quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Big trail 900 e mais três modelos: como a chinesa Voge estreia no Brasil

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Voge inicia operações no Brasil neste primeiro semestre de 2026, com produção em Manaus via CKD e quatro modelos já confirmados, incluindo big trail de 895 cm³ e scooters de média cilindrada.

Voge está mais que confirmada no Brasil, com o início de suas operações no primeiro semestre de 2026. A marca chinesa, integrante do grupo Loncin Motor Co. Ltd., já definiu quatro modelos para o lançamento inicial e estruturou sua operação industrial em Manaus (AM), em parceria com a Dafra Motos da Amazônia Ltda.

Voge DS525X - DivulgaçãoVoge DS525X - Divulgação

A chegada ao país faz parte do plano de expansão internacional da fabricante, que atua em mais de 60 países. No Brasil, a estratégia envolve montagem local no Polo Industrial de Manaus, utilizando o sistema CKD (Completely Knocked Down), no qual as motocicletas chegam desmontadas para montagem nacional.

A expectativa da empresa é disponibilizar cerca de seis modelos nos dois primeiros anos de atuação. As motos da Voge previstas para o mercado brasileiro contemplam cilindradas entre 200 cm³ e 900 cm³, distribuídas em diferentes segmentos.

Produção em Manaus

A montagem das motos da Voge ocorrerá em regime CKD. Nesse formato, os conjuntos e componentes são importados separadamente e montados localmente, atendendo às exigências técnicas e regulatórias brasileiras.

Segundo a fabricante, a operação em Manaus tem como objetivo estruturar logística, distribuição e rede de pós-venda no país. A parceria com a Dafra será responsável pelo processo industrial e pela consolidação da marca no mercado nacional.

Montagem das motos da Voge ocorrerá em regime CKD - DivulgaçãoMontagem das motos da Voge ocorrerá em regime CKD - Divulgação

A primeira fase de lançamentos está prevista para o primeiro semestre de 2026, quando quatro modelos serão apresentados oficialmente. Outros dois devem ser incorporados ao portfólio de forma progressiva até o fim do segundo ano de atuação da Voge no Brasil.

Voge DS900X

Entre os modelos confirmados está a DS900X, posicionada no segmento big trail. O modelo utiliza motor bicilíndrico refrigerado a líquido, com 895 cm³ de cilindrada.

DS900XVoge DS900X - Divulgação

A potência declarada é de 95 cv a 8.250 rpm, com torque máximo de 9,6 kgf.m a 6.250 rpm. A motocicleta oferece quatro modos de condução: road, rain, sport e enduro.

A lista de equipamentos inclui quick shifter, radar traseiro de alerta de colisão e câmera frontal em HD. O modelo também conta com para-brisa com regulagem, faróis auxiliares, protetores de carenagem e de motor.

Entre os itens adicionais estão assentos e manoplas aquecidos, além de iluminação full LED. O preço da DS900X ainda não foi divulgado para o mercado brasileiro.

Voge SR4 Max

Outro modelo confirmado é o SR4 Max, scooter de médio porte voltado ao uso urbano e rodoviário. Ele utiliza motor monocilíndrico de quatro válvulas, refrigerado a água, com 349,8 cm³.

SR4 Max - DivulgaçãoVoge SR4 Max - Divulgação

A potência informada é de 34 cv a 7.500 rpm, com torque de 3,5 kgf.m a 6.000 rpm. De acordo com dados divulgados pela fabricante, o modelo acelera de 0 a 50 km/h em 3,1 segundos.

O SR4 Max conta com freios dianteiros duplos com pinças J.Juan, sistema ABS e controle de tração. Entre os itens de série estão para-brisa elétrico, câmera frontal HD, além de assentos e manoplas aquecidos.

Voge SR3

SR3 amplia a atuação da Voge no segmento de scooters voltados ao uso urbano e deslocamentos de média distância. O modelo traz motor monocilíndrico de 244,3 cm³, com refrigeração líquida.

Voge SR3 - DivulgaçãoVoge SR3 - Divulgação

potência máxima é de 25,5 cv, com torque de 2,3 kgf.m. A transmissão é automática do tipo CVT. O tanque de combustível tem capacidade para 14 litros.

