quarta-feira, 1 de julho de 2026

Opinião de Primeira - COMO ACREDITAR EM ELEIÇÕES JUSTAS, DEPOIS DE GILMAR MENDES DIZER A LULA QUE O STF VAI VIGIAR O TSE?

 



Embora, como sempre, grande parte da imprensa carpete (aquela que se deita para que o governo Lula limpe seus pés) tenha silenciado, até veículos importantes como O Globo noticiaram que o ministro Gilmar Mendes teria deixado claro que o STF pode interferir nas decisões do TSE em relação às eleições deste ano.

           Lauro Jardim, um colunista importante do país que, nos últimos tempos, decidiu voltar a praticar o verdadeiro o verdadeiro jornalismo, relatou o encontro entre o Presidente da República e o ministro, onde ficou claro que os riscos de parcialidade nas eleições deste ano não partirá do TSE, como na última eleição, mas agora poderá vir da Suprema Corte, dominada pela maioria lulista de carteirinha.

           Nesta eleição geral de 2026, o Tribunal Superior Eleitoral, aquele que influenciou diretamente a eleição passada, favorecendo Lula, será comandado por dois não petistas. Exceções, aliás, junto com Luiz Fux. O trio forma uma minoria absoluta, perdendo feio para os representantes do atual governo, vários nomeados por Lula e outros governistas radicais, como o ministro comunista Flávio Dino.

                 Na eleição passada Lula podia chamar Bolsonaro de genocida, por exemplo, mas tinha aval para usar todo o palavreado que quisesse. Bolsonaro não podia dizer que Lula era ladrão, mesmo condenado em três instâncias por vários crimes e, ainda, que o atual Presidente era favorável ao aborto. Houve casos inacreditáveis, mas ficou por isso mesmo, porque o TSE era comandado pelos mesmos ministros que hoje podem tentar mudar decisões do tribunal eleitoral, caso elas não favoreçam seu protegido.

           É notório e nem os próprios ministros lulistas negam mais isso, que a Suprema Corte é parceira do atual governo.  E as frases de Gilmar Mendes, avisando Lula – segundo Lauro Jardim e outros poucos veículos de imprensa que reproduziram parte da conversa – de que o STF poderá “vigiar” o TSE, durante as eleições, é de uma gravidade inominável.  

             A maioria do Senado, que poderia evitar qualquer intervenção, seja de quem for, nas eleições gerais, continua sob o tacão da covardia e do rabo preso do seu presidente, Davi Alcolumbre. E do pânico, ainda mais em ano eleitoral, de um grande número de senadores que sujam as calças de medo de enfrentar o STF e seus ministros.

              Teremos eleições justas este ano? Teremos. Mas só se as decisões forem justas para apenas um lado. O outro, minoria no único lugar que poderia fazer o país voltar à verdadeira democracia, terá que se virar para tentar superar todos os obstáculos que lhe serão impostos. Inclusive pelo poderio do STF!

AGORA OS ATAQUES DO ICMBIO E IBAMA ATIRAM CONTRA PESSOAS DESARMADAS. CRIANÇA DE 12 ANOS FOI FERIDA À BALA

           Mentira. Violência. Crime. Truculência. Medidas completamente fora do que determina a Constituição, como buscar gado à noite ou de madrugada, em propriedades alheias. Explosão de balsas e dragas, jogando milhares de litros de óleo nos rios. E não se ouve ou vê qualquer ação do nosso Ministério Público Federal ou do Judiciário, para coibir estes abusos. Trata-se dos ataques virulentos do ICMBio, principalmente, mas também do Ibama e da Funai, contra produtores rurais no norte do Brasil.

          Nesta semana, uma ação desastrosa, com uso de helicópteros, várias viaturas e equipes com armamento pesado, acabou com duas pessoas baleadas na região de Novo Progresso, no Pará, inclusive uma criança de 12 anos.

          O caso teve repercussão nacional, incluindo o repúdio do governador licenciado, aliado ao PT, Helder Barbalho. Teve repercussão também em Rondônia, onde a dra. Tania Sena, que representa os garimpeiros do nosso Estado e do Amazonas, divulgou um vídeo protestando com veemência contra o que chamou de “crime praticado contra pessoas simples, trabalhadoras e desarmadas, que jamais reagiram”.

          Uma representante do ICMBio, falando como se fosse comandante de um Gulag, aqueles campos de prisioneiros na antiga União Soviética, disse, com petulância, que “apenas realizamos nosso trabalho”. E, ainda, teve a cara de pau de negar que as duas pessoas tenham sido baleadas, mas apenas que “foram atingidas por estilhaços”.

