sábado, 26 de setembro de 2026

Opinião de Primeira - JUÍZA APOSENTADA DIZ QUE HÁ UM HOSPÍCIO JURÍDICO NO BRASIL E QUE SE AS  COISAS NÃO MUDAREM ESTE ANO, TUDO VAI PIORAR

 



Não sobrou pedra sobre pedra. Um vídeo, divulgado pela juíza aposentada e agora candidata a deputada federal Euma Tourinho, no seu Instagram, é daqueles depoimentos que não se pode ignorar, sob pena de não se saber, com segurança, o que está acontecendo com o alto judiciário do nosso país. Ela começa assim: “hoje, existe um hospício jurídico no Brasil!”. E isso é apenas a ponta do iceberg de todas as verdades que comenta...

          Euma afirma, no vídeo, que “se hoje eu desse aula como dei na Unir, onde fui professora, primeira colocada no concurso, eu teria muita dificuldade de ensinar meus alunos”. Prossegue: sou especialista em Direito Constitucional; tenho mais de 800 horas de estudo, na especialização desta matéria. E a sensação que eu tenho é a que milhões de brasileiros têm: de que hoje temos um hospício jurídico”.

          A ex-magistrada continua: “não é um hospício jurídico apenas de loucos. Ele existe com uma Brasília contaminada. Tem muita gente que fala sobre impeachment, mas não propõe nenhuma mudança de acesso ao Supremo. Tem muita gente que tem processo no Supremo”.

          “Tem muita gente que briga no plenário – sublinha – “e depois sai para jantar junto. Isso ninguém me contou. Isso eu vi. Tem partido que se diz de direita e tem Ministério no governo federal, três, quanto Ministérios”, protesta.

           Vai mais longe: “você aí que briga por política, igual a briga de torcedores de futebol que se matam, saiba que os caras lá em cima saem para fumar charutos juntos. Isso enoja a gente. Brasília precisa ter gente ficha limpa de verdade”, puxa a sardinha para seu assado.

          Brasília, para Euma, precisa de gente que brigue pelo povo de verdade; que brigue pelo que falta: escolas, hospital, remédio, segurança pública, “porque os caras lá não estão nem aí!”.

           Depois de abordar o escândalo envolvendo Vorcaro e tanta gente poderosa, Euma diz que acredita em gente que vá para lá e que não tenha telhado de vidro. Que não seja contaminado por estes grupos políticos nojentos.

          Ela conclui, atacando aqueles que chama de donos do dinheiro e os donos dos acordos. “não precisamos deles, mas sim de gente corajosa, que possa bater de frente de verdade; que proponha leis que combatam o crime organizado, porque ele está infiltrado em Brasília”.

          E, com realismo, a juíza que foi competente em sua carreira e quer agora quer representar Rondônia em Brasília, avisa: “se a gente não mudar este ano, a coisa vai ficar muito pior” !

O DEPUTADO DE QUASE 1 MILHÃO E MEIO DE VOTOS VEM A RONDÔNIA, PARTICIPAR DE ATO PROMOVIDO POR BRUNO SCHEID

          A proximidade entre o bolsonarista Bruno Scheid, escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro para disputar uma  cadeira ao Senado por Rondonia e o jovem deputado Níkolas Ferreira, o mais votado do país em 2022 (mais de 1 milhão e 470 mil votos) , se consolidou nos últimos tempos.

          Se ampliou na caminhada do jovem parlamentar entre Minas e Brasília, ond tranejto de quase 240 quilômetros, acompanhada por milhares de pessoas. Depois, mais recentemente, no Amapá, onde ambos discursaram contra o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que sentou em cima e impede a abertura de abertura de processo de impeachment contra Alexandre de Moraes.

          Agora,  a relação entre ambos se consolidará com a vinda de Níkolas a Ji-Paraná, neste domingo pela manhã. Uma grande concentração liderada por Scheid e por apoiadores da direita em Rondônia, fará um ato de protesto contra o ministro do STF, Alexandre de Moraes.