Entre os recursos de segurança estão freios com ABS de duplo canal, controle de tração (TCS) e monitoramento da pressão dos pneus. O painel é TFT de 7 polegadas, com conectividade Bluetooth e navegação turn-by-turn.

modelo também oferece câmera frontal Full HD (1080p), sistema keyless, para-brisa ajustável, punhos aquecidos e freio de estacionamento. O compartimento sob o assento comporta dois capacetes, segundo a fabricante.

Voge DS525X

DS525X representa a proposta da Voge para o segmento adventure touring de média cilindrada. O modelo utiliza motor bicilíndrico paralelo de 494 cm³, quatro tempos, DOHC, oito válvulas e refrigeração líquida.

potência declarada é de 53,8 cv a 8.500 rpm, com torque de 5,14 kgf.m a 7.000 rpm. O câmbio é de seis marchas, com embreagem deslizante.

DS525X - DivulgaçãoVoge DS525X - Divulgação

Na parte ciclística, a motocicleta conta com suspensão dianteira invertida (USD) e monoamortecedor traseiro ajustável, ambos fornecidos pela KYB. O sistema de freios utiliza discos duplos na dianteira e disco simples na traseira, com componentes Nissin.

O modelo também dispõe de ABS Bosch e controle de tração. O painel é LCD colorido de 7 polegadas, com conectividade e navegação turn-by-turn.

Entre os equipamentos estão iluminação full LED, protetores de mão e motor, para-brisa regulável, cavalete central, tomadas 12V e USB e rack traseiro. No Brasil, a DS525X será oferecida nas cores Night Black e Titanium Gold.

Preços e próximos anúncios

Até o momento, a empresa não divulgou valores nem datas exatas para o início das vendas. A apresentação oficial dos quatro primeiros modelos ocorrerá no primeiro semestre de 2026.

A ampliação do portfólio está prevista para acontecer de forma gradual ao longo dos dois primeiros anos de operação. Novas informações sobre versões, preços e rede de concessionárias deverão ser anunciadas nos próximos comunicados oficiais envolvendo as motos da Voge no Brasil.


Fonte: Tudo Moto.com.br


(sjrp)


MEMORIAL - Marechal Cândido Mariano da Silva Randon - Entrada de Mimoso/MT



Uma rápida passagem pelo Memorial Marechal Cândido Mariano da Silva Rondon, na entrada da cidade de Mimoso/MT. Como todos sabem o Marechal Rondon  foi desbravador no norte, onde é uma figura importante em nossa história.






(sjrp)


 

MV Agusta pilotada por Giacomo Agostini vai a leilão; moto é avaliada em até R$ 1,5 milhão

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A MV Agusta 500GP pilotada pela lenda do motociclismo mundial, Giacomo Agostini na temporada de 1965, será leiloada. O modelo, ligado à estreia do piloto na 500cc, pode alcançar R$ 1,5 milhão.

O piloto italiano multicampeão, Giacomo Agostini terá uma de suas motocicletas mais emblemáticas colocada à venda em leilão internacional. A MV Agusta 500GP utilizada pelo piloto na temporada de 1965 será oferecida pela casa britânica Bonhams no dia 26 de abril de 2026.

MV Agusta 500GP pilotada por Giacomo Agostini em 1965 será leiloada em abril - DivulgaçãoMV Agusta 500GP pilotada por Giacomo Agostini em 1965 será leiloada em abril - Divulgação

O exemplar integra o primeiro lote de produção da 500GP naquele ano e está avaliado entre 160 mil e 220 mil libras esterlinas. Na conversão direta, o valor pode variar aproximadamente entre R$ 1,1 milhão e R$ 1,5 milhão, sem incluir taxas adicionais.

A venda ocorrerá durante o Stafford Spring Sale, tradicional evento de primavera promovido pela organizadora no Reino Unido. Impostos, custos administrativos e despesas de transporte não estão incluídos na estimativa inicial.

Histórico da MV Agusta 500GP

A MV Agusta 500GP é considerada um dos modelos centrais da trajetória de Giacomo Agostini no Campeonato Mundial de Motovelocidade. A temporada de 1965 marcou a estreia do piloto italiano na categoria principal, a 500cc.

MV Agusta 500GP pilotada por Giacomo Agostini em 1965 será leiloada em abril - DivulgaçãoMV Agusta 500GP pilotada por Giacomo Agostini em 1965 será leiloada em abril - Divulgação

Naquele momento, Giacomo Agostini atuava como segundo piloto da equipe oficial da MV Agusta, ao lado do britânico Mike Hailwood, que era o principal nome da estrutura esportiva.