          O terror imposto aos garimpeiros e produtores rurais pelas forças do governo brasileiro é algo jamais visto na história do nosso país. Até porque quem poderia conter estes terrorismo ambiental lava as mãos e mantém seus braços cruzados!

BANCOS FICA COM A DECISÃO DE PRORROGAR OU NÃO EMPRÉSTIMOS. “É OUTRO ATAQUE AOS PRODUTORES”, PROTESTA MOSQUINI

          Defensor intransigente do agronegócio e dos produtores rondonienses, o deputado federal Lúcio Mosquini lançou, nesta semana, mais um protesto contra ato do atual governo e que causa prejuízos a quem vive da terra. Num vídeo divulgado em suas redes sociais, Mosquini afirma que houve “mais um ataque do governo para atrapalhar o produtor rural”.

            Segundo Mosquini, com a nova norma, aqueles que têm dívidas em bancos e que até agora era permitida a renegociação, agora não! O Conselho Monetário Nacional publicou a Resolução 5314, que deixa o banco à vontade. Se quiser prorrogar a dívida, prorroga. Se não, pode ferrar com o produtor”.

               Lúcio Mosquini lamenta que a decisão resulta em que tudo vai depender a livre e espontânea dos bancos. Por isso, avisa, está entrando com um recurso para derrubar esta decisão do Conselho Monetário Nacional. “Não é possível aceitar e eu não vou permitir mais uma pancada em cima dos nossos produtores”.

              Para o deputado, desta vez “a pancada veio muito forte”. Ele questiona: “qual o banco vai querer prorrogar uma dívida do produtor. E o produtor acumula cada dia mais dívidas”. Ele exemplifica: quem tem financiamento de vacas de leite e o leite com preço baixo; quem tem financiamento de lavoura de soja, que está agora com um dos menores preços de todos os tempos, não poderá prorrogar suas dívidas”.

             Mosquini repete que é uma decisão que não se pode aceitar e contra ela ele já está trabalhando. Para o deputado, “todos os dias, em Brasília, alguém acorda pensando qual o novo mal que vai causar aos nossos produtores!”

COMO SERÁ A RENOVAÇÃO NA ASSEMBLEIA LEGISLATIVA? HÁ NOMES MUITO FORTES QUERENDO MANTER SUAS CADEIRAS

          Como anda a corrida pelas 24 cadeiras da Assembleia Legislativa? A grande maioria dos atuais parlamentares (pelo menos 22) vão buscar a reeleição. Até agora, apenas dois deles (Delegado Camargo, candidato a vice-prefeito na chapa de Marcos Rogério e Ezequiel Neiva, candidato a deputado  federal) não vão correr atrás do eleitor para retornarem ao legislativo estadual.

            Do total de membros atuais da ALE, destacam-se a busca de mais um mandato de cinco mulheres. As atuais deputadas Ieda Chaves, Dra. Taíssa, Gislaine Lebrinha, Cláudia de Jesus e Rosângela Donadon querem voltar, na próxima legislatura, a ocupar suas cadeiras.

            Claro que todos os demais têm chances, mas não se duvida que há nomes muito fortes, querendo mais quatro anos. O trio que envolve o atual presidente (Alex Redano) e os ex-presidentes Laerte Gomes e Marcelo Cruz, certamente, estão entre os que têm chances reais de retornar às suas cadeiras.

             Há sim novos pretendentes com boas chances. A maioria dos nomes vêm do interior, mas surgem fortes possibilidades com candidaturas também da Capital. A relação é extensa e conta com muitos ex-Prefeitos, que deixaram seus cargos recentemente e agora sonham com o belo prédio do legislativo, em Porto Velho.

              Normalmente, se imagina que a renovação poderia atingir até 50 por cento, mas, com muita estrutura e recursos, a tendência é que aconteça algo em torno de 40 por cento de novas caras no parlamento nacional. 

PRESIDENTE DA APEX CRESCIMENTO DE 17 POR CENTO NAS NOSSAS EXPORTAÇÕES E OS 3 BILHÕES DE DÓLARES FATURADOS

        O crescimento das exportações de Rondônia, com um aumento de 17 por cento nas vendas ao exterior e um faturamento que beira os 3 bilhões de dólares, mereceu a gravação de um vídeo, recheado de elogios ao Estado, de parte do presidente da ApexBrasil, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações.

