sábado, 21 de março de 2026

Dia do pão francês: 5 curiosidades sobre o pão mais popular do Brasil

 


Embora tenha nome de país europeu, o pãozinho de casca dourada e miolo macio é uma invenção brasileira que movimenta bilhões na economia e que recebe diferentes denominações de Norte a Sul



Indispensável nas padarias de todo o Brasil, o pão francês tem uma data para chamar de sua: dia 21 de março é celebrado o Dia do Pão Francês. A data, que está incluída no calendário de comemorações da Associação Brasileira da Indústria de Panificação e Confeitaria (Abip), destaca um dos maiores símbolos da cultura alimentar nacional.

Seja na mesa do café da manhã ou para acompanhar aquele cafezinho ao longo da tarde, o pão francês é comprado quentinho todos os dias por milhões de brasileiros.

Segundo a Abip, ele é o item mais vendido do setor, representando quase 34,4% de todos os produtos panificados comercializados no país. Os dados apontam que o consumo anual pode chegar a 2,3 milhões de toneladas e que ele ajuda a movimentar mais de R$ 12 bilhões por ano.

Crocante por fora e macio por dentro, ele pode ser melhor apreciado com manteiga, requeijão, presunto, queijo ou mortadela, mostrando que, além de versátil, é uma grande paixão nacional. Mas você sabia que o pão francês não nasceu na França? E que ele tem outros nomes pelo país?

Conheça essas e outras curiosidades sobre o pão francês abaixo:

1. O pão francês não nasceu na França

Apesar do nome, o pão mais popular do Brasil é uma criação brasileira. Seu surgimento se inspirou na clássica baguete francesa.

“O pão francês é uma adaptação brasileira inspirada nos pães consumidos na França. Com o tempo, ele ganhou características próprias e acabou se tornando um dos maiores símbolos da alimentação cotidiana do país”, explica o professor Renato Lins Pires, do curso de Gastronomia do UniBH, em Belo Horizonte (MG), feito em parceria com o Le Cordon Bleu.

A receita surgiu no início do século XX no Rio de Janeiro. Encantados com os pães que encontravam durante as viagens à Europa, brasileiros passaram a pedir aos padeiros locais versões semelhantes. A tentativa de reprodução acabou levando a uma adaptação, tendo em vista as condições e os ingredientes disponíveis aqui. O resultado foi um pão com identidade própria: menor, macio e bom para o consumo cotidiano.

2. Baguete x Pão Francês

Os ingredientes de uma baguete e de um pão francês são praticamente os mesmos: farinha de trigo, água, sal e fermento. O que muda é o processo de produção, que resulta em produtos diferentes.

baguete passa por fermentação mais longa, que gera casca mais espessa e textura firme. Já o pão francês foi adaptado a um outro ritmo: é menor, mais leve e fica pronto em cerca de três horas.

“O brasileiro transformou esse pão em protagonista do café da manhã e dos lanches. Na França, ele aparece mais como acompanhamento de refeições”, explica Renato Lins Pires.

3. Um pão, muitos nomes

Dependendo da localização, o pão francês pode ser conhecido por outros nomes. No Ceará, é chamado de carioquinha. Em Minas Gerais e na Bahia, leva a alcunha de pão de sal. No Rio Grande do Sul, virou cacetinho.

Há ainda outras versões país afora, como pão d' águapão de Jacó e pão filão.

4. Características de um bom pão francês

Você sabe como sabe identificar um pão francês bem feito? Além do uso de insumos de qualidade e de uma boa fermentação, a Abip dá algumas pistas:

  • A cor ideal do pão francês é amarelo-dourada e levemente brilhante;
  • O pão deve ser crocante por fora, mas não deve ser duro. Quando pressionado, ele deve voltar à forma original;
  • Não pode ficar achatado nem se esfarelar ao toque;
  • O miolo deve ser branco, sem estrias, manchas ou buracos;
  • A pestana, que é a abertura formada na superfície do pão durante o assamento, deve ser fina, regular e presa ao pão, com bordas destacadas.

