quarta-feira, 20 de maio de 2026

Opinião de Primeira - MAIS UM ABSURDO CONTRA OS PRODUTORES RURAIS: UMA EXCRESCÊNCIA CHAMADA “EMBARGO AMBIENTAL CAUTELAR”!

         


ONGs internacionais, com aval do governo Lula e vários organismos que se uniram para criar um verdadeiro terrorismo ambiental, contra a produção rural na nossa região, estão vindo com tudo, agora, para arrasar com quem trabalha a terra e nela vive, em alguns casos há décadas, em várias regiões de Rondônia.

          O alerta foi feita em mais de um vídeo divulgado pelo deputado federal Lúcio Mosquini, do PL, que tem sido uma das vozes mais duras contra o que todo este pacote de organizações, instituições e entidades fazem contra quem planta, colhe, cria gado e alimenta este país.

          Projeto de Mosquini que está em votação na Câmara Federal tenta derrubar mas um destes absurdos, na soma de excrescências vindas do poder central e seus aliados, em Brasília, contra nossos produtores. A criação de um tal de “Embargo Ambiental Cautelar”!!!

          E o que é esta anomalia? Resumidamente, Mosquini explica: satélites do Ibama fotografam uma propriedade a cada sete dias. As fotos vão sendo sobrepostas. Se em algum momento se observa qualquer anomalia, como por exemplo, fogo ou derrubada, não importa se o fogo for acidental e se a derrubada estiver autorizada, automaticamente a propriedade é totalmente embargada.

          Ou seja, o proprietário que dê seu jeito de esclarecer o que aconteceu. O ônus da prova cabe a ele. Parece inacreditável, mas, infelizmente, é verdade. Mais uma triste verdade dentro de um projeto de governo que, todos os dias, segundo o próprio Mosquini, inventa uma nova forma de atacar a produção rural e o  agronegócio.

         O projeto do deputado federal rondoniense que deve entrar na pauta de votação nesta semana, proíbe que qualquer propriedade seja embargada automaticamente, nos locais em que um satélite detectou qualquer irregularidade.

         Segundo Mosquini, o projeto não proíbe o uso do satélite e nem qualquer fiscalização ambiental. O que ele quer acabar é com uma anomalia jurídica, em que sem qualquer chance de defesa do produtor, sua área seja automaticamente embargada e ela tenha que correr atrás para se defender.

           Mais uma vez, outro vídeo do parlamentar mostra a triste realidade no nosso país, no atual governo esquerdista: “todos os dias – afirma – alguém acorda em Brasília pensando qual a maldade que vai praticar contra a produção e contra os produtores brasileiros”.  Mosquini, lamentavelmente, está repleto de razão!

“VOCÊS PUBLICARAM UMA PESQUISA MANIPULADA”, ACUSA FÚRIA, DEPOIS QUE TRE MANDOU TIRAR OS DADOS DA VERITÁ DO AR

           A pesquisa sem nexo, sem pé nem cabeça, com números desencontrados e cuja soma dos percentuais chegavam a absurdos 179 por cento, ao invés dos 100 por cento normais, foi cancelada pela Justiça. A juiza Letícia Botelho, do Tribunal Regional Eleitoral, acatou pedido do PSD, que tem à frente o pré-candidato ao Governo Adailton Fúria e determinou que a pesquisa seja retirada do ar, sob pena de uma multa diária de 10 mil reais.

          Desde que divulgada, no final da semana, a pesquisa do Instituto Veritá mostrou uma série de incongruências, de erros primários, de percentuais que não batiam. Apenas como um exemplo, na pesquisa induzida, os candidatos Marcos Rogério e Fúria tiveram um percentual menor do que receberam na espontânea, o que já é algo inacreditável para uma análise séria.

           Nela, Hildon Chaves, que na pesquisa espontânea tinha só 11 por cento, na induzida, com seu nome e ao contrário dos seus dois principais adversários, cresceu mais de 100 por cento.

          Tão logo a decisão do TR E foi anunciada, o candidato Adailton Fúria usou suas redes socais para ironizar seus adversários, embora não os tenha nominado. Ele começou dizendo que “estão tentando ganhar a eleição no tapetão!". Depois, afirmou, sorrindo e em tom claramente irônico: “parem de passar vergonha”.

           Sempre sem dizer os nomes de a quem se referia, Fúria disse que “vocês publicaram uma pesquisa manipulada, tendenciosa, desta Veritá, que está respondendo a pelo menos cinco ações pelo Brasil. E a Justiça Eleitoral mandou retirar a divulgação desta pesquisa tendenciosa, comprada e barata”!