         Em seu depoimento, Laudemir Muller destacou o crescimento das nossas exportações em todo o país e, sublinhou: “isso vale também para a região de Rondônia”. Para ele, “daqui de Brasília, onde a Apex faz a promoção das nossas exportações, a gente vê a dinâmica do crescimento de Rondônia nos últimos anos”.

          Ele destacou, por exemplo, o crescimento do café, como produto de destaque ao exterior, “um café de excelência”, destaca, assim como o  cacau, “que vem conquistando premiações internacionais”. Citou ainda madeira, grãos e outros produtos. Exaltou o sucesso da Rondônia Rural Show e o programa Exporta Mais Amazônia, da Apex, “com resultados altamente positivos”.

          O governador Marcos Rocha, ao comentar o vídeo, aproveitou para fazer um desabafo. Depois de dizer que a ApexBrasil é grande parceira de Rondônia, ele destacou: “fui muito criticado pelas viagens internacionais, mas quem conhece o verdadeiro resultado deste trabalho é o produtor, que vendeu mais; a empresa  que cresceu e gerou novos empregos e as famílias, que passaram a ter mais oportunidades”.

          Depois de dizer que “Deus vê o esforço diário e o trabalho que está sendo realizado”, Rocha concluiu: “meu compromisso sempre foi servir com responsabilidade; abrir novos mercados; atrair investimentos e gerar desenvolvimento para Rondônia”!

PSD DEVE ANUNCIAR A PRIMEIRA DOBRADINHA PURO SANGUE DA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL: CAIADO E KASSAB

          A quarta-feira deve marcar o lançamento da primeira chapa pura sangue para a eleição presidencial deste ano. O ex-prefeito de São Paulo e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, deve ser oficializado como candidato a vice na chapa liderada por Ronaldo Caiado, o ex-governador goiano.

          O anúncio oficial deve ser feito em São Paulo e marcará também a oficialização da primeira chapa completa para a disputa presidencial. Os demais candidatos com chances  (Lula, do PT; Flávio Bolsonaro do PL e Romeu Zema, do Partido Novo, ainda não definiram seus parceiros) e só deverão fazê-lo mais tarde.

          A formação a dobradinha Caiado-Kassab traz para a chapa uma parte do eleitorado paulista, mas também daquele que quer sair da radicalização Lula/Bolsonaro. Ao mesmo tempo, Kassab é conhecido pelas articulações políticas bem sucedidas. Num, eventual governo de ambos, ele ficaria com a missão de costurar alianças no Congresso Nacional, garantindo a governabilidade.

          A dobradinha ouro sangue, com ambos os candidatos do mesmo partido, é a primeira a ser formada. A união de nomes de Goiás e de São Paulo pode fortalecer a candidatura de Caiado, que tem se postado com ideias de desenvolvimento, com programas especiais de segurança pública e principalmente contra o crime organizado. Ele deixou o governo de Goiás com 84 por cento de aprovação.

          Ronaldo Caiado aparece bem em algumas pesquisas para um eventual segundo turno contra Lula, mas ainda quer decolar perante o eleitorado brasileiro para chegar bem no primeiro turno. Há um acordo entre os candidatos antiPT e antiLula de que, aquele que for para o segundo turno contra o atual Presidente, terá o apoio dos outros dois. 

FERNANDO MÁXIMO FALA SOBRE PANDEMIA, RASTEIRA NA DISPUTA PELA PREFEITURA E SEUS PLANOS PARA O SENADO

          Na 12ª edição do RD Entrevista, o jornalista Vinícius Canova entrevistou o deputado federal Fernando Máximo, ex-secretário de Estado da Saúde e pré-candidato ao Senado pelo PL. Durante a conversa, Máximo abordou sua trajetória na Medicina e na vida pública; a passagem pelo comando da saúde durante a pandemia; os acontecimentos que antecederam as eleições municipais de 2024 e as articulações para a disputa eleitoral de 2026.

           Um dos principais temas abordados é a atuação de Fernando Máximo durante a pandemia de Covid-19. O ex-secretário afirma que encontrou uma rede que já enfrentava falta de leitos clínicos e de terapia intensiva.

           Segundo ele, Rondônia criou aproximadamente 400 leitos, ampliou unidades na capital e no interior, realizou testagem e vacinação em massa, distribuiu medicamentos e transferiu pacientes para outros estados. Máximo também relata que foi intubado e permaneceu 17 dias internado após contrair a doença.

