quarta-feira, 30 de setembro de 2026

CONVITE - Encontro de Campistas / Motorhome






O convite está feito, vamos participar!



ROBSON OLIVEIRA - Resenha Política

 PRUDÊNCIA

Embora haja profissionais contratados pelos comitês eleitorais empenhados em disseminar a tese de que a eleição termina no primeiro turno, esta coluna prefere manter alguma distância dos alquimistas das urnas. A leitura, neste momento, é de que o segundo turno continua sendo uma possibilidade concreta e, se acontecer, deverá produzir uma campanha ainda mais dura, pesada e recheada de alianças, mudanças de posição e eventuais traições.
SOLIDEZ
Os números oficialmente divulgados até aqui são confortáveis para Marcos Rogério. É uma constatação baseada nos levantamentos conhecidos, não uma decisão sobre o resultado. Na leitura desta coluna, o candidato do PL chega à reta final em posição suficientemente sólida para que a principal dúvida, neste momento, seja menos sobre sua presença no segundo turno e mais sobre quem estará do outro lado.
DISPUTA
A disputa pela segunda vaga, entretanto, permanece aberta. Adailton Fúria e Hildon Chaves têm espaço para crescer, cada um a partir de realidades eleitorais diferentes. Fúria precisa sustentar sua posição e recuperar eventual terreno perdido; Hildon, por sua vez, mostra sinais de reação na capital e precisa transformar essa vitalidade em votos suficientes para alterar a fotografia final. Mas Fúria , independente dos problemas na administração da campanha, é bom de urna.  
TEMPO
Os últimos dias são sempre um território perigoso para prognósticos definitivos. Candidato pode crescer, estacionar ou perder espaço. O relógio, portanto, será particularmente importante para quem precisa acelerar a campanha e converter exposição em voto. O tempo até domingo é curto para viradas bruscas  e o número de indecisos começa a diminuir.
POSTURA
Hoje à noite tem debate na TV RO, afiliada à Globo. Quem errar menos sai ileso. Será um debate quase protocolar, com regras definidas e pouco espaço para improvisos sem nexo. Não se trata propriamente de uma prova para descobrir quem é o mais preparado ou o mais eloquente. O eleitor observa propostas, respostas, postura e outros critérios subjetivos que dificilmente cabem em uma pesquisa.
SAÚDE  
A saúde tende a chamar atenção especial. A crise enfrentada pelo setor em Rondônia transforma o tema em teste obrigatório para os candidatos. Promessas genéricas podem soar como música velha para quem enfrenta diariamente as dificuldades do sistema.
ESTRATÉGIA
O debate no padrão Globo pode não alterar significativamente a urna, mas pode expor as fraquezas de um candidato. Em uma eleição incerta, às vezes não é necessário produzir um grande acontecimento. Basta mostrar uma fragilidade que estava escondida. Estratégia neste debate funciona. Basta jogar com as regras.
HABILITADO
Marcos Rogério, pelos números oficialmente divulgados até aqui, parece ter construído uma margem confortável. Para esta coluna, a questão principal da reta final é saber quem conseguirá chegar até ele. A resposta, como sempre, pertence ao eleitor e será dada somente quando as urnas fecharem.
CORREÇÃO
A decisão do TRE-RO merece uma leitura menos passional do que a própria campanha eleitoral. O juiz auxiliar Rinaldo Forti não mandou censurar a imprensa nem retirou do ar a matéria da Exame. Fez algo mais prosaico e, justamente por isso, mais importante: mandou corrigir o que, no confronto entre texto e painel, aparece como erro objetivo.
DIVERGÊNCIA
A matéria publicada pela Exame em 27 de setembro afirmava  que Hildon Chaves tinha 25,60% e estava em segundo, enquanto Adailton Fúria aparecia em terceiro, com 12,34%.  O problema apontado na decisão é que o próprio painel estatístico associado à reportagem atribuía os 25,60% a Fúria e os 12,34% a Hildon. Além disso, havia divergência entre os 30,50% estampados na manchete para Marcos Rogério e os 30,90% indicados no painel.
DESCOMPASSO
Não é exatamente uma discussão sobre interpretação de pesquisa. É uma discussão sobre quem ficou com qual número. E número eleitoral, quando chega à reta final, não é mero enfeite gráfico. Pode alimentar expectativa, voto útil, euforia de militância e, principalmente, aquela velha síndrome brasileira de transformar pesquisa em campeonato antes de contar os votos. O resultado publicado ficou em descompasso com a forma utilizada como agregador.
CUIDADOS
O TRE foi cuidadoso ao estabelecer a fronteira. Reconheceu a liberdade de imprensa e deixou claro que a intervenção judicial deve ser excepcional. Não determinou a retirada da reportagem nem proibiu a Exame de publicar análises, resultados ou explicações metodológicas. Determinou que o veículo corrija os dados ou explique tecnicamente a divergência. E fez o mesmo com as reproduções nas redes sociais.

