quinta-feira, 16 de abril de 2026

ROBSON OLIVEIRA - Resenha Política

 INTROSPECÇÃO

Hoje, esta coluna - que tem como primazia a análise do cenário estadual - abre uma brecha, ainda que modesta, para refletir sobre o que assistimos, quase inertes: o aprofundamento da crise de credibilidade que assola as instituições e alcança seus próprios membros. Trata-se de um exercício de introspecção que exigiu do redator paciência redobrada, a fim de não ser traído pela indignação diante do que presencia. Houve também o cuidado de não resvalar na interpretação fácil de conivência ou moderação do caos. Caminha-se sobre uma linha tênue, capaz de despertar a ira dos extremismos de um lado e de provocar o senso comum de outro. Ainda assim, é tarefa indeclinável do bom jornalismo não se furtar ao enfrentamento do precipício. Porque silenciar, nesses tempos, é também uma forma de consentir.
INSTITUIÇÕES
É sempre um sinal inquietante - quase um sintoma de erosão civilizatória - quando o tecido social passa a desconfiar das instituições que, por vocação, deveriam lhe servir de alicerce. As instituições não são meros arranjos burocráticos: são, na essência, instrumentos de mediação que permitem à sociedade substituir a força pela norma, o arbítrio pelo direito. Como já advertia Montesquieu, “não há liberdade se o poder de julgar não estiver separado dos demais poderes”. E, por conseguinte, não há ordem quando esse poder deixa de inspirar confiança.
STF
Nesse contexto, o atual descrédito que recai sobre o Supremo Tribunal Federal não pode ser tratado como mera flutuação de opinião pública. Justo ou não - e essa distinção, por si só, já exigiria exame detido - o fenômeno revela um descompasso entre a Corte e o espírito do tempo, uma fratura entre a expectativa social e a entrega institucional.
ISENÇÃO
A Justiça, que deveria ser percebida como isenta, técnica e equânime, passa a ser vista sob o prisma da suspeição. E, como ensina o velho brocardo jurídico, “justiça tardia ou desacreditada não é justiça”. A crítica geral não está apenas em direção a Suprema Corte, afeta ao sistema judicial como um todo. É nele que desagua o descrédito.
IRONIA
A perda de credibilidade, nesse cenário, não é um detalhe periférico: é uma mutilação da própria razão de ser da instituição. Afinal, “a autoridade do direito repousa menos na força de suas decisões do que na confiança que inspira”, como ecoa o pensamento de Hans Kelsen. Paradoxalmente, trata-se da mesma Corte que, em momentos críticos recente, ergueu-se como muralha contra investidas que ameaçavam o Estado Democrático de Direito, repelindo, sem hesitação, impulsos de ruptura institucional. Eis a ironia trágica: aquela que foi barreira contra o abismo agora vê sua legitimidade ser questionada à beira dele.
AUTOFAGIA
Convém recordar que instituições são maiores que os homens que as ocupam. Estes são transitórios; aquelas, perenes - ou deveriam ser. O problema emerge quando a conduta de seus membros, ou de parte deles, contribui para o desgaste contínuo da confiança pública, num processo quase autofágico que conduz à negação de sua própria autoridade. Como advertia Rui Barbosa, “a pior ditadura é a do Poder Judiciário”, não no sentido de sua existência, mas na hipótese de sua deformação.
AUTOCONTENÇÃO
O compromisso com as instituições, portanto, não é monopólio de seus integrantes. É um dever compartilhado com a sociedade e, sobretudo, com a classe política, que não raras vezes contribui para a desmoralização que depois denuncia. Talvez seja chegada a hora de discutir, com sobriedade e sem paixões sectárias, a forma de composição da Suprema Corte. Reformas institucionais não são, por si, heresias; ao contrário, podem ser atos de preservação.