           A conversa passa ainda pela eleição municipal de 2024. Fernando Máximo afirma que aparecia em primeiro lugar nas pesquisas para a Prefeitura de Porto Velho quando o União Brasil decidiu lançar outro nome. Segundo o deputado, a legenda filiou Mariana Carvalho, que foi o nome preferido. Diante da mudança, ele decidiu apoiar Léo Moraes no segundo turno e participou ativamente da campanha.

           Na discussão sobre as eleições de 2026, Fernando Máximo confirma que integra o grupo formado em torno da pré-candidatura do senador Marcos Rogério ao Governo de Rondônia. Questionado sobre uma possível disputa pelos mesmos votos com Bruno Scheid, afirma que não considera o aliado uma ameaça e lembra que o estado elegerá dois senadores. Máximo diz acreditar na eleição dos dois.

            A entrevista, na íntegra, está no link https://www.rondoniadinamica.com/v/HAEg4I5TSN4/12-rd-entrevista-fernando-maximo-pre-candidato-ao-senado-federal-pl

DEPOIS DE VÁRIOS ANOS, GOVERNO ACEITA QUE MICROS E PEQUENOS POSSAM AUMENTAR TETO DE FATURAMENTO

          Nada como um ano eleitoral! Finalmente, o governo brasileiro decidiu aumentar o valor máximo de faturamento das Micro e Pequenas Empresas, as famosas MEIs, que dão emprego a milhões de brasileiros.  Desde 2007 o valor  não é corrigido, conforme lembra o presidente do Sindicato das Micro e Pequenas Indústrias de Rondônia, o Simpi, Leonardo Sobral.

         O presidente Lula entregou ao deputado Hugo Motta, projeto do novo teto já aumenta o valor do teto para 110 mil em 2027 e chegará a 140 mil reais em 2028. Segundo Motta, o reajuste do teto faz parte de uma negociação direta, num pacote que previu a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabeleceu o fim da escala 6x1.

          Um dos argumentos para que os novos valores sejam implantados, é de que os MEIs podem ajudar a reduzir o déficit de força de trabalho, que será gerado pela redução da jornada. Durante logos anos, lideranças do setor têm lutado para o aumento do valor do teto para faturamento dos pequenos e micro empreendedores, sempre sem sucesso.

          O projeto começa a andar na Câmara Federal em breve, logo após o recesso. Para que possa valer já em 2027, ela terá que ser aprovada nas duas casas do Congresso e sancionada pelo presidente Lula antes do final deste ano. A proposta, em resumo, amplia o teto de faturamento para os este tipo de empresa, que continuarão a ter tratamento tributário diferenciado. “É muito menos do que queríamos”, sintetiza Leonardo Sobral.

COMO FICARÁ A RODOVIÁRIA COM NOVA ADMINISTRAÇÃO? EMPRESA SERÁ ANUNCIADA EM BREVE

          Em breve, a nova Rodoviária de Porto Velho estará sob nova administração. Nesta semana, foram abertos os envelopes da licitação e, das três concorrentes, uma já foi eliminada por não cumprir todas as exigências do Edital. Atualmente, o contrato é provisório.

          Se não houver mais problemas pelo caminho e nem as constantes ações judiciais que caracterizam este tipo de concorrência, a nova empresa pode ser anunciada nos próximos dois meses.

          A nova Rodoviária da Capital foi inaugurada pelo então prefeito Hildon Chaves no dia 30 de dezembro de 2024, um dia antes de encerrar o seu mandato. Logo que assumiu, Léo Moraes apontou vários problemas no prédio e o caso trouxe bastante tensão entre o ex e o atual Prefeito.

          Uma das decisões de Léo Moraes foi de encerrar o contrato provisório de administração da Rodoviária. Mais de um ano e meio depois, a licitação está andando e, agora, apenas duas empresas estão aptas para a decisão final.

          Com quase 8.500 metros quadrados de área construída, a Rodoviária da Capital se tornou uma atração, por sua beleza arquitetônica e pelo seu gigantismo. Depois de mais de quatro décadas, ela foi entregue à população, no final de 2024. O custo total beirou os 44 milhões de reais.

          Deste valor, 22 milhões de reais foram investidos pela própria Prefeitura e os outros 22 milhões vieram de emendas da então deputada federal Mariana Carvalho.

PERGUNTINHA

        Depois da grande vitória da nossa Seleção sobre os japoneses, você acha que já temos condições de pensar seriamente no Hexa ou acha que vamos ficar pelo caminho, quando enfrentarmos equipes muito mais fortes, como Argentina, França e Espanha? 