          Por fim, Fúria sugeriu que os candidatos se unam, contratem um instituto sério e todos paguem por uma pesquisa real. Os demais candidatos, ao menos até a noite da terça-feira, não haviam se pronunciado sobre o vídeo de Fúria.

PEDRO ABIB GARANTE: NÃO TEM PORQUE SEGUIR CONFÚCIO MOURA NO PROJETO DO SENADOR DE APOIAR O GOVERNO LULA

          Nada de boneco de ventríloquo. Nada de seguir passos que podem ir contra o que ele próprio pensa. Sua candidatura, foi recém lançada pelo  do MDB, mas Pedro Abib garante: não se sente obrigado a seguir os passos do maior líder do partido em Rondônia, Confúcio Moura e nem o projeto do senador de apoio ao governo Lula.

          Numa longa e esclarecedora resposta ao jornalista  Vinicius Canova, do RD Entrevista, que já está no ar no site Rondônia Dinâmica, o professor e mestre, uma cara nova na política rondoniense, deixou claro a que veio. Ele sublinhou, com todas as letras, que recebeu do partido todo o direito de autonomia e diz que eventuais escolhas políticas do líder do partido “dizem respeito a apenas ele”!

           Pedro Abib teve seu nome confirmado no rol dos que pretendem disputar o Governo do Estado há poucos dias. Profundo conhecedor do Estado, um nome recheado de conhecimento e intelectualidade, empresário de sucesso (é um dos diretores da Faculdade Católica) ele surge como novidade num pacote de nomes que já estão na política há muitos anos.

          Recém começou sua movimentação e, portanto, é muito cedo para avaliar suas reais condições, mesmo representando um partido ainda forte no Estado, se chegar ao segundo turno, por exemplo. Quando começar a falar com o eleitor rondoniense, apresentar seus projetos e ideias, aí sim se terá uma noção mais concreta sobre Pedro Abib.

          O que se pode dizer é que ele tem um currículo invejável e, como nome novo, embora ainda não tenha aparecido em pesquisas, sua rejeição é zero. E isso, lá na frente, pode ajudar muito, embora o maior desafio, ainda, seja se tornar conhecido de toda a Rondônia.

“SE ELE NÃO QUER ASSUMIR O GOVERNO E NÃO VAI AO SEU GABINETE, PARA QUE QUER UMA ESTRUTURA DE ASSESSORES?”

          Não há mais espaço para Sérgio Gonçalves no atual governo? Um assessor muito próximo ao governador Marcos Rocha argumenta que a história não é bem assim. Pedindo para não ser identificado, o que se respeita, ele disse a este blog, entre outras coisas, que “a verdade é que toda vez que o Governador tem compromissos internacionais, seu vice abre mão de responder pelo Governo”!

          Nesta versão – e é uma versão palaciana, apenas – quando Marcos Rocha faz uma viagem para fora do país, “provavelmente porque Sérgio Gonçalves será candidato a deputado federal ou deputado estadual”, o vice opta por não assumir. Isso ocorreu já em duas ocasiões, quando também o presidente da Assembleia, Alex Redano, candidato à reeleição não assumiu e o terceiro na hierarquia constitucional, o presidente do Tribunal de Justiça, teve que assumir o governo interinamente.

           O assessor questiona, ainda, obviamente com um tom de crítica, que Gonçalves estaria optando por não assumir, por seus planos eleitorais. Daí, em seguida, vem uma pequena maldade: “se ele nunca assume e sequer seu vai ao gabinete, então pra que estrutura de assessores?  Neste caso, não seria melhor ele deixar o cargo logo?”

         Obviamente que as observações são pertinentes, mas deixam claro que muita gente da equipe de Rocha não se conforma com o fato do Governador não participar da eleição deste ano, em função dos confrontos com seu vice. Certamente, até o final do ano e pelo menos até a eleição, este tema será recorrente.

EUMA TOURUINHO LEVA À ANAC DADOS QUE COMPROVAM O ABUSO DAS AÉREAS EM RONDÔNIA EM POUCOS VOOS, PREÇOS E ATRASOS

             O encontro foi longo. Mas, dos últimos que se tem notícia, o mais produtivo. Nele, a representante de Porto Velho em Brasília, a secretária e juíza aposentada Euma Tourinho expôs, à direção e técnicos da Anac, a Agência Nacional de Aviação Civil, toda a situação deprimente que vive o rondoniense, em relação à falta de voos e, ao mesmo tempo, aos absurdos preços das tarifas que nos são cobrados. O encontro teve a participação direta do brigadeiro Rui Mesquita, diretor da Anac.