VENENO
Entretanto, há perigos no horizonte. Iniciativas como o impeachment de ministros - ainda que previstas na ordem constitucional e com elementos robustos - carregam o risco de abrir precedentes temerários, sobretudo em um ambiente parlamentar que também não está imune a vícios e desvios. A história ensina que remédios institucionais mal administrados podem agravar a enfermidade que pretendem curar.
EXEMPLO
Outros modelos internacionais existem, e deles se pode extrair inspiração. Afinal, “o direito comparado é a experiência alheia convertida em prudência própria”. Importa, contudo, discernir: copia-se o que aperfeiçoa, não o que degrada.
MODERAÇÃO
A crise, como se vê, é difusa e transversal. Não há pureza absoluta nesse cenário - apenas graus distintos de responsabilidade. E é precisamente por isso que se exige a atuação dos que ainda preservam algum compromisso com a moderação, com a racionalidade e com o interesse público. Sem extremismos, sem retóricas inflamadas, sem a obscenidade política que degrada o debate.
CAOS
Porque, no fim, as instituições são o último anteparo contra a barbárie. E quando até elas vacilam, resta à sociedade decidir se as reconstrói - ou se assiste, inerte, à sua lenta dissolução.
APLAUSOS
Há momentos em que a política abandona qualquer pretensão de grandeza institucional e se rende, sem pudor, ao teatro - não o teatro nobre das ideias, mas a encenação vulgar destinada a arrancar aplausos fáceis de uma plateia já exausta. O indiciamento dos ministros Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e Dias Toffoli no âmbito de uma CPI concebida para investigar o crime organizado inscreve-se, com tintas carregadas, nesse registro de distorção institucional. Embora o trio ande eventualmente ultrapassando o limite legal das funções.
LIMITES
Não se ignora que os três magistrados figuram entre os mais expostos ao escrutínio público, alvos constantes de críticas e suspeições - algumas legítimas, outras nem tanto -, especialmente diante de episódios nebulosos que orbitam o chamado escândalo do Banco Master. Ainda assim, há um limite que separa a investigação séria da manipulação oportunista. E esse limite foi ostensivamente ultrapassado quando uma comissão parlamentar, criada com finalidade específica, desviou-se de seu objeto para alcançar alvos que, por mais controversos que sejam, não guardam pertinência direta com o escopo originário dos trabalhos.
ESPETÁCULO
Mais grave: o gesto foi consumado sem que se garantisse aos indiciados o direito elementar ao contraditório - princípio que, como ensinava Francesco Carnelutti, constitui a “alma do processo justo”. Quando se acusa sem ouvir, não se faz justiça; encena-se um veredito. E quando o processo se transforma em espetáculo, o direito cede lugar à conveniência.
VINGANÇA
O papel desempenhado pelo relator, o senador Alessandro Vieira, revela contornos ainda mais inquietantes. Forjado na tradição policial, jamais parece ter abandonado a postura inquisitorial, agora transposta para o ambiente político. Ao invés de se conduzir como legislador, operou como acusador movido por ressentimento - uma figura que lembra mais os velhos tribunais de exceção do que os cânones republicanos. Ao instrumentalizar a CPI para fins que extrapolam sua finalidade, distorceu normas, violentou procedimentos e, sobretudo, comprometeu a própria credibilidade do Parlamento.
REVANCHE
