quinta-feira, 2 de abril de 2026

Suzuki lança a V-Strom 1050XT 2027 com novos grafismos; confira o preço

 

concessionárias brasileiras com mudanças visuais e manutenção do conjunto mecânico. O modelo mantém o preço público sugerido de R$ 86.950, acrescido de frete.

A atualização da V-Strom 1050XT 2027 concentra-se no design, com novas combinações de cores e grafismos. Não houve alterações na motorização, equipamentos ou especificações técnicas do modelo.

Suzuki lança a V-Strom 1050XT 2027 - Divulgação
Suzuki lança a V-Strom 1050XT 2027 – Divulgação

A bigtrail da Suzuki segue posicionada como a mais potente da linha, voltada ao uso urbano, viagens e turismo de longa distância, com foco em conforto e desempenho.

Novas cores e visual atualizado

A principal novidade da V-Strom 1050XT 2027 está na paleta de cores. O modelo passa a contar com três opções:

  • Amarelo com rodas azuis (Champion Yellow nº 2/Glass Sparkle Black)
  • Branco com rodas azuis (Pearl Tech White/Glass Sparkle Black) – nova cor
  • Preto com detalhes em cinza e vermelho (Glass Sparkle Black/Metallic Mat Black nº 2) – nova cor

As novas combinações reforçam o design da motocicleta, mantendo a identidade visual da linha V-Strom.

Motor bicilíndrico 1.037 cc - Divulgação
Motor bicilíndrico 1.037 cc – Divulgação

Motor e desempenho mantidos

A V-Strom 1050XT 2027 continua equipada com motor bicilíndrico em V, do tipo DOHC a 90 graus, com 1.037 cm³ de cilindrada. O conjunto entrega 107 cv de potência a 8.500 rpm e torque de 10,5 kgf.m a 11.000 rpm.

O modelo segue com sistema de refrigeração líquida e transmissão de seis velocidades, mantendo o mesmo desempenho já conhecido da linha.

V-Strom 1050XT 2027 - Branco com rodas azuis - Divulgação
V-Strom 1050XT 2027 – Branco com rodas azuis – Divulgação
A V-Strom 1050XT 2027 continua equipada com motor bicilíndrico em V, do tipo DOHC a 90 graus, com 1.037 cm³ de cilindrada. O conjunto entrega 107 cv de potência a 8.500 rpm e torque de 10,5 kgf.m a 11.000 rpm.

Pacote eletrônico e recursos

A V-Strom 1050XT 2027 mantém o sistema Suzuki Intelligent Ride, que reúne diferentes assistentes eletrônicos voltados à condução. Entre eles estão o o acelerador eletrônico ride-by-wire, o controle de tração, o seletor de modo de pilotagem e o sistema de partida fácil.

Outro destaque é a possibilidade de desligamento do ABS traseiro, recurso voltado para situações de pilotagem fora de estrada.

V-Strom 1050XT 2027 - Preto com detalhes em cinza e vermelho - Divulgação
V-Strom 1050XT 2027 – Preto com detalhes em cinza e vermelho – Divulgação

A estrutura da V-Strom 1050XT 2027 segue focada em versatilidade. O modelo conta com rodas raiadas, suspensão aprimorada e maior distância entre eixos.

Além disso, o guidão mais largo, os pedais de aço ampliados e a placa antiderrapante de alumínio reforçam a proposta de uso em trajetos mistos, incluindo trechos off-road.

Suzuki lança a V-Strom 1050XT 2027 - Divulgação
Suzuki lança a V-Strom 1050XT 2027 – Divulgação

A V-Strom 1050XT 2027 já está sendo distribuída para as concessionárias em todo o Brasil. O preço público sugerido permanece em R$ 86.950, sem alterações em relação à versão anterior, com frete cobrado à parte.

A atualização mantém o posicionamento da V-Strom 1050XT 2027 no mercado, com foco em continuidade técnica e mudanças concentradas no visual.


Fonte: Tudo de Moto.com.br




quarta-feira, 1 de abril de 2026

MOMENTO JURIDICO - Prints de WhatsApp servem como prova? O que você precisa saber para não ser enganado

 Sabe aquela cena clássica? Você está em casa, finalmente tentando relaxar depois de uma semana exaustiva, e o celular vibra. É uma mensagem no grupo da empresa. Ou pior, é o seu chefe te cobrando algo em pleno domingo à noite, como se o seu tempo de descanso não existisse. Você sente aquele frio na barriga, a pressão no peito, mas responde de forma educada porque, no fundo, tem medo de perder o emprego e não conseguir sustentar sua família.