Fonte: Jornalista Sérgio Pires / Porto Velho-RO





terça-feira, 30 de junho de 2026

Turismo e Agro de Rondônia visitam "Projeto Pitaya" na Chácara do Sr. Gaúcho

 A Associação dos Guias de Turismo de Rondônia, em parceria com Celézio Garcia, o “Sr. Gaúcho”, realizou no dia 26 de junho de 2026 uma Visita Técnica à Chácara do Gaúcho, no km 22 da BR-364, Linha 22, sentido Acre.  O objetivo foi apresentar práticas sustentáveis e experiências produtivas no campo, com foco no cultivo da pitaya, fruta que vem ganhando destaque

Na recepção, a técnica em eventos Jocélia Vilaça e o anfitrião Sr. Gaúcho deram as boas-vindas aos visitantes.  Em seguida, foi servido um tradicional café da roça com pitaya in natura, geleias, brigadeiros e quitutes regionais.  

A programação técnica abordou toda a cadeia da pitaya: do plantio à colheita, produção e comercialização.  Sr. Gaúcho, maior produtor da fruta na região, conduziu os participantes pela plantação e explicou o manejo.  

Palestraram a engenheira agrônoma do Senar, Iris Lorrana A. da Silva Oliveira, e o pesquisador da Embrapa, Vinicius Miranda de Souza.  Também participou Jessyca Silva, além de Roneida, da equipe técnica de Ações Turísticas da Setur/RO.  

A ação reforçou o potencial do turismo rural e do agronegócio familiar como motores para a economia local.  Os guias de turismo conheceram de perto um produto com identidade rondoniense e alto valor agregado.  

A organização agradeceu à Polícia Militar de Rondônia pelo apoio logístico durante o trajeto.  Ao final, todos destacaram a qualidade da recepção e o café da manhã oferecido pela equipe da Chácara.  

O “Projeto Pitaya” se consolida como referência em inovação, sustentabilidade e turismo no campo em Rondônia

                                                                     