           Mas Euma não o fez apenas no discurso nas explicações verbais. Euma levou consigo toda a parafernália de informações que comprovam tudo o que se negativo vem pesando sobre o sistema aéreo em Rondônia, obviamente por decisões das grandes companhias aéreas e, também, sob a inoperância da própria Anac.

            Em relação aos novos voos recém anunciados, o relatório mostra (os dados foram levantados pelo Escudo Coletivo) preços inacreditáveis para trechos curtos. Alguns exemplos: Ji-Paraná/Cuiabá, 3.743,37; Cuiabá/Ji-Paraná: 4.916,73; Cacoal/Cuiabá: 4.6567,83 e, ainda, Cuiabá/Cacoal 4.448,65.

           Para se ter ideia do absurdo, uma passagem Manaus/Brasília, uma distância muito maior (3.425 quilômetros), só um trecho custa hoje, segundo pesquisa na Internet, a tarifa mais  cara é de 1.844 reais, ou seja, para mais que o dobro da distância, menos da metade do custo, em relação às cidades rondonienses para Cuiabá.

            Além de tudo o que já se sabia sobre grande queda no número de voos e preços abusivos, a representante da Prefeitura levou outras informações assustadoras. Por exemplo: de janeiro a junho de 2024, o número de voos atrasados por aqui foi maior que todo o sistema nacional. Aliás, foram quase 240 por cento acima da média brasileira. Alguns com mais de quatro horas de atraso. 

SILVIA VIA QUER O SENADO E GARANTE QUE RESOLVE O PROBLEMA DO HOSPITAL JOÃO PAULO II CASO CHEGUE LÁ!

          “Eu vou resolver a situação do Hospital João Paulo II”! A frase é da deputada federal e candidata ao Senado, Sílvia Cristina, durante entrevista ao programa Papo de Redação, com os Dinossauros do Rádio. Num longo bate papo com Beni Andrade, Everton Leoni, Cícero Moura, Erik Araújo e Sérgio Pires, a parlamentar avisou que esta será meta prioritária do seu mandato, caso seja eleita.

          Ela disse que o primeiro passo é aumentar a rotação de pacientes, não permitindo mais que as pessoas fiquem internada semana, quando não meses, esperando por uma cirurgia.

          Na conversa, Sílvia lembrou da construção do Hospital do Câncer de Ji-Paraná, da parceria com o Hospital do Câncer de Porto Velho; dos serviços de prevenção e de recuperação de pessoas que ficaram com sequelas por causa da doença. E disse que a saúde continuará sendo seu mote principal, se chegar à uma das duas cadeiras que o Senado dispõe para Rondônia.

          O agronegócio, o apoio aos garimpeiros, perseguidos todos os dias; a preocupação com a infraestrutura do Estado e as questões sociais, foram outros temas abordados. A parlamentar está otimista com o que tem ouvido em todo o Estado, em torno do seu nome e de sua candidatura e destacou que tem visitado várias cidades por toda a Rondônia, conversando com a população.

          Sílvia Cristina está entre os três nomes que mais aparecem nas pesquisas feitas no Estado, na disputa pelo Senado. Ora aparece em primeiro, ora em segundo. No pior dos cenários, fica em terceiro, muito perto dos demais. Enfim, é um nome importante e já com currículo importante. As urnas vão dizer se ela deve ou não ser Senadora.

EM POUCOS DIAS, COMEÇA A MAIOR FEIRA AGROPECUÁRIA DA REGIÃO NORTE: VEM AÍ A RONDÔNIA RURAL SHOW

          Nem tente conseguir uma vaga de hotel em Ji-Paraná. Com muita sorte, poderá conseguir nas cidades próximas. Na cidade sede de mais uma edição da Rondônia Rural Show, o aluguel de uma casa média, para abrigar até oito pessoas, todos se apertando, não se paga menos do que cinco mil reais por uma semana. O estrondoso sucesso da feira internacional, que deve superar os 650 expositores, transforma toda a região central de Rondônia, tornando-a uma área com números positivos superlativos.

          A população de Ji-Paraná e cidades vizinhas quase triplica, durante a feira. O volume de empregos ofertados  cresce da média de 8 por cento no resto do ano, para mais de 25 por cento, no período anterior, durante e após a RR Show. No ano passado, por exemplo, a feira recebeu 446.238 mil visitantes ao longo de seis dias de programação. Mais que o triplo da própria população da cidade.