          A expectativa divulgada pelos organizadores é realizar uma grande mobilização de apoiadores da direita, apresentada pelo grupo como o maior evento do gênero na região Norte. Depois de Bruno ir ao Amapá participar da mobilização ao lado de Níkolas, será o deputado mineiro quem virá a Rondônia para participar do evento programado para a segunda maior cidade do Estado.

          O "Fora Moraes" está marcado para o próximo domingo, às 10h30, e deverá reunir apoiadores e lideranças políticas. Níkolas Ferreira e Bruno Scheid estarão entre os principais participantes da mobilização, que, segundo os organizadores, pretende atrair participantes de diferentes municípios de Rondônia.

NEM ADIVINHAÇÃO OU BOLA DE CRISTAL: APENAS A OPINIÃO SOBRE O QUE VAI DAR NA DISPUTA PELO GOVERNO, NO PRIMEIRO TURNO

          Faltando dez dias para a eleição, o que pode acontecer ainda em relação à disputa pela principal cadeira do Palácio Rio Madeira/CPA, ocupada há oito anos por Marcos Rocha? Se todas as pesquisas que merecem crédito estiverem erradas, a grande surpresa poderia ser o fim da corrida ao Governo ainda no primeiro turno. Qual a chance real de isso acontecer?

          O que se ouve nas ruas é de que Marcos Rogério e Adailton Fúria devem ir para o segundo turno. É definitivo? Claro que não é. Hildon Chaves, por exemplo, pode ser catapultado por alguma carta na manga; alguma surpresa de última hora e chegar lá. Tudo pode acontecer. As disputar eleitorais podem  ter reviravoltas em minutos, quem dirá em dez dias!

         Contudo, se der a lógica, a opinião deste modesto, mas experiente cronista é que sim, haverá segundo turno. E não, não haverá mudanças de última hora. Apostando uma guaraná sem açúcar, este escriba acha que, no primeiro turno, Marcos Rogério será o primeiro, seguido de perto por Adailton Fúria. Hildon Chaves será o terceiro, um pouco mais distante. O quarto será Expedito Netto. O quinto será Pedro Abib e o sexto, Samuel Costa.

              Bola de cristal? Adivinhação? Terceiro olho? Nada disso. Apenas constatação do que apontam as poucas pesquisas que merecem crédito e o que se ouve nas ruas, nos corredores, nos bastidores. Claro que é um palpite que pode ser alvo de toda a contestação, até porque é apenas uma constatação pessoal, baseada em informações pessoais.

          O que um blogueiro não pode ser é omisso, nas suas ideias e opiniões. Pode errar, por quebrar a cara, mas não pode se omitir. Num blog de Opinião, tem que ter...opinião. E é isso que se está dando aqui, sobre a sucessão estadual.

REDE AMAZÔNICA E SGC PROMOVEM DEBATES ENTRE OS CANDIDATOS AO GOVERNO ANTES DA VOTAÇÃO DO PRIMEIRO TURNO

          Além dos que já foram realizados, incluindo o da TV Norte, nesta quarta-feira, em que apenas dois candidatos (Pedro Abib e Samuel Costa) compareceram, pelo menos mais dois debates antes das urnas, neste primeiro turno, estão agendados entre os seis candidatos ao Governo de Rondônia. Todos comparecerão?

          O penúltimo será na Rede Amazônica (Globo) na próxima terça-feira, dia 29, com início logo depois da novela das nove. Para este confronto, todos os seis candidatos (Marcos Rogério, Adailton Fúria, Hildon Chaves, Expedito Netto, Pedro Abib e Samuel Costa) já confirmaram suas presenças. O mediador será o jornalista  Júlio Mosquera e a duração, em torno de duas horas.