Há, nesse episódio, um traço inequívoco de retaliação. Não se trata de zelo institucional, mas de revanche travestida de fiscalização. E como já advertia Norberto Bobbio, “o poder sem limites tende a degenerar em abuso”. Aqui, o abuso não está apenas no alvo, mas na forma.
OCULTAÇÃO
O contraste torna-se ainda mais gritante quando se observa o silêncio eloquente do relatório final em relação aos verdadeiros protagonistas do crime organizado. Nenhum capo de facções como o Comando Vermelho, PCC e nenhuma engrenagem visível das estruturas criminosas, sequer um aceno mais contundente aos vínculos promíscuos entre política e ilegalidade.
OMISSÃO
Tampouco foram mencionados parlamentares cuja proximidade com tais práticas é, no mínimo, objeto de suspeição pública. O que se viu foi o oposto: omissões seletivas, blindagens convenientes e uma curiosa miopia investigativa.
PALANQUE
Nesse cenário, a CPI - que deveria ser instrumento de depuração republicana - converteu-se em peça de propaganda eleitoral. Um palanque improvisado onde se trocam provas por narrativas, rigor por aplausos, e responsabilidade por dividendos políticos. Como ensina o velho axioma jurídico, “os fins não justificam os meios” - e menos ainda quando os meios são flagrantemente ilegítimos.
INTRUMENTALIZAÇÃO
O resultado é devastador: não apenas se agrava a crise de confiança nas instituições, mas também se reforça a percepção de que tudo - absolutamente tudo - pode ser instrumentalizado. O Judiciário, o Legislativo, os mecanismos de controle: nada escapa à lógica da disputa rasteira.
VALA
E assim, nessa miscelânea de excessos, todos acabam arrastados para a mesma vala comum da desmoralização. O cidadão, já saturado de dissonâncias e farsas, assiste a esse espetáculo com crescente desalento. Não há mais surpresa, apenas cansaço. E talvez esse seja o dado mais perigoso de todos: quando a indignação cede lugar à indiferença, a própria ideia de República começa a se esvair.
AMEAÇA
Porque não será pela via do arbítrio, ainda que disfarçado de justiça, que se reconstruirá a confiança pública. Ao contrário: cada abuso cometido em nome de uma suposta correção apenas aprofunda a fratura que ameaça engolir as instituições. E, no limite, como já se disse, quando todos perdem, ninguém vence - exceto o descrédito.
PODCAST 
O ex-secretário de Estado de Finanças, Luís Fernando, pré-candidato ao Senado pelo PSD, é o entrevistado desta quinta-feira no podcast Resenha Política. Novato na política e sem recorrer às artimanhas dos adversários, ele fala sobre suas posições para o Congresso Nacional.
APRENDIZ
Ciente de que a campanha será árdua, especialmente para quem não vem do meio político, demonstra otimismo ao se apresentar ao eleitor como uma alternativa nova ao Senado Federal. Apesar de ser reconhecido como um excelente técnico da burocracia estadual, Luís afirma que está em processo de adaptação à dinâmica política e entusiasmado com a possibilidade de disputar a vaga que, a princípio, seria destinada ao governador Marcos Rocha, responsável por sua indicação.
ATALHO
O prefeito da capital Léo Moraes e o senador Marcos Rogério anunciaram, para breve, o início das obras de ligação entre a BR-324 e o porto de Porto Velho. Trata-se de uma intervenção estratégica para a mobilidade urbana da cidade. A proposta é retirar do centro o intenso fluxo de carretas que, diariamente, sobretudo no período da safra de grãos, provoca congestionamentos e transtornos. Além disso, o tráfego pesado tem sido responsável por inúmeros acidentes ao longo das vias urbanas. O anúncio, portanto, é digno de comemoração por parte da população. Ontem, em Brasília, os dois estiveram nos órgãos federais responsáveis para acertar os detalhes da obra.