          Criada em 2012, no governo Confúcio Moura, a Rondônia Rural Show recebeu uma área doada pela Prefeitura de Ji-Paraná, ainda no governo do ex-prefeito Jesualdo Pires. É ali que se instalou o Parque Vandeci Rack. Começou modesta, mas foi crescendo e ampliando sua grandeza. Em 2026, por exemplo, seus negócios chegaram a 5 bilhões e 100 milhões de reais, a tornando a maior feira agropecuária da região Norte do Brasil.

          O secretário de Agricultura do Estado, Luiz Paulo, está praticamente morando no Parque. Falar com ele, de manhã cedo até perto da meia noite, só no local em que ele e sua equipe estão preparando a maior edição da história, até para marcar a última que será realizada no atual Governo.

          Aliás, foi na administração Marcos Rocha que a RR Show deu um salto em todos os aspectos, inclusive se tornando internacional. Aliás, Rocha diz que “o compromisso do governo é apoiar, por meio da feira, a dedicação dos produtores, conectando-os a novos compradores, para que esse esforço se transforme em renda para as famílias e desenvolvimento para o Estado’’.

           A feira começa na próxima segunda-feira, dia 25.

TENSÃO NA CÂMARA DE VEREADORES: PARTIDOS QUEREM TOMAR O MANDATO DE DOIS E JORNALISTAS PEDEM CASSAÇÃO DE OUTRO!

          O sempre bem informado Rubens Coutinho, em seus vídeos que estão bombando na Internet, comenta que dois vereadores de Porto Velho podem perder o mandato, por terem trocado de partidos. O primeiro caso é do vereador Thiago Tezzari. O seu ex-partido, o PSDB, quer seu mandato, alegando que a saída dele foi irregular. O mesmo quer o PRD, mas daí em relação ao mandato do vereador Doutor Santana.

           Há ainda, na Câmara Municipal, outro pedido de perda de mandato, mas daí por questões diferentes. Ele envolve o vereador Marcos Combate, que está sendo duramente criticado por parte considerável da mídia, por ter agredido um jornalista dentro do recinto do parlamento municipal.

           Os dois primeiros casos dependem da Justiça Eleitoral. O caso de Tezzari já está no Tribunal Regional Eleitoral. O de Santana ainda não ingressou na área do Judiciário. Obviamente que teria sido um erro crasso e de principiante se ambos os edis tivessem trocado de partido sem o cumprimento das exigências legais. Tanto Tezzari quanto Santana garantem que cumpriram rigorosamente o que a lei eleitoral exige. Os dois casos dependem, agora, da Justiça.

       O caso mais complicado é o do vereador Combate. Os pedidos de cassação do mandato, por  quebra de decoro parlamentar, pela agressão a um jornalista que o atacava e que Combate jura que tentou extorqui-lo. Há testemunhas do ato, incluindo outro vereador, Breno Mendes. Dentro do gabinete de Mendes é que Combate teria atacado o jornalista.

        O presidente Gedeão Negreiros encaminhou o assunto para análise da Procuradoria da Câmara e só depois de receber os pareceres pedidos, é que tomará sua decisão sobre o assunto. Na segunda-feira, um grupo de jornalistas, representando várias entidades, foram à Câmara, exigir o andamento do processo contra Combate. Até agora, nada aconteceu!

A IRRACIONALIDADE AMBIENTAL SE VOLTA CONTRA OS BÚFALOS E IMPEDE RONDÔNIA DE FATURAR ATÉ 12 MILHÕES E MEIO DE REAIS

          Aberração criada no pacote da irracionalidade ambiental, para atender principalmente os interesses das ONGs internacionais na Amazônia, o Instituto Chico Mendes (ICMBio) volta a matar búfalos que vivem entre a Reserva Biológica Guaporé, a Reserva Extrativista  Pedras Negras e a Reserva de Fauna Pau D'Óleo, no oeste de Rondônia, uma região de encontro entre três biomas: a Floresta Amazônica, o Pantanal e o Cerrado.

             O ICMBio diz que vai eliminar 500 dos 5 mil animais naquela região, usando armamento de grosso calibre e, pelo que se ouve, deixar as carcaças  onde forem abatidas. Tudo isso faz parte de um discurso ideológico burro. Na África, por exemplo, caçadores profissionais pagam até cinco mil dólares por cabeça (algo em torno de 25 mil reais) para poderem caçar estes animais.