              O último dos confrontos está programado para 1º de outubro, a quinta-feira antes das urnas ou seja, a três dias da eleição, neste primeiro turno que entra na reta final. Será realizado pelo Sistema Gurgacz (SGC). O debate da emissora vai começar às 17 horas e também deve ter a duração de duas horas. Segundo o SGC, todos os seis postulantes já confirmaram presença, incluindo Hildon Chaves, que a princípio só iria no da Globo. O mediador ainda não foi anunciado.

             Caso haja segundo turno, o que tudo leva a crer que realmente vai acontecer, duas emissoras já anunciaram suas datas: a SICTV/Rondônia, onde é sempre decisivo, agendou seu debate para 13 de outubro. Já a Rede Amazônica/Globo nove dias depois, em 22 de outubro, mais perto da eleição.

  LICITAÇÃO DESERTA E O BOM SENSO POR LINHAS TORTAS: NENHUMA EMPRESA APARECEU PARA ASSUMIR A ASSUMIR A CAERD

          Foi por linhas tortas, mas, no final, o bom senso venceu. Como não apareceu nenhuma empresa interessada na privatização da Caerd, para atender os serviços de distribuição de água e tratamento de esgoto por 35 anos, o assunto vai morrer, ao menos por algum tempo. Só voltará à pauta (se voltar) quando o próximo Governador, a ser eleito agora, decidir.

          Não houve nenhuma proposta para assumir a concessão regionalizada dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário em 40 cidades. A sessão para recebimento dos documentos aconteceria nesta última terça-feira, na Bolsa de Valores, em São Paulo. Contudo, a licitação foi declarada deserta, expressão usada quando o prazo termina sem qualquer interessado em disputar o certame.

          A concorrência teria o valor estimado de 8 bilhões e 477 milhões de reais. O contrato prevê contrato de 35 anos e outorga fixa mínima de 567 milhões de reais, pelo edital da licitação. O projeto prevê a exploração exclusiva da infraestrutura dos serviços de água e esgoto nos 40 municípios abrangidos pela concessão.

           Quais serão os próximos passos? A privatização, que causou tantos debates e até confrontos entre candidatos ao Governo, no fim das contas não deu em nada. Agora, o novo governo é quem vai decidir quais os rumos da Caerd e do seu mais de 1 bilhão de reais em dívidas.

          Surgirá ainda algum consórcio para assumir um projeto de tal grandeza e ao custo de quase 8 bi e meio? Esperemos para ver...

PREFEITO ANUNCIA PORTAS ABERTAS PARA PRIMEIROS ATENDIMENTOS DO NOVO HOSPÍTAL MUNICIPAL E UNIOVERSITÁRIO

          Os olhos de Léo Moraes brilham de alegria, cada vez que ele fala sobre o novo Hospital Universitário Municipal, que começa seus primeiros atendimentos laboratoriais à população já nesta segunda-feira, dia 28, muito antes do que planejado anteriormente.

         Tudo está sendo feito para que os atendimentos iniciais de três especialidades (Ortopedia, Oftalmologia e Cardiologia) possam acontecer desde o primeiro dia. Num vídeo que postou em suas redes sociais, o Prefeito mostra a frente do prédio e caminha nas salas onde serão feitas as consultas e os exames.

             Ele explica e mostra: o primeiro passo é a sala de consultas. “Se tem necessidade de exames (mostra no vídeo), “já vem para a sala de Raio X; ou faz a tomografia de última geração, mostrando o equipamento já disponível ou o eletrocardiograma, ultrassonografia ou exames laboratoriais”.

            As equipes do novo hospital já estão ligando para as pessoas que estão reguladas, para que se dirijam ao novo hospital, para os primeiros atendimentos. Para o novo hospital, a Prefeitura comprou, com recursos próprios, o prédio onde funcionava o Hospital das Clínicas, na rua João Goulart, próximo à Pinheiro Machado e o doou à Unir. Da parceria. Surgiu o primeiro hospital municipal universitário, que será gerido pela Ebserh, empresa do governo federal que administra hospitais.