Fonte: Jornalista Robson Oliveira / Porto Velho-RO






quarta-feira, 15 de abril de 2026

MARICÁ / RJ / AMMA - Encontro dos Motociclistas



O prezado Amigo e também motociclista Jorge ("cumpadi"), participou no últimos dias do 1º Encontro de Motociclistas de Maricá-RJ. Uma festa bonita e bem organizada. Sendo que agora o Jorge é um apaixonado por Motorhome. Veja os vídeos enviados pelo Jorge.




Vídeos:




Opinião de Primeira - PÃO E CIRCO: NO MEIO DA FESTA REGADA A GENTE BONITA, QUEM VAI PENSAR EM CRISE, EM RUAS ESBURACADAS E ENLAMEADAS?

           



Um pouco de cultura e história não faz mal a ninguém. É fácil entender qual o significado de Panem et Circenses, que, traduzido literalmente, significa pão e jogos circenses. O seu autor foi o poeta  Décimo Júnio Juvenal, então muito famoso pelas suas sátiras, nas quais analisava e criticava os hábitos e costumes da sociedade na Roma Antiga O Imperador era Tibério Simpronio Graco, que governou entre 169  e 164  antes de Cristo. Ou seja, uma frase se tornou eterna e já tem cerca de 2.190 anos. O que mudou na sociedade, nestes séculos todos?

        Pão e circo! A máxima romana sobreviveu aos séculos e continua mandando na vida, apenas como um exemplo nacional,  da grande maioria do povo brasileiro. Mesmo com todas as dificuldades; com a crise cada vez pior; com impostos sobre impostos sobre impostos; com cada vez mais problemas, o povo gosta mesmo é de uma boa festa, até para esquecer suas dores.

         Que o digam os moradores de Guajará Mirim, uma cidade de gente pobre em sua grande maioria, vivendo sob o tacão das ONGs internacionais e do terrorismo ambientalista. Com apenas oito por cento do seu território podendo ser explorado. Lá, não são os moradores quem mandam.

         Mesmo com a maioria de suas ruas esburacadas e com mil problemas,  no sábado à noite, milhares pararam de pensar nas dificuldades e foram curtir a festa do Bonde do Forró. E das mulheres lindas, capitaneadas por Juliana Bond e suas garotas. Ninguém se importou pela alta grana paga pelo show.

         E foi mesmo um grande evento, o maior dos 97 anos da cidade fronteiriça. E ela recebeu não só gente dali mesmo, mas de cidades vizinhas e da Bolívia. Serviu, ainda, para se tornar uma central de campanha eleitoral para dezenas de políticos. Há quem diga que o público bateu nas 30 mil pessoas.

          Durante quase duas horas, os participantes vibraram com as músicas e os músicos; com as belas mulheres e com o bom humor que comandou todo o show. Juliana Bond, uma das mulheres mais belas do país (e é talentosa também) até sugeriu que estava à procura de um namorado, o que fez vibrar os homens presentes.

          Para quem assistiu o show, o mais de meio milhão pago aos artistas valeu a pena. Com tanta festa, alegria e gente bonita, quem iria pensar em crise e buracos nas ruas enlameadas? Não é melhor deixar todas estas coisas ruins para depois do show?

             Juvenal, lá no Império romano, é quem estava certo. Quando não há o que se comemorar, pão e circo resolve!

 

Isso fica para depois da festa... 

HABEMUS NOVO GOVERNADOR! DESEMBARGADOR ALEXANDRE MIGUEL COMANDA RONDÔNIA POR DEZ DIAS

             Pela segunda vez em poucos meses, Rondônia passa a ser governada pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado. O primeiro caso aconteceu em 24 de novembro, quando o então presidente do TJ, desembargador Raduan Miguel, irmão de Alexandre, ficou no comando do Estado por uma dezena de dias, enquanto os demais nomes da cadeia sucessória abriam mão de tomar posse.

            Os irmãos Miguel se tornam, portanto, sinônimos de raridade. São os únicos irmãos de sangue a comandar um Tribunal de Justiça no país. E agora tornam-se duplamente diferentes no quadro do Judiciário, ao assumirem, com diferença de apenas quatro meses e meio, o comando do governo do Estado.

              O resumo da ópera: Marcos Rocha está viajando para os Estados Unidos, cumprindo agenda já marcada há longo tempo. Seu sucessor natural, Sérgio Gonçalves, quer ser candidato em outubro (provavelmente a deputado federal) e, caso assumisse, poderia ficar inelegível. O mesmo ocorre com o deputado Alex Redano, presidente da Assembleia Legislativa, terceiro na linha sucessória, que é candidatíssimo à reeleição. Não pode assumir, a não ser que fique inelegível.