          Aqui não!  Em nome da idiotice e da crença de que só instituições como o ICMBio sabem como lidar com a natureza e, mais ainda, impedindo qualquer estrangeiro que não seja ligado a ONGs bancadas com dinheiro do exterior de pisarem na Amazônia, a teoria descerebrada impede que Rondônia  fature algo em torno de 2 milhões e meio de dólares (ou algo em torno de 12 milhões e meio de reais!) caso permitisse a vinda de caçadores para fazer a matança.

          Mas aqui, não somos nós que decidimos. Há cerca de 20 anos, quando os búfalos começaram a destruir tudo que encontram pela frente, porque se reproduzem e não têm predadores, o ex-governador Ivo Cassol quis criar um sistema de caça paga. Quase foi enforcado em praça pública pelos ambientalistas idiotizados, dominados por uma ideologia que não permite nenhum tipo de real avanço da nossa sociedade.

         Hoje, funcionários do órgão estão matando animais, apenas porque descobriram, duas décadas depois, que eles estão destruindo a natureza. É uma burrice ideológica sem limites!

PERGUNTINHA

         Qual sua opinião sobre o que disse, em Oxford, na Inglaterra, o ex-ministro do STF, Luís Roberto Barroso, que renunciou há alguns meses, numa palestra a estudantes: "Sei que aconteceram coisas que criaram uma percepção negativa sobre a atuação da Justiça no Brasil. Mas eu preciso fazer essa defesa: o Judiciário é feito de uma gente que trabalha muito, incansável, e que defende a lei e o brasileiro!”


Fonte: Jornalista Sérgio Pires / Porto Velho-RO




terça-feira, 19 de maio de 2026

Triumph Motorcycles amplia portfólio no Brasil

 

Marca reforça presença em diferentes segmentos com novidades na linhas Modern Classics, que passam a chegar aos concessionários neste mês.

A Triumph Motorcycles dá continuidade à sua estratégia de expansão no Brasil com a chegada de novos modelos e atualizações ao portfólio, que estarão disponíveis nas concessionárias a partir de maio. As novidades reforçam a atuação da marca em diferentes segmentos, com evoluções de design, novas opções de cores e a ampliação da gama, agora ainda mais diversa e alinhada a diferentes perfis de motociclistas.


Na linha Modern Classics, a montadora reforça seu portfólio com atualizações que combinam estilo atemporal e tecnologia atual. O grande destaque fica para a Speed Twin 900, que passa a contar com uma nova opção de cor branca, reforçando ainda mais seu apelo contemporâneo e elegante — principal novidade do modelo neste ciclo. Equipada com motor bicilíndrico de 900 cc, a motocicleta entrega cerca de 65 cv de potência, com uma condução suave e previsível, ideal tanto para o uso urbano quanto para trajetos mais longos. O conjunto é complementado por ciclística equilibrada e recursos tecnológicos como iluminação full LED, modos de pilotagem, controle de tração e ABS otimizado para curvas, garantindo mais segurança e controle em diferentes condições de uso



Já a Bonneville T120 amplia suas opções com duas novas cores, Matt Silver Ice e Jet Black, mantendo seu posicionamento como um dos modelos mais icônicos da marca. Com motor bicilíndrico de 1.200 cc e aproximadamente 80 cv de potência, a T120 se destaca pelo torque elevado em baixas rotações e pela entrega linear, favorecendo uma pilotagem confortável e refinada. 

Assim como a Speed Twin 900, o modelo também incorpora tecnologias modernas de forma discreta, como controle de tração, modos de pilotagem, iluminação full LED e sistemas de frenagem com ABS otimizado, preservando o visual clássico aliado à funcionalidade contemporânea.