No futuro, o novo hospital terá cerca de 150 leitos. “Nesta segunda-feira, dia 28, começa a primeira etapa deste grande sonho que começa a ser concretizado”, diz Léo Moraes. E complementa: “o melhor ainda está por vir”!       

QUATRO POLÍTICOS QUE JÁ PRESIDIRAM A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA ESTÃO ENTRE OS 26 CANDIDATOS PARA 24 VAGAS

          São  260 candidatos para apenas 24 cadeiras. Quase onze concorrentes por vaga. A disputa pela Assembleia Legislativa está acirrada, até porque 21 dos atuais componentes da Casa buscam mais um mandato. Todos, aliás, com boa estrutura de campanha e com dinheiro para gastar. Obviamente têm boa vantagem sobre seus concorrentes. Alguns, como o deputado Luizinho Goebel, uma liderança do Cone Sul, buscam seu quinto mandato.

          Entre os concorrentes, destacam-se pelo menos quatro candidatos que já presidiram a Assembleia Legislativa. O que comandou a Casa há mais tempo, há cerca de 14 anos, foi Hermínio Coelho. Ele agora trabalha duro para voltar ao parlamento estadual. Os outros três comandaram a ALE mais recentemente.

         De trás para a frente, registre-se o mandato de Laerte Gomes, com grandes realizações. Depois veio Alex Redano, Marcelo Cruz e novamente Alex Redano. São todos deputados experientes, que sempre se destacaram em seus mandatos.

            Entre os demais 239 nomes, há muitos deles que já têm serviços prestados em suas regiões. Muitos são vereadores, outros líderes comunitários, empresários, empreendedores, gente do campo e da cidade. São homens e mulheres, jovens, gente de meia idade e até idosos, sonhando com uma cadeira no legislativo estadual.

          Aliás, em relação a mulheres, há apenas 144 delas, num total de 432 candidaturas. Um terço apenas, num momento em que se faz grande esforço para que cada vez mais, as mulheres participarem do processo eleitoral. Já foram bem mais, em eleições passadas, infelizmente.

ACIR COMEMORA: COBRANÇA ABSURDA DE EIXO DE CAMINHÃO NÃO UTILIZADO NOS PEDÁGIOS DA BR 364 ESTÁ SUSPENSO

          Mesmo sem mandato formal, o empresário Acir Gurgacz, que busca novamente um mandato no Senado, jamais deixou de defender os interesses de Rondônia em Brasília. Nesta semana, seus esforços junto a órgãos do Ministério dos Transportes deram resultado prático. Pelo menos até a metade de novembro, quando o assunto volta a ser discutido, está proibida a cobrança do terceiro eixo dos caminhões, quando não estão sendo usados, no sistema de pedágios da BR 364.

          Esta cobrança absurda é apenas mais uma das excrescências do programa de privatização da BR 364, em que o consórcio vencedor está autorizado a cobrar os pedágios mais caros do país e, ainda, pouco tem dado de retorno aos usuários da rodovia.

         A cobrança mesmo com o eixo suspenso, ou seja, sem utilizar a rodovia em absolutamente nada, acabou causando vários protestos entre os caminhoneiros, que já sofrem uma série de problemas, até pelos preços exorbitantes que pagam pelo pedágio. A medida vale até que sejam instalados os sensores necessários para identificar corretamente quantos eixos estão efetivamente em uso.

          Os pagamentos vinham gerando críticas do setor, porque aumenta o custo das viagens, inclusive quando os caminhões trafegavam vazios. Para Acir, “a mudança representa uma conquista importante para uma categoria essencial ao desenvolvimento de Rondônia e ao escoamento da produção estadual”.

          Acir Gurgacz fez questão de anunciar que continuará defendendo uma cobrança de pedágio mais justa, com critérios corretos e respeito aos trabalhadores que movimentam a economia de Rondônia. "Essa luta vale a pena. Seguiremos firmes ao lado dos caminhoneiros e de todos que produzem e transportam as riquezas do nosso Estado", concluiu.