           Portanto, pelo rito legal, o quarto a assumir o cargo é o desembargador Alexandre Miguel, uma das vozes mais respeitadas não só em Rondônia, mas no país, como um magistrado que representa o que a Justiça tem de melhor.

             Rocha retorna ao Estado entre os dias 24 e 25 deste mês e reassume o comando do Governo. Se viajar ao exterior novamente, até o final do seu mandato, ao menos até a eleição de outubro, será novamente Alexandre Miguel quem o substituirá.

DE UMA DÚZIA DE BONS NOMES AO SENADO, APENAS METADE TÊM CHANCES REAIS DE OCUPAR AS DUAS CADEIRA

          A disputa pelas cadeiras do Senado em Rondônia já tem pelo menos 12 nomes, caso se inclua o nome de Confúcio Moura. Claro que tudo pode mudar até as convenções, mas se não houver uma daquelas surpresas que as urnas sempre trazem, no fim das eleições, pelo menos metade deste grupo tem chances reais de chegar lá. Outros só por milagre. Dos 12, a única dúvida ainda é Confúcio Moura, que, tudo indica, desta vez vai cair fora da disputa.

          Se Confúcio não concorrer mesmo, com chances reais aparecem Fernando Máximo, Sílvia Cristina, Acir Gurgacz, Mariana Carvalho, Bruno Scheid e, por fim, o deputado Delegado Camargo (que ainda pode entrar na disputa pelo Governo). Não necessariamente nessa ordem. Isso, claro, se der a lógica, até porque tem eleição semelhante ao futebol: tudo pode mudar no último minuto e nem sempre vence quem é apontado como o vencedor óbvio.

          Num bloco intermediário, pode-se colocar candidaturas fortes como as de Amir Lando e Luís Fernando da Sefin, um por seu histórico, outro por competência profissional, mas também por ser o candidato do governo Marcos Rocha. Luís Fernando foi escolhido a dedo pelo próprio Governador, para disputar a cadeira que ele, Rocha, estava com chances reais de ocupar.

           Também por óbvio (mas lembremo-nos: sempre pode haver surpresas) as duas candidatas da esquerda, Luciana Oliveira e Neidinha Suruí, esta com grande apoio das ONGs internacionais que dominam a Amazônia, têm chances menores. As têm também, em pouquíssimo percentual, Ayres Mota, do Partido Verde.

             Quem entre todos que se apresentaram até agora têm mais chances chegará lá? Haverá alguma surpresa? Isso nem os mais competentes futurólogos teriam condições de responder. Aliás, quem vai atrás de previsões de bolas de cristal, sempre acaba errando feio em resultado de eleições.

RICARDO FROTA TROCA O NOVO PELO PDT E É CONFIRMADO COMO SEXTO CANDIDATO AO GOVERNADOR POR ACIR GURGACZ

         Do bolsonarismo de direita para a esquerda. Ricardo Frota disputou a última eleição municipal em Porto Velho com um forte discurso de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, ou seja, de direita. Era o representante do Partido Novo, afinadíssimo com as teorias antiPT e a favor das teses direitistas. Mesmo sem histórico na política, ele conseguiu amealhar nada menos do que 4.369 votos. Uma estreia promissora.         

          O advogado e jornalista Ricardo Frota deixou o Partido Novo e oficializou sua filiação ao Partido Democrático Trabalhista (PDT), passando a integrar o novo projeto político da legenda em Rondônia. O anúncio foi feito publicamente pelo senador Acir Gurgacz, que apresentou Frota como novo quadro do partido e afirmou que a sigla está em processo de reorganização e ampliação de seus espaços no estado.