Entre 1966 e 1973, já consolidado como protagonista, Giacomo Agostini conquistou sete títulos consecutivos na categoria 500cc com a MV Agusta. O período marcou uma sequência dominante do conjunto italiano na principal classe do Mundial.

Temporada de 1965

A primeira participação de Giacomo Agostini na 500cc com a MV Agusta 500GP ocorreu em 1965. Paralelamente, ele também competia na classe 350cc, onde obteve resultados expressivos.

MV Agusta 500GP - DivulgaçãoMV Agusta 500GP - Divulgação

A estreia na categoria principal aconteceu no circuito de Nürburgring, na Alemanha. De acordo com registros da época, Giacomo Agostini venceu a prova da 350cc com vantagem sobre Hailwood, que utilizava a versão anterior de quatro cilindros da equipe.

Ao fim daquela temporada, Hailwood transferiu-se para a Honda Racing. Com a mudança, Giacomo Agostini assumiu papel central no projeto esportivo da MV Agusta a partir de 1966.

MV Agusta 500GP - DivulgaçãoMV Agusta 500GP - Divulgação

Nos anos seguintes, a 500GP passou por evolução técnica contínua, acompanhando o limite regulamentar de 500cc estabelecido para a categoria. O modelo tornou-se referência no período.

Especificações técnicas do modelo de 1965

A unidade que será leiloada possui números de chassi e motor 1109, conforme informações oficiais divulgadas. Trata-se de um exemplar identificado como parte do primeiro lote fabricado em 1965.

MV Agusta 500GP - DivulgaçãoMV Agusta 500GP - Divulgação

A MV Agusta 500GP desenvolvia mais de 80 cavalos de potência. O peso aproximado era de 118 kg, número considerado competitivo para a época.

velocidade máxima superava 260 km/h, segundo dados históricos. O conjunto utilizava pneus radiais de 18 polegadas.

sistema de freios contava com tambor central de 240 mm na dianteira e 230 mm na traseira. A suspensão era composta por garfo telescópico convencional na frente e dois amortecedores laterais na traseira.

MV Agusta 500GP - DivulgaçãoMV Agusta 500GP - Divulgação

O quadro tubular de aço, aliado à balança traseira convencional de dois braços, formava a base estrutural do modelo no início de sua trajetória nas pistas.

Valores e condições do leilão

A estimativa de venda da MV Agusta 500GP associada a Giacomo Agostini varia entre 160 mil e 220 mil libras esterlinas. Na conversão direta, o valor pode alcançar cerca de R$ 1,5 milhão.

MV Agusta 500GP - DivulgaçãoMV Agusta 500GP - Divulgação

O leilão está programado para 26 de abril de 2026, durante o evento de primavera promovido pela Bonhams. As condições de venda seguem as regras estabelecidas pela organizadora. Para os interessados, o link para participar é este.

Taxas administrativas da casa de leilões, impostos locais, custos de transporte internacional e eventuais despesas de importação não estão incluídos na estimativa divulgada. Ou seja, tudo na conta do arrematador felizardo!


Fonte: Tudo de Moto.com.br



CARROS ANTIGOS - Joias de Lata

 















Postagem sugerida pelo prezado Amigo Cido, o melhor mecânico de Fusca de São José do Rio Preto-SP, e Região.