Muitos trabalhadores vivem exatamente essa rotina tóxica e acreditam que estão de mãos atadas. Eles pensam: "Poxa, eu não tenho um contrato assinado, só tenho essas conversas aqui no celular. Isso não vale nada, né?". Honestamente, se você pensa assim, saiba que essa é uma das maiores mentiras que os patrões contam para manter o controle. Quer saber a verdade? O seu celular pode ser a chave para recuperar cada centavo que te foi tirado injustamente.

Trabalhador orientado não é enganado!. Hoje, vamos conversar sobre como transformar essas mensagens de WhatsApp no seu maior aliado na justiça.

O mito do "papel assinado"

Existe uma crença equivocada, muito comum, de que "sem prova escrita não dá para fazer nada". Muita gente desiste de lutar por seus direitos porque o patrão nunca assinou a carteira ou porque não existe um contrato formal de prestação de serviços.

Deixe-me explicar uma coisa: na Justiça do Trabalho, o que importa é a realidade dos fatos. Se você cumpria ordens, tinha horário e recebia salário, você é um empregado, ponto final. E onde é que fica registrado esse dia a dia hoje em dia? No WhatsApp.

Sim, print, áudio e foto servem como prova. Essas mensagens formam o que eu chamo de rastro de provas. Elas mostram ao juiz o que realmente acontecia atrás das portas fechadas da empresa, longe dos documentos oficiais "maquiados" pelo RH.


O que exatamente você deve salvar?

Não é qualquer "bom dia" que vai ganhar um processo, é claro. Para garantir a sua estabilidade financeira e dignidade, precisamos focar no que prova a irregularidade. Sinceramente, comece a salvar tudo o que parecer estranho ou abusivo.

Aqui estão os pontos principais que o seu WhatsApp pode provar:

  • Ordens Diretas e Subordinação: Se o seu chefe manda mensagens dizendo "faça isso", "mude aquilo" ou "por que você ainda não terminou?", ele está provando que você é um subordinado dele. Isso é fundamental para quem trabalha como "falso PJ" ou sem registro.
  • Horas Extras e Trabalho em Descanso: Aquela mensagem enviada às 22h ou no seu feriado é a prova de que você estava à disposição da empresa. Cada "print" desse é um tijolo na construção do seu direito às horas extras que nunca foram pagas.
  • Comprovantes de Pagamento "Por Fora": Mensagens como "mandei o PIX do restante do salário" ou "pegue o envelope do acerto na gaveta" são provas valiosíssimas de que a empresa ocultava valores para não pagar impostos e FGTS.
  • Assédio e Humilhações: Infelizmente, muitos chefes se sentem corajosos atrás de uma tela e escrevem ofensas, gritam em áudios ou fazem pressões psicológicas descabidas. Isso gera direito a indenização por danos morais.

"Doutor, e se o patrão apagar a mensagem?"

Essa é uma dúvida clássica. Você recebe uma bronca injusta ou uma prova de uma falcatrua e, minutos depois, aparece aquela frase irritante: "Esta mensagem foi apagada". O patrão percebeu que deixou um rastro e tentou limpar a cena do crime.

Quer saber o que fazer? Tente tirar o print assim que visualizar algo importante. Se você puder, use aplicativos ou funções do sistema que registram a tela. Outra dica de ouro: nunca apague as conversas do seu lado. Mesmo que ele apague para todos, o contexto da conversa que sobra ainda diz muito para um advogado experiente.

Nota importante: Não caia na cilada de aceitar um acordo injusto só porque o patrão disse que "apagou tudo e você não tem mais provas". Existem perícias digitais que podem recuperar muita coisa, e o seu depoimento, somado ao que restou das conversas, tem muita força.


Como organizar seus prints para não ter erro

Para que o juiz aceite suas provas sem questionar, você precisa ser organizado. Não adianta mandar 500 fotos soltas no WhatsApp do seu advogado.

  1. Mantenha o contexto: Tire o print de forma que apareça o nome do contato, o número do telefone e, se possível, a data e a hora da mensagem.
  2. Não edite: Nunca risque, corte ou coloque figurinhas em cima do print. A prova precisa ser "pura". Se você editar, a empresa pode alegar que a imagem foi manipulada.
  3. Salve os áudios: Não apenas ouça os áudios desaforados; faça o backup deles em uma pasta segura ou no seu e-mail. Áudio é uma prova de personalidade e tom de voz que o texto não consegue transmitir.
  4. Ata Notarial (O nível máximo): Em casos de valores muito altos ou assédios graves, você pode ir a um cartório e fazer uma Ata Notarial. O tabelião olha o seu celular e escreve um documento oficial dizendo que aquelas mensagens são reais. Isso é praticamente impossível de a empresa derrubar na justiça.