           Aos 47 anos incompletos, nascido em Porto Velho, Ricardo Frota é agora o nome escolhido pelo PDT, um partido de esquerda, da base aliada do presidente Lula, para ser seu candidato ao Governo. Advogado, jornalista e analista político, Frota foi apresentado, via redes sociais, pelo presidente regional pedetista, o empresário Acir Gurgacz, ele mesmo candidato ao Senado em outubro próximo.

           Gurgacz, aliás, o nome mais forte do seu partido, não poupou elogios ao seu novo companheiro. Ricardo Frota vem de família pobre, estudou em escolas públicas, foi vendedor de cachorro-quente na juventude, vendedor de Dindin, servente de pedreiro. Ou seja, uma biografia respeitável de um cidadão que venceu com muito trabalho, mas, convenhamos, com histórico muito mais trabalhista do que de alguém lançado pelo Partido Novo, muito à direita.

ENGRAXATE QUANDO CRIANÇA E UM ADVOGADO QUE DEFENDE OS MAIS FRACOS, LUIZ TEODORO É O SÉTIMO CANDIDATO AO GOVERNO

          Surge um novo personagem na política de Rondônia. O engraxate que lutou contra todas as possibilidades e conseguiu se formar advogado, Luiz Carlos Teodoro, é o mais novo candidato ao Governo de Rondônia. O sétimo até agora. Ele representa o nanico Psol, o partido que jamais conseguiu eleger sequer um vereador em Rondônia, mas para quem enfrentou todas as dificuldades que a vida pode oferecer e as venceu, este é o menor dos problemas.

          O nome de Teodoro foi oficializado num encontro do partido em Porto Velho. Ele já havia participado de duas eleições menores: concorreu ao cargo de vereador em 2004 e a vice-prefeito em 2020, em Guajará Mirim. Mas, fora da sua área de atuação, é pouco conhecido no Estado, mesmo sendo ativo participante e presidente da presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados Seccional Rondônia desde 2023. Ele também é membro da Comissão de Direitos Humanos e do Comitê de Combate à Tortura no Estado.

          Com uma rica história de vida, de quem começou a trabalhar com oito anos de idade, para ajudar a família, Luiz Teodoro é agora defensor de trabalhadores rurais e pessoas que considera em estado de vulnerabilidade.

          Depois de longos anos, o Psol muda de nome na disputa pelo governo. Até a eleição passada (e praticamente em todas as últimas disputas) o nome do partido era sempre o do comerciante Pimenta de Rondônia. Ele, até agora, não anunciou se disputará algum cargo na eleição de outubro.

NA CORRIDA AO GOVERNO, ESTÃO FALTANDO VICES PARA COMPLETAR SEIS DAS SETE CHAPAS NA DISPUTA

          Dos sete candidatos ao Governo, apenas Hildon Chaves já anunciou seu vice, o deputado estadual Cirone Deiró. A dupla, aliás, já está percorrendo todas as regiões do Estado, se apresentando e apresentando duas propostas. Outros dois nomes muito fortes para a disputa, Marcos Rogério e Adailton Fúria, ainda não oficializaram seus parceiros de chapa. Ambos estão em fortes conversações para terem um vice de Porto Velho. Vários nomes já foram citados e cotados, mas nenhum oficializado até agora.

           O petista Expedito Netto procura um vice do interior, mas até agora não surgiu qualquer dica sobre quem será seu parceiro de chapa. O mesmo se pode dizer de Samuel Costa, do PSB. O recém indicado Luiz Teodoro vai buscar seu vive dentro do Psol, já que o partido, normalmente, não se alia a outras siglas. Já Ricardo Frota, do PDT, só agora começa a pensar no assunto.

           Os principais candidatos andam percorrendo o Estado em praticamente todas as cidades. Não pedem voto ainda, porque não querem descumprir a legislação eleitoral, mas, é claro, todos já estão vendendo seu peixe.