Fonte: Moto Adventure.com.br


ROBSON OLIVEIRA - Resenha Política

 PESQUISA

Há quem trate pesquisa eleitoral como quem consulta búzios em noite de tempestade: interpreta os números conforme as conveniências e vende certeza onde só existe volatilidade. Pesquisa é retrato, nunca profecia. Congela o instante, mas não o futuro. Basta um escândalo, uma operação policial, um tropeço verbal ou uma crise econômica para o humor do eleitorado mudar com a velocidade de manchete ruim em grupo de WhatsApp.
TRACKES
O que realmente interessa aos comitês eleitorais não é a pesquisa quantitativa exibida em horário nobre para animar militância e inflar ego de marqueteiro. O ouro está nas qualitativas. É ali, no subterrâneo das campanhas, que os estrategistas descobrem medos, rejeições, fadigas e percepções que não aparecem em gráfico colorido de televisão. É nas qualitativas que candidatos mudam discurso, recalculam postura e abandonam personagens fabricados por consultores que ainda acreditam viver na era do horário eleitoral de 2002.
MANIPULADAS
Claro que há pesquisas sérias. E há também as que parecem sair da prancheta de ficcionistas estatísticos. A legislação eleitoral é rígida no papel, mas o histórico brasileiro - e Rondônia conhece bem essa fauna - mostra levantamentos suspensos por suspeitas de indução, coleta enviesada ou metodologia criativa demais. Em eleições passadas, não foram poucas as pesquisas que serviram mais para fabricar ambiente psicológico do que para revelar realidade.
CICLONES
Mesmo assim, a influência delas já não é a mesma. As mídias digitais implodiram o monopólio narrativo das campanhas tradicionais. O eleitor de hoje recebe estímulos simultâneos, contraditórios e incessantes. O resultado é que pesquisa já não determina voto como antigamente. Em Rondônia, inclusive, há precedentes eloquentes de candidatos que chegaram às urnas muito maiores do que apareciam nos levantamentos divulgados na véspera. A urna, às vezes, humilha institutos e deixa comentaristas engravatados com cara de quem errou a previsão do tempo em dia de ciclone.
PREVISÃO
Os empolgados adoram tripudiar sobre adversários quando um número lhes favorece. Tratam pesquisa como troféu definitivo e campanha como campeonato encerrado antes do apito final. No fim, quase sempre acabam ridicularizados pela própria realidade que fingiam dominar. As redes sociais desmontaram velhas fórmulas de marketing político, aposentaram teorias mofadas e expuseram consultores que sobrevivem reciclando estratégias tão ultrapassadas quanto santinho jogado em porta de escola.
CENÁRIO
A pesquisa divulgada pela Atlas sobre a disputa presidencial surge justamente sob o impacto do desgaste sofrido por Flávio Bolsonaro após as revelações envolvendo suas relações com Vacaro, personagem encarcerado no escândalo do Banco Master. O levantamento mostra uma queda relevante do filho de Jair Bolsonaro num eventual segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva, indicando descolamento do petista no cenário projetado.
REJEIÇÃO
Para Lula, o dado é simultaneamente alívio e preocupação. Sai do empate incômodo com o herdeiro político bolsonarista, mas continua carregando um índice de rejeição perigosamente elevado. E rejeição acima de 50% não é detalhe estatístico; é um campo minado eleitoral. Reeleição não se constrói apenas ampliando intenção de voto. Exige reduzir resistência, diminuir fadiga e convencer parcela do eleitorado de que o desgaste acumulado não inviabiliza novo mandato.
EXAUSTÃO
O desafio do petista talvez seja menos eleitoral e mais emocional. Parte do eleitorado demonstra sinais claros de exaustão política. Lula ainda preserva musculatura popular, mas já não mobiliza com a mesma espontaneidade dos tempos em que transformava comício em celebração messiânica. Há um cansaço difuso no ambiente nacional, e ele precisará administrar isso com habilidade cirúrgica.
LINHA
A Atlas traz, portanto, boa notícia para o projeto de reeleição lulista, mas ainda muito distante de justificar foguetório. Há gordura para queimar e turbulências pela frente. Campanha presidencial brasileira raramente é linha reta; costuma parecer estrada amazônica em inverno rigoroso: lama, atoleiro e surpresa a cada curva.
EFEITOS
Em Rondônia, contudo, o eventual desgaste de Flávio Bolsonaro tende a produzir efeitos mais modestos sobre os candidatos estaduais do PL. A razão é simples: o campo competitivo local permanece essencialmente dominado pela direita. Os postulantes mais robustos ao governo orbitam o mesmo espectro ideológico, enquanto a esquerda rondoniense segue sem densidade eleitoral suficiente para sonhar realisticamente com segundo turno.
TERREMOTO
A menos que aconteça algum fato extraordinário - daqueles capazes de implodir candidaturas consolidadas em poucos dias - o cenário estadual parece caminhar para um duelo doméstico entre forças conservadoras. E este velho cabeça-chata, desconfiado por natureza e calejado por muitas eleições, duvida bastante que surja um terremoto político capaz de alterar drasticamente essa configuração.
SOMBRAS
A política rondoniense, sempre tão afeita aos personagens improváveis, agora assiste à ascensão de um candidato que saiu das sombras das caravanas bolsonaristas para tentar ocupar a ribalta do Senado. O podcast  Resenha Política entrevista hoje o empresário e pré-candidato ao Senado Bruno Scheid, homem que deseja ser conhecido não pelo sobrenome, mas pelo apelido político que virou selo ideológico: “Zero Cinco” da família Bolsonaro. Num país em que a política virou franquia familiar, faltava mesmo apenas abrir mais uma filial.
 