(sjrp)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

ROBSON OLIVEIRA - Resenha Política

 REPERCUSSÃO

O novo comandante-geral da PM de Rondônia, coronel Glauber Souto, tem pela frente um desafio enorme no enfrentamento firme à criminalidade. Seu antecessor, coronel Braguin, embora criticado por entidades sociais, era bem avaliado no combate ao crime organizado e nas ações envolvendo conflitos agrários, especialmente pelas operações que liderou pessoalmente. Souto será naturalmente comparado ao modelo anterior e, caso não mantenha o mesmo ritmo operacional, poderá começar a ter seu comando questionado.
RESENHA
Em entrevista ao podcast Resenha Política, o novo comandante destacou, sem filtros ou combinações prévias, as principais metas da gestão. Apesar de jovem para os padrões militares, Glauber Souto demonstrou firmeza ao abordar temas sensíveis da segurança pública, como integração com outras forças, valorização da tropa e uso de inteligência estratégica no enfrentamento das facções. A expectativa é que invista em tecnologia, prevenção e aproximação comunitária para equilibrar repressão e políticas de pacificação. Vale a pena conferir a entrevista no canal Resenha Política e no site resenhapolitica.com.br.
SURPRESA
A coluna ainda não pode anunciar uma movimentação que deve ocorrer neste mês de março no cenário das candidaturas majoritárias, mas adianta que um dos nomes especulados pode desistir da disputa por razões de saúde. Caso a informação se confirme, abrirá espaço para novos pretendentes e tende a alterar o tabuleiro eleitoral de forma abrupta.
PRIMAZIA
Por compromisso profissional assumido com o pré-candidato, a coluna aguardará o sinal verde para divulgar a novidade em primeira mão. Não adianta perguntar “em off” o nome do possível desistente: este cabeça-chata leva os compromissos do ofício rigorosamente a sério. O acordo firmado prevê que o podcast terá a primazia do anúncio na última semana de março. Nos bastidores, a eventual saída já provoca rearranjos silenciosos e articulações discretas entre partidos que aguardam apenas a oficialização para avançar nas composições.
CAPITAL
Em contato com a coluna, o prefeito da capital e presidente regional do Podemos, Léo Moraes, confirmou estar decidido a lançar candidaturas próprias ao Governo do Estado e ao Senado. Segundo ele, há espaço para uma alternativa fora dos blocos políticos majoritários que polarizam a disputa em Rondônia.
MUSCULATURA
Ao bancar candidatura própria ao governo, Moraes testa seu capital político e mede sua capacidade de transferência de votos. Mantido esse curso, o nome mais cotado para encabeçar o projeto é o do prefeito de Vilhena, Delegado Flori. A estratégia do Podemos é se apresentar como via alternativa, buscando o eleitorado que demonstra cansaço com a polarização tradicional. Resta saber se a legenda terá estrutura e musculatura suficientes para sustentar uma campanha competitiva em nível estadual.
EXPERIÊNCIAS
À exceção do senador Marcos Rogério, o cenário das eleições para governador em Rondônia poderá reunir três ex-prefeitos das principais cidades do estado: Hildon Chaves (Porto Velho), Adailton Fúria (Cacoal) e Delegado Flori (Vilhena). São nomes que tentarão capitalizar junto ao eleitorado suas experiências administrativas e os resultados obtidos nos municípios que governaram.
IDENTIDADE
Apesar de não possuir experiência executiva municipal, Marcos Rogério é reconhecido pela desenvoltura no discurso e pela ligação quase umbilical com o eleitorado conservador, maioria expressiva no estado. Deve contrabalançar o debate de gestão com pautas ideológicas da direita, campo no qual construiu forte identidade política. O confronto entre experiência administrativa e discurso ideológico promete pautar a narrativa central da disputa estadual.
CPI
Caso seja comprovado que um servidor do município de São Francisco do Guaporé tenha desviado mais de treze milhões de reais dos cofres públicos para utilização em jogos eletrônicos, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), instaurada pela Câmara Municipal, precisará agir com rigor.
DESVIO
Além do investigado, seria prudente a convocação do próprio prefeito, Zé Wellington (PL), para prestar esclarecimentos. Em casos dessa magnitude, a responsabilidade política transcende a figura do servidor e alcança a estrutura administrativa. A CPI deve apurar não apenas a conduta individual, mas também eventuais falhas sistêmicas que permitiram o suposto desvio.
DISTORÇÃO
Não é razoável que, em um município de pequeno porte, um servidor de nível médio consiga desviar cifras tão expressivas sem que haja percepção ou alerta por parte dos mecanismos de controle. Caso tenha agido isoladamente, o fato revela fragilidade grave no sistema de fiscalização interna.
CONTROLE