MARCELO LEMOS QUER SER DEPUTADO E ANUNCIA CONSTRUÇÃO DO PRIMEIRO CENTRO DE COMBATE À DIABETES, EM JI-PARANÁ

           Marcelo Lemos está no terceiro mandato consecutivo como vereador e hoje preside a Câmara de Ji-Paraná. Tem uma longa vida pública de serviços prestados à sua coletividade. Nesses anos todos, ficou conhecido por correr atrás de recursos tornando-se referência na região. Agora, busca o apoio do eleitorado para se tornar deputado estadual pelo Republicanos.

          Lemos está bastante otimista. Afirma que sua candidatura ganhou corpo em torno da  causa que tirou do discurso e transformou em projeto: o Centro de Atendimento ao Diabetes de Ji-Paraná, que já tem terreno definido e 3 milhões de reais garantidos pela atual deputada federal Silvia Cristina e candidata ao senado para a construção da sede da entidade.

          Sobre o novo Centro para ajudar doentes com Diabetes, o presidente da Câmara anuncia para breve a construção, em terreno já destinado a ela, em frente à Unidade Básica de Saúde do BNH, no bairro Mário Andreazza, no 2º distrito. "Nossa expectativa é de que o Centro ofereça tratamento e acompanhamento adequados, com profissionais capacitados". Será o primeiro centro do gênero em Rondônia e, possivelmente, um dos primeiros da região Norte.

          Em setembro, a pesquisa Brasil Dados colocou Marcelo entre os 24 candidatos a deputado estadual com chances reais de chegar à Assembleia. Registrada na Justiça Eleitoral com o número RO-08019/2026, o levantamento deu ainda mais esperanças ao candidato de chegar ao seu objetivo.

PERGUNTINHA

        Você não fica com uma pulga atrás da orelha quando o governo brasileiro não aceita decisão dos Estados Unidos e outros 14 países, que incluíram  PCC e Comando Vermelho, além de outros 24 grupos criminosos em uma lista de organizações narcoterroristas transnacionais, que precisam ser combatidas e extirpadas dos seus países e onde quer que atuem?


Fonte: Jornalista Sérgio Pires / Porto Velho-RO






ROBSON OLIVEIRA - Resenha Política

 QUEST

A pesquisa Quaest para o governo de Rondônia, divulgada pela TV RO na quinta-feira, trouxe uma pequena ducha de água fria para quase todos os comitês eleitorais. Não porque Marcos Rogério tenha aparecido em primeiro. Isso não chega a ser novidade. O senador do PL avançou de 24% para 37% e abriu uma vantagem de 16 pontos sobre Adailton Fúria, que permaneceu nos mesmos 21% da rodada anterior.

CENÁRIO
A novidade está em outro lugar: a pesquisa reforça o cenário de segundo turno que esta coluna apontou na semana passada. A comemoração antecipada de uma vitória no primeiro turno, alimentada durante vários dias por setores da campanha de Rogério, agora terá de conviver com uma realidade menos festiva. Com 19% de indecisos, ainda há muita água para passar por baixo da ponte eleitoral. Embora sua posição hoje seja confortável. Mas eleição de segundo turno é outro papo.

DISTÂNCIA
Fúria continua em segundo e, embora não tenha avançado, também não despencou. Depois do rompimento com o governo, seu desempenho exigia uma leitura mais cuidadosa. O prefeito de Cacoal não ganhou terreno nesta rodada, mas conserva distância suficiente dos demais para permanecer no centro da disputa. Agora terá de transformar os últimos dias de campanha numa tentativa de recuperar gás e reduzir a distância para Rogério. O que não pode é deixar o adversário continuar se distanciando nesta reta final.

ROTEIRO
Eleição de segundo turno, como se sabe, é outra história. E costuma ser escrita por eleitores que ainda não decidiram se querem escolher um nome ou simplesmente impedir outro. O candidato mais competitivo no primeiro turno nem sempre consegue carregar automaticamente sua vantagem para a segunda etapa. No entanto, estar em vantagem é sinal de vigor. Segundo turno tem outras circunstâncias que ditam o roteiro após a última urna ser apurada no primeiro.