SOFISTICAÇÃO
Há uma ironia adicional nessa história: o próprio agregador da Inteligov/Exame utiliza uma metodologia sofisticada, com média móvel ponderada e pesos diferentes conforme a natureza e a atualidade das pesquisas.  Quanto mais sofisticado o mecanismo, maior deveria ser o cuidado elementar de conferir se o texto está conversando com o gráfico.
POLÊMICA
Na política, um ponto percentual já produz discurso de vitória. Dois produzem carreata. Cinco viram argumento de autoridade. E, aparentemente, trocar dois candidatos de lugar pode produzir uma pequena tempestade eleitoral.
REGRA
A decisão, portanto, não é uma sentença sobre quem está melhor ou pior na eleição. É uma sentença provisória sobre a necessidade de que informação eleitoral seja coerente com a própria fonte que a publica. No jornalismo, existe uma regra antiga que continua valendo mesmo na era dos agregadores, algoritmos e gráficos coloridos: antes de publicar o número, confira o número.
FAKE
Porque pesquisa errada não vira verdade por estar diagramada em página bonita. E, na semana da eleição, um erro de digitação pode ganhar a velocidade de uma verdade fabricada.
ATENTO
Foi o jornalismo atento de Rubens Coutinho, do Tudo Rondônia, que colocou a lupa onde outros passaram os olhos. Ao confrontar os gráficos do agregador com a conclusão publicada, o jornalista percebeu que os números não fechavam e que Hildon Chaves e Adailton Fúria haviam trocado de posição no texto. O TRE-RO confirmou a inconsistência objetiva.
PROFISSIONALISMO
Um erro imperdoável para quem publica pesquisa eleitoral: antes de escrever o número, é preciso conferir o número. E, neste caso, foi preciso um jornalista rondoniense fazer o dever de casa que o jornalismo profissional exige.