A ausência de controles eficientes é tão preocupante quanto o ato ilícito em si, especialmente quando os recursos envolvem áreas sensíveis como a saúde pública. A CPI tem o dever não apenas de investigar responsabilidades individuais, mas também de corrigir distorções administrativas e propor mecanismos que impeçam a repetição de falhas semelhantes.
TUCANO
O PSDB vive um processo de declínio nacional desde as eleições de 2018. A legenda perdeu protagonismo, encolheu em representatividade e enfrenta dificuldades para se posicionar em um país polarizado entre direita e esquerda. Em diversos estados, inclusive em Rondônia, tornou-se um partido com reduzido apelo eleitoral.
HEGEMONIA
Ideologicamente difuso, o partido caminha para 2026 sob risco de irrelevância. Hildon Chaves, hoje a principal referência da sigla no estado, permanece filiado, mas dialoga com outras legendas, como União Brasil e Republicanos. Caso mantenha a candidatura ao governo pelo PSDB, enfrentará resistência em um eleitorado majoritariamente conservador, que associa a marca tucana a posições distantes da atual hegemonia ideológica local.
ANTI-CAMPANHA
Mesmo ciente de que parte significativa da direita rondoniense rejeita legendas não alinhadas integralmente às pautas conservadoras, Hildon Chaves insiste em vincular sua imagem administrativa à marca do PSDB em suas inserções digitais de pré-campanha.
RISCOS
Ao reforçar a identidade partidária, oferece munição aos adversários que pretendem rotulá-lo ideologicamente. Em Rondônia, o PSDB passou a ser associado por segmentos mais radicalizados à esquerda, ainda que muitos de seus quadros tenham perfil liberal ou conservador moderado. O risco é transformar a própria estratégia de comunicação em instrumento de anti-campanha, enfraquecendo o potencial de crescimento eleitoral antes mesmo do início oficial da disputa.
IA
Quem insistir no uso irregular de Inteligência Artificial durante o período eleitoral poderá enfrentar questionamentos da Justiça Eleitoral. A legislação impõe limites claros quanto à manipulação de conteúdo, especialmente quando há intenção de induzir o eleitor ao erro.
ÉTICA
Observadores atentos das mídias digitais já percebem o uso crescente de ferramentas de IA para atacar adversários ou distorcer declarações. A fiscalização tende a ser rigorosa, com atuação não apenas da Justiça, mas também dos próprios partidos. Em um ambiente de desinformação acelerada, a responsabilidade sobre o uso ético da tecnologia será um dos grandes desafios das eleições de 2026.
ESTUPRO
Há mais de duas décadas, a Suprema Corte (STF) firmou entendimento no sentido de que, em casos envolvendo menores vulneráveis, a violência é presumida, não havendo que se falar em consentimento ou união estável entre adulto e adolescente.
PRINCÍPIO
A recente decisão de um tribunal mineiro que absolveu um acusado sob o argumento de convivência marital com uma menor de 13 anos gerou perplexidade no meio jurídico e forte reação social. Em situações dessa natureza, a proteção integral da criança e do adolescente deve prevalecer. Decisões que relativizam esse princípio afrontam não apenas a legislação consolidada, mas também valores civilizatórios fundamentais.
EXTREMISMO
Ao reagirem de forma exaltada à apresentação da escola de samba Unidos de Niterói, durante o desfile na Sambódromo da Marquês de Sapucaí, setores da extrema direita escancararam não apenas desconforto, mas uma profunda intolerância a qualquer representação simbólica que dialogue com o campo conservador sob outra perspectiva. A polêmica surgiu a partir de uma ala que fazia referência à chamada “família conservadora”. Tema que, paradoxalmente, constitui um dos pilares discursivos mais reiterados por esses mesmos grupos.
DUBIEDADE
O episódio revela uma contradição evidente: ao mesmo tempo em que defendem publicamente valores tradicionais como fundamento moral da sociedade, tais segmentos demonstram incapacidade de lidar com releituras críticas ou satíricas desses próprios símbolos no espaço artístico e cultural.
IRREVERÂNCIA
O Carnaval, historicamente marcado pela ironia, pela inversão e pela crítica social, sempre foi um território de disputa simbólica. Reagir a ele com indignação seletiva sugere não a defesa de princípios, mas a tentativa de monopolizar narrativas e interditar o contraditório. Mais do que um desacordo pontual, a reação evidencia a dificuldade de convivência com a pluralidade - elemento essencial em uma democracia.
RACIONALIDADE
A liberdade de expressão, frequentemente evocada por esses grupos quando lhes convém, parece perder validade quando a crítica parte do campo oposto. Em ano eleitoral, o risco é que episódios como esse sejam instrumentalizados para mobilizar bases por meio da exacerbação emocional e do ressentimento indenitário. A amplificação de conflitos culturais tende a substituir o debate programático por disputas morais superficiais, empobrecendo a discussão pública. O resultado é um ambiente político ainda mais polarizado, no qual a indignação performática vale mais do que o diálogo racional.

Fonte: Jornalista Sérgio Pires / Porto Velho-RO.




(sjrp)