5. Pão francês engorda?

A resposta é simples: sozinho, o pão francês não faz uma pessoa ganhar peso ou gordura corporal.

"Dentro de uma estratégia alimentar com déficit calórico (ingerir menos calorias e gastar mais), ele pode ser inserido pontualmente e ainda assim gerar o emagrecimento desejado", afirmou Eleonora Galvão, nutricionista do Instituto Nutrindo Ideais, à CNN Brasil.

O que mais pode prejudicar a dieta são os recheios calóricos ou ultraprocessados, e não necessariamente o pão. A reportagem mostra que o pão francês não precisa ser eliminado da dieta, mas deve ser consumido com equilíbrio, boas combinações nutricionais e atenção ao contexto alimentar.

Receita de pão francês

É possível preparar um pão francês caseiro, como demonstra Renato Lins Pires. Abaixo, siga o passo a passo para testar a receita em casa:

Rendimento: 10 porções

Ingredientes 

  • 500 g (3 ½ xícaras) de farinha de trigo
  • 300 mL (1 ¼ xícaras) de água
  • 20 g (1 ½ colher de sopa) de banha de porco
  • 5 g (1/2 colher de sopa) de fermento biológico seco instantâneo
  • 7 g (1/2 colher de sopa) de açúcar
  • 10 g (2 colheres de chá) de sal

Modo de preparo

  1. Em uma tigela grande, misture a farinha, o fermento e o açúcar. Acrescente a água aos poucos, misturando bem para incorporar. Quando a farinha estiver toda hidratada, acrescente o sal e inicie o processo de sova;
  2. Quando a massa já estiver lisa, acrescente a banha, continuando a sovar até que esteja completamente incorporada à massa. Essa sova deve demorar cerca de 10 a 15 minutos, e, ao final, a massa deve estar lisa, elástica e não deve grudar na mão ou na bancada;
  3. Faça uma bola com a massa e coloque numa tigela untada, cobrindo-a com filme plástico ou um pano de prato levemente umedecido. Deixe a massa fermentando por cerca de 1 hora, até aumentar de volume;
  4. Polvilhe a bancada com uma pequena quantidade de farinha e transfira a massa para a bancada, apertando-a para tirar o excesso de gás gerado na fermentação. Divida-a em porções de cerca de 80 gramas, devendo obter cerca de 10 porções;
  5. Modele na forma de bolinhas e deixe-as descansar por 10 minutos, sempre coberta com filme plástico ou o pano de prato umedecido;
  6. Unte uma assadeira com óleo ou manteiga. Modele os pães: achate a bolinha, formando um círculo com aproximadamente 10 cm de diâmetro e enrole, a partir de uma das bordas, como se fosse um rocambole. Deve-se obter um pão com as extremidades mais finas do que o centro;
  7. Leve os pães à assadeira untada, deixando um espaço de aproximadamente 3 cm entre eles. Cubra-os novamente e deixe crescer por um hora;
  8. Quando faltar 30 minutos para o fim do descanso, pré-aqueça o forno em temperatura alta (220ºC). Com um estilete ou lâmina bem afiada, faça um corte na superfície do pão. Dica: polvilhe um pouco de farinha de trigo sobre o pão para facilitar o corte;
  9. Leve-os ao forno e borrife com água. Deixe-os assar por aproximadamente 20 minutos, até que fiquem bem dourados.
Fonte: www.cnnbrasil.com.br

(sjrp)


sexta-feira, 20 de março de 2026

Menos de R$ 30 mil: MXF 270 MXI é lançada no Brasil como primeira moto da marca para motocross

 

A MXF 270 MXI chega ao mercado brasileiro como o primeiro modelo da fabricante dedicado ao motocross, ampliando a atuação da marca brasileira no segmento off-road. A motocicleta foi desenvolvida para uso em pistas e já sai de fábrica preparada para competições em circuito fechado.