AFERIÇÃO  
A pesquisa eleitoral virou uma profusão de números díspares que deixa o eleitor atônito, sem saber qual delas erra mais. Há quem sugira escalar o mais longevo pesquisador de Rondônia, José Juvenil, proprietário da Phoenix, que ainda circula com sua inseparável pasta debaixo do sovaco, para aferir, com a precisão que lhe é peculiar, qual dos institutos consegue errar menos entre sete prognósticos.
DISPARIDADES
Cada pesquisa divulgada revela dados tão incomuns para uma campanha feia, silenciosa e com o eleitor apenas observando que fica difícil apostar quem poderá ser o próximo governador. Pesquisa é uma fotografia do momento, repetem como mantra os profissionais do marketing eleitoral. O problema é que, em Rondônia, algumas fotografias conseguem a proeza de trocar até os personagens de lugar. As pesquisas não batem faz tempo. Ainda assim, candidatos e seus asseclas comemoram cada levantamento como se fosse fim de campeonato, desde que o próprio nome apareça na frente. Há até pesquisa que já decidiu a eleição, decretou o vencedor e mandou o segundo turno para o arquivo antes que as urnas tenham oportunidade de se manifestar.
MANIPULAÇÃO
Faz parte da história eleitoral. Mesmo sendo, muitas vezes, inútil como instrumento de manipulação da realidade, a pesquisa autorizada pelo candidato é imediatamente transformada em combustível para a militância e munição para as redes sociais. Afinal, na internet o pau canta, e a verdade costuma ser a primeira a abandonar o recinto.
PROVA
Pesquisa errada, consciente ou não, é o que mais existe no mercado. Por isso, torço para que algum comitê eleitoral contrate Juvenil e coloque sua Phoenix para fazr a prova dos nove, aferindo os números reais da eleição. Seria uma espécie de certificado de autenticidade. E, neste caso, o erro provavelmente seria a única coisa que ninguém ousaria contestar. Afinal, todos conhecem a expertise da Phoenix. Se erramos, pelo menos não haverá surpresa.
CONTEÚDO
O jovem vilhense Dhonaton Pagani, candidato a deputado federal pelo Podemos, precisa decidir se pretende ser um candidato com propostas exequíveis para Rondônia ou apenas mais um personagem fabricado para as redes sociais. Ex-vereador de Vilhena, é articulado, fala razoavelmente bem e tem uma comunicação de entonação pausada e serena. O problema está menos na voz e mais no conteúdo.
PERSONAGEM
Pagani abraçou um discurso de extrema direita, intolerante e religiosamente doutrinário, no qual o adversário político parece ocupar o lugar reservado ao demônio. Em alguns vídeos publicados nas redes, diálogos dentro de um carro com amigos parecem cuidadosamente construídos para apresentar ao eleitor uma espécie de “Nikolas rondoniense”, numa alusão ao deputado mineiro Nikolas Ferreira, fenômeno digital da direita brasileira.
IDENTIDADE
A comparação, entretanto, termina onde começa a realidade eleitoral. Nikolas construiu durante anos uma identidade política própria, com enorme exposição nacional e milhões de seguidores. É uma figura consolidada no ambiente digital e chega à eleição com capital político que dispensa apresentações. Pagani, por enquanto, está tentando vestir uma roupa que ainda não lhe serve.
ÍDOLO
Os dois se encontraram no último domingo, em Ji-Paraná, durante evento organizado pelo candidato ao Senado Bruno Bolsonaro Scheid. Na fotografia, a satisfação estampada no rosto do jovem vilhense ao lado do seu ídolo é quase uma legenda. Parece ter encontrado ali o molde do personagem que pretende interpretar em Rondônia.
VERSÃO
Mas política não é concurso de cosplay ideológico. Macaquear o ídolo mineiro não transfere automaticamente seus seguidores, sua popularidade ou sua votação para o candidato rondoniense. O eleitor pode até admirar o personagem importado, mas isso não significa que queira comprar a versão local.
POP STAR
Pagani parece acreditar que basta reproduzir a liturgia política de Nikolas para transformar-se em um deputado pop star. A urna, contudo, costuma ser menos generosa com personagens do que as redes sociais. Ali não há edição, trilha sonora nem amigos dentro do carro para reforçar o roteiro.
RESULTADO
Depois da apuração, o jovem vilhense talvez descubra uma velha regra da política: personagem chama atenção, mas é a identidade própria que cria eleitor. E, para conquistar votos em escala, não basta parecer com alguém que já chegou lá. É preciso convencer o eleitor de que existe alguma razão para votar no original da terra. Estamos a falar sobre identidade. E o eleitor vota no candidato, não no personagem.


Fonte: Jornalista Robson Oliveira / Porto Velho-RO







CONVITE - 5º Mercado de Pulgas / Mantovani Garagem

O convite está feito, vamos participar!


terça-feira, 29 de setembro de 2026

Moto Morini amplia atendimento no Brasil com Garagem Motul e leva revisões autorizadas a seis estados

 

Moto Morini passa a usar oficinas selecionadas do programa Garagem Motul como pontos autorizados de revisão e manutenção. A rede inicial alcança seis estados, amplia o suporte fora das concessionárias e pode ser localizada pelo aplicativo Motul Expert.

A Moto Morini anunciou a ampliação de sua estrutura de pós-venda no Brasil por meio de uma parceria com a Motul. Oficinas participantes do programa Garagem Motul passam a oferecer atendimento autorizado para motocicletas da fabricante italiana.

A iniciativa busca levar revisões e manutenções a cidades onde a presença de concessionárias da marca ainda é limitada. As unidades habilitadas deverão seguir os procedimentos técnicos definidos pela Moto Morini para os serviços realizados.

