disposto a ajustar o tom e se aproximar da imprensa, parte de sua equipe ainda opera na lógica da arrogância que, para muitos, contribuiu para o insucesso eleitoral de 2022. Tudo indica que nem todos aprenderam com os próprios erros.
REPARO
Política também se faz com a língua solta. E cabe ao candidato calibrar seus auxiliares para que não tratem a imprensa como estafeta. Por fim, o devido registro: Marcos Rogério não acionou a Justiça Eleitoral para retirada do vídeo citado. Ao contrário, tratou o episódio como algo banal em entrevista recente.
SAPO
Quanto a este cabeça-chata, segue como sempre: aberto ao diálogo, mas avesso à má educação - venha ela de onde vier. Com a idade de idoso não tenho mais paciência com gente que pensa que falando grosso vai me assombrar. No passado até que eu engolia sapos, seja pela sobrevivência, seja por desacertos da vida: hoje o papo é outro. Única coisa boa da velhice é que o medo não tem mais espaço. Numa nova eventual abordagem é o chefe que pagará o pato. Não perco tempo com assecla. Mesmo sob ataque.
MAMULENGO
Apesar dos arroubos extravagantes e da conhecida coreografia de “mamulengo” com que protagoniza algumas de suas aparições nas redes sociais, a denúncia sobre gastos perdulários no Sebrae merece atenção e, sobretudo, fiscalização rigorosa. Há indícios de uma preocupante disparidade entre o volume de recursos empregados e o retorno efetivo dos investimentos realizados.
SINECURA
Trata-se de uma estrutura que passa ao largo do olhar da maioria da população, mas que, nos bastidores, funciona como uma espécie de sinecura capaz de despertar o interesse -e a cobiça - de muitos. A coluna se debruçou sobre o caso e identificou pontos que exigem esclarecimentos por parte da atual direção do órgão.
EXPLICAÇÃO
É verdade que o zelo do denunciante não parece ser o mesmo adotado por esta análise, até porque há, nos bastidores, irritações motivadas por interesses comerciais contrariados. Ainda assim, a origem da denúncia não invalida sua gravidade. Mesmo partindo do “mamulengo”, o enredo apresentado exige explicações consistentes.

Fonte: Jornalista Robson Oliveira / Porto Velho-RO