O lançamento posiciona a MXF em um novo nicho dentro do mercado de powersports, com um produto voltado tanto para iniciantes quanto para pilotos que participam de provas regionais e estaduais.

MXF 270 MXI: foco no motocross - DivulgaçãoMXF 270 MXI: foco no motocross - Divulgação

A proposta da MXF 270 MXI é oferecer uma solução pronta, sem necessidade de modificações comuns em motos de trilha adaptadas para motocross, reunindo componentes específicos para esse tipo de uso.

Modelo amplia atuação da marca no motocross

A chegada da MXF 270 MXI representa a entrada oficial da fabricante no segmento de motocross. O modelo foi desenvolvido com o objetivo de atender diferentes níveis de experiência, desde o uso recreativo até competições.

Segundo a empresa, o conceito do projeto busca equilibrar desempenho e acessibilidade. A ideia é permitir que o piloto tenha uma motocicleta adequada para evolução dentro do esporte, sem a necessidade de upgrades iniciais.

A MXF 270 MXI também foi projetada para uso em modalidades como velocross e outras categorias em circuito fechado, ampliando seu campo de aplicação.

MXF 270 MXI - DivulgaçãoMXF 270 MXI - Divulgação

Voltada para pista

Entre os destaques técnicos da MXF 270 MXI está o conjunto de suspensão, desenvolvido para absorver impactos típicos do motocross, como saltos e irregularidades.

Na dianteira, o modelo utiliza suspensão com bengalas de 48 mm e sistema de duplo cartucho. Na traseira, o amortecedor conta com ajustes completos de compressão e retorno, permitindo regulagem conforme o tipo de pista e o peso do piloto.

As rodas utilizam aros de alumínio da Giant, enquanto os pneus são fornecidos pela Kenda, com desenho específico para motocross. O aro traseiro de 19 polegadas segue o padrão utilizado em competições.

MXF 270 MXI - detalhe do motor - DivulgaçãoMXF 270 MXI - detalhe do motor - Divulgação

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Motorização

A MXF 270 MXI é equipada com motor de 249,4 cc, quatro tempos refrigerado a ar, que entrega potência de 28 cv a 7.500 rpm e torque de 2,7 Kgf.m a 7.000 rpm.

O sistema de injeção eletrônica é assinado pela Bosch, utilizando mapeamento dedicado para uso em pista e dispensando sonda lambda. A proposta é garantir resposta direta do acelerador e funcionamento estável.

O escape em aço inox foi dimensionado para favorecer o desempenho em médias e altas rotações, característica relevante para o uso em circuito fechado.

MXF 270 MXI - DivulgaçãoMXF 270 MXI - Divulgação

Estrutura reforçada e freios de competição

O chassi da MXF 270 MXI é construído em aço cromo-molibdênio, com reforços estruturais para suportar impactos constantes. Segundo a marca, a configuração busca equilíbrio entre rigidez e flexibilidade, contribuindo para a durabilidade.

O sistema de freios é fornecido pela Taisko Japan, já utilizado em outros modelos da marca. A proposta é oferecer eficiência de frenagem compatível com o desempenho do conjunto.

Ergonomia

A ergonomia da MXF 270 MXI, o banco plano integrado ao tanque permite deslocamentos rápidos do corpo em diferentes situações.

tanque tem capacidade para 8 litros, adequado para baterias de curta duração. O guidão é do tipo Fatbar, sem barra central.

A ausência de itens como iluminação e painel digital reforça o foco exclusivo no uso em pista, além de contribuir para a redução de peso.

MXF 270 MXI - DivulgaçãoMXF 270 MXI - Divulgação

Preço e disponibilidade

A MXF 270 MXI já está disponível na rede de concessionárias da marca em todo o país. O preço público sugerido é de R$ 29.890 - sem taxa de frete ou impostos.

Fonte: Tudo de Moto.com.br

(sjrp)