Moto Morini - Garagem Motul - Divulgação

Moto Morini - Garagem Motul - Divulgação

No início da operação, há oficinas aptas a atender proprietários da marca em São Paulo, Santa Catarina, Paraná, Rio Grande do Norte, Bahia e Paraíba. Os endereços podem ser consultados no aplicativo Motul Expert.

Rede de apoio

Segundo as empresas, a integração transforma unidades selecionadas da Garagem Motul em pontos de suporte para clientes da Moto Morini. A proposta é ampliar a cobertura dos serviços e facilitar o acesso às revisões periódicas.

Com essa estrutura, os motociclistas passam a ter alternativas de atendimento mais próximas de suas residências em regiões que ainda não contam com uma concessionária da fabricante. A operação, porém, é restrita às oficinas que receberam habilitação.

A Moto Morini informou que a medida preserva os padrões técnicos exigidos pela marca. Os serviços de manutenção e revisão realizados na rede autorizada devem seguir requisitos voltados à conservação da garantia e do desempenho das motocicletas.

Moto Morini - Garagem Motul - Divulgação

Moto Morini - Garagem Motul - Divulgação

Programa Motul

O Garagem Motul reúne oficinas selecionadas em diferentes regiões brasileiras. As participantes são reconhecidas pelo uso de lubrificantes e fluidos da empresa, além de práticas ligadas ao atendimento, à capacitação técnica e à qualidade dos serviços.

Para Luan Maria, gerente de marketing da Motul Brasil, a integração representa mais uma etapa no desenvolvimento da rede de oficinas vinculadas ao programa em território nacional.

Moto Morini - Garagem Motul - Divulgação

Moto Morini - Garagem Motul - Divulgação

A parceria também dá continuidade a uma relação já existente entre as duas empresas. Os modelos da Moto Morini utilizam lubrificantes e fluidos Motul desde a fábrica, e esses produtos também integram as recomendações para a rede autorizada.

Critérios técnicos

O diretor comercial da Moto Morini, Eron Maio, afirmou que a iniciativa aumenta a capilaridade da fabricante e permite alcançar municípios brasileiros onde a marca ainda não mantém concessionárias.

De acordo com o executivo, uma nova fase de expansão do projeto está no radar das empresas. A previsão informada é de que outras unidades sejam contempladas futuramente, sem detalhamento de cidades ou datas.

Moto Morini - Garagem Motul - Divulgação

Moto Morini - Garagem Motul - Divulgação

As companhias apontam que a rede integrada combina produtos de alta performance, profissionais especializados e procedimentos alinhados às exigências técnicas da Moto Morini. A medida é voltada ao atendimento de revisões e manutenções autorizadas.

Unidades atuais

Em São Paulo, a relação de Garagens Motul habilitadas inclui unidades localizadas em seis municípios. As oficinas passam a integrar a estrutura de atendimento autorizado da Moto Morini no estado.

  • TEDESCO MOTORS, em Americana, São Paulo
  • FINEZ RACE, em Bauru, São Paulo
  • PRIME SUPERBIKES, em São José do Rio Preto, São Paulo
  • NO LIMIT MOTOS, em São José dos Campos, São Paulo
  • VARELLA MOTOS, em Piracicaba, São Paulo
  • SAVANA MOTOS, em Suzano, São Paulo

Fora de São Paulo, a operação inicial reúne uma oficina em cada um dos outros cinco estados anunciados. Essas unidades também estão aptas a atender motocicletas Moto Morini dentro da nova parceria.

Moto Morini - Garagem Motul - Projeção Desenho - Divulgação

Moto Morini - Garagem Motul - Projeção Desenho - Divulgação

  • PEDRINHO MOTOS, em Blumenau, Santa Catarina
  • MANO MOTOS, em Toledo, Paraná
  • MARCELO BIKE, em Natal, Rio Grande do Norte
  • POLLY MOTOS, em Vitória da Conquista, Bahia
  • FM MOTOS, em João Pessoa, Paraíba

Consulta digital

Os proprietários interessados em agendar ou localizar uma oficina devem consultar o Motul Expert. O aplicativo informa o endereço completo das Garagens Motul habilitadas a realizar revisões de motocicletas Moto Morini.

O aplicativo está disponível para sistemas iOS e Android.


Fonte: Tudo de Moto.com.br