O medo de ser "vigiado"

Eu sei que você pode ter medo de que, ao usar o WhatsApp como prova, o juiz queira "bisbilhotar" toda a sua vida pessoal. Deixe-me te tranquilizar: o processo foca apenas no que é relevante para o trabalho. Ninguém vai olhar suas fotos de família ou conversas com seu cônjuge. O objetivo é único: recuperar o dinheiro que lhe foi tirado injustamente.

Muitos trabalhadores também temem que o processo demore anos ou que "o patrão sempre ganha". Mas, sinceramente, com provas digitais claras, o jogo vira. O patrão que antes gritava no WhatsApp costuma ficar bem manso quando vê os prints dele anexados num processo judicial.

O próximo passo para a sua liberdade

Trabalhar sem registro ou sob humilhação não é uma sentença de prisão. Você tem o poder de mudar essa situação agora mesmo. O primeiro passo é parar de acreditar que você não tem provas. Se você tem um celular com WhatsApp, você tem um arsenal nas mãos.

O processo trabalhista não serve para "queimar" ninguém; ele serve para devolver a dignidade, a estabilidade e o dinheiro real no bolso de quem deu o sangue pela empresa.

Gostou deste guia sobre provas digitais? Agora que você já sabe que o seu celular é uma ferramenta poderosa, precisa entender se pode usar essa força mesmo ainda estando dentro da empresa.


Fonte: www.jusbrasil.com.br







Entenda por que dia 1º de abril é Dia da Mentira



Origem da data remonta à mudança do calendário juliano para o gregoriano ocorrida há cinco séculos.


Celebrado anualmente em 1º de abril, o Dia da Mentira já virou tradição em diferentes países, mas tem origem que remonta à Europa do século XVI.

Consta que o surgimento da data está ligado à mudança do calendário ocorrida nessa época, do juliano para o gregoriano, usado até hoje. No anterior, a passagem de ano ocorria entre o final de março e o dia 1º de abril.

Já no calendário adotado, o novo ano ocorre na data que conhecemos, entre 31 de dezembro e 1º de janeiro. A alteração não foi aceita amplamente e provocou reações. 

Certas versões dão conta da resistência à mudança apenas na França, estabelecida pelo rei Carlos IX. Outras apontam que houve reação conservadora no continente europeu em geral. 

Fato é que as pessoas que não gostaram da adoção do calendário gregoriano passaram a ser chamadas de “bobos de abril”, virando alvos de piadas e brincadeiras que envolviam “convites” para a virada do ano. 

Diferentes traduções, uma mesma tradição

Seja em qual país for, a tradição do 1º de abril é marcada por brincadeiras e trotes que usam a mentira de forma lúdica

Apesar disso, a alcunha de “Dia da Mentira” não é geral por todo o mundo. Na França e na Itália, por exemplo, a data é conhecida como “poisson d’avril” e “pesce d'aprile”, algo como “peixes de abril” na tradução.

Já em países que falam inglês, como os Estados Unidos e o Reino Unido, o “título” da data é “April Fools' Day”, ou “dia dos tolos de abril”

Especificamente na Escócia, porém, o dia 1º de abril é chamado de “Hunt the Gowk”, que pode ser traduzido como “cace o bobo”

Fonte: Diário do Nordeste


BMW S 1000 RR lidera buscas por motos de alta cilindrada no Brasil; confira o ranking

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A BMW S 1000 RR lidera buscas por motos de alta cilindrada no Brasil. Confira o ranking de motos zero km e usadas mais procuradas.


Fonte: Tudo de Moto.com.br



terça-feira, 31 de março de 2026

ROBSON OLIVEIRA - Resenha Política

 PESQUISA

Entre uma eleição e outra ocorre debates apaixonados em razão das pesquisas que costumam aparecer na mídia. Quem sai bem na foto replica, aquele que não se ver na boa imagem critica. É algo normal em período eleitoral. O que importa registrar é que todos dão importância aos números e, portanto, causam os debate acalorados. Cabe ao profissional de mídia analisar os cenários postos. Embora alguns colegas confundem o ofício.
ATALHO
Há um vício recorrente no debate político: quando o dado desagrada, mata-se o mensageiro. Pesquisa virou alvo preferencial de quem prefere o conforto da opinião à dureza dos números. É um atalho retórico, ruidoso e, quase sempre, vazio.

RETRATO
O papel de quem analisa cenário não é gostar ou desgostar da fotografia, mas entender o que ela mostra - e, sobretudo, o que não mostra. Percentuais, amostra, recortes regionais, margem de erro: tudo isso compõe um retrato provisório, datado, condicionado ao momento da coleta. Não é profecia, tampouco sentença. É leitura de um instante.