             A partir de agora, com o fechamento da janela de transferência de deputados federais e estaduais, todos os partidos já sabem com quem podem contar na campanha. As relações de candidatos estão sendo fechadas. Para se ter ideia, para a Assembleia Legislativa, até a terça-feira, já haviam cerca de 300 possíveis candidatos às 24 cadeiras. Outra centena deve se agregar à relação em breve.

CONFÚCIO MOURA É O ÚNICO ELEITO AINDA NO MDB. DEPUTADOS FEDERAIS E ESTADUAIS TROCARAM DE PARTIDO

          Como, ao que tudo indica, Confúcio Moura fica mesmo fora da eleição deste ano (todas as informações dos bastidores da política indicam que ele já tomou esta decisão!) o MDB terá nele o principal articulador para a montagem de uma nominata para o Congresso e para a Assembleia Legislativa. O nome do partido ao Senado, ao menos até agora, é o do ex-senador e veterano da nossa política, Amir Lando, que está voltando a uma disputa eleitoral. E vem com todo o apoio do comando nacional do partido.

          Já para a Câmara Federal, os emedebistas começam a preparar uma relação com candidatos da Capital e do interior. De Porto Velho, os nomes mais conhecidos são os de Neirival Pedraça, nome tradicional do partido e um dos mais fiéis seguidores de Confúcio Moura. Outro é ex-vereador da Capital, Ted Wilson, com passagem destacada pela Câmara Municipal. De Guajará Mirim, surge a indicação de Valcírio Baggio. O jovem empresário Pedro Abid Heckheuer, vice-reitor da Faculdade Católica, convidado, ainda não deu seu OK.

           Já para a Assembleia Legislativa, ao menos por enquanto, o partido não está divulgando sua relação de candidatos. Nos bastidores, fala-se que já estariam disponíveis 25 nomes, a grande maioria de novatos e desconhecidos do eleitorado. Nos próximos dias, a nominata será divulgada.

          O MDB perdeu dois deputados federais que elegeu em 2022 (Lúcio Mosquini e Thiago Flores) e os dois da Assembleia Legislativa (Dr. Luiz do Hospital e Jean Oliveira). O único eleito que ainda permanece no partido é Confúcio Moura, cujo mandato encerra no final deste ano.

AQUAPLANAGEM NA BR 364 MATOU SERVIDOR DO SENAR E DEPOIS, NA BR 429, DEU GRANDE SUSTO NO DEPUTADO ISMAEL CRISPIN

         Um dia antes, José Renato Ramos, servidor do Senar de Porto Velho, morreu quando sua camioneta entrou num bolsão de águia na BR 364, capotou e a aquaplanagem foi fatal. No outro dia, salvo por graça Divina, seguindo ele mesmo, o deputado estadual Ismael Crispin sofreu o mesmo tipo de acidente, só que desta vez na BR 429.

           O deputado, considerado um dos mais atuantes da Assembleia Legislativa e que busca a reeleição, estava sozinho no veículo. Ele retornava para São Miguel do Guaporé, após participar de reunião em Costa Marques. No quilômetro 88 da Rodovia, durante uma chuva torrencial, Crispin perdeu o controle do veículo, também vítima de aquaplanagem e acabou saindo da pista. Por pouco, o acidente não teve consequências piores.

            Logo que se recuperou, com as roupas ainda sujas de barro e agradecendo a Deus por ter se livrado sem ferimentos do acidente, Ismael Crispin gravou um vídeo para as redes sociais, informando sobre o ocorrido e garantindo que estava bem. Foi um grande susto, mas, felizmente para ele, sua família, amigos e eleitores, não passou disso!

PAULO AFONSO VOLTA AO GOVERNO LÉO MORAES, AGORA PARA COMANDAR A ASSISTÊNCIA SOCIAL

         O governo do prefeito Léo Moraes ganha um reforço de peso. Em nome, em talento, em serviços prestados. Paulo Afonso retorna ao Palácio do Relógio, mas agora com nova missão. No início do governo, foi secretário de Comunicação, realizando um trabalho muito elogiado nos meios da imprensa. Decidiu sair por novos compromissos profissionais e pessoais. Agora, está voltando, mas para comandar a Secretaria de Ação Social, área que ele também domina muito bem.

