No capítulo 13 de Mateus, encontramos sete parábolas de Jesus. Três delas estão no texto evangélico hoje proclamado. São parábolas que falam do Reino de Deus e das transforamções que ele provoca.
O Reino é um tesouro escondido que um homem encontra no campo. Sabendo de seu valor incomparável, com alegria ele vende tudo para comprar o campo onde se encontra aqueles tesouros. Obviamente Jesus não está querendo dizer que alguém possa comprar o Reino, possuí-lo com operações materiais de compra e venda. O tesouro escondido que se revela é o próprio modo se ser e de agir de Jesus, que seus discípulos assumem. São as atitudes diferentes, de justiça e misericórdia, que transformam o mundo no Reinado de Deus.
Reconhecer o Reino já em ação no mundo é ter a sabedoria do discernimento. Discernimento que dá sentido autêntico à vida, levando-nos a viver "cheios de alegria" verdadeira, mesmo em meio aos conflitos e dificuldades, fazendo escolhas coerenrtes com os valores que o Mestre ensinou e viveu.
O Reino, além de se deixar encontrar, depende de nossa busca. É o quie demonstra o comprador de pérolas que vive à procura reconhece, na pérola mais preciosa, o bem maior. Ele é figura de quem sabe discenir o valor do Reinado diante de todas as riquezas que possam fascinar o coração.
O Reino, ainda, é como uma rede de arrasto sendo lançada ao mar, apanhando todo tipo de peixe. A separação entre bons e mais será no final dos tempos, pois o Reino acontece em nosso tempo sem excluir ninguém. Ele se mostra a todos, e todos têm a possibilidade de procurá-lo como o bem maior.
À medida que nos tornamos "discipulos do Reino dos Céus", vamos tirando do tesouro "coisas novas e velhasd". Pois nem tudo o que é novo é bom. O que conta é sempre o critério da justiça que traz para o mundo o Reinado de Deus, e não outros reinados. Antigas ou novas, o importante é que as coisas que cultivamos e oferecemos ao mundo nos mantenham comprometidos com o Reinado de Deus de Jesus. Afinal, onde estiver nosso tesouro, aí estará também nosso coração, ou seja, nossas decisões e ações concretas em favor da justiça misericordiosa de Deus.
Fonte: Pe. Paulo Bazaglia, ssp / O DOMINGO - semanário litúrgico-catequetico