FÔLEGO
O pior retrato da Quaest, desta vez, ficou para Hildon Chaves. Os 9% destoam da campanha que o ex-prefeito vem colocando nas ruas. É possível que o desempenho nos debates tenha produzido algum desgaste, embora seja precipitado transformar pesquisa em resultado. Quem conhece os bastidores de uma eleição sabe que Porto Velho costuma guardar alguma munição para a reta final, e Hildon ainda concentra seu melhor desempenho justamente na capital. Erra quem achar que o fôlego dele acabou. Embora seja a situação eleitoral do momento mais complexa.

FOTO
Pode não ser suficiente para levá-lo ao segundo turno. Pode. Mas quem olhar para os 9% da Quaest como se fossem uma fotografia definitiva corre o risco de descobrir, no dia da eleição, que fotografia eleitoral às vezes envelhece mais depressa que político em palanque.
REJEIÇÃO
Expedito Netto também oscilou para baixo, passando de 10% para 6%. O PT, entretanto, possui capilaridade e estrutura política que podem produzir alguma reação na reta final. A distância para uma vaga no segundo turno é considerável, e não há muito espaço para milagres, mas campanha só termina quando o eleitor deposita o voto na urna. Ademais, a rejeição ao  lulismo em Rondônia é majoritário.

EXPRESSÃO
Para Pedro Abib, a pesquisa foi particularmente cruel. O candidato do MDB apostou numa campanha com discurso professoral, muitas vezes explorando a força do gogó e procurando se apresentar como alguém acima da disputa. O eleitor, até aqui, parece não ter comprado o personagem. Com apenas 1%, a estratégia de empolgar pela exposição verbal revelou mais eco no microfone do que nas ruas. A força com que faz para se expressar provoca a quem assiste agonia porque as veias ficam ao ponto de saltarem pela tela. Falta-lhe, antes de tudo, empatia. E a propaganda ao lado de velhinhos caciques do MDB destoa do discurso de novo. Aliás, se explorarem puxa ainda mais o candidato para baixo.

BRIGUENTO
Samuel Costa também aparece com 1%. A pesquisa praticamente fechou a porta para qualquer sonho de uma votação muito superior à obtida anteriormente. Seu desempenho nos debates, excessivamente belicoso, pode ter produzido um efeito inverso ao desejado. Pessoalmente, Samuel pode ser afável. Na televisão, porém, transformou-se em personagem de confronto permanente. E o eleitor costuma perdoar muita coisa, menos aquele candidato que parece estar brigando com a própria televisão.

FALHAS
No fim, a Quaest deixa todos com alguma tarefa. Rogério precisa administrar a vantagem sem comemorar a eleição antes da hora. Fúria precisa crescer. Hildon precisa provar que os 9% são apenas um retrato de momento. Expedito precisa reagir. Abib precisa encontrar uma conexão que até agora não apareceu. E Samuel precisa descobrir que debate eleitoral não é campeonato de quem fala mais alto.
DADO
Os últimos dias serão de arrancada. Só que, até aqui, o eleitor rondoniense não parece particularmente disposto a se apaixonar por nenhum dos candidatos. E esse talvez seja o dado mais importante da pesquisa: há muito voto ainda solto e pouca empolgação consolidada. A campanha entrou na reta final. Agora começa a parte em que os candidatos descobrem que pesquisa não elege ninguém, mas pode tirar muita gente do salto alto.