Além de atuar no setor privado com sucesso, Afonso também se destaca em serviços sociais em que participa ou lidera. Tem forte participação na NACC, Núcleo de Apoio às Crianças com Câncer, uma das instituições mais respeitadas em sua área. Tendo à frente o empresário Sidnei Matos, que dedica grande parte da sua vida para cuidar e comandar esta entidade filantrópica que tem o aval e o respeito dos rondonienses, a NACC ajuda centenas e centenas de famílias que estão em Porto Velho, acompanhando o tratamento de suas crianças. 

             Paulo Afonso é reconhecido como um profissional dedicado e talentoso, tem um relacionamento respeito e exemplar com a mídia e tem se destacado também por seus serviços filantrópicos. Ele vai assumir a Secretaria de Inclusão e Assistência Social, substituindo no cargo a atual secretária, Lucília Muniz, que deixou mensagem de agradecimentos e que deixa o cargo por decisão pessoal.

           O novo secretário assumiu na manhã desta terça-feira, numa rápida solenidade na sede da Secretaria, na Pìnheiro Machado, próximo ao antigo Bradesco.

VEREADOR DE MARABÁ, NO PARÁ, MANTÉM MANDATO GRAÇAS À AÇÃO DE ADVOGADO CANEDO JUNTO AO TSE

          Um caso perdido? Derrotado em duas instâncias e prestes a perder seu mandato de vereador em Marabá, no Pará, Orlando da Silva Elias, recorreu a um especialista de Rondônia. Chamou o advogado rondoniense Nelson Canedo para defendê-lo, porque seu partido foi acusado de fraude na cota de gênero e o mandato do edil estava por um fio. Canedo começou sua atuação provando que a candidata em causa (Gilmara Brito) mesmo com votação zerada, havia feito campanha e não tinha nada de candidata fantasma.

          O caso foi parar nas mãos do ministro André Mendonça, do TSE, que concedeu liminar ao vereador, aceitando os argumentos apresentados em sua defesa por Canedo. O caso ainda vai para julgamento do Pleno, mas até lá, numa causa quase considerada como perdida, o mandato do vereador está mantido.

          Comemorando, o vereador Orlando Elias gravou um vídeo, agradecendo ao seu representante legal e o postou nas redes sociais. Disse que “aqui é o Orlando Elias, vereador da cidade de Marabá, do estado do Pará. Eu estou muito muito feliz. É um dos dias mais felizes da minha vida, graças, primeiro a Deus, e depois ao doutor Nelson Canedo, porque nós conseguimos reverter uma situação judicial”

          Prosseguiu o vereador: “nosso mandato teve um probleminha no partido de cota de gênero. Uma candidata que não votou nela por algum motivo desconhecido e o certo é que a nossa chapa teve uma complicação, perdemos na primeira instância, na segunda instância, mas graças a Deus aí com a expertise, o grande profissionalismo do doutor Nelson Canedo, nós conseguimos uma liminar”, festejou.

PERGUNTINHAS

          Você concorda ou discorda do resultado de  pesquisa feita pela Levantamento da Insights Políticos e Empresariais, em parceria com o portal Rondoniaovivo, onde, para 40,83 entrevistados em Rondônia, Jair Bolsonaro foi o Presidente do Século, enquanto Lula teve 23,96 opor cento e Fernando  Henrique Cardoso com 19,33 por cento?

          E concorda ou discorda com a mesma pesquisa que apontou Ivo Cassol como o Governador do Século no Estado, com 41,42 por cento, com Confúcio Moura em segundo (19,2 por cento) e Marcos Rocha em terceiro, com 16,2 por cento, sem constar o nome de Jorge Teixeira?


Fonte: Jornalista Sérgio Pires / Porto Velho-RO.