Fato é que existem escolhas que fazemos e que nem percebemos o quão são importantes são
Começamos o mês de setembro de uma no importante, pois vamos execujtar o exercício do voto - uma conquista de muitas lutas. O voto será o protagonista do ano. Por meio dele, tudo em nossas vidas será definido.
Maria Helena, por certo, irá dizer: "Já estou de olho em quem vai sair candidata"; Lucas vai comentar: "Eleição complicada né? Vamos rter que escolhir cinco representantes, além de dois vices que virão no combo"; há quem vá dizer: "Hã? Vai ter eleição este ano? E tem quem nem quer saber, e a eleição passa ao largo, deixando de ser um compromisso, resultando na famosa obstenção, que, na última, em nossa cidade, ficou nos 22%.
Fato éque existem escolhas que fazemos e que nem percebemos o quão importantes são - nosso voto é uma delas. E, votando ou não, as consequências virão. Podemos dizer uma lista dos vários tipos de votos: o despreparado mesmo - que surgiu para "cumprir tabela", o "meu chefe" mandou; o responsável - consicente das consequências; o rabo preso: praticamente um "voto de cabresto"; o estreante - nem por isso inconsequente; o pechinchado, o que não quer sair perdendo, dentre outros tantos.
Porém, sendo muitos os motivos a determinar nossas escolhas, corremos o risco de perder a essência do ato. Banalizar o voto é alienar-se da vida em comum e desconsiderar o percurso histórico de nossas conquistas, deixando a democracia vazia de sentido, o que contribuiu para desgastar nossas instiutições e oportunizar o surgimento de governos tirânicos.
Mas, se você tivesse que responder sobre qual a importância do voto, a resposta talvez não viesse de imediato. E isso não significa o despreparo, mas a certeza de que algumas perguntas merecerm maior reflexão sobre a resposta. O processo de "estar no mundo" apresenta sua dimensão política quando traz o sentimento de pertencimento, e temos, no período eleitoral, um momento que pode favorecer esta percepção.
Fiquemos, então, no campo da pertinência do voto, da sua importância coletiva, de modo a que colocarmos disponíveis para entender as diferentes necessidades da população e não só as nossas. Definir oque pode ir na mesa do almoço dos brasileiros, por exemplo, envolve todo um processo de relações entre vários segmentos da sociedae e pode, justamente, ser definido no momento do voto. Levemos em consideração o trecho da música de Gonzaguinha: "somos nós que fazemos a vida, como der, puder, ou quiser". E, quando você dá valor ao seu voto, o protagnoista é você, sujeito definidor da história vindoura.
Fonte: Luciana Bonosque Figueiredo - Pedagoga, compõe o "Coletivo Mulheres na Política". (Jornal Diário da Região)
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