DRAMA
Sua entrada no mundo político não veio pela liturgia partidária, tampouco pela lenta mastigação das bases eleitorais. Surgiu de um episódio traumático transformado em combustível ideológico. Scheid relata que, em 2018, teria sido sequestrado e torturado por integrantes da Liga dos Camponeses Pobres, organização marcada por conflitos agrários e métodos radicais de enfrentamento. O caso atravessou Rondônia e chegou aos ouvidos de Jair Bolsonaro, então candidato à Presidência, que o telefonou para prestar solidariedade. Naquele instante, um drama regional virou narrativa nacional. E, na política contemporânea, narrativa vale quase tanto quanto voto - às vezes mais.

CONFIANÇA
Bolsonaro incorporou o episódio aos discursos de campanha como símbolo da violência no campo e da falência do Estado diante dos conflitos agrários. Scheid, por sua vez, passou de vítima de um episódio policial a personagem útil dentro do imaginário bolsonarista: o homem comum perseguido pelos inimigos ideológicos da direita. A amizade floresceu rápido. Convites ao Palácio do Planalto vieram depois. Em seguida, o posto informal de acompanhante constante nas viagens do ex-presidente. Algo entre escudeiro político e motorista de confiança das peregrinações eleitorais do PL. Em Brasília, proximidade física costuma valer mais que décadas de militância.
 
IMPOSIÇÃO
O resultado dessa convivência é que Bruno Scheid deixou de ser apenas um aliado e virou patrimônio simbólico do bolsonarismo. Sua candidatura ao Senado em Rondônia não nasceu exatamente do desejo orgânico do partido local. Foi empurrada de cima para baixo, como uma dessas encomendas que chegam de Brasília e ninguém ousa devolver ao remetente. O PL rondoniense engoliu a indicação sem mastigar muito. Há quem torça o nariz internamente, segundo o próprio candidato admite, mas Scheid reage ao desconforto partidário com a delicadeza de um trator de esteira: diz que “caga” para a opinião desses correligionários.

BRUTO
E talvez esteja justamente aí uma de suas forças. Bruno Scheid fala como quem não passou pelos cursos de media training que transformam candidatos em bonecos de isopor institucional. Seu vocabulário é bruto, sem verniz, embalado naquele estilo “anti-sistema” que continua encontrando audiência num eleitorado cansado da retórica plastificada. Certo ou errado, ele transmite autenticidade - qualidade rara numa República onde muitos políticos parecem textos revisados por assessoria jurídica antes mesmo de pensarem.

DOUTRINA
O curioso é que o personagem surpreende quando sai do cercado ideológico. Embora se apresente como bolsonarista radical e não rejeite o rótulo de extremista de direita, Scheid demonstra formulações menos simplistas em temas econômicos e ambientais. Defende reforma agrária dentro dos limites constitucionais, posição quase herética para setores mais histéricos do conservadorismo rural. Mas impõe uma linha de aço às invasões de propriedade: para ele, movimentos considerados ilegítimos devem ser combatidos com “força total estatal”. Inclusive pelos próprios proprietários. É a velha doutrina do porrete legalizado travestida de legítima defesa patrimonial.

IMAGEM
Ao contrário de parte da bancada bolsonarista que transformou o Senado numa espécie de tribunal inquisitorial contra ministros do STF, Scheid tenta vender a imagem de alguém interessado também em economia, fiscalização e desenvolvimento social. Sem deixar de abraçar as pautas morais da direita, afirma ter estudado durante três anos para entender os mecanismos legislativos e chegar preparado ao Congresso. É uma tentativa evidente de escapar do destino de certos parlamentares monotemáticos que passam o mandato inteiro caçando fantasmas ideológicos enquanto o país continua atolado em problemas concretos.

DIFERENÇA
A comparação indireta com Jaime Bagattoli aparece inevitavelmente. Bagattoli muitas vezes se projeta mais pelas cruzadas contra o STF e pela defesa dos interesses do agro do que por formulações institucionais amplas. Scheid parece perceber esse desgaste e tenta ocupar um espaço híbrido: manter o radicalismo identitário sem parecer intelectualmente raso. Quer ser o bolsonarista que lê planilhas.