PARADOXO
A disputa pelas duas vagas de senador por Rondônia entrou definitivamente na zona de turbulência. Quatro candidatos aparecem competitivos, e a pesquisa mais recente da Quaest, regularmente registrada na Justiça Eleitoral, mostra um empate na primeira colocação entre Sílvia Cristina e Fernando Máximo. O resultado produz um paradoxo eleitoral que merece ser examinado para além dos números.
TRABALHO
Sílvia Cristina construiu sua atuação parlamentar tendo a saúde como uma de suas principais marcas. Não é médica, mas transformou o mandato em instrumento de destinação de recursos para hospitais, municípios e projetos de atendimento. O Hospital de Amor tornou-se a vitrine mais evidente dessa atuação. Dados oficiais da Câmara registram emendas destinadas à saúde, enquanto o próprio Hospital de Amor relaciona recursos encaminhados pela parlamentar para custeio.
MARCA
É justamente aí que aparece o contraste com Fernando Máximo. Médico de formação e ex-secretário estadual de Saúde, ele chegou à Câmara dos Deputados depois de ocupar por mais de três anos o comando da Sesau. No currículo parlamentar, há recursos destinados aos municípios, mas ainda é legítimo perguntar qual foi a marca estrutural deixada pelo mandato e quais resultados concretos podem ser atribuídos a essas destinações. E no Congresso Nacional serviu bem a causa médica contra toda iniciativa de valorização da enfermagem. Ele tem sido contra qualquer projeto ligado aos interesses da  enfermagem e é por isto que entidades médicas pedem votos para ele.
ENGODO
A pergunta ganha peso quando se chega ao episódio do novo Hospital de Urgência e Emergência de Rondônia, o Heuro. Em 2022, Máximo, então secretário de Saúde, participou do lançamento da pedra fundamental da unidade que substituiria o João Paulo II. Na ocasião, falou emocionadamente sobre o hospital como um sonho dos rondonienses. Anos depois, a obra não havia saído do papel como prometido.
ASSOMBRAÇÃO
A imagem da pedra fundamental, portanto, voltou a assombrar a campanha. Não porque uma pedra tenha culpa dos fracassos administrativos, mas porque ela virou metáfora de uma promessa que não encontrou correspondência na realidade.
PROMESSAS
Agora, Máximo reapresenta a construção de um novo João Paulo II como proposta eleitoral. É uma promessa que merece ser confrontada com uma pergunta simples: se o então secretário tinha conhecimento técnico, poder administrativo e prioridade política para construir o hospital, por que a obra não avançou quando ele estava no comando da saúde?
EFICIÊNCIA
A resposta não pode ser substituída por uma nova cerimônia, uma nova maquete ou outra pedra fundamental. Política pública não se inaugura com discurso. Inaugura-se com obra pronta, atendimento funcionando e cidadão dentro do hospital. O que se espera de um secretário é eficiência. Máximo foi ineficiente.
AMNÉSIA
Há ainda outro capítulo dessa história. Máximo chegou à política pelas mãos do governador Marcos Rocha e integrou a estrutura de governo que comandou a saúde estadual. Hoje, quando o passado administrativo cobra explicações, transferir integralmente para o governador a responsabilidade pelos problemas da Sesau produz uma curiosa amnésia política. Quem participou da gestão precisa responder também pela parte que lhe coube.
EXPLICAÇÃO
É esse o paradoxo revelado pela pesquisa: de um lado, uma deputada que transformou a saúde em principal identidade parlamentar; de outro, um médico que comandou a saúde estadual e agora precisa explicar por que o hospital que prometeu como secretário continua sendo promessa como candidato ao Senado.
TROTANDO
Mas há um segundo sinal escondido nessa fotografia eleitoral. Seis meses atrás, Fernando Máximo aparecia associado a percentuais muito mais elevados nas pesquisas divulgadas por seu grupo político. Na reta final da campanha, porém, os números registrados mostram outro cenário: o candidato permanece competitivo, mas sem a folga que chegou a ser anunciada. A impressão é de que sua candidatura pode ter encontrado um teto eleitoral. E pode trotar na gurapa de um cavalo paraguaio.
ATIVOS
E eleição, como se sabe, não respeita currículo de pesquisa nem propaganda de campanha. Atrás dele, Mariana Carvalho e Bruno Scheid continuam disputando espaço e, faltando poucos dias, uma arrancada final de qualquer um dos dois pode alterar a fotografia atual. Não é previsão de resultado, mas uma possibilidade que a pequena distância entre os candidatos mantém aberta. Scheid tem ma campanha ideológica mais consistente que o colega de partido e é o queridinho da cozinha de Jair Bolsonaro e Michele Bolsonaro. Ativos fortes em Rondônia.
REVELAÇÃO
Se esse movimento ocorrer, o percentual hoje suficiente para colocar Máximo entre os dois primeiros pode simplesmente perder a gordura que ainda parece oferecer alguma segurança. Na reta final, pesquisa deixa de ser promessa e passa a ser apenas fotografia. E fotografia eleitoral, quando tirada perto da urna, costuma revelar até aquilo que a campanha passou meses tentando esconder.