Vídeo

                                                     
                                       Fonte: Jocélia Vilaça - Porto Velho-RO




ROBSON OLIVEIRA - Resenha Política

 ENGRENAGEM

Há escândalos que rendem apenas manchetes passageiras. Outros deixam marcas profundas na história das instituições. A denúncia que tramitava sob sigilo desde 2023 e somente agora veio a público pertence à segunda categoria. Seu conteúdo, segundo a acusação, revela uma engrenagem complexa montada no interior da Assembleia Legislativa de Rondônia para influenciar a eleição da Mesa Diretora e assegurar a permanência de um mesmo grupo no comando do Parlamento.
INVESTIGAÇÃO
A peça acusatória descreve, em tese, um conjunto de ilícitos que inclui lavagem de dinheiro, peculato, grilagem, "gafanhotagem" e outros crimes contra a administração pública. Não se trata de uma narrativa construída apenas sobre ilações. Segundo os autos, há um volumoso conjunto probatório reunido ao longo da investigação, composto por interceptações telefônicas, escutas ambientais, registros de encontros entre investigados em hotéis, além do monitoramento de assessores transportando envelopes que, de acordo com a suspeita dos investigadores, conteriam dinheiro destinado às operações descritas na denúncia.
ESCÂNDALO
Caso esse acervo probatório resista ao contraditório e seja confirmado pela Justiça, Rondônia poderá estar diante de um dos mais graves escândalos políticos das últimas décadas. O jornalista Rubens Coutinho, do portal Tudo Rondônia, foi quem retirou o caso da sombra e revelou ao público detalhes da investigação.
ORIGEM
A denúncia menciona os deputados estaduais Alex Redano, Laerte Gomes e Jean Oliveira, todos com direito à ampla defesa e ao contraditório, garantias que devem ser respeitadas em qualquer Estado Democrático de Direito. Mas há um aspecto impossível de ignorar. O caso já deu origem a outros oito inquéritos, indicando que a investigação pode alcançar dimensões ainda maiores.
REINCIDÊNCIA
A impressão transmitida pelos autos é a de que as velhas práticas que tantos prejuízos causaram à imagem da Assembleia Legislativa talvez nunca tenham desaparecido completamente. Apenas permaneceram adormecidas por algum tempo.
DEGRADAÇÃO
É impossível não recordar um passado recente, quando diversos ex-deputados estaduais acabaram condenados e cumpriram longas penas por esquemas de corrupção que transformaram o Parlamento rondoniense em símbolo nacional de degradação institucional. A sociedade acreditou que aquela página havia sido definitivamente virada.
SEMELHANÇA
A denúncia agora apresentada, se vier a ser confirmada pelo Poder Judiciário, sugere exatamente o contrário: o enredo pode ter mudado de personagens, mas conserva um roteiro perigosamente semelhante.
FANTASMA
A Assembleia Legislativa existe para representar os interesses da população, fiscalizar o Executivo e produzir leis. Quando passa a ocupar espaço predominante nas páginas policiais, perde autoridade moral para cobrar ética de qualquer outro Poder. Se as acusações forem improcedentes, que os investigados sejam absolvidos e suas honras restauradas.  Mas, se forem confirmadas, Rondônia terá a amarga constatação de que o fantasma da corrupção parlamentar nunca foi exorcizado. Apenas esperava a oportunidade para voltar à cena.
CRÍTICAS
O deputado federal e pré-candidato ao Senado Fernando Máximo tem intensificado as críticas à situação da saúde pública de Rondônia. O problema é que ele não observa esse cenário da arquibancada. Durante quase quatro anos, foi secretário estadual de Saúde do governo Marcos Rocha e ocupou a principal cadeira responsável pela condução da política pública que hoje critica.
CONTRADIÇÃO
É natural que um parlamentar fiscalize a administração. O que desperta questionamentos é quando a crítica desconsidera o próprio histórico de gestão. Se os problemas estruturais da saúde persistem, é inevitável que parte do debate recaia sobre quem comandou a pasta por um período tão longo.
RESPONSÁVEL
O caso do Heuro simboliza essa contradição. Fernando Máximo afirma que deixou o projeto encaminhado e que os problemas surgiram apenas após sua saída da Secretaria. Entretanto, toda a modelagem administrativa, os procedimentos preparatórios e a condução do processo licitatório ocorreram durante sua gestão.
COMEMORAÇÃO
Mais do que isso, no dia do leilão realizado na Bolsa de Valores de São Paulo, Fernando Máximo estava ao lado do governador Marcos Rocha comemorando o resultado como uma conquista histórica para Rondônia. À época, o discurso era de sucesso absoluto.
ATRASO
Com o passar do tempo, porém, o projeto transformou-se em uma das maiores frustrações da saúde pública estadual. O Estado acabou abortando o contrato ao constatar que a empresa vencedora não reunia condições de executar uma obra dessa dimensão. O resultado foi um enorme atraso para uma população que continua aguardando um hospital prometido há anos. Politicamente, é difícil dissociar esse desfecho de quem participou diretamente da concepção, da modelagem e da celebração do processo.
DECISÃO
Outro argumento frequentemente utilizado pelo parlamentar é a aquisição de um hospital durante a pandemia. Evidentemente, a Secretaria de Saúde participou da condução técnica da operação. Mas decisões dessa natureza pertencem ao governo e são tomadas sob a liderança do chefe do Executivo. Atribuir exclusivamente a si uma decisão institucional simplifica um processo que envolveu toda a estrutura administrativa do Estado.
OMISSO
Também chama atenção sua atuação discreta em temas de grande impacto para Rondônia, como a concessão da BR-364. O modelo implantado gerou críticas pelo elevado custo dos pedágios e pelas expectativas ainda não concretizadas em relação às obras de duplicação. Como deputado federal, Fernando Máximo teve espaço para participar desse debate com maior intensidade.
RESPONSÁVEL
O Hospital João Paulo II permanece enfrentando problemas históricos. O novo hospital continua distante da realidade. A saúde estadual ainda convive com dificuldades conhecidas da população. São questões que fazem parte do legado de diferentes governos, inclusive do período em que Fernando Máximo esteve à frente da Secretaria.
ESTRATÉGIA
Agora, em pré-campanha ao Senado, o deputado percorre os municípios reforçando a imagem construída durante a pandemia e associando sua trajetória pública a frequentes referências à fé. Trata-se de uma estratégia legítima de comunicação política. Mas nenhuma narrativa, por eficiente que seja, substitui a necessidade de prestar contas da própria gestão.
COERÊNCIA
Na política, a coerência continua sendo um dos critérios mais importantes para avaliar um homem público. Antes de cobrar os outros, todo candidato precisa estar disposto a responder pelas decisões das quais participou. O eleitor, por sua vez, ganha mais quando confronta discursos com fatos e marketing com resultados.

Fonte: Jornalista Robson Oliveira / Porto Velho-RO.