FENÔMENO
E o que parecia apenas uma candidatura ornamental começa a ganhar musculatura eleitoral. Há poucos meses, Bruno Scheid era visto como uma imposição ideológica de Brasília sobre Rondônia. Hoje, já aparece crescendo nas pesquisas e incomodando concorrentes tradicionais. Seu nome circula entre conservadores com velocidade superior àquela que os caciques locais gostariam de admitir. Porque existe um fenômeno que a velha política insiste em subestimar: candidatos associados diretamente a Bolsonaro podem até carregar rejeição elevada, mas possuem um núcleo de lealdade eleitoral fanática que nenhum marqueteiro tradicional consegue fabricar em laboratório.

PARADOXO
Scheid compreendeu isso cedo. Não tenta parecer moderado. Não pede desculpas pelo extremismo. Não suaviza frases para agradar editorialistas ou professores de ciência política. Navega no sentido oposto da prudência estética contemporânea. E, paradoxalmente, isso lhe rende simpatia entre eleitores que enxergam nos políticos tradicionais apenas frases ensaiadas e gravatas vazias.

ANORMALIDADE
Pode soar como exagero de pré-campanha quando ele afirma que será o senador mais votado de Rondônia. Mas a política brasileira já produziu absurdos maiores. Em tempos normais, um homem que surgiu como personagem periférico de uma narrativa de campanha dificilmente ameaçaria estruturas consolidadas. O problema é que o Brasil político deixou de operar em tempos normais faz tempo.
CULTO
Há personagens que a universidade produz e há aqueles raríssimos espécimes que parecem ter sido moldados para lembrar à própria universidade o que significa inteligência. Encontrei ontem, durante o aniversário da amiga Regina - esposa do advogado Dr. José Filho - o ex-reitor da Universidade Federal de Rondônia, Ari Ott. O ex-magnífico continua exatamente como a memória coletiva da academia o preservou: culto, ferino, espirituoso e perigosamente lúcido.
REFINAMENTO
Ott segue sendo, de longe, o intelectual mais refinado já produzido pelos corredores da Unir. Conversar com ele continua exigindo duas qualidades raras nos tempos atuais: repertório e fôlego. Cada frase vem ornamentada por referências filosóficas, citações literárias e observações tão sofisticadas que, às vezes, o interlocutor ri primeiro e só entende a piada vinte minutos depois.
CONTEMPORANEIDADE
Seu humor permanece ácido em nível industrial. Há quem saia das conversas com Ari mais sábio; outros saem apenas feridos. Mas todos saem divertidos. O ex-reitor continua antenado com o tempo presente, embora enxergue a contemporaneidade como quem observa o Apocalipse sentado numa confortável cadeira de biblioteca. Para ele, o cidadão médio é fruto desse caldo civilizatório produzido pela digitalização da vida e pela substituição do pensamento pela dancinha verticalizada.
GRAÇA
Naturalmente, o tema “influencers” surgiu à mesa. Ott demonstrou sincera perplexidade com o fato de pessoas serem milionárias apenas filmando a própria rotina ou ensinando receitas de miojo motivacional. Sua opinião sobre o conteúdo produzido por essa nova aristocracia algorítmica, entretanto, é praticamente impublicável. E aí reside a graça: o refinado professor abandona subitamente Schopenhauer, Nietzsche e Ortega y Gasset para definir certos influenciadores com expressões tão populares e devastadoras que fariam corar até caminhoneiro em fila de posto.
VELOCISTA
Fisicamente, Ari Ott já não exibe a mesma velocidade dos tempos de juventude. As cartilagens do joelho direito resolveram pedir aposentadoria antecipada e impõem um ritmo mais lento às caminhadas. Mas só às caminhadas. Porque no raciocínio, no tirocínio e na língua afiada, Ott continua um velocista olímpico. Talvez mais perigoso agora do que antes. A idade lhe retirou a pressa, mas ampliou a precisão.
CELEBRAÇÃO
Foi uma noite para celebrar o aniversário de uma amiga, mas acabou transformada numa celebração involuntária da inteligência e do humor. Perto de Ari Ott, a gente percebe duas coisas: o quanto ainda sabemos pouco e o quanto a burrice contemporânea faz barulho demais. 

Fonte: Jornalista Robson Oliveira / Porto Velho-RO