PALPITE
Desqualificar o levantamento porque ele contraria expectativas não é análise, é torcida. Questionamentos metodológicos são legítimos - desde que venham acompanhados de argumento técnico. Criticar tamanho de amostra, estratificação ou método de coleta exige domínio mínimo do assunto. Do contrário, vira palpite com verniz.

OPINIÃO
No caso de pesquisas registradas, o cuidado deveria ser ainda maior. Há regras, parâmetros e transparência exigidos por lei. Se há suspeita de fraude, o caminho não é o grito nas redes, mas a demonstração concreta: inconsistências verificáveis, dados conflitantes, indícios objetivos. Sem isso, sobra apenas opinião - e opinião, por definição, não invalida dado.

VOLATIVIDADE
Há também um equívoco conveniente: confundir discordância política com erro estatístico. O eleitorado é mais volátil do que o desejo de quem comenta. Um nome que hoje pontua pouco pode crescer; outro, que lidera, pode murchar. A pesquisa não erra por captar esse movimento - ela registra o que existe naquele recorte de tempo.

OBSERVADOR
O analista sério trabalha com cenários, não com certezas absolutas. Cruza números, observa tendências, considera variáveis externas. Não transforma levantamento em bandeira, nem em inimigo. Sabe que a política é dinâmica e que os dados são ferramentas, não dogmas.

DESQUALIFICANDO
No fim, a histeria contra pesquisas diz mais sobre quem fala do que sobre o que foi medido. É o velho desconforto com a realidade quando ela insiste em não caber na narrativa. Há um ritual previsível na política rondoniense: sai pesquisa, entra a gritaria. Uns juram que é fajuta. Outros desqualificaram a última divulgada porque Léo Moraes aparece bem colocado sem nunca ter se colocado como candidato. No fundo, cada lado lê números como quem lê espelho - procurando confirmação, não informação.

PARÂMETROS
Do ponto de vista formal, o levantamento do Instituto Veritá segue parâmetros conhecidos: amostra definida, margem de erro declarada, metodologia descrita. Pode-se discutir abordagem, questionário, timing - tudo legítimo. O que não se sustenta é a tentativa de anular o dado por desconforto político.

CENÁRIO
Pesquisa, especialmente a esta distância da eleição, não é previsão. É fotografia. E fotografia depende de luz, ângulo e, sobretudo, momento. Neste caso, o momento revela mais sobre o eleitor do que sobre os candidatos.

DADO
O dado central continua sendo o vazio: 81,2% não têm candidato  . Isso, por si só, relativiza qualquer ranking. Quem lidera hoje lidera um terreno ainda não ocupado. Quem aparece mal pode simplesmente não ter sido lembrado - o que, em política, já é um problema, mas não é sentença.

RECALL
A presença de Léo Moraes ilustra bem o ruído. Seus números não são “erro” da pesquisa; são reflexo de recall e avaliação administrativa. O eleitor responde com o que conhece. Se o nome é lembrado e bem avaliado, ele entra — mesmo fora da disputa. A pesquisa não inventa candidatos; ela capta memória.

PADRÃO
Outro ponto relevante é a consistência de Marcos Rogério na liderança. Pode-se discordar do percentual, mas ignorar a recorrência é negar padrão. E padrão, em análise eleitoral, vale mais que um número isolado.

NEGACIONISMO
As críticas podem ser justas. Questionar método é parte do jogo. O problema é transformar crítica em negação automática. Isso não é análise - é torcida. Para quem observa com alguma disciplina, há percentuais que merecem atenção: a baixa rejeição de certos nomes, o peso da capital, a fragmentação inicial e, sobretudo, o tamanho do eleitor ainda disponível. Esses são os indicadores que, de fato, antecipam movimento. O restante é barulho.
ANSIEDADE
No fim, não faz sentido brigar com números. Faz sentido confrontá-los com outros números. Enquanto não surgem novas pesquisas, esta é a realidade disponível; imperfeita, provisória e, ainda assim, a única mensurável. O resto é ansiedade travestida de crítica.
MEMÓRIA
A fotografia atual da disputa pelo governo de Rondônia tem assinatura: o levantamento é do Instituto Veritá, realizado entre 13 e 19 de março, com 1.220 entrevistas e margem de erro de 3 pontos  . É uma pesquisa tecnicamente estruturada - mas, como toda fotografia, exige memória. Embora alguns desdenhe da lisura o instituto que erra nas previsões como os demais, mas nas últimas eleições da capital foi único que cravou a eleição de Leo Moraes (basta pesquisar).
E memória, neste caso, pesa.
ACERTO
Ademais, não é a primeira vez que o Veritá mede Rondônia em um momento decisivo - e tampouco é a primeira vez que Marcos Rogério aparece liderando. Em 2022, o instituto apontava um empate técnico: Rogério com 36,9% e Marcos Rocha com 36,4%. O resultado final das urnas? 37,05% a 38,88% — ambos dentro da margem de erro  . Ou seja, não cravou o vencedor, mas captou com precisão o cenário de equilíbrio.