PODCAST
Na segunda e na terça-feira, o podcast Resenha Política recebe o jornalista Rubens Coutinho, um dos analistas políticos mais polêmicos e inteligentes da atualidade em Rondônia, para uma conversa sobre as probabilidades eleitorais de candidatos a deputado federal e estadual que podem chegar com chances de sucesso às urnas.
BASTIDORES
É preciso deixar claro: são projeções, não adivinhações. E projeções podem se confirmar ou desaparecer diante da urna, esse lugar onde pesquisa, percepção, torcida e realidade costumam ser obrigadas a se encontrar. As análises foram construídas a partir de dados concretos de pesquisas e da percepção de dois profissionais que acompanham, há mais de três décadas, os bastidores das campanhas eleitorais em Rondônia.
REAÇÕES
Rubinho, como é conhecido, comanda o Tudorondônia e mantém uma das páginas de comentários políticos de maior alcance nas mídias digitais do Estado. Seus comentários provocam reações, dividem opiniões e frequentemente causam algum estrago no confortável silêncio do mundo político. Há quem não goste do que ele escreve e fala. Curiosamente, muitos dos que o criticam não dispensam um único comentário quando ele vai ao ar.
OPINIÃO
Mas há uma diferença que precisa ser repetida: o Resenha Política não está fazendo adivinhações. Está fazendo projeções com base em dados, experiência e leitura de cenário. E isso é explicado exaustivamente durante as entrevistas.
PREFEITO
Na quinta e na sexta-feira que antecedem as eleições, o podcast Resenha Política recebe o prefeito de Porto Velho, Léo Moraes, para uma entrevista sobre a administração municipal, a saúde pública e o cenário político de Rondônia. Durante a conversa, o prefeito comenta as ações em andamento na capital e os próximos passos do hospital universitário adquirido pela Prefeitura. Ele também explica quando a unidade deverá ser disponibilizada à Universidade Federal de Rondônia (Unir) e quais são as previsões para o início do funcionamento.
VERSÃO
O hospital é apresentado pela administração municipal como uma medida para ampliar a capacidade de atendimento da rede pública e reduzir a pressão sobre os serviços de saúde. O tema está entre os principais assuntos da gestão e será abordado na entrevista. Léo Moraes também responde a críticas relacionadas aos gastos da Prefeitura e à definição de prioridades administrativas. Ele apresenta sua versão sobre as decisões tomadas e comenta questionamentos feitos por moradores, nas redes sociais e no ambiente político.
ANÁLISES
A entrevista inclui ainda uma análise das eleições estaduais, do cenário político de Rondônia e das perspectivas para os próximos meses. O prefeito fala sobre sua avaliação do momento atual e sobre os possíveis desdobramentos da disputa.
A conversa será conduzida em formato mais aberto, com perguntas sobre ações da gestão, dificuldades administrativas, saúde pública, críticas e política estadual.
Na quinta e na sexta-feira, o Resenha Política recebe o prefeito da capital para discutir os principais temas relacionados à administração municipal e ao futuro político de Rondônia.


Fonte: Jornalista Robson Oliveira / Porto Velho-RO