AMBIENTE
Agora, em 2026, a história começa com roteiro semelhante: Marcos Rogério lidera com 38,9% dos votos válidos  . Mais uma vez, não há maioria - mas há consistência. Ele não apenas aparece na frente; reaparece. E reaparecer, em política, é sinal de base consolidada. O que mudou não é o líder. É o ambiente.

VAZIO
Hoje, o dado mais brutal da pesquisa não está na liderança, mas no vazio: 81,2% ainda não têm candidato  . Em 2022, havia disputa. Em 2026, há suspensão. E nesse cenário, um erro comum seria superestimar o segundo colocado.

VISÃO
Léo Moraes aparece com 20,2% dos votos válidos  . Mas não será candidato. Isso desloca completamente a leitura: seus números não são eleitorais, são administrativos. Revelam uma gestão bem avaliada na capital e uma liderança local consolidada.

OUTSIDER
Na prática, Léo não disputa - influencia. E, em uma eleição aberta, pode ser mais útil como cabo eleitoral do que como candidato. Logo atrás, Adailton Fúria ocupa o espaço real da disputa, com 18,8%. É ele, e não Léo, quem de fato briga pela vaga no segundo turno. E briga em um terreno onde o eleitor ainda não decidiu sequer participar. É aqui que entra o risco - ou a oportunidade - do outsider.

INÉRCIA
Com mais de 80% do eleitorado em aberto, há espaço para candidaturas que não estavam no script. Nomes como Delegado Rodrigo Camargo ainda são marginais nos números, mas esse tipo de candidatura não cresce linearmente. Cresce quando o sistema falha - e o sistema, até agora, não mobilizou o eleitor.
DIREITA

Mas há um limite estrutural que trava qualquer ruptura mais radical: Rondônia tem lado. A pesquisa mostra um eleitorado amplamente alinhado à direita, beirando 70%  . Isso não é detalhe ideológico - é eixo organizador da eleição.

POSIÇÃO
Traduzindo: não há espaço competitivo para uma vitória pela esquerda. O campo progressista entra na disputa não para vencer, mas para marcar posição. Por fim, há a variável que a pesquisa simplesmente não captou: Hildon Chaves. Confirmado há poucos dias pelo União Brasil, ele não aparece ainda bem porque não existia partidariamente e andou piscando com uma candidatura proporcional, no momento do levantamento.

PROTAGONISMO
Isso  coloca Chaves em uma posição curiosa: não tem rejeição medida, não tem teto definido - mas também não tem tempo. Entra como uma candidatura em estado bruto num cenário que, embora aberto, já tem protagonistas estabelecidos. Mas é um postulante com capilaridade para surpreender.
ERROS
E há ainda um último ponto, menos confortável: embora o Veritá sustente alto índice de acerto nacional - acima de 90% no primeiro turno de 2022  - também enfrenta questionamentos pontuais, como em eleições onde houve divergências relevantes entre pesquisa e urna. Todos os institutos podem cometer erros quando finalizam suas coletas por inúmeros equívocos. É do jogo. Em outras palavras, a pesquisa é um bom mapa - mas não é o território.

MEMÓRIA
No fim, Rondônia repete um velho vício: começa a eleição com um líder conhecido, um eleitor ausente e uma disputa que, no fundo, ainda não começou. Quando começar, o favoritismo de hoje será testado. Mas a memória - essa sim - já está votando. O que sobra neste momento é lorota pré-eleitoral.
PODCAST
Teremos uma próxima semana movimentada com as entrevistas dos pré-candidatos a governador Marcos Rogério (PL) e Hildon Chaves (UB). Ambos abordam sobre os mais variados temas estaduais e indicam quais as primeiras ações que devem implementar na hipótese de uma vitória na eleição. Estamos agendando também com os candidatos ao Senador Federal, mas as agendas deles andam complicadas. O nome que começa a surgir para senador é de Luís Fernando, ex-secretário estadual de Finanças.  Profissional qualificado e uma pessoa boa no trato pessoal e é uma novidade a ser observada caso defina pela candidatura.